O Tópico do Ténis! [US Open 2026]

Um jogo de extraterrestres!

Fantásticos jogadores. E os big3 têm um digno sucessor em Medvedev.

Estive de viagem o dia todo, mas do lado do pendura agarrado ao smarphone. Ao meio dia recebi um alerta:
- Esgotou o seu plano de dados!
A seguir canibalizei os dados do hotspot da minha mulher, mas vi o jogo todo!
 
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Um jogo de extraterrestres!

Fantásticos jogadores. E os big3 têm um digno sucessor em Medvedev.

Estive de viagem o dia todo, mas do lado do pendura agarrado ao smarphone. Ao meio dia recebi um alerta:
- Esgotou o seu plano de dados!
A seguir canibalizei os dados do hotspot da minha mulher, mas vi o jogo todo!

Andei a passear com a patroa e passamos a manhã agarrados ao telemóvel [:D] estavamos na piscina interior do hotel, telemóvel no meio a dar o jogo. Fomos almoçar, pequena interrupção. Passamos num parque entre o carro e o restaurante. Num banco está um casal a fazer o mesmo que nós, cada um no seu telefone [:D] ao almoço lá teve que estar a emissão a dar o tempo todo. Abençoada tecnologia e que dois monstros no court [:cool:]
 
O Tsitsipas é natural em terra batida e tem jogo tal como o Zverev, lembrar que o Zverev já ganhou o MM de madrid contra o Nadal e teve quase a ganhar Roma ao Nadal que foi salvo pela chuva, e derrotou o Djokovic em Roma.

Depois há o Sinner, Alcaraz, Berretini e Felix.

Big 3 são extraordinários, e terem jogado ao mesmo tempo ainda mais extraordinário foi, e ainda havia Delpo que podia ter estado muito perto deles se não fossem as lesões, o Murray e o Stan.

ATP´s, nos Grand Slam a história é outra.
 
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Não pude ver o encontro ao vivo. Acabei por ver em diferido. Que jogão!

Grande, enorme Nadal! Medved esteve também muito bem mas, como escrevi aqui ontem, Nadal é ... Nadal!

Brilhante come-back do espanhol. Não poderia ter sido melhor. E ganhar uma final de um Grand Slam, em 5 sets, recuperando de uma desvantagem de 2 sets ... só mesmo o Nadalapr:)

Na verdade o Djokovic no ano passado também ganhou o Rolland Garros contra o Tsitsipas recuperando de um 2-0.

Que grande vitória do Nadal, velhos são os trapos [:D]
 
O Direito ao Delírio
Hugo Tavares da Silva
31.01.2022 *

Não era suposto. Não era suposto agigantar-se naquele desporto. Não era suposto ser um exemplo*para tantos miúdos. Não era suposto ser tão castigado pelas lesões. Não era suposto ter de interromper, algumas vezes, o seu ofício para sarar o corpo amarrotado. Não era suposto continuar a ganhar tanto. Não era suposto ser uma besta insaciável e um cavalheiro*ao mesmo tempo. Não era suposto deixar de suar. Não era suposto ter medo*de não voltar a ser quem era. Não era suposto regressar*assim. Não era suposto estar mais de cinco horas no court. Não era suposto o rival, com menos 10 anos, perguntar-lhe “não te cansas?”. Não era suposto sorrir e emocionar-se como quem começou ontem. Ou era?

Rafael Nadal, desenhado e afinado com peças de um tipo de maquinaria que já não existe, talvez não tenha pensado tanto nisso e, ao não ser réu no pesaroso julgamento do pensamento, continuou, como se só lhe restasse continuar. Talvez tenha optado pelo direito a sonhar, ou até pelo*direito ao delírio. Uma vez, para explicar*um texto*numa televisão qualquer, Eduardo Galeano recordou a frase do amigo e cineasta Fernando Birri. Perguntaram-lhe, numa universidade em Cartagena das Índias, para que servia a utopia. O escritor uruguaio até sentiu pena do companheiro, mas acabou por ouvir algo que considerou estupendo. “A utopia está no horizonte”, refletiu Birri. “Eu sei muito bem que nunca a alcançarei, que se caminho 10 passos ela se afastará 10 passos. Quanto mais a procurar, menos a encontrarei, porque ela se vai afastando à medida que me aproximo. Boa pergunta, para que serve? A utopia serve para isso: para caminhar.” E Rafa caminhou.
Depois de 5h24, o espanhol bateu o colossal Daniil Medvedev na final do Open da Austrália (2-6, 6-7, 6-4, 6-4, 7-5) e transformou-se, ao ganhar o 21.º torneio do Grand Slam,*no maior tenista de todos os tempos. Houve de tudo, pancadas divinas, trocas de bolas longas, curtas, geniais, inusitadas. Houve também o suor que*explicava*quem era Nadal. A certa altura, Medvedev pôde fazer o 4-2 no terceiro set – ganhara os dois anteriores – e tinha três pontos de break. E Nadal, excelso competidor, entrou no seu estado de euforia, de monstro que sua como quem saliva por mais, que joga para dormir em paz. O mental engoliu a dúvida,*e empurrou para o esquecimento a hesitação que nunca lhe chegou aos músculos e às feridas. “Há um mês e meio não sabia se jogaria ténis outra vez”, desabafou depois da final. Enfim, o direito ao delírio.
O Open da Austrália costuma ser a melhor maneira de começar o ano que arranca sempre com o travão de mão puxado. Olvidando o óbvio, o notável e glamoroso ténis que oferece, aquele torneio rega o mundo inteiro com histórias especiais, como as de*Danielle Collins*e Ashleigh Barty, que*interrompeu a carreira*por uns tempos para tratar de uma depressão, viajar, jogar críquete e viver como uma adolescente normal. Hoje, Barty é a número 1 e foi campeã em casa. Mas também houve o maravilhoso e caótico ténis de Nick Kyrgios: o artista errante*caiu, nos singulares, com Medvedev e recompôs-se*ganhando em pares*ao lado de Thanasis Kokkinakis
 
Na verdade o Djokovic no ano passado também ganhou o Rolland Garros contra o Tsitsipas recuperando de um 2-0.

Que grande vitória do Nadal, velhos são os trapos [:D]

Sim, mas eu referia-me ao Australian Open (embora não me tenha expressado devidamente).

Grand Slams ganhos em 5 sets, depois de estar a perder por 0-2 foram poucos ao longo da história do Ténis (apenas 7).
A maioria aconteceu em Roland Garros (por 5 vezes). O outro Grand Slam ganho em 5 sets, após desvantagem de 0-2, ocorreu no US Open (2020) com Dominic Thiem a superiorizar-se a Alexander Zverev. Em Winbledon, nunca aconteceu tal façanha. [;)]

Já agora fica a aqui a lista dos 7 tenistas que conseguiram esta proeza de recuperar de 0-2 e ganhar uma final de um Grand Slam:

Bjorn Borg (1974, Roland Garros)
Ivan Lendl (1984, Roland Garros)
André Agassi (1999, Roland Garros)
Gastón Gaudio (2004, Roland Garros)
Dominic Thiem (2020, US Open)
Novak Djokovic (2021, Roland Garros)
Rafael Nadal (2022, Australian Open)
 
Resposta de Nadal à mensagem de Federer após a final do AO.
A classe, o respeito, a educacao (berço,) de dois senhores, bem presente nas suas mensagens.

“It means a lot to me,” Nadal said after reading Federer’s words. “We have an amazing relationship - we did amazing things together. For me it’s a great honour to be part of his era.
“Together we have enjoyed and lived amazing moments of the history of our sport. To receive a message like this from him means a lot to me.
“I wish him well, he knows, and I really hope that we will be able to play again in important stages.”
 
Atenção aficcionados do Tenis.

Amanhã o "conquistador" regressa a uma final AT250 12:00 Sportv3.

Eu vi (mas não ouvi...) a meia final, impossível ouvir aquela tipa da Tânia Couto, continua o extremo mau profissionalismo de falar durante os pontos, principalmente nos principais, é inacreditável como continuam a meter a gaja a comentar o que quer que fosse... [8b]
 
Eu vi (mas não ouvi...) a meia final, impossível ouvir aquela tipa da Tânia Couto, continua o extremo mau profissionalismo de falar durante os pontos, principalmente nos principais, é inacreditável como continuam a meter a gaja a comentar o que quer que fosse... [8b]

Carrega no mute! [:p]

Eu faço isso com o irmão dela
 
João Sousa a regressar às grandes vitórias depois de dois anos de grandes desilusões e uma verdadeira travessia do deserto.

Ver o Frederico Marques a chorar que nem um miudo, dá para perceber a descompressão que esta vitória representa para ambos, depois de todas as criticas e contestação ao treinador, percebe-se o momento.

Parabéns a ambos!
 
Uma pena as lesões terem retirado do ténis um jogador como o Del Potro, foi o seu último jogo perante o seu público, se jogar mais algum será no Rio, e é o fim... :(


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