O tópico Volvo (agora todos com vel. máx. limitada)

Medida de marketing nada mais. Se estão realmente preocupados com velocidades muito elevadas, então limitem o carros a 120/130km/h e não se fala mais no assunto. Mas pior ainda, é não impor o mesmo limite a Polestar com medo de não conseguirem vender os carros...

Infelizmente, isto é apenas uma pequena amostra do que o futuro nos reserva em relação aos carros...
 
O limite a 180 km/h corresponde a uma velocidade máxima cerca de 20 km/h inferior ao meu carro atual, pelo que nem é pelo valor em si.

No entanto, confesso que não gosto que uma marca tenha essa "ingerência" num veículo hipoteticamente conduzido por mim. Os 250 km/h de limitação eletrónica dos carros alemães, além de ser um valor bastante mais elevado (nalguns casos, o limitador coincide com a v. max. do respetivo carro), não me chocam, até porque se trata de um acordo de cavalheiros.

Mas como consumidor, diria que esta medida da Volvo terá mais contras do que prós, pelo menos falando por mim...
 
Tenho um Volvo com potência mais do que adequada para o carro que é. Não posso precisar mas talvez tenha ocorrido uma ocasião apenas em que tenha andado a 180 ou mais. Não vejo nenhuma ocasião onde exista "necessidade" de circular a essa velocidade.

Dito isto discordo fortemente desta medida. Acho que é uma manobra de marketing hipócrita e que em mim em particular tem um efeito contrário.

Sei que o futuro vai dividir os carros nos que são "utilitários" não no sentido de dimensão mas no sentido de servirem apenas de viajar de A para B com um determinado nível de rapidez, conforto, segurança e custo e os carros "lúdicos" onde os temas emocionais serão mais fortes. Mas como apaixonado por carros preferia que esse futuro estivesse mais longe e que as linhas se mantivessem cinzentas como são hoje.

Esta ação torna menos provável que compre um volvo no futuro.
 
Tenho um Volvo com potência mais do que adequada para o carro que é. Não posso precisar mas talvez tenha ocorrido uma ocasião apenas em que tenha andado a 180 ou mais. Não vejo nenhuma ocasião onde exista "necessidade" de circular a essa velocidade.

Dito isto discordo fortemente desta medida. Acho que é uma manobra de marketing hipócrita e que em mim em particular tem um efeito contrário.

Sei que o futuro vai dividir os carros nos que são "utilitários" não no sentido de dimensão mas no sentido de servirem apenas de viajar de A para B com um determinado nível de rapidez, conforto, segurança e custo e os carros "lúdicos" onde os temas emocionais serão mais fortes. Mas como apaixonado por carros preferia que esse futuro estivesse mais longe e que as linhas se mantivessem cinzentas como são hoje.

Esta ação torna menos provável que compre um volvo no futuro.
Necessidade? Quando se está atrasado para o trabalho.
 
A maioria dos acidentes mortais em AE não acontecem a alta velocidade simplesmente porque a velocidade de impacto é sempre bastante inferior. Boa...mas que argumento fabuloso, e bem falacioso, Avant [:D]

Uma já boa parte das autobahns tem limites de velocidade variáveis e de acordo com as condições atmosféricas e o nível de tráfego, como bem sabes. A velocidade de circulação média da rede anda em torno dos 120-130 km/h.

E take it as you wish mas o número de mortes por km percorrido nas AEs alemãs é de 1.7 por mil milhões de Kms percorridos (dados de 2018). Por comparação na vizinha França -que tem dos piores registos de sinistralidade rodoviária global entre os países ocidentais- é 20% inferior. E no UK, 92% inferior.

Como é fácil perceber, se tens uma fasquia mais alta de velocidade máxima vais necessariamente ter uma velocidade média de impacto/acidente superior nessas vias. As distâncias de travagem são maiores, a capacidade de recuperação de trajectórias também, a reacção a distúrbios no teu ritmo também e por aí fora. Por melhor comportamento e condutores que tenhas, a física é inultrapassável.

E isto não quer dizer que só a velocidade mata ou que é a única coisa que nos devemos preocupar. Isso é também uma fuga recorrente na discussão sobre sinistralidade rodoviária.

Claro que sim.

Mas, caso não saibas, em Portugal, apenas cerca de 17% das vítimas mortais em acidentes de viação ocorrem em auto-estrada. As restantes estão igualmente distribuídas por outro tipo de vias, dentro e fora das localidades.

Ainda continuas a afirmar que limitar a velocidade dos carros contribui extraordinariamente para diminuir a quantidade de acidentes?
 
Uma "politiquice" mesmo... porque como já referido, a VOLVO vendeu a imagem que é para não ter mortes ou feridos nos seus carros...

Ora embater a 180km/h... duvido muito que saiam de lá pelos próprios meios...


https://www.sapo.pt/noticias/motore...ade-dos-seus-modelos_5c7d30044404a905d37c8ba8

Se reduzires a velocidade para 20km/h reduzes ainda mais.... e sabes que mais? Se deixares de vender carros passas a ter 100% de certeza que ninguem morre neles. Faz sentido?
Enfim, só se demonstra que é uma manobra de marketing hipócrita
 
Tenho um Volvo com potência mais do que adequada para o carro que é. Não posso precisar mas talvez tenha ocorrido uma ocasião apenas em que tenha andado a 180 ou mais. Não vejo nenhuma ocasião onde exista "necessidade" de circular a essa velocidade.

Dito isto discordo fortemente desta medida. Acho que é uma manobra de marketing hipócrita e que em mim em particular tem um efeito contrário.

Sei que o futuro vai dividir os carros nos que são "utilitários" não no sentido de dimensão mas no sentido de servirem apenas de viajar de A para B com um determinado nível de rapidez, conforto, segurança e custo e os carros "lúdicos" onde os temas emocionais serão mais fortes. Mas como apaixonado por carros preferia que esse futuro estivesse mais longe e que as linhas se mantivessem cinzentas como são hoje.

Esta ação torna menos provável que compre um volvo no futuro.

É isto. O meu primeiro carro também estava limitado a 180 (não dava mais [:D]), não é por causa da velocidade em si.

É por causa da hipocrisia da medida, que claramente não serve para prevenir coisa nenhuma, e que me está a castrar um carro pelo qual eu lhes pago dezenas de milhares de euros.

E claramente vai-lhes tirar mais clientes do que os que lhes vai angariar, mas OK, posso estar errado.

Em termos de segurança o que eu gostava de ver nos carros era um sistema TCAS como nos aviões, que tornam colisões no ar quase impossíveis.

Agora vender carros com 300 e 400 cv como anunciam, e depois, desculpe lá, isto acelera até aos 180 e pára por aí, e assim você já não morre nos nossos carros, é apenas imbecil.
 
Se reduzires a velocidade para 20km/h reduzes ainda mais.... e sabes que mais? Se deixares de vender carros passas a ter 100% de certeza que ninguem morre neles. Faz sentido?
Enfim, só se demonstra que é uma manobra de marketing hipócrita


Gosto da marca... mas era o que mereciam (deixar de ter vendas). [;)]
 
Isso é um argumento nonsense/primário pois obviamente que quando baixas a fasquia da velocidade máxima permitida o efeito que tens é baixares a velocidade média de impacto. E que nunca é o valor da dita velocidade máxima. É assim quando estipulas 120, como 130, como 150 como qualquer outro valor. O efeito é sempre uma velocidade média de impacto mais baixa e que é sempre muito inferior ao dito limite.

De resto o valor em torno dos 180 km/h resulta do limiar para as diferentes ajudas de condução semi-autonoma conseguirem manter o carro num envelope de circulação potencialmente "accident-free" e, com isso, cumprirem o objectivo das zero mortes e zero feridos graves.

Realisticamente é um valor bem mais que razoável a todos os níveis para qualquer tipo de utilização em AE. Se querem andar mais, vão para os lugares apropriados que -e isto parece continuar a ser um segredo e revelação para muitos- não é a via pública.

Ao ler o teu post fico com a sensação de que nós estamos a falar de coisas diferentes. O tema era limitadores de velocidade em Volvos e tu estás a falar de limites de velocidade.

Na maioria dos países civilizados os limites de velocidade andarão entre os 100 e os 140 em AE ou vias equiparáveis. O limite de velocidade será a velocidade de referência para 70 ou 80% dos condutores (excluindo aqui Portugal e outros países em que a tolerância é grande).

Concordo contigo quando dizes que numa AE em que o limite seja 100, os condutores vão conduzir tendencialmente mais devagar do que numa AE em que o limite é 140. E até aceito que a primeira tenha menor sinistralidade global.

No entanto, para mim enquanto condutor, um Volvo limitado a 180 é exatamente tão seguro quanto um Volvo que dê 250, porque vou conduzi-los ao mesmo ritmo (que é bastante inferior aos 180).

Pelo que o efeito prático é nulo para mim e para a maioria dos condutores.

Mas há sempre aquele dia quando o rei faz anos em que gosto de andar um pouco mais depressa durante 2 ou 3 min, coisa que não vou poder fazer.

Um Volvo que tenha um embate frontal a 180 fica em bom estado? E os ocupantes salvam-se?
 
Acho que é maneira de promover a marca Polestar, como a divisão desportiva e separar mais as duas marcas. Queres um Volvo desportivo, vai para a Polestar.

PS:Por acaso tenho ideia que o meu carro estava limitado e quando levou com a optimização da Polestar deslimitou...
 
Tanta dramatização que para aqui vai... :eek:

Vocês continuam a não querer perceber que esta limitação de velocidade não tem apenas relação com a segurança/acidentes, mas terá outras vertentes associadas, como a tentativa de melhor eficiência energética dos sistemas hybrid/electricos, futuras conduções autónomas, etc, etc,...

E o futuro vai caminhar por aqui. Aqueles que agora dizem que não comprarão Volvo por esta razão, um dia destes terão que dizer o mesmo de outras marcas. O paradigma automóvel está a mudar, e é necessário percebê-lo, ou pelo menos tentar.
 
Tanta dramatização que para aqui vai... :eek:

Vocês continuam a não querer perceber que esta limitação de velocidade não tem apenas relação com a segurança/acidentes, mas terá outras vertentes associadas, como a tentativa de melhor eficiência energética dos sistemas hybrid/electricos, futuras conduções autónomas, etc, etc,...

E o futuro vai caminhar por aqui. Aqueles que agora dizem que não comprarão Volvo por esta razão, um dia destes terão que dizer o mesmo de outras marcas. O paradigma automóvel está a mudar, e é necessário percebê-lo, ou pelo menos tentar.



Claro que as mudanças se devem também a isso... e o caminho será esse de "hibridos/electricos"...

Tal como cada vez mais, o pessoal mais novo, não quer saber da condução e afins... querem ser levado até aquele ponto.

Ainda há uns poucos de anos, numa reportagem o Japão estava a abordar a questão, por existirem cada vez menos pessoas novas a tirarem a carta de condução.
 
Acho que é maneira de promover a marca Polestar, como a divisão desportiva e separar mais as duas marcas. Queres um Volvo desportivo, vai para a Polestar.

PS:Por acaso tenho ideia que o meu carro estava limitado e quando levou com a optimização da Polestar deslimitou...

O Tuga é lixado. Muito bem apanhado. apr:)

Polerstar é uma "marca" independente »» não cai no âmbito da limitação »» siga vender Polerstar.

Mais um que acha que a medida não faz sentido nenhum.
 
Claro que as mudanças se devem também a isso... e o caminho será esse de "hibridos/electricos"...

Tal como cada vez mais, o pessoal mais novo, não quer saber da condução e afins... querem ser levado até aquele ponto.

Ainda há uns poucos de anos, numa reportagem o Japão estava a abordar a questão, por existirem cada vez menos pessoas novas a tirarem a carta de condução.

Claro que isso não terá nada a ver com os carros, na sua maioria, se terem transformado em electrodomésticos com uma manutenção caríssima, e que não dão rigorosamente nenhum prazer a usar.
 

O simples facto das participações sociais da Polerstar serem detidas a 100% pela Volvo não significa que não possa ser tratada, para os mais diversos aspectos, como uma marca independente e autónoma; desde logo porque deve ser uma sociedade comercial distinta.

Seria como a VW anunciar que todos os seus carros seriam limitados a 180. Isso incluiria obrigatoriamente a Porsche, Audi, Skoda, Lambo?
 
O simples facto das participações sociais da Polerstar serem detidas a 100% pela Volvo não significa que não possa ser tratada, para os mais diversos aspectos, como uma marca independente e autónoma; desde logo porque deve ser uma sociedade comercial distinta.

Seria como a VW anunciar que todos os seus carros seriam limitados a 180. Isso incluiria obrigatoriamente a Porsche, Audi, Skoda, Lambo?

Technicalities não são desculpa para hipocrisia.

Foi exactamente o que disse antes. Temos aqui um carro, para sua segurança, limitado a 180 km/h (como se ninguém pudesse conduzir abaixo dos 180, se assim o entender), mas se assim pretender, temos aqui um kit de uma empresa que não temos nada a ver, a não ser sermos donos dela, e que já tira o limite.

Há limites.
 
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