Obsolescência programada nos automóveis ?

TerranoII

Well-known member
Um artigo que dá que pensar sobre toda esta questão de que antigamente é que se faziam bons carros e agora os mesmos têm prazos de validade mais curtos.
Serão os automóveis atuais uma bomba relógio ?
Obsolescencia-programada-en-el-automovil-Mercedes-W123-24-1.jpg

https://www.autocasion.com/actualidad/reportajes/la-obsolescencia-programada-en-los-coches
 
Sim são. Cada vez mais são concebidos para durar x. São feitos para satisfazer o cliente inicial, que é o que está a dar dinheiro ao fabricante.
O x depois depende da marca, do modelo, do cliente, etc.
Um carro de segmento de luxo tem um cliente tipo que gosta de andar sempre com um carro novo com as últimas tecnologias. Portanto só tem de ser fiável durante os primeiros 3 ou 4 anos.
 
Nao, nao sao.
Aguentam muita porrada, mas, devido à complexidade, nem sempre corre da melhor forma.

Por tabela temos tambem casos dos componentes serem os mais baratos possíveis, enquanto no passado eram feitos para, por exemplo, 3 modelos diferentes, um mais puxado que os outros, resultando em 2 modelos "sobredimensionados".
 
A complexidade diminui o tempo de vida de qualquer componente. Se estamos a caminhar para a electrónica é normal que a fiabilidade seja reduzida.

Mas toda a gente sabe que as marcas usam a obsolescência programada, de carros e não só.
 
Na generalidade os carros actuais não são tão fiáveis e duráveis como os que haviam há 20 anos atrás, isto por vários factores, não podemos achar que é apenas porque as marcas decidiram de forma deliberada encurtar o prazo de validade dos seus produtos. Desde a maior complexidade dos produtos actuais a todos os níveis, desde segurança ao controlo de emissões que exigem muitos componentes electrónicos que há 20 anos atrás não existiam, as margem mais esmagadas e o menor poder de compra são outros factores, isto aliada ao menor interesse das pessoas em entender o que é um carro e como funciona olhando para ele como um utensílio que nos transporta do ponto A ao ponto B de forma mais económica possível

E depois cada caso é um caso e cada marca tem a sua postura no mercado e dentro de cada marca há produtos com qualidades e cuidados de montagem diferentes e depois entre carros da mesma marca e modelo podem ser completamente diferentes no que toca a fiabilidade e durabilidade

Tenho como exemplo 2 carros que comprei um em 2006 e outro em 2010 de marcas diferentes.

O primeiro fez 390000 kms e até o vender ha 2 anos atrás, até o vender precisou de mudar toda a suspensão, o turbo, 2 injectores com cerca de 300 mil, carretos da 6ª, 5ª, 4ª e 3ª com cerca de 250 mil, na marca queriam por uma caixa nova, e 2 alternadores.

O segundo de 2010, tenho-o e não o pretendo vender, tem 318000kms e até hoje não me deu um único problema e não tem um único barulho parasita, mesmo em empedrado, parece-me ser um excelente produto
 
Acho que há um factor importante: sorte[:D]

Quanto a mim os carros já não estão pensados para durar. Estão pensados para responder ao que a generalidade dos consumidores procura.

O artigo aborda algumas questões interessantes, pena o meu espanhol ser fraco...

Cump.
 
Na generalidade os carros actuais não são tão fiáveis e duráveis como os que haviam há 20 anos atrás, isto por vários factores, não podemos achar que é apenas porque as marcas decidiram de forma deliberada encurtar o prazo de validade dos seus produtos. Desde a maior complexidade dos produtos actuais a todos os níveis, desde segurança ao controlo de emissões que exigem muitos componentes electrónicos que há 20 anos atrás não existiam, as margem mais esmagadas e o menor poder de compra são outros factores, isto aliada ao menor interesse das pessoas em entender o que é um carro e como funciona olhando para ele como um utensílio que nos transporta do ponto A ao ponto B de forma mais económica possível

E depois cada caso é um caso e cada marca tem a sua postura no mercado e dentro de cada marca há produtos com qualidades e cuidados de montagem diferentes e depois entre carros da mesma marca e modelo podem ser completamente diferentes no que toca a fiabilidade e durabilidade

Tenho como exemplo 2 carros que comprei um em 2006 e outro em 2010 de marcas diferentes.

O primeiro fez 390000 kms e até o vender ha 2 anos atrás, até o vender precisou de mudar toda a suspensão, o turbo, 2 injectores com cerca de 300 mil, carretos da 6ª, 5ª, 4ª e 3ª com cerca de 250 mil, na marca queriam por uma caixa nova, e 2 alternadores.

O segundo de 2010, tenho-o e não o pretendo vender, tem 318000kms e até hoje não me deu um único problema e não tem um único barulho parasita, mesmo em empedrado, parece-me ser um excelente produto


Quais são os modelos em questão?
 
na minha opinião continua a ser a mesma coisa, não existe obsolescência programada, no mundo automóvel, o carro de hoje se for bem mantido duram tanto ou mais como um feito por exemplo há 30\40\50 anos, a diferença hoje em dia os carros tem mais componentes sujeito a avarias que os antigos não tinham, e estão cada vez mais tecnológicos ou seja totalmente da dependentes da electrónica ao contrario dos de antigamente que basicamente era tudo mecânica pura e dura, e de circuitos electrónicos muito básicos...

temos de ver que os carros de hoje seguem com base noutros padrões que não tem nada haver com os de antigamente, principalmente no que toca a construção dos mesmos e a nível de segurança...

novos ou velhos todos os carros necessitarão sempre de coisas a fazer e não estão isentos de avarias... não podemos comparar um automóvel a um electrodoméstico, nada a haver...
 
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Quais são os modelos em questão?

Eu nem queria dizer as marcas pois já sei que vão dizer....pois uma é marca generalista e outra nem tanto.

O primeiro foi um astra e o segundo é uma v50

Ressalvo que apesar dos problemas gostei bastante do astra, bom motor, chassis razoavel, algum desconforto, mas muito prazer de condução em boas estradas
 
Tive um Fiesta Van 1.4TDCi de 08/2005 que comprei em 03/2010 com 140000km e vendi em 2016 com 396000km sempre a rolar sem avarias de maior. Tive que trocar um injector, reparar o alternador e nada mais.
Um carro sem luxos nenhuns mas que me deu um gozo do caraças andar com ele. Ainda anda em Aveiro todo feliz da vida!
 
Pensei que a obsolescência programada tivesse mais a ver com as melhorias feitas aos novos modelos do que com "avarias programadas". A título de exemplo: lança-se um carro com travões de tambor e sem vidros elétricos apenas porque a marca quis deixar essas benesses para o restylng do carro e assim criar um apetite renovado, apesar da tecnologia já existir aquando do lançamento.

Por outro lado quem manda é o mercado, se acontece assim, é porque quem paga pode e gosta de trocar de carro mais amiúde. Cumprimentos
 
Isso já existe há muitas décadas. Nos anos 50 as marcas Americanas mudavam as grelhas e outros pormenores todos os anos para incentivar as pessoas a trocar de carro.
 
Não acredito muito (embora aceite perfeitamente que possa existir, não faltam exemplos de que as empresas são capazes de tudo para apanharem o dinheirinho do consumidor) na obsolescência programada - no sentido de os engenheiros pensarem nos produtos para durarem exactamente x tempo - mas sei que as coisas não são feitas com o propósito de durarem uma eternidade e que, por isso, "partem" mais facilmente. Está na altura de cunhar a expressão decadência tolerada?!
 
Em carro velho, a obsolescência programada é rotina, a tal ponto que por vezes já nem ligamos ou damos muita importância! [:D]
 
No caso dos automóveis, parece-me que os fabricantes estão a conceber os automóveis para durar menos, não para obrigar os consumidores a trocar, mas sim porque atualmente pouca gente quer andar com um carro com 25 anos, mesmo que ele esteja bom.

Assim sendo, não faz sentido conceber um automóvel para durar 40 anos e fazer 2 milhões de Kms... seria desperdiçar recursos e o carro ficaria mais caro desnecessariamente.

Os fabricantes arranjaram outras formas de persuadir os consumidores a comprar carro novo, nomeadamente novos gadgets, melhor segurança, melhores consumos (treta?) e motores mais ecológicos (grande treta?).
 
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