Os carros de hoje, conseguirão ser clássico no futuro?

Braz

New member
Ontem, ao ler um ensaio sobre o novo Clio, onde falavam sobre os materiais que usam no tablier e com toda a electrónica que um utilitário já tem, comecei a lembrar-me: Será que um Clio IV conseguiria resistir tão bem aos 20anos que o Clio I tem resistido?

Como será, daqui a 20/30anos, quando um tablier necessitar ser reparado? Arranjar formas de obter os mesmo materiais compósitos para substituição de determinadas peças, será rentável ou até mesmo exequível? Haverá forma de se reparar ou substituir componentes electrónicos que entretanto se avariaram?

Na minha opinião, é que aos poucos deixará de haver clássicos como os que actualmente temos. A complexidade dos materiais, componentes e mecânica, tornará um actual carro, num veículo descartável e dador de peças, somente isso. Os motores actuais estão tão carregados de electrónica e sensores que até, neste momento, por vezes é complicado descobrir o que provoca uma avaria...

Por muito que haja evolução mecânica e tecnológica, ter um Ford Focus RS500 não será o mesmo que agora termos um Ford Escort Cosworth...
 
Eu acho que não. Tenho referido algumas vezes que os carros de hoje em dia são mais "descartáveis" que os de antigamente.

Por tudo. Desde chapa, tecnologia, motores, etc, etc.
 
é como os eletrodomésticos de antigamente, duram uma vida inteira, os de hoje em dia apenas duram a garantia.

tenho um secador de cabelo que está na familia há para ai 15 anos e ainda funciona bem, apesar de não ter tanta potência como os novos... [:D]
 
Poucos ... mas sim alguns serão classicos. Se calhar não na mesma proporção ,até porque hoje existem muitos mais modelos e quantidade de viaturas que antigamente.
 
Atualmente apenas carros muitos especiais se tornam classicos, o resto são apenas eletrodomesticos que andam por aí a circular, nada mais.

A diferença é que antigamente apesar de não serem carros assim tão especiais se tornavam classicos na mesma sem grandes problemas.

A pergunta é, daqui a 30 anos que classicos vão existir ? Eu acho que muito poucos mesmo tendo em conta a atualidade do mercado e o que ele oferece ao cliente final a nível de produto!
 
Se quiseres arranjar um tablier para um carro de 1970 também não o consegues, a menos que seja por um grande golpe de sorte.
Quem quer recuperar um carro clássico anda normalmente a "bater" sucatas, a arranjar material assim-assim e a fazer "milagres" na sua recuperação.
Portanto, os problemas que se colocam hoje, mutatis mutandis, acontecerão amanhã.
 
Na sociedade dita moderna tudo é descartável, chegamos hoje à conclusão de que até o ser humano começa a tornar-se descartável.............No caso dos carros acaba por não ser mau, dá emprego aos robots da linha de montagem, sim porque hoje já não se empregam pessoas, basta olhar para as nossas (e por toda a Europa) praças de portagem!
 
Tirando versões muito especiais e extremamente caras como um RR Phanton ou um AM qualquer, duvido que a maior parte dos carros consiga resistir os anos suficientes para se tornar num verdadeiro clássico.
Quando digo verdadeiro clássico não é propriamente os 25 anos do seguro. [:D]

É como todo o resto, cria-se algo mais descartável para aumentar o consumismo.

Mas a culpa também é do consumidor que hoje-em-dia não se contenta com um Corsa C que comprou novo em 2004, quer um mais recente, outro exemplo mais gritante é os telemóveis, as consolas, leitores de Mp3, Maquinas fotográficas, enfim... Tudo que tenha mão da evolução tecnológica tende cada vez mais a ser um bem temporário e não um bem "para a vida".
 
Se quiseres arranjar um tablier para um carro de 1970 também não o consegues, a menos que seja por um grande golpe de sorte.
Quem quer recuperar um carro clássico anda normalmente a "bater" sucatas, a arranjar material assim-assim e a fazer "milagres" na sua recuperação.
Portanto, os problemas que se colocam hoje, mutatis mutandis, acontecerão amanhã.

É diferente, porque qualquer estofador faz a peça com relativa facilidade, basta um molde e saber qual era o material de origem.
Quem vir aqueles programas de restauro do Discovery Channel sabe do que falo.
A mecânica também não tem sabedoria, é cabos e mais cabos, afinações, óleo e pouco mais...

Daqui a 30 anos alguém vai querer o sistema de navegação para repor o seu "clássico" VW Golf (ou outro qualquer) e não vai ter.

É tudo muito mais complicado de substituir.

E não é hoje como será amanhã, isso sem duvida.
 
Alguns deles chegarão a clássicos mas serão poucos, mas esse problema já vem dos anos 70/80.

Compare-se isto:

2-1970-Mercedes-280SL-Conve%5B1%5D.jpg


Com isto:

986050.jpg


E depois com isto:

r129sl.jpg


Parece-me que à medida que avançamos nos anos os carros vão ficando mais vulgares e desinteressantes...
 
É diferente, porque qualquer estofador faz a peça com relativa facilidade, basta um molde e saber qual era o material de origem.
Quem vir aqueles programas de restauro do Discovery Channel sabe do que falo.

É que nem penses... [;)]

Durante muitos anos segui com afinco a secção de clássicos do FAHO e, depois, o forum "motorclassico" que lhe sucedeu.

Havia lá muita gente que queria os carros restaurados "à risca" conforme saiu de fábrica em 1900 e troca o passo, e estofar um tablier de plástico dos anos 60 era uma heresia. E às vezes era um problema, porque o estalar de algumas peças nalguns modelos era congénito.

Cuidado que nesses programas muitas vezes não são feitos restauros, mas recuperações (em vez de ser como vem de fábrica, passa a ser uma coisa "assim à minha maneira" que depois não consegue homologação como clássico).
 
Havia lá muita gente que queria os carros restaurados "à risca" conforme saiu de fábrica em 1900 e troca o passo, e estofar um tablier de plástico dos anos 60 era uma heresia. E às vezes era um problema, porque o estalar de algumas peças nalguns modelos era congénito.

Cuidado que nesses programas muitas vezes não são feitos restauros, mas recuperações (em vez de ser como vem de fábrica, passa a ser uma coisa "assim à minha maneira" que depois não consegue homologação como clássico).

Se é à procura de homologações para ser clássico e andar em esposições e afins é outra história.

Eu, como é explicito nos parágrafos que se seguem ao que fizes QUOTE, falo de consumismo, ou seja manter o carro por muitos anos como carro, como muitos ainda hoje mantêm os Corsas/AX/190s/Uno/etc...

Carro de uso frequente. [;)]
 
A introdução do plástico e mais recentemente a enorme quantidade de eletrónica nos carros, faz com que no futuro seja virtualmente impossivel restaurar e pôr a circular um carro dos dias de hoje.
Imaginem que daqui a 50 anos alguem precisa de um programa de diagnostico para uma avaria de um carro de hoje. Se não for impossivel deve estar lá perto.
 
Alguns deles chegarão a clássicos mas serão poucos, mas esse problema já vem dos anos 70/80.

Compare-se isto:



Com isto:



E depois com isto:



Parece-me que à medida que avançamos nos anos os carros vão ficando mais vulgares e desinteressantes...


Sinceramente acho os 3 fantásticos. Não me importava de ser possuidor de qualquer um desses.
 
Tirando versões muito especiais e extremamente caras como um RR Phanton ou um AM qualquer, duvido que a maior parte dos carros consiga resistir os anos suficientes para se tornar num verdadeiro clássico.
Quando digo verdadeiro clássico não é propriamente os 25 anos do seguro. [:D]

É como todo o resto, cria-se algo mais descartável para aumentar o consumismo.

Mas a culpa também é do consumidor que hoje-em-dia não se contenta com um Corsa C que comprou novo em 2004, quer um mais recente, outro exemplo mais gritante é os telemóveis, as consolas, leitores de Mp3, Maquinas fotográficas, enfim... Tudo que tenha mão da evolução tecnológica tende cada vez mais a ser um bem temporário e não um bem "para a vida".

num corsa C isso ainda não acontece, mas tente lá comprar uma tampa de porta luvas para um corsa A, ou uns apoios da pala de sol do lado do condutor para um punto de 1994............Vai perceber qual é a dificuldade...manter-se um carro até se mantém, mas todo abandalhado e com peças partidas por tudo quanto é lado.
 
num corsa C isso ainda não acontece, mas tente lá comprar uma tampa de porta luvas para um corsa A, ou uns apoios da pala de sol do lado do condutor para um punto de 1994............Vai perceber qual é a dificuldade...manter-se um carro até se mantém, mas todo abandalhado e com peças partidas por tudo quanto é lado.

Facilmente arranjo ambos.

Peças para Puntos e Corsas (seja lá qual for a geração) não faltam por aí.

E fala quem até ao ano passado teve um Corsa A todo direitinho, e agora anda a endireitar um "irmão" do Punto I (Lancia Y)

Aliás... é mais difícil arranjar peças para o Punto que para o Lancia Y.
 
Last edited:
Existem marcas que tem "classic parts centers" e por encomenda fazem as peças. Quem tiver um Mercedes de 1900 por exemplo pode fazer por encomenda peças originais para o seu Mercedes.

Mas como hoje em dia ao fim de 8 anos um carro pode ir para abate, daqui a 30 anos um Corsa C será certamente um clássico, porque das unidades criadas grande parte já foi para abate [:)]

É claro que quando pensamos em clássicos pensamos em grandes motores e não num 1.3 CDTI, mas também existem por ai clássicos com motores fraquitos e sem sal a gasolina.
 
Se é à procura de homologações para ser clássico e andar em esposições e afins é outra história.

Eu, como é explicito nos parágrafos que se seguem ao que fizes QUOTE, falo de consumismo, ou seja manter o carro por muitos anos como carro, como muitos ainda hoje mantêm os Corsas/AX/190s/Uno/etc...

Carro de uso frequente. [;)]


Nesse caso é bem mais fácil... [;)]
 
Se é à procura de homologações para ser clássico e andar em esposições e afins é outra história.

Eu, como é explicito nos parágrafos que se seguem ao que fizes QUOTE, falo de consumismo, ou seja manter o carro por muitos anos como carro, como muitos ainda hoje mantêm os Corsas/AX/190s/Uno/etc...

Carro de uso frequente. [;)]


Nesse caso é bem mais fácil... [;)]
 
Até ver acho que os actuais duram mais que os antigos, tirando alguns equipamentos especificos tipo GPS, LCDs e afins que possam ir-se estragando e já não exista produção, mas quando isso começar a acontecer, alguém verá nisso uma oportunidade de negócio.
 
Back
Top