OTA - O Aeroporto negócio !!! - Governo escolhe ALCOCHETE!

AEROPORTO NO SUL POUPA 3 MIL MILHÕES


LEONOR MATIAS
918758.jpg


A instalação do futuro aeroporto em Alcochete, a construção de uma nova ponte a ligar o Beato à península do Montijo e o redesenho da rede de alta velocidade, com um troço comum nas ligações ao Porto, Madrid e Algarve, permitirão poupar mais de três mil milhões de euros ao País, face aos custos da localização do aeroporto na Ota, da construção de uma ponte Chelas-Barreiro e da rede de alta velocidade aprovada pelo Governo. Esta é a principal conclusão do estudo desenvolvido pela Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), a que o DN teve acesso, e que já foi entregue ao Presidente da República e ao primeiro-ministro.

Só a construção do aeroporto em Alcochete representa uma poupança calculada em um milhão de euros. A Ota, nos cálculos do Governo, representa um investimento de 3,1 mil milhões de euros, enquanto em Alcochete não ultrapassará dois mil milhões de euros.

Nos próximos dias deverá ter lugar uma reunião entre José Sócrates e a CIP para se começar a discutir as conclusões do estudo, cujo dossier tem mais de 200 páginas. Em cima da mesa estará igualmente o modelo de negócio que, no caso da solução Ota, contemplava, como forma de financiamento, a privatização da ANA-Aeroportos de Portugal.

A proposta da indústria defende uma integração "perfeita" entre o novo aeroporto e a nova rede de TGV, bem como as ligações aos sistemas rodoviários e ferroviários, diz fonte ligada aos estudos.

A localização do futuro aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete, a pouco mais de 30km de Lisboa, numa zona plana, ocupada sobretudo por eucaliptos, e pertencente ao Estado, "oferece uma economia superior a mil milhões de euros por não requerer expropriações e poder beneficiar de maior grau de financiamento da União Europeia, por se localizar no distrito de Santarém", acrescenta a mesma fonte.

O Campo de Tiro de Alcochete ocupa uma área da ordem dos oito mil hectares, que não serão totalmente ocupados pela infra-estrutura. O espaço existente permite dimensionar o aeroporto, prevendo futuras expansões. Este é um ponto negativo na Ota, que ao fim de 40 anos fica esgotado. Alcochete pode receber duas pistas sem restrições de operação.

Os técnicos envolvidos no estudo fizeram o redesenho completo da rede de alta velocidade, no que respeita às entradas e saídas de Lisboa.

Assim, ao contrário da proposta defendida pelo Governo, a CIP propõe uma saída comum nas ligações em alta velocidade ao Porto, Algarve e Madrid, com partida da Gare do Oriente ou de uma nova estação, a erguer preferencialmente na zona Chelas/Olaias. Os comboios, revela o estudo, seguem numa linha comum até ao aeroporto, e é a partir da estação situada no aeroporto que a linha se divide em três e os comboios partem daí em direcção ao Porto, Madrid e Algarve.

O projecto de alta velocidade aprovado pelo Governo prevê a construção de duas linhas à saída de Lisboa. A ligação ao Porto segue pela margem norte, junto à actual linha ferroviária, enquanto a ligação a Madrid segue pela ponte prevista para a zona Chelas-Barreiro, em direcção ao Sul. As ligações ao Algarve não estão incluídas nos planos, continuando o comboio para Faro a circular pela Ponte 25 de Abril. No global, o projecto de alta velocidade apresentado pelo Governo está estimado em 7,1 mil milhões de euros, dos quais 4,5 mil milhões na linha de alta velocidade para o Porto e 2,4 mil milhões na ligação até à fronteira.

O projecto defendido pela CIP contempla a ligação do novo aeroporto ao nó ferroviário do Poceirão e à respectiva plataforma logística. Os planos para a Ota não prevêem ligações directas às plataformas logísticas em estudo na região. Um ponto negativo na ligação pelo Sul ao Porto é o facto do tempo de viagem aumentar cerca de 15 minutos. Estudos do Governo estimam a viagem Lisboa- -Porto em alta velocidade em 1.15, com o desvio para Alcochete o tempo pode subir para 1.30. Em contraponto, a ligação ao Algarve, recorrendo à linha até Alcochete, vai representar uma poupança de tempo de 30 minutos, face às actuais três horas.

Estrangeiros estudaram ponte

A ligação ao aeroporto implica a construção de uma nova travessia sobre o rio Tejo, e que a CIP prevê exclusivamente ferroviária e com quatro vias, duas em bitola ibérica para os comboios suburbanos que já circulam na rede nacional, e duas em bitola europeia para servir o TGV.

A terceira travessia do Tejo pode ser construída em ponte ou em túnel imerso, defende a CIP. Qualquer destas soluções, com amarração prevista entre o Beato e a península do Montijo, são mais económicas que a ponte que o Governo quer construir entre Chelas e o Barreiro. A distância entre o Beato e o Montijo está fixada em 5,6 km, enquanto a distância entre Chelas-Barreiro é de 7,6 km. Os planos do Governo apontam para um investimento superior a 1,2 mil milhões de euros para a terceira travessia na parte ferroviária, dos quais 600 milhões para a alta velocidade. Até à data ainda não ficou definido se a ligação comportará um tabuleiro rodoviário.

A CIP confessa alguma "segurança" na proposta apresentada, baseando-se no facto de ter recorrido aos maiores especialistas em pontes. A solução em ponte entre o Beato e o Montijo foi estudada pelo mesmo especialista que desenvolveu os estudos iniciais da ponte Chelas/Barreiro.

Pelas contas da confederação esta solução "só no aspecto estrutural custa menos 40% do que a opção pelo Barreiro", refere a mesma fonte, que aponta como vantagem "de não obrigar praticamente a realojamentos", como sucede no caso da ponte Chelas--Barreiro.

A solução em túnel imerso entre o Beato e o Montijo foi estudada por especialistas ingleses, que estiveram envolvidos na concepção e construção do túnel de Oresund entre a Suécia e a Dinamarca. Segundo os estudos, esta solução, com maior incorpora-ção da indústria nacional, "tem um custo inferior à solução em ponte". O investimento numa ou noutra solução não ultrapassa os mil milhões de euros.

www.dn.pt
 
Para quem ainda há pouco me "acusou" de clubite aguda, quero expressar publicamente que,

Fico muito satisfeito com as conclusões deste relatório, esperando que se abandone a localização OTA e se construa o aeroporto em Alcochete, bem como se alterem os projectos das infraestruturas inerentes, tal como recomendado.

[:D]
 
Última edição:
Eu acho que se devia fazer uma placa no meio de Tejo e fazer la uma grande pista d aterragem. Isso sim era um bom aeroporto e ficava em conta de certeza.
 
Para quem ainda há pouco me "acusou" de clubite aguda, quero expressar publicamente que,

Fico muito satisfeito com as conclusões deste relatório, esperando que se abandone a localização OTA e se construa o aeroporto em Alcochete, bem como se alterem os projectos das infraestruturas inerentes, tal como recomendado.

[:D]

[:p] [;)] .........
 
As vantagens de Alcochete

As vantagens de Alcochete

Novo aeroporto pode custar menos três mil milhões de euros e “oferecer” duas novas pontes a Lisboa

Lisboa pode ter uma nova ponte ou túnel rodoviário entre Algés e a Trafaria e uma ponte ou túnel ferroviário entre Chelas e o Montijo se o novo aeroporto for construído em Alcochete. A proposta é feita pela CIP no estudo de localização do novo aeroporto que será apresentado esta tarde.

De acordo com o estudo da CIP, as duas novas ligações podem ficar mais baratas que a prevista ligação ferroviária de Alta Velocidade a construir entre Chelas e o Barreiro.

Apresentado como uma espécie de “euromilhões do novo aeroporto”, o estudo final da CIP confirma a poupança total de três mil milhões de euros com a escolha de Alcochete em vez da Ota. A poupança é garantida depois de contabilizadas todas as obras que é preciso fazer com o novo aeroporto.
Mudam os planos da alta velocidade e fecham-se os corredores ferroviário e rodoviário da grande Lisboa. A grande novidade só hoje conhecida é a proposta de uma nova ponte ou túnel entre Algés e a Trafaria, uma ligação apenas rodoviária que descongestionaria as pontes actuais e colocaria a Ponte Vasco da Gama sobretudo ao serviço do novo aeroporto.

Entre o Beato e o Montijo, seria construída uma nova ligação de caminho de ferro mais curta que a já prevista ponte Chelas-Barreiro. Essa nova ponte ferroviária ficaria 500 milhões de euros mais barata. A CIP propõe ainda uma alternativa em túnel rodoviário quase mil milhões de euros mais barato. Em qualquer dos casos, é garantida a ligação de comboio ao Barreiro.

O túnel ou a ponte a construir, transportariam a alta velocidade para a margem sul do Tejo, com a ligação ao Porto mais barata que o traçado na margem direita do Tejo em direcção à Ota, garante também o estudo. A CIP explicita ainda que os terrenos planos da margem esquerda do Tejo e a baixa densidade populacional desta região garantem uma significativa poupança nos custos.

in SIC Online
 
Eh pá, isto posto assim até parece um negócio da China:

1 aeroporto alcochete + 2 travessias fluviais + cash = 1 aeroporto Ota

Parece bom demais...
 
eu sou a favor da portela mais um,alcochete,tires, alverca..... trafaria.

mas fico algo..... descorfortavel com a ideia de fazer um aeroporto num antigo campo de tiro da força aerea.

não sei porque?
 
Embora Portela+1 fosse de facto uma solução "interessante" do ponto de vista económico (em custos de construção do +1, entenda-se), seria um monumental tiro no pé.
Não é "lógico" que um transbordo entre 2 voos implique uma deslocação de comboio/whatever entre aeroportos, para além de "confundir" toda a operação das várias companhias.

Por outro lado, para se manter a Portela activa para a aviação comercial com outro aeroporto disponível, as taxas na Portela terão que ser extremamente elevadas para "desencorajar" as companhias de voar para lá, dado que estando no centro da cidade será mais "apetecível". Isso acabaria por "matar" a Portela, ficando um "elefante branco" ali ao lado da cidade.

Continuo a achar que sim, Portela + 1 mas transformando a Portela no equivalente português ao "London City": taxas de utilização muito altas e limitação ao tipo de operação (sómente para aeronaves privadas, fechado à "aviação comercial" ).

O facto do novo aeroporto ser construido num ex-campo de tiro da força aérea não me incomoda absolutamente nada.

Já agora, de forma muito empírica, peguem na família e vão dar uma volta pela Ota. Olhem em volta, vejam o terreno com olhos de ver, apreciem o "mamelão" (a tal "colinazita" que tinha que ser aplainada), apreciem a proximidade da Serra de Montejunto. Reparem bem na morfologia do terreno. Tirem fotografias ou façam uns videos "para mais tarde recordar".
Agora encafuem a familia toda dentro da viatura e vão até Alcochete... e vejam a diferença com os vossos próprios olhos.

"V"
 
Embora Portela+1 fosse de facto uma solução "interessante" do ponto de vista económico (em custos de construção do +1, entenda-se), seria um monumental tiro no pé.
Não é "lógico" que um transbordo entre 2 voos implique uma deslocação de comboio/whatever entre aeroportos, para além de "confundir" toda a operação das várias companhias.

Por outro lado, para se manter a Portela activa para a aviação comercial com outro aeroporto disponível, as taxas na Portela terão que ser extremamente elevadas para "desencorajar" as companhias de voar para lá, dado que estando no centro da cidade será mais "apetecível". Isso acabaria por "matar" a Portela, ficando um "elefante branco" ali ao lado da cidade.

Continuo a achar que sim, Portela + 1 mas transformando a Portela no equivalente português ao "London City": taxas de utilização muito altas e limitação ao tipo de operação (sómente para aeronaves privadas, fechado à "aviação comercial" ).

O facto do novo aeroporto ser construido num ex-campo de tiro da força aérea não me incomoda absolutamente nada.

Já agora, de forma muito empírica, peguem na família e vão dar uma volta pela Ota. Olhem em volta, vejam o terreno com olhos de ver, apreciem o "mamelão" (a tal "colinazita" que tinha que ser aplainada), apreciem a proximidade da Serra de Montejunto. Reparem bem na morfologia do terreno. Tirem fotografias ou façam uns videos "para mais tarde recordar".
Agora encafuem a familia toda dentro da viatura e vão até Alcochete... e vejam a diferença com os vossos próprios olhos.

"V"

Pois eu acho que a Portela deveria ser utilizada de modo a permitir a construção de Alcochete de modo modular, ou seja, ir crescendo conforme as necessidades.
Numa 1ª fase, deveria-se deslocar para o novo aeroporto todas as companhias comercias excepto as low-cost que continuariam a operar na Portela.
Como todos sabemos a Portela tem poucos e maus serviços ao cliente e por isso era ideal para low-cost.
Tambem a percentagem de transbordos era muito reduzida pois a maioria das pessoas que viagem em low-cost fazem viagem ponto a ponto e não com transfers.
Tanto em Londres ou em NY existem transbosdos entre aeroportos e isso nunca foi impeditivo das pessoas preferirem viager em low-cost pois o custo mais reduzido da viagem compensa o incomodo de fazer um transfer para outro aeroporto.
 
Pois eu acho que a Portela deveria ser utilizada de modo a permitir a construção de Alcochete de modo modular, ou seja, ir crescendo conforme as necessidades.
Numa 1ª fase, deveria-se deslocar para o novo aeroporto todas as companhias comercias excepto as low-cost que continuariam a operar na Portela.
Como todos sabemos a Portela tem poucos e maus serviços ao cliente e por isso era ideal para low-cost.
Tambem a percentagem de transbordos era muito reduzida pois a maioria das pessoas que viagem em low-cost fazem viagem ponto a ponto e não com transfers.
Tanto em Londres ou em NY existem transbosdos entre aeroportos e isso nunca foi impeditivo das pessoas preferirem viager em low-cost pois o custo mais reduzido da viagem compensa o incomodo de fazer um transfer para outro aeroporto.

X2
:)
 
Alcochete poupa bastante, era o melhor.

Mas como dizem, o relatório que vale é o do lnec, e sinceramente, não confio muito no que vem.
 
o pessoal não quer portela mais 1
porque as ligações teriam de envolver comboios etc etc

ja pensaram que não é um conceito novo e funciona nos outros paises


será que somos assim tão bons para não seguir os bons exemplos???
 
Voltar
Superior