OTA - O Aeroporto negócio !!! - Governo escolhe ALCOCHETE!

Um empresário de Braga pediu ao Instituto de Propriedade Industrial o registo da marca "Alcochetejamé" aproveitando a expressão usada pelo ministro Mário Lino "Alcochete jamais" quando, há meses, se referia à localização do novo aeroporto.
"A ideia do registo surgiu por brincadeira, num almoço com amigos, durante o anuncio feito por José Sócrates de que o novo aeroporto ia ser construído em Alcochete", disse António José, o empresário que, na tarde de quinta-feira, apresentou o pedido de registo da nova marca.
As dúvidas sobre a localização do novo aeroporto levaram o grupo de amigos do empresário a brincar com o assunto, sugerindo que a expressão usada pelo ministro Mário Lino "Alcochete jamais" deveria ser registada.
Poucas horas após o anúncio feito pelo primeiro-ministro de que a infra-estrutura ficaria localizada em Alcochete, deu entrada no Instituto de Propriedade Industrial o pedido de registo da marca.
"Foi feito já numa perspectiva de negócio", disse ainda António José.
Caso o pedido de registo da marca "Alcochetejamé" seja concedido, o empresário passa a ter o direito de propriedade no uso da marca nas áreas de vestuário, comunicação e publicidade e restauração e hotelaria.
O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou quinta-feira a decisão preliminar de escolher Alcochete como a localização do novo aeroporto internacional de Lisboa, depois de uma longa polémica em torno das opções existentes.
A polémica subiu de tom quando, em Maio, durante um almoço promovido pela Ordem dos Economistas, Mário Lino afirmou que a margem Sul do Tejo era "um deserto".
"O que eu acho que é faraónico é construir um aeroporto na margem Sul, onde não há gente, não há escolas, não há hospitais, não há indústria, não há comércio, não há hotéis", afirmou Mário Lino, acrescentando que todos os especialistas que ouviu sobre esta localização lhe disseram "na margem Sul 'jamais'".
O governante esclareceu depois que comparou a um "deserto" Poceirão, Rio Frio e Faias, localizações alternativas para a localização do novo aeroporto, e não a região da Margem Sul do Tejo, e que as suas palavras sobre a construção da nova infra-estrutura foram mal interpretadas, alegando que nunca tinha dito "na margem Sul 'jamais'".

in http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/939add72a731910042ec9d.html

tenho uma marca registada no meu avatar [:D]
 
Acho engraçado é, agora que, ao que parece, o aeroporto vai para a margem sul os interesses económicos da margem norte quererem ser indemnizados pelas expectativas goradas... [8b]

Mas, pergunto, alguém lhes prometeu alguma coisa?... [8b]
 
Acho engraçado é, agora que, ao que parece, o aeroporto vai para a margem sul os interesses económicos da margem norte quererem ser indemnizados pelas expectativas goradas... [8b]

Mas, pergunto, alguém lhes prometeu alguma coisa?... [8b]

Eu lembro-de do António Guterres em 1999 em directo as 20h nos telejornais anunciar a Ota em detrimento de Rio Frio.
 
Eu lembro-de do António Guterres em 1999 em directo as 20h nos telejornais anunciar a Ota em detrimento de Rio Frio.
Sim, mas, olha, os políticos há mais de dez anos que prometeram, ano após ano, que é desta que quem trabalha vai recuperar poder de compra... Bem, queremos ser indemnizados pelas expectativas criadas...
 
...

Mas, pergunto, alguém lhes prometeu alguma coisa?... [8b]
O problema não são as promessas. É apenas o facto de se ter restringido um sem número de actividades pelo facto de as áreas estarem sob reserva.

Vários observadores têm comentado, e eu concordo, que será de toda a justiça entrar num programa de contrapartidas.
 
O problema não são as promessas. É apenas o facto de se ter restringido um sem número de actividades pelo facto de as áreas estarem sob reserva.

Vários observadores têm comentado, e eu concordo, que será de toda a justiça entrar num programa de contrapartidas.

exactamente... e as contrapartidas não são dinheiro, mas sim investimentos de monta na região
 
Alcochete é na margem norte (do Sado)

Alcochete é na margem norte (do Sado)



Se o governo preferiu construir o aeroporto num sítio que, além de estar ameaçado pela dinamitação de pontes, é desértico e canceroso, nem percebo como a Ota chegou a ser opção


Afinal, o novo aeroporto de Lisboa vai ser construído em Alcochete. É um escândalo. Ou então é óptimo, não sei bem. Para dizer a verdade, percebo tanto do assunto como o Governo. A ter de tomar uma decisão, faria como eles: era ao calhas.
De uma coisa estou certo: esta opção constitui um sinal de esperança para o País, na medida em que, aparentemente, significa que o Governo vai passar a fazer o contrário do que o ministro Mário Lino defende. E quem diz Mário Lino diz Almeida Santos. O leitor recorda-se da objecção de Almeida Santos à construção do aeroporto na Margem Sul? Recorda com certeza, porque era bem pertinente. Disse ele (juro): «E se os terroristas dinamitam uma ponte? Fica o aeroporto isolado.»
É uma inquietação que eu próprio sempre partilhei: se os terroristas cometerem um atentado sangrento em Portugal, fazendo milhares de mortos e semeando a destruição e o caos, eu continuo a ter acesso ao aeroporto, ou fico mesmo com as férias estragadas?

Quanto ao ministro Mário Lino, um mestre do símile, comparou a Margem Sul a um deserto e a um paciente cujo organismo funciona muito bem, apenas com um pequeno problema: tem um cancro nos pulmões. Ora, se o Governo preferiu construir o aeroporto num sítio que, além de estar ameaçado pela dinamitação de pontes, é desértico e canceroso, confesso que nem sequer percebo como é que a Ota chegou a ser opção. A menos que o Governo tenha previsto soluções para todos os problemas levantados por Almeida Santos e Mário Lino. Mesmo sabendo que a dinamitação de pontes por terroristas não é assim tão frequente no nosso país, o aviso deve ter merecido alguma ponderação. É possível que a polícia tenha instruções para tentar convencer os terroristas a dinamitar outras infra-estruturas, que não as pontes que servem o aeroporto. Mesmo a nova lei do tabaco parece ser um esforço para que o aeroporto não contraia cancro nos pulmões demasiado depressa.

Outra hipótese: o ministro não estava a falar francês quando disse «Na Margem Sul, jamais!» Pouca gente sabe disto: «jamais» quer dizer «nunca» em francês, mas em sueco significa «claro que sim, julgo que é a melhor opção do ponto de vista financeiro, ambiental e outros». Quando disse «Na Margem Sul, jamais!», Mário Lino quis dizer, de facto, «Na Margem Sul, claro que sim, julgo que é a melhor opção do ponto de vista financeiro, ambiental e outros.» A comunicação social precipitou-se ao concluir que o ministro usara a expressão francesa, quando a sueca faz muito mais sentido – o que diz bem do estado em que se encontra o nosso jornalismo.

Mais: de facto, o ministro afirmou que todos os seus consultores (que eram, recordo, especialistas extremamente sábios) lhe disseram «Na Margem Sul, jamais!». Mas Mário Lino não disse a que rio é que eles se referiam. Podia ser à margem sul do Sado. Ou do Dades, aquele rio que passa em Marrocos. Cuja margem sul, por acaso, é mesmo um deserto.
 
De cada vez que leio o que disse Almeida Santos, parto-me a rir... [:)]


Depois daquilo, um hospital psiquiátrico era a única solução possível... mas parece que ainda ninguém se lembrou disso[:)]
 
Acho engraçado é, agora que, ao que parece, o aeroporto vai para a margem sul os interesses económicos da margem norte quererem ser indemnizados pelas expectativas goradas... [8b]

Mas, pergunto, alguém lhes prometeu alguma coisa?... [8b]

Tu que adoras achar-te um grande defensor da justiça, é curioso vires com essa conversa.

A construção no concelho de Alenquer está restrita/proibida há cerca de 10 anos o que limitou os habitantes a não poderam fazer casas novas, por exemplo.

Muitos condomínios e edifícios, prestes a ser inaugurados não puderam sê-lo pois levaram com a restrição em cima já estando quase acabados, e estão ao abandono, com prejuízo para as empresas de construção civil e para quem investiu neles.

E há muitos outros casos.

Espero que tenha sido só desconhecimento [:p]
 
De cada vez que leio o que disse Almeida Santos, parto-me a rir... [:)]


Depois daquilo, um hospital psiquiátrico era a única solução possível... mas parece que ainda ninguém se lembrou disso[:)]

Deixem lá o homem, que já deve estar traumatizado com as perdas de receita na OTA [:D]
Pode ser que agora se dedique á agricultura, pois é para isso que os terrenos agora servem [:)]
 
Tu que adoras achar-te um grande defensor da justiça, é curioso vires com essa conversa.

A construção no concelho de Alenquer está restrita/proibida há cerca de 10 anos o que limitou os habitantes a não poderam fazer casas novas, por exemplo.

Muitos condomínios e edifícios, prestes a ser inaugurados não puderam sê-lo pois levaram com a restrição em cima já estando quase acabados, e estão ao abandono, com prejuízo para as empresas de construção civil e para quem investiu neles.

E há muitos outros casos.

Espero que tenha sido só desconhecimento [:p]

Isso por acaso não é verdade André. Que tenha tido restrições acredito, mas tem havido construção em várias zonas do Município de Alenquer, com licenças de habitação emitidas e escrituras feitas ! [;)]
 
Tu que adoras achar-te um grande defensor da justiça, é curioso vires com essa conversa.

A construção no concelho de Alenquer está restrita/proibida há cerca de 10 anos o que limitou os habitantes a não poderam fazer casas novas, por exemplo.

Muitos condomínios e edifícios, prestes a ser inaugurados não puderam sê-lo pois levaram com a restrição em cima já estando quase acabados, e estão ao abandono, com prejuízo para as empresas de construção civil e para quem investiu neles.

E há muitos outros casos.

Espero que tenha sido só desconhecimento [:p]


Mas uma coisa será compensar quem foi afectado (com provas) outra é compensar toda a gente que tenha lá terrenos.

É que com ou sem promessas de aeroporto, não acredito que muita coisa mudasse.
 
Deixem lá o homem, que já deve estar traumatizado com as perdas de receita na OTA [:D]
Pode ser que agora se dedique á agricultura, pois é para isso que os terrenos agora servem [:)]

Acho que a gora os terrenos da Ota vão servir para a cultura de arroz ...

Assim sempre aproveitam os cursos de água que por lá há e implicavam as estacas para suportar as placas da pista.

[:D]
 
Isso por acaso não é verdade André. Que tenha tido restrições acredito, mas tem havido construção em várias zonas do Município de Alenquer, com licenças de habitação emitidas e escrituras feitas ! [;)]

Num núcleo de vários kms quadrados não têm sido permitadas construções desde há 10 anos a esta parte.

E de certo já viste reportagens nos media sobre condomínios inteiros que nunca chegaram a ser habitados e estão degradados [;)]
 
Num núcleo de vários kms quadrados não têm sido permitadas construções desde há 10 anos a esta parte.

E de certo já viste reportagens nos media sobre condomínios inteiros que nunca chegaram a ser habitados e estão degradados [;)]

Como te disse, eu sei que têm havido restrições. Mas reafirmo que tem havido construção nova dentro do municipio de Alenquer ! Não sei se de algum modo podem ter sido empolados pela comunicação social ou pelos autarcas da região.

E sei porque aqui na empresa já prestámos serviços a alguns proprietários ! E a natureza destes implica ter acesso a registos prediais.[;)]

O que não invalida também que possa ser somente numa área minoritária do concelho.
 
Como te disse, eu sei que têm havido restrições. Mas reafirmo que tem havido construção nova dentro do municipio de Alenquer ! Não sei se de algum modo podem ter sido empolados pela comunicação social ou pelos autarcas da região.

E sei porque aqui na empresa já prestámos serviços a alguns proprietários ! E a natureza destes implica ter acesso a registos prediais.[;)]

O que não invalida também que possa ser somente numa área minoritária do concelho.

As areas condicionadas são a zona sul de Alenquer, mais propriamente nas áreas de Casal Pinheiro, Carambancha, Obras Novas, Ota, Casais Novos, Cheganças e Camarnal, assim como no corredor situado entre o Carregado e o concelho.
 
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