Para os fanáticos do Mcdonalds

para dar 10 e 12 euros no mcdonalds, como vejo muitos a fazer das raras vezes que lá vou, ao menos como uns grelhados, picanha ou algo parecido pelo mesmo preço, mas mesmo nos shoppings não se pode comer. uma pessoa daqui a pouco paga 15€. o que vale é que cá em casa a minha esposa não gosta de comer no shopping com barulheira, prefere ir ao take away e comer sossegada em casa em família. até pizzas prefiro ser eu a fazer. se ficar mal, ao menos a culpa é só de uma pessoa. :sh)

ainda ontem estive a ver preços de há 1 ano de um restaurante e o mesmo menu há uma semana, duas fotos que postaram. aumentou as doses em 2 e 3 euros. nem comer fora se pode hoje em dia, daí muita gente, sobretudo jovens, vão aos macs desta vida. [8b]

No outro dia a minha mulher (que detesta fast food) num centro comercial comentava que não percebia como estava tanta gente a comer no McDonalds, quando lhe perguntei onde é que uma família com 2 filhos conseguia ir comer por menos de 40€, respondeu: Pois....
 
De facto os BK são bastante melhores quando as coisas correm bem. Mas boa parte das vezes não corre e isso reflete-se também no produto final.

Já o MD tem a tal consistência quase internacional.

Pessoalmente uso em viagens, cá dentro ou no estrangeiro, quando o tema é rapidez e receio de barretes por estar completamente por fora.

Por.norma e nas zonas onde resido, não uso.

De qualquer forma, como disse muito bem o DMA hoje em dia comer fora é complexo a diversos níveis.

Tanto para o cliente como para a casa, os desafios são enormes. Preços altos das materias primas, escassez de mão de obra, poder de compra baixo... E por aí adiante.
 
Em Aveiro há 4 ou 5 McDonalds e 2 BK. Eu prefiro os hamburgers do BK, mas o restaurante é tão desorganizado que é um suplício ir lá. Desde demorarem montes de tempo, mesmo com pouca gente, a comida fria ou com erros.

Já o Mc, não falha. Sai sempre tudo direitinho.

é a maior crítica, como tu e outros indicaram. ir aos BK pode correr bem ou mal e nem e preciso estar muita gente. já estive num em que demoraram praí uns 20min para servir meia dúzia de clientes e noutro que demoraram muito quase ninguém, noutros com mais gente até foi rápido, mas geralmente demoram algum tempo, coisa que no mac não acontece - e pudera, com tanta gente nas filas!
 
Eu sei que é um bocado Off topic, mas é só para seguir o post do caditonuno.

Ainda outro dia passei em frente dum restaurante completamente banal, com uma sala modesta e que já ouvi comentários de que a cozinha e média a tender para o insatisfatório.

Uma dose de bacalhau assado para dois custa 44 euros. Isto numa cidade pequena e num lugar que nem sequer é dos mais cobiçados. Numa EN e sem estacionamento por exemplo. Um casal, mesmo a ter cuidado e sem esticar-se nas entradas e bebidas dificilmente paga menos de 65 euros.

Os produtos alimentares não param de subir, o SMN para o ano está nos 920 euros e a restauração é um ramo escravo como o caraças. Cativar pessoal vai exigir cada vez mais que se pague ao staff. Alimentação fora de casa será cada vez mais caro e cada um tem de ver até onde pode esticar a corda em termos de orçamento.

É verdade, cada vez comer fora "como deve ser" é para menos gente e/ou idas com menos frequência. E por diversas razões comer bem nem sempre é fácil, mesmo a pagar.

Comer fora e supermercado é daquelas coisas que são sempre muito influênciadas pelas mexidas nos SMN, claro. Aliás comer fora deve ser das coisas onde mais se nota os diferentes custos de vida entre os países e se no passado comer fora em PT era relativamente barato, hoje em dia parece que temos o pior de dois mundos com ser caro ao nível de países mais caros mas com salários médios fraquinhos.

No fim‑de‑semana passado fui a jantar de família num restaurante até bom ok, mas no fim do mundo numa terrinha perdida no meio do nada. Deu €60 por casal, e isto não foi numa cidade sequer, foi numa aldeia. E nem houve grandes luxos exceto sobremesas vá.

Mas tb imagino que naõ seja fácil estar do outro lado pq são negócios dificeis. Além das horas e horários que referes, é dos negócios onde mais há mais falências, é comum 3 em cada 4 restaurantes falharem. Não é nada fácil fazer uma boa casa, até pq as sras* mais velhas na cozinha que são o segredo de muitas casas ou se reformam ou vão mesmo falecendo, é complicado.


*sim eu sei que tb há cozinheiros homens e inclusive os melhores chefs do mundo a maioria são homens, mas o mais comum são cozinheiras mulheres.
 
Em relação ao BK, fui poucas vezes, pois onde ia aquilo era muito desorganizado e do que via da cozinha aquilo assustava-me um bocado.

Mc já fui muito, principalmente pelos sundays, Mcchiken e nuggets. Mas de há uns 10 anos para cá cortei mesmo muito. Nos últimos 12 meses acho que fui 2 vezes e nem abusei grande coisa. Tal como o ClioIIIRS notei uma quebra de qualidade do sunday (que antes adorava na versão de chocolate).

Actualmente talvez a que não me importe de ir seja o Pizza Hut (mesmo assim conta-se pelos dedos as vezes que lá fui).

Hoje em dia quando é para javardar, vai uma francesinha :D (que também subiram como o caraças nos últimos anos)

Podemos não gostar do Mc mas ao menos tinha consistência*. A questão é que parece até já isso estar a perder...

E depois não percebo pq em Espanha é apenas ligeirmaente mais caro mas o Big Mac é maior, tal como o sundae é tb maior. Em PT o Sundae passou a ser mini exceto de preço...

E mais sobre o sundae, sinceramente acho que não volto a pedir e o sundae de chocolate é tb o meu favorito.

A penúltima vez que pedi já não vinha muito bom, a última então a nata parecia gelo a descongelar e o chocolate vem sempre pouco, mas isso há muito que peço sempre extra chocolate, até pq costumo dividir o gelado com a Maria.


Pizza Hut adorava qdo era puto, mas há anos que aquilo é só massa cheia de gordura e sem recheio nenhum, pelo menos nas pizzas ao balcão. Lá dentro não vou.


*por exemplo no BK, muito por ter um misto de gestão direta e franchisings, sempre notei alguma inconsistência entre restaurantes. O mesmo na Pans, não são todas iguais, longe disso.
 
no mac em santorini no verão aquilo estava mesmo à pinha, em oia (lê-se IA). um sítio pequenino. fui lá com a minha filha mais velha, mas entrámos, vimos os preços e saímos logo. fomos comer os Gyros e outras coisas logo abaixo longe da confusão pelo mesmo preço e mais barato até nalguns locais.

o mac lá tem preços mais caros que em PT. não sei se todos na grécia ou ali por ser local turístico.
 
Detestas o quê, propriamente?

Estou como o A4B5, os hamburgers sabem bem melhor. E têm aquelas batatas com queijo cheddar, bacon e cebola frita que adoro. [br:)]

Já o serviço, nem sempre é o que se desejava (rapidez) e aqui o Mac bate aos pontos o BK.

É mesno uma questão de palato. Já experimentei varios, mas não encontro um hamburguer que não perca a vontade de o acabar qando vai a meio.
 
para dar 10 e 12 euros no mcdonalds, como vejo muitos a fazer das raras vezes que lá vou, ao menos como uns grelhados, picanha ou algo parecido pelo mesmo preço, mas mesmo nos shoppings não se pode comer. uma pessoa daqui a pouco paga 15€. o que vale é que cá em casa a minha esposa não gosta de comer no shopping com barulheira, prefere ir ao take away e comer sossegada em casa em família. até pizzas prefiro ser eu a fazer. se ficar mal, ao menos a culpa é só de uma pessoa. :sh)

ainda ontem estive a ver preços de há 1 ano de um restaurante e o mesmo menu há uma semana, duas fotos que postaram. aumentou as doses em 2 e 3 euros. nem comer fora se pode hoje em dia, daí muita gente, sobretudo jovens, vão aos macs desta vida. [8b]

12 euros no Mac só para quem enfardar 2 hamburgueres. [:D]
 
12 euros no Mac só para quem enfardar 2 hamburgueres. [:D]
~12€, no Mac do T2 dá para:
- Sopa
- Salada Vitacress
- Hamburguer Europoupança
- Agua grande
- Café

Felizmente ou infelizmente, já foi o meu almoço varias vezes este ano... 🙄
 
É mesno uma questão de palato. Já experimentei varios, mas não encontro um hamburguer que não perca a vontade de o acabar qando vai a meio.

Nem com bacon? O meu remédio para dúvidas culinárias é presunto ou bacon, só fico chateado quando as tiras são do tamanho de selos de correio [:)]

Já o "processed cheese" podiam ir pô-lo à sombra, mas aparentemente a maioria dos americanos (e não só) consideram-no um artigo da fé, e estão dispostos a defendê-lo com mais energia do que as cruzadas ...
 
para dar 10 e 12 euros no mcdonalds, como vejo muitos a fazer das raras vezes que lá vou, ao menos como uns grelhados, picanha ou algo parecido pelo mesmo preço, mas mesmo nos shoppings não se pode comer. uma pessoa daqui a pouco paga 15€. o que vale é que cá em casa a minha esposa não gosta de comer no shopping com barulheira, prefere ir ao take away e comer sossegada em casa em família. até pizzas prefiro ser eu a fazer. se ficar mal, ao menos a culpa é só de uma pessoa. :sh)

ainda ontem estive a ver preços de há 1 ano de um restaurante e o mesmo menu há uma semana, duas fotos que postaram. aumentou as doses em 2 e 3 euros. nem comer fora se pode hoje em dia, daí muita gente, sobretudo jovens, vão aos macs desta vida. [8b]


Vou dar-te uma dica ainda melhor.

Em vez de ires ao takeaway, vai a um supermecado qualquer (auchan como no exemplo) compras uma carne boa (exemplos nem são os mais caros) e com menos que os 30€, tens 2 pedaços ou mais de carne incalculavelmente superior ao que compras no take away ou comes no shopping por 15€/pessoa. Nem tem comparação.
A carne é 5 minutos num tacho a grelhar, o acompanhamento nem precisa ser muito elaborado, uma salada, um arroz, umas batatas fritas, umas batatas cozidas, tudo coisas simples e rápidas de fazer.
Não consigo entender o apelo do take away.




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Vou dar-te uma dica ainda melhor.

Em vez de ires ao takeaway, vai a um supermecado qualquer (auchan como no exemplo) compras uma carne boa (exemplos nem são os mais caros) e com menos que os 30€, tens 2 pedaços ou mais de carne incalculavelmente superior ao que compras no take away ou comes no shopping por 15€/pessoa. Nem tem comparação.
A carne é 5 minutos num tacho a grelhar, o acompanhamento nem precisa ser muito elaborado, uma salada, um arroz, umas batatas fritas, umas batatas cozidas, tudo coisas simples e rápidas de fazer.
Não consigo entender o apelo do take away.




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Sim fangiozito, tenho a certeza que o homem não sabia que podia comprar e cozinhar a carne e é só por isso que enveredou por uma forma mais rápida de providenciar refeição!

[:D]
[:)]
 
Já o "processed cheese" podiam ir pô-lo à sombra, mas aparentemente a maioria dos americanos (e não só) consideram-no um artigo da fé, e estão dispostos a defendê-lo com mais energia do que as cruzadas ...

Por acaso num hamburguer prefiro sempre "american cheese", mesmo em casa tenho que colocar sempre 2 ou 3 fatias. [br:)]
 
Vou dar-te uma dica ainda melhor.

Em vez de ires ao takeaway, vai a um supermecado qualquer (auchan como no exemplo) compras uma carne boa (exemplos nem são os mais caros) e com menos que os 30€, tens 2 pedaços ou mais de carne incalculavelmente superior ao que compras no take away ou comes no shopping por 15€/pessoa. Nem tem comparação.
A carne é 5 minutos num tacho a grelhar, o acompanhamento nem precisa ser muito elaborado, uma salada, um arroz, umas batatas fritas, umas batatas cozidas, tudo coisas simples e rápidas de fazer.
Não consigo entender o apelo do take away.




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E depois como é que justificas a importação de MO baratinha?

Ou agora já não te interessa defender a importação massiva de pobres?
 
E depois como é que justificas a importação de MO baratinha?

Ou agora já não te interessa defender a importação massiva de pobres?

As vacas crescem sozinhas e comem algodão doce caído das nuvens.
Elas próprias abatem-se umas às outras e depois têm um armazém onde fazem o corte e a embalagem.
Algumas conduzem camiões para fazer as entregas e outras amigas destas, estão no supermercado no talho e na reposição de prateleiras.
Só mesmo os caixas é que não são vacas, são perus que fazem essa tarefa.
 
E depois como é que justificas a importação de MO baratinha?

Ou agora já não te interessa defender a importação massiva de pobres?

As vacas crescem sozinhas e comem algodão doce caído das nuvens.
Elas próprias abatem-se umas às outras e depois têm um armazém onde fazem o corte e a embalagem.
Algumas conduzem camiões para fazer as entregas e outras amigas destas, estão no supermercado no talho e na reposição de prateleiras.
Só mesmo os caixas é que não são vacas, são perus que fazem essa tarefa.

As "máfias" à porta dos restaurantes. Como se organizam os estafetas para recolher mais pedidos — e impedem outros de trabalhar

​Rixa que aconteceu em agosto trouxe às autoridades uma nova realidade: luta pelo território da distribuição de refeições. Há "máfias" nos pontos de recolha que ameaçam e agridem quem chega.



Facas, capacetes e chaves que servem para mudar pneus. Na noite de 31 de agosto deste ano, à porta do centro comercial Vasco da Gama, em Lisboa, todos os objetos que estavam à mão de vários estafetas de entrega de comida foram utilizados para agredir outros trabalhadores das plataformas de transporte de refeições. Segundo a PSP, nunca tinha sido registado um caso tão violento de agressões entre estafetas14 suspeitos foram identificados esta semana —, mas os desacatos têm acontecido em vários pontos da zona de Lisboa, com relatos de ameaças, pneus furados e motas riscadas. Tudo para afastar a concorrência e para lutar pelo território dos pontos de recolha.

Quando a PSP chegou ao centro comercial Vasco da Gama, entre as 19h e as 20h — período em que o número de pedidos de entrega de comida habitualmente sobe — encontrou várias pessoas feridas. Algumas foram assistidas naquele local e quatro tiveram mesmo de ser transportadas para o hospital. “O cenário não foi grave no quadro final, mas as agressões teriam essa capacidade”, explicou fonte da unidade de investigação da PSP ao Observador, referindo-se às armas brancas utilizadas.

“Há máfias dos pontos de recolha onde há muitos pedidos”


Este episódio de violência que aconteceu na zona do Parque das Nações, praticamente no final do verão, teve como ponto de partida várias ameaças. Um grupo de trabalhadores que estava perto do centro comercial e que esperava pelos alertas dos restaurantes para recolha de pedidos tentou afastar os estafetas que iam chegando ao mesmo sítio, ameaçando-os. Como aqueles que foram ameaçados não quiseram ir embora, acabaram por ser agredidos.

O relato foi feito pelas vítimas à PSP, que conseguiu perceber durante a investigação que esta tinha sido a causa da rixa. Mas este não é caso único. Dos cerca de 50 mil estafetas de entrega de refeições inscritos nas várias aplicações que existem, muitos já viram ou foram alvo de ameaças ou agressões por parte de outros colegas.

Isto acontece, explicaram os estafetas que falaram com o Observador, por causa dos pontos definidos pelos restaurantes nas aplicações para fazer as entregas das encomendas — muitas vezes a 200 ou 300 metros do restaurante. Quem estiver junto àquele ponto tem prioridade na distribuição dos pedidos, por uma questão de proximidade. Os pedidos só começam a ser distribuídos por quem está afastado dos tais pontos quando não há nenhum estafeta disponível nesses pontos — ou porque está fora a fazer uma entrega, ou porque não aceitou o pedido, que acontece muitas vezes quando as entregas são de valor muito baixo.

Só quem está no sítio definido é que recebe os alertas no seu telemóvel e os pedidos só começam a ser distribuídos por quem está afastado dos tais pontos quando não há nenhum estafeta disponível nesses pontos. Siga-nos no Instagram

O método de distribuição das encomendas reflete-se naquilo que se tem visto, e vê cada vez mais, pelas ruas da capital: zonas em que se concentram dezenas de estafetas. E isto acontece sobretudo perto de locais como centros comerciais, dark kitchens, ou cozinhas fantasma, que fazem refeições de vários restaurantes e ainda de restaurantes como o KFC e o McDonald’s.

E com a concentração de muitos estafetas no mesmo ponto, começaram a surgir “as máfias dos pontos de recolha”, como definiram vários estafetas ao Observador. Estas “máfias” são, no fundo, grupos que se formam em cada um dos pontos, cujo objetivo é impedir a aproximação de novos trabalhadores, para que os pedidos sejam distribuídos sempre pelos mesmos. Quem não consegue entrar nesses grupos fica obrigado a manter-se mais longe dos pontos e entregue à sorte de nenhum estafeta do ponto querer um pedido. “Há máfias dos pontos de recolha onde há muitos pedidos”, acrescentou um dos estafetas. Número limite de estafetas por pontos, motas riscadas e pneus furados


Apesar de este cenário se multiplicar pela grande Lisboa, os grupos, explicou também quem trabalha todos os dias nas entregas de refeições, não estão relacionados uns com os outros. Não há uma “máfia” centralizada, mas sim uma “máfia” que nasce em cada um dos pontos de recolha, motivada pela necessidade de afastar a concorrência. E também não é uma “máfia” relacionada com uma nacionalidade: “Há grupos de portugueses, grupos de brasileiros, grupos de paquistaneses, depende do sítio.”

Certo é que, ainda que sem relação entre si, as regras que impõem acabam por ser muito semelhantes. “Cada ponto tem as suas regras e as suas leis. Se não cumprir, corre o risco de apanhar muito”, sublinhou um dos estafetas. Uma das regras apontadas é precisamente a de vedar a entrada a novos estafetas e acontece em vários pontos existir um número limite de estafetas. “No McDonald’s das Mercês e de Mem Martins, só podem estar 18 estafetas, não deixam entrar mais no ponto”, acrescentou o mesmo trabalhador. Caso alguém queira entregar refeições destes dois restaurantes e fique impedido de entrar no ponto, tem de ficar mais afastado.

"Cada ponto tem as suas regras e as suas leis. Se não cumprir, corre o risco de apanhar muito. No McDonald’s das Mercês e de Mem Martins, só podem estar 18 estafetas, não deixam entrar mais no ponto", contou um dos estafetas. Instale a App do Observador

“Quando uma pessoa quer ir para o ponto, eles intimidam. Se a pessoa não tiver respeito, eles partem para a agressão“, disse outro estafeta, que garantiu já ter sido ameaçado várias vezes e ter visto agressões entre trabalhadores. Se alguém não cumprir as regras definidas por quem já conseguiu dominar o território de determinado ponto, as hipóteses são várias e repetem-se pelos pontos: “Já vi motas partidas, motas riscadas, pneus furados, tudo para afastar as pessoas”.

E outro estafeta acrescentou: “Já me partiram o vidro da frente do carro, porque às vezes uso carro. Já vi amassarem as motas. As pessoas transformam-se em leões famintos.” PSP viu matrículas das motas nas câmaras de vigilância e seguiu estafetas até casa

Esta “máfia dos pontos de recolha” ficou visível para quem não conhece esta realidade com o caso do Parque das Nações e serviu também para ficar no radar das autoridades, que agora têm já registo da existência destes grupos e noção da violência que pode resultar. Aliás, a investigação da PSP começou por aqui, ao perceber que se tratava de uma rixa e quais os motivos, que foram adiantados pelas várias vítimas.

Como os suspeitos fugiram do local, a PSP não conseguiu identificá-los logo e, por isso, teve consultar as câmaras de videovigilância para recuperar o momento dos desacatos. Nas imagens, os agentes conseguiram identificar os agressores, ver as matrículas das motas de cada um deles e chegar às respetivas identidades.

Depois desta identificação, começou o trabalho no terreno, através do acompanhamento de todos os passos destes suspeitos. Um dos trajetos que a unidade de investigação da PSP acompanhou foi o caminho até casa, o que permitiu pedir ao Ministério Público a emissão de dois mandados de busca, que foram cumpridos na passada segunda-feira.

Esta "máfia dos pontos de recolha" ficou visível para quem não conhece esta realidade com o caso do Parque das Nações e serviu também para ficar no radar das autoridades.

As buscas resultaram na identificação de 14 suspeitos, mas há ainda outro ponto que foi descoberto pelos agentes quando entraram nas casas dos suspeitos e que é, afinal, o reflexo das condições em que vivem muitos estafetas de entrega de comida: a sobrelotação. “Percebemos que a residência tinha uma tipologia que foi alterada e que não suportava o número de pessoas que estaria naquela casa“, explicou fonte ligada à investigação, que acrescentou ainda que estas informações foram enviadas para as entidades competentes — juntas de freguesia e câmaras municipais.

Até agora, as agressões que aconteceram no Parque das Nações são o único caso grave relacionado com “as máfias dos pontos de recolha”, havendo registo de “casos pontuais” em vários pontos da Grande Lisboa. “Mas nunca com estas dimensões”, sublinhou a PSP.

O inquérito aberto por ofensas à integridade física continua a decorrer e, ao Observador, fonte oficial da Uber referiu apenas, em resposta às várias questões relacionadas com os grupos que existem nos pontos de recolha, que condena “veemente qualquer violação da lei”. “Sempre que algum utilizador incorre no incumprimento da lei, ao pôr em causa a segurança e ordem públicas, colaboramos prontamente com as autoridades em todas as investigações e tomamos as devidas diligências relativamente às contas destes utilizadores, sejam de estafetas, motoristas, parceiros ou consumidores”, acrescentou.

Artigo editado às 19h40 do dia 23 de dezembro com uma correção: ao contrário do que era dito na versão original, os estafetas não são obrigados a ficar imóveis num determinado ponto de recolha. O critério usado pelas plataformas de entrega é o da proximidade a cada ponto de recolha definido pelos restaurantes.

😏🤐
 
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