Para quando o fim da PAC?

citação:Originalmente colocada por Filipe Dias

basta conheçer um pouco da realidade dos países africanos para se perceber que a principal causa para a miséria total em que se encontram, está bastante distante de um qualquer programa como a PAC...

eles que tentem primeiro resolver os problemas internos que possuem e que tendem a agravar, que deixem os conflitos armados e que se organizem!

é mto fácil dizer que é devido à PAC que a fome aumenta...bem eles lá já se devem ter auto-convencido disso[8][8]

triste para um continente como África...[xx(]
Exactamente!;)
 
Tirando o açucar... é tudo.
200% de acordo com o mundano.
Sem subsídios que distorcem o comércio desemvolveriamos os países do 3º mundo sem ajudas à miséria.
Com negócios e comércio Livres todos ganham com o fruto do seu trabalho.
 
Mais uma leitura interessante para os mais cépticos...

citação:

Fim do apoio às exportações agrícolas

Boas notícias, a Europa ter anunciado que está a pensar acabar com as ajudas agrícolas à exportação. Na UE, aproximadamente 2.8 mil milhões de euros são gastos nestas ajudas, essencialmente para "ajudar" o açúcar, os laticínios e a carne. Nos USA, 3 mil milhões de euros são gastos para ajudar a "exportação" dos mesmos produtos, acrescidos do algodão. Os principais prejudicados com estas políticas proteccinistas são a Àfrica e a América Latina, já que têm que competir com produtos artificialmente mais baratos. O caso do açucar é paridigmático, já que o seu valor de exportação é três vezes inferior ao seu valor de produção (!!!!). Para agravar mais a situação, na África e na América Latina uma percentagem muito considerável da população vive da agricultura, pelo que estas medidas condenam à miséria muitas centenas de milhões de pessoas.

Mais do que as caridadezinhas, acabar com o proteccionismo seria uma das medidas mais eficazes no combate à pobreza e à miséria no mundo. De certeza que esta declaração de intenções não é gratuita, mas sim a única forma das nações ricas conseguirem prosseguir com as negociações da OMC, bloqueadas pelo finca-pé de países como o Brasil e a Índia na última reunião (o famoso grupo dos 21). No entanto, a acontecer, será sem dúvida um grande avanço para os países pobres do mundo. Quer dizer, será um avanço se o que tiverem que dar em troca não tiver ainda mais valor....

O mais ridículo disto tudo é que o que as nações mais pobres pedem é que as regras do livre comércio sejam respeitadas. E convenhamos que embaretecer selvaticamente os produtos agrícolas de forma artificial é completamente contrário às regras básicas da competividade e igualdade de oportunidades e outras máximas liberais.

A cereja em cima do bolo desta situação caricata, é que uma fatia importante destes subsídios vão directa ou inderectamente parar a grandes multinacionais alimentares, como é o caso da Nestlé. Aliás, a Europa domina o mercado mundial dos lacticínios à custa destes subsídios....</u>



O resultado das ajudas à agricultura

Números

Despesas dos países ricos a subsidiarem a agricultura: 300 biliões de US$
Produto económico da África sub-Sariana: 300 biliões de US$

Rendimento médio na africa sub-Sariana: 1$ por dia
Subsídio recebido por uma vaca na Europa: 2$ por dia</u>

Depois da PAC, na África houve:
Redução em 90% das exportações de leite
Redução de 70% nas exportações de gado
Redução de 60% na exportação de carne
Redução de 50% na exportação de colheitas vegetais
Redução de 40% na exportação de cereais</u>



E ainda..

A razão porque a PAC é extremamente injusta para os países vizinhos divide-se em três vertentes: subsídios internos à produção agrícola, subsídios à exportação e impostos severos a todos os produtos que venham de fora da Europa.

Os subsídios à exportação de que estamos a falar constituem apenas 1% do bolo atribuído à agricultura.... ajudará alguma coisa, mas não resolverá o problema da distorção dos mercados causada pelo proteccionismo agrícola.

Impedindo que a maior parte do continente Africano possa desenvolver os seus recursos agrícolas, a PAC entrava a sua capacidade de atrair o capital financeiro, tecnológico e humano que permitiria o seu progresso económico e social.

A PAC garante preços aos agricultores muito acima da média mundial e muito acima dos custos de produção. Assim sendo, o agricultura Europeia produz o máximo de que é capaz e os excedentes são lançados nos países em desenvolvimento, estrangulando ainda mais as suas economias. Para assegurar que os países com custos de produção mais baixos não possam competir, existem então os subsídios à exportação para os produtores Europeus, engordando ainda mais os seus lucros domésticos.



Dois exemplos emblemáticos: o leite e o açúcar

Lacticínios

Mesmo que a densidade populacional, o tempo e os custos de trabalho e produção façam com que a Europa tenha um fraco potencial para produzir lacticínios – em média os custos de produção são o dobro dos custos internacionais – a Europa é responsável por 40% das exportações de leite em pó e mais de 1/3 das exportações de queijo. Os eleitores Europeus podem acreditar que estas políticas defendem as quintas pitorescas de produção leiteira na Holanda ou na França profunda, mas a verdade é que a maioria dos subsídios vão directamente para as grandes multinacionais agro-alimentares como Aria Foods e Nestlé.

Os subsídios da CAP asseguram que a manteiga produzida nos países Africanos (como o Botswana ou o Gabão) não possa competir com a manteiga Europeia. As “montanhas de manteiga” Europeias tem um peso enorme nos mercados internacionais. Como resultado da CAP, que impõe um imposto de 153% à manteiga estrangeira, os Lacticínios dos produtores do Botswana e do Gabão nunca conseguem mais do que uma fatia minúscula do mercado Europeu.

Açúcar

Os subsídios aos produtores Europeus de açúcar são ainda maiores e mais negativos para os produtores. O açúcar deveria ser o produto ideal das regiões tropicais, onde a cana do açúcar cresce. Os agricultores de cana do açúcar conseguem produzir mais do dobro de açúcar que os eus rivais do norte com a Baterraba sacarina. Para além disso, o preço das terras, os salários e outros custos de produção são nos países tropicais uma ínfima parte dos custos de produção na Europa.
No entanto, a Europa, com os maiores custos de produção de açúcar em todo o mundo, é o maior exportador de açúcar do mundo.</u> Os agricultores Europeus recebem um preço garantido pelo açúcar, mesmo que seja mais tarde vendido fora da Europa a preços mais baixos. Em casa (Europa), o açúcar é vendido a preços altos; para manter o negócio na família, o imposto de importação é de 140%, o que afasta os produtores estrangeiros do mercado Europeu. Enquanto que os políticos na Europa insistem que os subsídios ao açúcar ajudam os pequenos agricultores, a verdade é que empresas únicas de grande dimensão são responsáveis por todo o mercado doméstico – tanto nas vendas como na produção – em pelo menos 8 países Europeus</u>. Entretanto, os preços praticados pelos governos Europeus e os subsídios à exportação permitem aos produtores Europeus, mesmo da Finlândia, reclamar uma fatia importante do mercado mundial, mesmo na africa Tropical (onde se dá bem a cana do açúcar).




....
 
Já agora, convem esclarecer que a PAC apareceu no contexto da recuperação europeia após a WWII.. Numa altura em que a Europa era profundamente deficitaria e a Europa vivia há mais de uma década com imensas falhas no abastecimento agricola..

A solução foi subsidiar a produção para garantir a autonomia e a segurança alimentar da Europa, no contexto da Guerra Fria..


Será que hoje em dia, 50 anos depois, com o Mundo completamente diferente, faz sentido manter a mesma politica?
 
O que é que África tem a ver com a PAC?

Talvez o sr. Robert Mugabe tenha algo a ver com isso..., ou talvez não. :D [8D]

Convém ler um pouco sobre as coisas... :)

Quanto à Europa, CE, será bom ver como funcionam os subsídios à produção agrícola. Depois poderíamos falar com um pouco de conhecimento de causa... Mais uma vez.

Agora, falando como cidadão. Olho para o território agrícola Francês, Alemão ou outro que não Portugal e vejo que abençoadas foram as PACs ao longo deste tempo.

No meu País as pessoas não podem viver no campo e como tal fogem para as grandes cidades ou emigram.

As PACs fizeram funcionar mais que o campo. Fizeram funcionar nações.

Olhem para a realidade e deixem-se de retóricas de café.

Olhem para uma aldeia em França e Espanha. Olhem para uma aldeia em Portugal.

E depois comentem. [:I]

Se não virem diferenças, também não há problema. Significa que vivem noutro planeta......
 
citação:Anti-development

Criticism of the CAP has united some supporters of globalization with the anti-globalization movement in that it is argued that these subsidies, like those of the USA and other Western states, add to the problem of what is sometimes called Fortress Europe; the West spends high amounts on agricultural subsidies every year, which amounts to unfair competition. The OECD countries' total agricultural subsidies amount to more than the GDP of the whole of Africa.

Moreover, it is argued that in creating an oversupply of agricultural products which are then sold in the Third World and simultaneously preventing the Third World from exporting its agricultural goods to the West, the CAP increases Third World poverty by putting Third World farmers out of business. According to the Human Development Report 2003 in 2000 the average dairy cow in the EU received $913 in subsidies, compared with an average of $8 per person in Sub-Saharan Africa.


[edit]

Artificially high food prices

CAP price intervention causes artificially high food prices throughout the EU. Some have suggested that Europeans pay about 25% higher prices for food than they would without the CAP, whereas the Timbro research institute has counted figures reaching over 80%[19]. Some commodities have even more inflated prices: European sugar costs more than three times the global market price. This subsidy is estimated to cost each EU citizen on average £16 or €24 per week although intervention costs and subsidy are decreasing.

As a consequence of these artificial high food prices European consumers pay a regressive consumption tax. In general, the fraction of income spent on food products tends to increase as income decreases, as everyone has to eat at least a minimum of food. Because the relative spending on food is higher among the lower income classes, they pay relatively more taxes than higher income classes. (Baldwin & Wyplosz, The Economics of European Integration, McGraw-Hill Education, Maidenhead (Berkshire), 2004, pp. 218-219.)
[edit]

Equity among member states

Some countries in the EU have larger agricultural sectors than others, notably France, Spain, and Portugal, and consequently receive more money under the CAP. Other countries receive more benefit from different areas of the EU budget. Overall, certain countries make net contributions, notably Germany (the largest contribution overall) and the Netherlands (the biggest contribution per person), but also the UK and France. The UK would have been contributing considerably more, except that Margaret Thatcher successfully negotiated a special annual UK rebate in 1984. Without the rebate the UK was the largest contributor despite being the third poorest member state.

As of 2004, France gets 13% more of CAP funds than the UK (as a % of total funds - see diagram). This is a net benefit that France gets compared to the UK of €6.37 billion.[20] This is largely a reflection of the fact that France has more than double the land area of the UK, while the size of Germany is mid-way between the two. In comparison, the UK budget rebate for 2005 is scheduled to be approx €5.5 billion. [21]. The popular view in the UK (as, for example, set forth in the tabloid press) is that if the UK rebate were reduced with no change to the CAP, then the UK would be paying money to keep an inefficient French farming sector in business - to many British people, this would be seen as grossly unfair. French motives for generating arguments about "solidarity" and "selfishness" are therefore seen as extremely self-serving.

If the rebate were removed without changes to the CAP then the UK would pay a net contribution of 14 times that of the French (In 2005 EU budget terms). The UK would make a net contribution of €8.25 billion compared to the current contribution of €2.75 billion, versus a current French net contribution of €0.59 billion. France has a slightly lower GDP than the UK, and its higher population means that it earns slightly less per person compared to the UK. Germany has a GDP approximately 25% higher than either France or the UK, but per capita income is comparable to the other two countries. France makes a net payment into the EU budget, so it cannot be said that it receives a subsidy from any other country. Rather, France, Germany and the UK all contribute towards funding of CAP subsidies to other member states, France contributing the least of the three. Due to the way the rebate is funded, France pays the largest share of the rebate (31%), followed by Italy (24%) and Spain (14%). [22] [23] [24]

In December 2005 the UK agreed to give up approximately 20% of the rebate for the period 2007-2013, on condition that the funds did not contribute to CAP payments, were matched by other countries contributions and were only for the new member states. Spending on the CAP remained fixed, as had previously been agreed. Overall, this reduced the proportion of the budget spent on the CAP. It was agreed that the European Commission should conduct a full review of all EU spending. [25][26]
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State intervention

Some major critics of the Common Agricultural Policy reject the idea of protectionism, either in theory, practice or both. Free market advocates are among those who disagree with government intervention because, they say, a free market without interference will allocate resources more efficiently. Subsidies allow many small farms to continue to operate which would not otherwise be viable. A straightforward economic model would suggest that it would be better to allow the market to find its own price levels, and for uneconomic farming to cease. Resources used in farming would then be switched to more productive operations.
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Sustainability

Many economists believe that the CAP is unsustainable in an enlarged EU. The inclusion of ten additional countries on May 1, 2004 has obliged the EU to take measure to limit CAP expenditure. Poland is the largest new member with a land area greater than that of the UK though smaller than Germany, and has two million smallhold farmers. It is significantly larger than any of the other new members, but taken together the new states represent a significant increase in recipients under the CAP. However, reform of the programme has proven difficult because of political constraints in the form of strong agricultural lobbies.
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Centralization

In contrast to the free trade and anti-globalization ideas, the traditional nationalists see that the centralization of the CAP is excessive and does not follow the principle of subsidiarity. In this view, the decisionmaking with respect to agricultural subsidies should be on the national level, not in the EU. EU is seen as a remote, bureaucratic, arbitrary decisionmaker that has insufficient knowledge of the practice.

Another concern with respect to CAP is the viability of areas that are remote or hard to cultivate. Areas in the north of Europe and in mountainous regions are colder, and give lower yields than warmer areas. Agriculture is, nevertheless, traditional and important there, despite being less economically profitable. The ability to grow necessary crops for self-sustainability, and prevent excessive dependence on import, is also a question of national security.
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CAP financing set up to benefit France

In their book, "The great deception: can the European Union survive?", Christopher Booker and Richard North argue that the fundamental reason why France's President De Gaulle kept Britain out of the EEC during the 1960s was his concern to have the financial arrangement for the Common Agricultural Policy established first.

According to Booker and North, De Gaulle manipulated the EEC to get them to underwrite the high subsidies for French farmers, who in 1961 still accounted for a quarter of France's employment as against only four percent in Britain. Once the CAP funding was settled, British membership of the EEC became a matter of French interest, and De Gaulle's veto was abandoned. As a condition of her membership Britain cut her imports of cheap food from around the world and replaced them with more expensive French and continental products. At the same time the levies she paid on what foodstuffs she imported from outside the EEC were automatically transferred to Brussels to subsidise French and other EEC farmers.

Wikipedia..
 
Uma barra de chocolate belga na costa do Marfim é mais barata que o seu equivalente em Cacau produzido localmente.

Gostaria que pensassem como uma economia pode funcionar assim.
E deixassem de olhar para o nosso grande umbigo europeu.

O que aconteceria à Europa se o que se gasta em beterrabas e armazenamento e destruição de colheitas fosse gasto em I&D.
 
citação:O resultado das ajudas à agricultura

Números

Despesas dos países ricos a subsidiarem a agricultura: 300 biliões de US$
Produto económico da África sub-Sariana: 300 biliões de US$

Rendimento médio na africa sub-Sariana: 1$ por dia
Subsídio recebido por uma vaca na Europa: 2$ por dia

Depois da PAC, na África houve:
Redução em 90% das exportações de leite
Redução de 70% nas exportações de gado
Redução de 60% na exportação de carne
Redução de 50% na exportação de colheitas vegetais
Redução de 40% na exportação de cereais

em 1º lugar nem sabesmos de quem é este texto, mas enfim...


o problema de África é a fome, e a PAC exponenciou este facto, é isto que pretendes dizer??

então mas que raio as exportações t~em alguma coisa a haver??????[8][8]

esse texto todo deixa a entender apenas que África deixou de exportar grande parte da produção...

mas como é que é possível exportar imensas quantidades de alimento quando mais der 50% da população passa fome???
[xx(]
isto é, e trocando por miudos: as grandes empresas de África deixaram de exportar alguns produtos para a Europa devido à PAC...

em que é que isso afectou a população pobre? em nada, já antes passavam fome e continuaram a passar![8]

quando se fala em descrepância entre classes sociais em Portugal, é uma autentica brincadeira quando comparando com a maioria dos países de África e com alguns da América do Sul...

mais uma vez: para quem conheçe MINIMAMENTE" África sabe que as potencialidades estão todas lá...mas simplesmente é mais rentável se viver em ditaduras constantes do que organizar sociedades![8]
 
citação:Originalmente colocada por mundano

Sustainability

Many economists believe that the CAP is unsustainable in an enlarged EU. The inclusion of ten additional countries on May 1, 2004 has obliged the EU to take measure to limit CAP expenditure. Poland is the largest new member with a land area greater than that of the UK though smaller than Germany, and has two million smallhold farmers. It is significantly larger than any of the other new members, but taken together the new states represent a significant increase in recipients under the CAP. However, reform of the programme has proven difficult because of political constraints in the form of strong agricultural lobbies.

Fizeram melhor.
Uma autentica VERGONHA.
Para serem aceites na UE os países de Lesta aceitaram que a sua população agrícola recebesse cerca de 10% do que a "Velha" população agrícola da UE recebe.
Cidadãos de Primeira e de Segunda.... VERGONHA.

P.S. Os 10% são de memória mas acho que é mesmo isso[8)].
 
Oh Filipe Dias, pode não ser a causa directa de fome, mas é sem duvida um dos maiores travões ao crescimento das economias desses paises, que assim, perpetuam a miséria e em muitos casos vêm inclusivamente a sua situação a degradar-se..


Mas não deixa de ser caricato, que alguns dos que afirmam que os texteis chineses vêm destruir a nossa industria textil, agora conseguem vir afirmar que os preços baixos dos produtos agricolas, que apenas são baixos porque são imensamente subsidiados, nada fazem aos paises que dependem da agricultura para viver..
 
citação:Originalmente colocada por mundano

Oh Filipe Dias, pode não ser a causa directa de fome, mas é sem duvida um dos maiores travões ao crescimento das economias desses paises, que assim, perpetuam a miséria e em muitos casos vêm inclusivamente a sua situação a degradar-se..
Crescimento não.
Causou mesmo o colapso das economias locais empurrando-as para a subsistência.

Quem está a chegar às Canárias não vem da África da fome endémica.
Vem mesmo da Africa Ocidental.
 
Mundano, tudo bem, numa perspectiva económica podes estares 100% correcto e não ponho isso em causa...

mas numa perspectiva social, como se exporta milhares de toneladas de alimento quando metade da população vive abaixo de um dólar por dia???

achas que era para o desencolvimento de cada país??

o ponto onde eu quero chegar é que quer com PAC ou sem PAC nada teria mudado na maioria dos países africanos, porque o cresimento que advinha das exportações não é aplicado no desenvolvimento social, e basicamente e para finalizar, crescimento não siginifica desenvolvimento;)
 
Oh Filipe Dias, eu vou-te explicar uma coisa que parece que não entendes...

Esses paises exportam por exemplo Acuçar.. Ou Café.. Ou Cacau.. Ou cereais.. Não queres alimentar a população toda, com base nas plantações de cana de açucar? Ou queres?

É obvio, que quem tem terras ferteis não passa fome, mas passa uma vida de subsistencia, na miseria... Isto para não falar, nas grandes explorações, que simplesmente estão ao abandono, e mandaram as pessoas para casa...


Agora... Se eles tiverem algum sucesso nas suas plantações da cana do açucar.. Ou do cacau... Ou na criação de gado.. Se conseguirem vender isso, poderão comprar outras coisas.. Isso cria uma espiral que vai aumentar os rendimentos do pais, e será um incentivo para toda a restante economia..


Acho que não é dificil de perceber...
 
citação:Oh Filipe Dias, eu vou-te explicar uma coisa que parece que não entendes...

amigo essa parte já percebi...

o que eu quero dizer é que a fome existiu, existe e existirá pormuitas e variadas razões e a PAC está nos ultimos lugares da lista..

o dinheiro proviniente das expostações não é aplicado para o desenvolvimento do país...[xx(]será dificil de perceber??

porra basta olhar para Angola, tem uma produção de diamantes brutal...e??

não deveria também servir para comprar outros produtos??

MAS NÃO SERVE!!![xx(]
 
Na minha opinião e como já foi dito, primeiro deviam por ordem em casa e depois se poderia oferecer alguma ajuda.
Alem disso tenho uma opinião muito critica dos sistemas politicos e sociais africanos, especialmente dos paises descolonizados.
De qualquer forma não seria a PAC que iria resolver os problemas existentes.
Como aceitam que a Europa prescinda da sua agricultura e provoque problemas aos seus agricultores para ajudar, por exemplo o Zimbabwe, depois de Mugabe expulsar e matar os europeus que exportavam os seus produtos agricolas, contribuindo para uma economia saudavel?
Agora que está tudo ao abandono e os "herois" que ocuparam as terras estão com fome querem ajuda?

Por favor.

O mal de africa não são os subsidios, a concorrencia mundial ou os mercados globais, mas sim a sua mentalidade e falta de vontade de trabalhar para serem mais produtivos e competitivos.
Tudo o que resta de bom nestes paises, ainda é o pouco que os europeus lá deixaram e não foi destruido.
 
Eu sinceramente, até me estou a ***** para a fome em Africa, ou para os sistemas politicos deles.. Preocupoa-me é as pressões demograficas que isso exerce na Europa.. A emigração ilegal que gera..

E preocupa-me que se gaste tanto dinheiro para financiar a produção de excessos.. Quando esse dinheiro poderia ser aplicado em coisas que sem duvida melhorariam muito mais a qualidade de vida de todos nós..

E preocupa-me que se produzam tantos excessos na Europa, que os solos estão a ser levados à exaustão..
 
A PAC é uma coisa indefensável nos dias de hoje. Por milhares de razões.
Mas aqui vão algumas:

1) Metade do orçamento comunitário é para a PAC. Em 2004, 43 mil milhões de euros ! Cerca de 100€ por cada europeu.
Imaginem boa parte desta verba aplicada na educação, ciência, saúde, tecnologia ou inovação.

2) Desses 43 mil milhões, só para a França vão 21,6% do total, seguindo-se Espanha 14,6% e Alemanha 13,9%
(Fonte: http://www.farmsubsidy.org/files/Allocation_of_2004_EU_expenditure.pdf )

3) Os destinatários dos subsidios representam apenas 4% da população na Europa. Mas nestes 4%, só 1/5 destes recebem 80% do total das verbas. Ou seja, qualquer coisa a rondar 1% da população europeia que recebe 80% de 43 mil milhões. Façam as contas. Em Portugal, cerca de 280 agricultores recebem 13,4% do total de subsidios destinados a Portugal (977 milhões €) (Fonte:http://www.farmsubsidy.org/upload/articles/SEMEC.pdf)

4) Para gerir toda rede complexa e burocrática de subsidios, a UE gasta fortunas colossais em salários, instalações e custos operacionais. Calcula-se que se a União Europeia mantivesse apenas uma sede e não as duas actuais (Estrasburgo e Bruxelas) a poupança seria na ordem dos 200 milhões de euros anuais.

5) Cada país por sua vez também tem que ter uma enorme estrutura burocrática. Em Portugal por exemplo, o ministério da agricultura tem 11.800 funcionários. A estrutura deste ministério é uma coisa assustadora. No fim desta mensagem deixo um texto que li uma vez num blogue. (*)
Mas não é só por cá, ainda há dias alguns jornais ingleses publicavam a revolta dum agricultor que estava escandalizado com o desperdicio de fundos públicos porque os serviços da PAC enviaram 3 funcionários para recolher uma pequena amostra das vinhas.

6) Há todo o tipo de gente e entidades que recebem subsidios. Como por exemplo a Lufthansa, o Principe Alberto do Monaco, o ministro da Agricultura holandês, o Duque de Westminster ou o mais surreal, uma prisão dinamarquesa ! (Fonte: http://www.farmsubsidy.org/?q=transparency_in_farm_subsidies)

7) A PAC gera as maiores disparidades. Se consultarem os subsidios de países como Espanha, Itália ou até Portugal (podem consultar aqui: http://www.farmsubsidy.org/, os maiores subsidios individuais são atribuidos a empresas de destilação de vinhos. Ou seja, a PAC deve estar a pagar subsidios para destilar vinho que não foi possível escoar no mercado. Provavelmente a PAC já pagou subsidios para apoiar essas vinhas no passado, e provavelmente a mesma PAC vai pagar no futuro mais subsidios para arrancar as mesmas vinhas.

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* Sobre o nosso Ministério da Agricutura, retirado do blogue Jaquinzinhos

citação:O Monstro das Bolachas

Santana mandou uma boca e foi o que se viu. O autarca de Santarém dá saltinhos de alegria. As rádios e as TVs fizeram foruns. Os antiregionalistas do PSD aplaudiram e os regionalistas do PS criticaram.

No Jaquinzinhos sugere-se uma alternativa. Em vez de mudar o Ministério da Agricultura para Santarém, porque não extingui-lo?

Para que é que precisamos de um Ministério da Agricultura? Para distribuir subsídios contrata-se um banco, que o fará com eficácia alocando meia dúzia de funcionários. Uma ou duas funções necessárias de fiscalização concessionam-se. Testes laboratoriais fazem-se nas universidades. Fazia-se uma boa limpeza.

Acontece que este ministério é um excelente representante da burocracia à portuguesa. É assim "O Monstro das Bolachas":

O MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, DO DESENVOLVIMENTO RURAL E DAS PESCAS é composto pelo GABINETE DO MINISTRO DA AGRICULTURA, DO DESENVOLVIMENTO RURAL E DAS PESCAS, que para lá do chefe de gabinete e três secretárias pessoais comporta ainda um chefe de gabinete adjunto, quatro assessores normais, dois assessores de imprensa e dois assessores para a reforma agrária. Acompanham esta equipa meia dúzia de secretárias e uma catrefada daquilo a que se costuma chamar staff.

O Ministério tem três secretarias de estado. O SECRETÁRIO DE ESTADO ADJUNTO E DAS PESCAS não me parece ser um homem só. Está acompanhado pelo Chefe de Gabinete do Secretário de Estado Adunto e das Pescas, ajudados por 3 secretárias pessoais. Existem dois adjuntos do Chefe de Gabinete do Secretário de Estado Adunto e das Pescas e três assessores do Secretário de Estado Adjunto e das Pescas.

Já o SECRETÁRIO DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO RURAL tem uma chefe de gabinete da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional e é mais comedido nas secretárias pessoais. Duas chegam. O Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural tem apenas dois adjuntos e três assessores.

No meio de tudo isto, a SECRETARIA DE ESTADO DAS FLORESTAS merece um aplauso. Não vejo como é que o senhor Secretário de Estado das Florestas consiga gerir o seu estaminé apenas com uma chefe de gabinete da Secretaria de Estado das Florestas, duas secretárias pessoais e apenas três adjuntos.

Entramos depois nos Serviços Centrais. O primeiro com interesse é o GABINETE DE PLANEAMENTO E POLÍTICA AGRO-ALIMENTAR. Serve este gabinete para apoiar a concepção e assegurar a coordenação, avaliação e acompanhamento das políticas agro-alimentares, do desenvolvimento rural e das pescas, no âmbito nacional e comunitário, participar na formulação das políticas sectoriais e acompanhar a execução das medidas que as sustentam e coordenar e apoiar as relações dos serviços do Ministério com a União Europeia, organizações internacionais e países terceiros.

Tem uma directora de gabinete de planeamento e política agro-alimentar e dois subdirectores. Para cumprir a sua nobre missão, existe uma DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE ASSUNTOS EUROPEUS E RELAÇÕES INTERNACIONAIS que, dada a complexidade das tarefas se divide em três outras divisões: A DIVISÃO DE ASSUNTOS EUROPEUS, a DIVISÃO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS e a DIVISÃO DE COOPERAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO.

Como é evidente isto é muito insuficiente para o GABINETE DE PLANEAMENTO E POLÍTICA AGRO-ALIMENTAR. Tem mais divisões. A DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE GESTÃO E ADMINISTRAÇÃO que por sua vez se divide na DIVISÃO DE FORMAÇÃO E GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS e na DIVISÃO DE GESTÃO FINANCEIRA E CONTROLO ORÇAMENTAL. Não nos devemos esquecer da DIVISÃO DE DIVULGAÇÃO E RELAÇÕES PÚBLICAS, da DIVISÃO DE DOCUMENTAÇÃO, do GABINETE JURÍDICO e da DIVISÃO DE ORGANIZAÇÃO E INFORMÁTICA.

Aparte destas divisões, chamadas de apoio técnico e administrativo, existem os chamados SERVIÇOS OPERATIVOS. O primeiro é a DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE ESTATÍSTICA E GESTÃO DE INFORMAÇÃO, que tutela a DIVISÃO DE ESTATÍSTICAS AGRÍCOLAS E DOS MERCADOS AGRO-ALIMENTARES e a DIVISÃO DE INQUÉRITO, METODOLOGIA ESTATÍSTICA E GESTÃO DE INFORMAÇÃO. Depois existe a DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE ESTUDOS, PLANEAMENTO E PROSPECTIVA que não quer ficar atrás e também tem as suas divisões: a DIVISÃO DE ESTUDOS E ANÁLISE DE CONJUNTURA, a DIVISÃO DE PLANEAMENTO E POLÍTICAS, a DIVISÃO DE POLÍTICA SÓCIO-ESTRUTURAL e a DIVISÃO DE ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO.

Por sua vez a DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE PRODUÇÕES VEGETAIS tutela a DIVISÃO DE CULTURAS ARVENSES, a DIVISÃO DE AZEITE E AZEITONAS, a DIVISÃO DE AÇUCAR, TABACO, BANANA, TÊXTEIS E OUTROS E A DIVISÃO DE FRUTAS, HORTÍCOLAS E FLORES. (Não se pode dividir isto mais um bocadinho? Talvez separar o tabaco das bananas não seja má ideia.)

Continuando que ainda estamos longe do fim. Chegamos à DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE PRODUÇÕES ANIMAIS, com as suas orgulhosas DIVISÕES DE BOVINOS, OVINOS E CAPRINOS, DIVISÃO DE LEITE E LACTICÍNIOS e a DIVISÃO DE AVES, OVOS E SUINOS.

Assim encerramos o GABINETE DE PLANEAMENTO E POLÍTICA AGRO-ALIMENTAR. Passemos aos seguintes.

Além do parcimonioso serviço central de AUDITORIA JURÍDICA, temos a INSPECÇÃO-GERAL E AUDITORIA DE GESTÃO, com um director-geral e uma Subdirectora-Geral. Esta Inspecção Geral tem uma DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE AUDITORIA DE ACÇÕES ESTRUTURAIS E DE GESTÃO que coordena a DIVISÃO DE AUDITORIA DE ACÇÕES ESTRUTURAIS e a DIVISÃO DE AUDITORIA DE GESTÃO. Por sua vez a DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE AUDITORIA DE ACÇÕES CONJUNTURAIS E DE GESTÃO coordena a DIVISÃO DE AUDITORIA DE ACÇÕES CONJUNTURAIS e a DIVISÃO DE AUDITORIA DE GESTÃO. Elementar.

Também aqui encontramos a DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE INSPECÇÃO E PROCESSOS ESPECIAIS (SIPE), com a sua DIVISÃO DE PROCESSOS ESPECIAIS e a DIVISÃO DE INSPECÇÕES ESPECÍFICAS.

Voltemos aos Serviços Centrais para vos apresentar a SECRETARIA GERAL DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, DO DESENVOLVIMENTO RURAL E DAS PESCAS.

Aqui encontramos a DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE RECURSOS HUMANOS, com as suas necessárias DIVISÃO DE PLANEAMENTO E GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS, a DIVISÃO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL e a REPARTIÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO DE PESSOAL.

Também por aqui se encontra a DIRECÇÃO DE SERVIÇOS FINANCEIROS E PATRIMONIAIS que ostenta as orgulhosas DIVISÃO DE PROGRAMAÇÃO E GESTÃO FINANCEIRA, REPARTIÇÃO DE ORÇAMENTOS E CONTABILIDADE e a REPARTIÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO GERAL.

Continuando na viagem, passamos pela DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO, ORGANIZAÇÃO E GESTÃO INFORMÁTICA mais a sua DIVISÃO DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO, o CENTRO DE FORMAÇÃO E PRODUÇÃO DE AUDIO VISUAIS (o que seria uma organização destas sem auto-produção de audio visuais?) e finalmente a DIVISÃO DE ORGANIZAÇÃO E GESTÃO INFORMÁTICA.

Finalmente, na SECRETARIA GERAL DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, DO DESENVOLVIMENTO RURAL E DAS PESCAS encontramos um GABINETE JURÍDICO.

Continuando a viagem pelo Ministério, eis-nos num novo serviço central. A DIRECÇÃO GERAL DE FISCALIZAÇÃO E CONTROLO DA QUALIDADE ALIMENTAR. Para lá do Director-Geral e do Subdirector-Geral, esta Direcção geral também tutela várias Direcções, a DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE ADMINISTRAÇÃO que coordena a DIVISÃO DE RECURSOS HUMANOS E INFORMÁTICA, o NÚCLEO DE INFORMÁTICA e a DIVISÃO DE GESTÃO FINANCEIRA E CONTROLO ORÇAMENTAL. A DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE FISCALIZAÇÃO DA QUALIDADE ALIMENTAR por sua vez coordena a DIVISÃO DE FISCALIZAÇÃO DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL e a DIVISÃO DE FISCALIZAÇÃO DE PRODUTOS DE ORIGEM VEGETAL.

Existe também nestes serviços centrais a DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE CERTIFICAÇÃO, NORMALIZAÇÃO, PROMOÇÃO E GARANTIA DA QUALIDADE ALIMENTAR. Aqui todos gostam de nomes grandes. Esta Direcção coordena a DIVISÃO DE CERTIFICAÇÃO E PROMOÇÃO DA QUALIDADE DOS PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL, a DIVISÃO DE CERTIFICAÇÃO E PROMOÇÃO DA QUALIDADE DOS PRODUTOS DE ORIGEM VEGETAL, a DIVISÃO DE NORMALIZAÇÃO E GARANTIA DA QUALIDADE ALIMENTAR e o NÚCLEO DE ROTULAGEM E EMBALAGENS.

Por sua vez, o DEPARTAMENTO DE COORDENAÇÃO E APOIO TÉCNICO coordena o NÚCLEO DE DOCUMENTAÇÃO, INFORMAÇÃO E RELAÇÕES PÚBLICAS, o NÚCLEO DE FORMAÇÃO e o NÚCLEO DE PLANEAMENTO E ESTATÍSTICA.

Um outro importante departamento é DEPARTAMENTO DE REGULAMENTAÇÃO E APLICAÇÃO DO DIREITO ALIMENTAR. Também aqui preferem os núcleos. Têm dois, o NÚCLEO DE REGULAMENTAÇÃO e o NÚCLEO DAS CONTRA-ORDENAÇÕES.

Já o imprescindível GABINETE DAS TROCAS INTRACOMUNITÁRIAS E COM PAÍSES TERCEIROS parece-me muito só. Não tem núcleos nem divisões. Injusto.

Ainda por aqui, encontramos o LABORATÓRIO CENTRAL DE QUALIDADE ALIMENTAR, com as suas DIVISÃO DE MICROBIOLOGIA, DIVISÃO DE GÉNEROS ALIMENTÍCIOS COMUNS, ADITIVOS E CONTAMINANTES e a DIVISÃO DO VALOR FÍSICO E TECNOLÓGICO E MICROBIOLOGIA. Pura ciência.

O SERVIÇO DO AUDITOR DE AMBIENTE DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA DESENVOLVIMENTO RURAL E DAS PESCAS parece-me ser mais contido. Aguenta-se com um pequeno gabinete de apoio e secretariado.

Um dos Serviços Centrais mais importantes é o INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO RURAL E HIDRÁULICA, que resulta da fusão entre a DIRECÇÃO GERAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL (DGDRural) e o INSTITUTO DE HIDRÁULICA, ENGENHARIA RURAL E AMBIENTE (IHERA).

A lei orgânica que criará as dezenas de capelinhas ainda não chegou, mas os fundidos tinham as suas organizaçõezinhas. A DIRECÇÃO GERAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL tinha a DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE GESTÃO E ADMINISTRAÇÃO, o GABINETE JURÍDICO e a DIVISÃO DE INFORMAÇÃO E COOPERAÇÃO INTERNACIONAL, que deve dar para pagar umas viagenzitas. Esta direcção ainda tem mais uns directores e respectivo staff nos seus serviços operativos: o primeiro é a DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE PLANEAMENTO E AMBIENTE, que se subdivide na DIVISÃO DE ORGANIZAÇÃO E INFORMÁTICA, na DIVISÃO DE FORMAÇÃO E GESTÃO DOS RECURSOS HUMANOS, na DIVISÃO DE GESTÃO FINANCEIRA E CONTROLO ORÇAMENTAL e ainda na REPARTIÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO GERAL.

Em segundo lugar aparece a DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DOS RECURSOS NATURAIS E DOS APROVEITAMENTOS HIDROAGRÍCOLAS, também alimenta bastantes clientelas, nomeadamente na DIVISÃO DE CARTOGRAFIA E INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA, na DIVISÃO DE SOLOS, na DIVISÃO DE HIDROLOGIA AGRÍCOLA E QUALIDADE DA ÁGUA e na não menos importante DIVISÃO DE APOIO AOS PERÍMETROS DE APROVEITAMENTO HIDROAGRÍCOLA. O que seria de nós sem eles?

A DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE HIDRÁULICA E ENGENHARIA RURAL também está bem cheinha de divisões. São elas a DIVISÃO DE REGA, DRENAGEM E CAMINHOS, a DIVISÃO DE ESTRUTURAS HIDRÁULICAS, a DIVISÃO DE MECANIZAÇÃO AGRÁRIA e a DIVISÃO DE ESTRUTURAÇÃO AGRÁRIA. Gosto de ver a quantidade de gente que trabalha a bem do país.
Finalmente, a DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE GESTÃO DE PROJECTOS E OBRAS dá trabalho a mais uns quantos chefes de divisão e respectivas equipas, na DIVISÃO DE TOPOGRAFIA, na DIVISÃO DE OBRAS E FISCALIZAÇÃO e no GABINETE DE GESTÃO DO PARQUE DE MÁQUINAS.

Mas se isto era a DIRECÇÃO GERAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL, a outra que com esta se fundiu é bem mais interessante. É presiso fôlego para descrever esta direcção. Junto ao Director, há 4 gabinetes: o GABINETE DE APOIO JURÍDICO, o NÚCLEO DE PROMOÇÕES E RELAÇÕES PÚBLICAS, o SERVIÇO DE COMÉRCIO DE GADO, LEILÕES E BOLSAS e o serviço de APOIO TÉCNICO À CAMPANHA LANAR. Pois.

Depois temos 4 Direcções de Serviços e 19(!!!) divisões ou unidades orgânicas. É assim:

A primeira direcção é a DIRECÇÃO DE AMINISTRAÇÃO que tem a DIVISÃO DE FORMAÇÃO, GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS E INFORMÁTICA, a DIVISÃO DE GESTÃO FINANCEIRA E CONTROLO ORÇAMENTAL e a REPARTIÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO GERAL. A segunda é a DIRECÇÃO DE PLANEAMENTO com as suas DIVISÃO DE DOCUMENTAÇÃO E TRATAMENTO DE INFORMAÇÃO, DIVISÃO DE ESTUDOS, PLANEAMENTO E PROSPECTIVA, e DIRECÇÃO DE PROGRAMAÇÃO, ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO. E o importantíssimo OBSERVATÓRIO DO MUNDO RURAL. Em terceiro lugar temos a DIRECÇÃO DE ORGANIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO ESPAÇO RURAL, mais as suas DIVISÃO DE GESTÃO DE PROGRAMAS E PROJECTOS DE DESENVOLVIMENTO RURAL, a DIVISÃO DE VALORIZAÇÃO DO AMBIENTE NATURAL E DO PATRIMÓNIO CULTURAL, a DIVISÃO DE DIVERSIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES NO MEIO RURAL e a DIVISÃO DE PROMOÇÃO DE PRODUTOS DE QUALIDADE. A quarta e última mas não menos importante direcção chama-se DIRECÇÃO DE QUALIFICAÇÃO E ASSOCIATIVISMO. As suas divisões são todas de morrer e pedir mais. Temos a DIVISÃO DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL, a DIVISÃO DE ASSOCIATIVISMO E APOIO INSTITUCIONAL, a DIVISÃO DE GESTÃO E CONTROLO DE FORMAÇÃO, a DIVISÃO DE RENOVAÇÃO DO TECIDO PRODUTIVO e ainda a importante unidade orgânica que dá pelo nome de CENTRO NACIONAL DE FORMAÇÃO TÉCNICA E HERDADE DE GIL VAZ.

Voltando aos Serviços Centrais do Ministério, aqui está mais um: a DIRECÇÃO GERAL DE PROTECÇÃO DAS CULTURAS. O organigrama desta imbatível direcção geral é mais uma longa lista de direcções, divisões e coisas afins. Assim, adjuntos ao Director Geral e ao Subdirector-Geral (há sempre um amigo perto de nós), temos o sempre presente GABINETE JURÍDICO e o GABINETE DE GARANTIA DE QUALIDADE. Esta Direcção Geral tutela o CENTRO NACIONAL DE REGISTO DE VARIEDADES PROTEGIDAS e tem mais 4 Direcções de Serviços. Começemos a viagem pela DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE FITOSSANIDADE, e pelas suas 4 divisões, a DIVISÃO DE INSPECÇÃO FITOSSANITÁRIA, a DIVISÃO DE SANIDADE VEGETAL, a DIVISÃO DE PRAGAS E MEIOS DE PROTECÇÃO e a DIVISÃO DE IDENTIFICAÇÃO E BIOECOLOGIA DE PATOGÉNEOS. O passeio continua pelas 3 divisões da DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE SEMENTES E PROPÁGULOS, a DIVISÃO DE SEMENTES, a DIVISÃO DO CATÁLOGO NACIONAL DE VARIEDADES e a DIVISÃO DE MATERIAIS DE PROPAGAÇÃO VEGETATIVA. Muito bonitas, todas elas. A terceira direcção a visitar é a DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE PRODUTOS FITOFARMACÊUTICOS que tem apenas 4 divisões: a DIVISÃO DE HOMOLOGAÇÃO, a DIVISÃO DE TOXICOLOGIA AMBIENTE E ECOTOXICOLOGIA, a DIVISÃO DE FORMULAÇÕES E RESÍDUOS e a DIVISÃO DE AVALIAÇÃO BIOLÓGIGA. Para ajudar todos estes serviços temos a DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE GESTÃO, ADMINISTRAÇÃO E APOIO TÉCNICO, mais as suas basilares divisões: a DIVISÃO DE PLANEAMENTO, INFORMÁTICA E ESATÍSTICA, a DIVISÃO DE GESTÃO FINANCEIRA E CONTROLO ORÇAMENTAL, a DIVISÃO DE FORMAÇÃO E GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS, a DIVISÃO DE DOCUMENTAÇÃO, INFORMAÇÃO E RELAÇÔES PÚBLICAS e a REPARTIÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO GERAL. Uauuu... Isto só pode ser uma S&P 500...

Já em 2004 foi criada a DIRECÇÃO GERAL DOS RECURSOS FLORESTAIS. Esta direcção geral aguarda a lei orgânica que lhe permitirá criar todos os tachos e capelinhas para dar emprego a muitos amigos, mas para já tem apenas um director e três sub-directores. Em breve terá muitos mais. No âmbito da DIRECÇÃO GERAL DAS FLORESTAS encontram-se outras organizações úteis, como a AGÊNCIA PARA A PREVENÇÃO DOS INCÊNDIOS FLORESTAIS.

Chegamos então à DIRECÇÃO GERAL DE VETERINÁRIA. Eu bem queria descrever esta organização, mas fico por aqui. Esta é das mais mastodônticas e só de olhar para o organigrama, canso-me.

Chegado a este ponto, descrevi 10 serviços. Faltam ainda 12.

E faltam também 7 serviços regionais, cada um a mimetizar o serviço nacional.

Por exemplo, a DIRECÇÃO REGIONAL DE AGRICULTURA DE ENTRE-DOURO E MINHO, tem um Director Regional e dois Subdirectores Regionais. Os SERVIÇOS DE APOIO TÉCNICO E ADMINISTRATIVO têm a DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE ADMINISTRAÇÃO e a DIVISÃO DE GESTÃO FINANCEIRA E CONTROLO ORÇAMENTAL, a DIVISÃO DE FORMAÇÃO E GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS, a DIVISÃO DE DOCUMENTAÇÃO, INFORMAÇÃO E RELAÇÕES PÚBLICAS e a DIVISÃO DE ORGANIZAÇÃO INFORMÁTICA. A DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE PLANEAMENTO E POLÍTICA AGRO-ALIMENTAR tem uma DIVISÃO DE ESTUDOS e uma DIVISÃO DE PROGRAMAÇÃO, RECOLHA E TRATAMENTO DE DADOS. Depois vêm os SERVIÇOS OPERATIVOS DE ÂMBITO REGIONAL. A DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE AGRICULTURA tem a DIVISÃO DE LEITE E LACTICÍNIOS, a DIVISÃO DE PRODUÇÃO ANIMAL, a DIVISÃO DE VITIVINICULTURA E FRUTICULTURA, a DIVISÃO DE PROTECÇÃO DAS CULTURAS e a DIVISÃO DE PRODUÇÃO AGRÍCOLA. A DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE DESENVOLVIMENTO RURAL tem a DIVISÃO DE INFRAESTRUTURAS RURAIS, HIDRÁULICA E ENGENHARIA AGRÍCOLA E AMBIENTAL, a DIVISÃO DE ASSOCIATIVISMO E RENDIMENTO DO TECIDO PRODUTIVO e a DIVISÃO DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL. A DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE FISCALIZAÇÃO E CONTROLO DA QUALIDADE ALIMENTAR tem a DIVISÃO DE AJUDAS À PRODUÇÃO E AO RENDIMENTO, a DIVISÃO DE FISCALIZAÇÃO DOS PRODUTOS DE ORIGEM VEGETAL e a DIVISÃO DE FISCALIZAÇÃO DOS PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL. A DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DAS FLORESTAS tem a DIVISÃO DE VALORIZAÇÃO DO PATRIMÓNIO FLORESTAL, a DIVISÃO DE PROTECÇÃO E CONSERVAÇÃO FLORESTAL e a DIVISÃO DE CAÇA E PESCA NAS ÁGUAS INTERIORES. A DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE VETERINÁRIA tem a DIVISÃO DE INTERVENÇÃO VETERINÁRIA DE VIANA DO CASTELO, a DIVISÃO DE INTERVENÇÃO VETERINÁRIA DE BRAGA, a DIVISÃO DE INTERVENÇÃO VETERINÁRIA DO PORTO, o CORPO DE INSPECÇÃO SANITÁRIA e a DIVISÃO DE CONTROLO FITOSSANITÁRIO.

Temos ainda na direcção regional o NÚCLEO REGIONAL DO CORPO NACIONAL DA GUARDA FLORESTAL, o NÚCLEO TÉCNICO DE LICENCIAMENTO, as ÁREAS DE SUPERVISÃO do ALTO MINHO, do BAIXO MINHO, da ÁREA METROPOLITANA DO PORTO E BAIXO DOURO e de SOUSA E RIBADOURO, a ESTAÇÃO DE HORTOFLORICULTURA, a ESTAÇÃO DE CULTURAS ARVENSES, a DIVISÃO DE PRODUÇÃO ANIMAL, a DIVISÃO DE VITIVINICULTURA E FRUTICULTURA, a DIVISÃO DE LEITE E LACTICÍNIOS e o CENTRO AQUÍCOLA DO RIO AVE.

Ainda na Direcção Regional, temos o MUSEU AGRÍCOLA REGIONAL DE ENTRE DOURO E MINHO, os CENTROS DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL de VAIRÃO, ARCOS DE VALDEVEZ, AROUCA, S. TORCATO, BARCELINHOS, PAÇOS DE FERREIRA e VILA NOVA DE CERVEIRA.

Agora é só multiplicar por 7 e ficamos com o panorama da regionalização deste ministério.

E isto é só no insignificante Ministério da Agricultura. Deus nos ajude.
 
Cá estou novamente ao ataque.

Antes de mais estou admirado como é que este tópico está tão concorrido, novamente parabens.

citação:Eu sinceramente, até me estou a ***** para a fome em Africa, ou para os sistemas politicos deles.. Preocupoa-me é as pressões demograficas que isso exerce na Europa.. A emigração ilegal que gera..
500% de acordo mundano quem não aprende com os erros está condenado a repetilos constantemente. O "MININO" branco enriqueceu em africa e criou riqueza e produzia duas culturas agricolas por ano devido ao clima temperado e ás terras ferteis, em PT isso não é possivel, mas de certeza que se fartava de trabalhar... Algum iluminado viu e pensou!!! A partir de agora deito o "MININO" branco fora, e passo eu a ser rico sem ter que trabalhar, AZAR saiu o tiro pela culatra e hoje é o que se vê.

citação:E preocupa-me que se gaste tanto dinheiro para financiar a produção de excessos.. Quando esse dinheiro poderia ser aplicado em coisas que sem duvida melhorariam muito mais a qualidade de vida de todos nós..

E preocupa-me que se produzam tantos excessos na Europa, que os solos estão a ser levados à exaustão..

Neste momento existem muitas medidas que tem como principal função a preservação do meio ambiente, por exemplo o modo de produção biológico, as protecções e produções integradas, a redução de lexiviação dos solos, a sementeira directa, etc...

Neste momento o pricipal objectivo não é quantidade mas sim qualidade...

Já agora sabem o que é o RPU e qual a sua finalidade?????
 
citação:Na minha opinião e como já foi dito, primeiro deviam por ordem em casa e depois se poderia oferecer alguma ajuda.
Alem disso tenho uma opinião muito critica dos sistemas politicos e sociais africanos, especialmente dos paises descolonizados.
De qualquer forma não seria a PAC que iria resolver os problemas existentes.
Como aceitam que a Europa prescinda da sua agricultura e provoque problemas aos seus agricultores para ajudar, por exemplo o Zimbabwe, depois de Mugabe expulsar e matar os europeus que exportavam os seus produtos agricolas, contribuindo para uma economia saudavel?
Agora que está tudo ao abandono e os "herois" que ocuparam as terras estão com fome querem ajuda?

Por favor.

O mal de africa não são os subsidios, a concorrencia mundial ou os mercados globais, mas sim a sua mentalidade e falta de vontade de trabalhar para serem mais produtivos e competitivos.
Tudo o que resta de bom nestes paises, ainda é o pouco que os europeus lá deixaram e não foi destruido.

[^][^][^] está visto que todos os males que existem no mundo são culpa da maldita PAC e dos europeus.

Agora a sério, estou de acordo contigo. A PAC é um sistema politico feito pelos europeus para beneficiar e proteger os europeus... Mas se alguem tem assim tanta vergonha do nosso sistema (PAC), pois acho que o melhor é ir viver para esses países para ver o que é bom...;)
 
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