Como em tantas outras situações trata-se de mais uma vez, falta de respeito de parte a parte.
Ando de carro, ando de mota (já muito raramente), ando a pé pela cidade e ando de bicicleta. Em todas as situações há faltas de respeito.
Quanto à vulnerabilidade facilmente se percebe a ordem. E esse aspeto deve ser tido em consideração. O peão é o alvo mais exposto. Obviamente que isso não o desresponsabiliza, mas devem-lhe ser prestados outras atenções e cuidados, mais em particular.
História [

]: há uns anos andava a pé (mas já tinha carta) e vou a atravessar uma rua, num cruzamento. Num local perfeitamente indicado para fazer a travessia, mas sem passadeira. Avancei para a estrada tendo reparado que vinha de lá de cima um carro. Sei que ele tinha tempo de parar, mas evitou a travagem. Ainda para mais a estrada era a descer e o alcatrão era bem polido. Vi logo que aquilo podia dar caldo e preparei-me. [

] Resultado o ABS a funcionar e a distância de travagem a aumentar. Saltei, pois claro que saltei! E aterrei bem em cima do capot do Clio. O condutor sai do carro a barafustar e pouco depois aparece a polícia.
Ainda hoje se for para a rua a pé esta situação é recorrente. Quem paga os prejuízos nestas circunstâncias? [

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