citação:Originalmente colocada por Jeandré
Mas lá está, mundano, no momento em que te afastaste tambem não contribuis activamente para o fim de possiveis abusos.
Essa atitude passiva de não ser anti-praxe, mas tambem não concordar com ela acaba por deixar tudo na mesma, é a tal atitude do "quem cala consente".
Por acaso posso-me orgulhar da comissão de praxe a que pertencia no ano lectivo anterior, era tudo malta conhecida, faziam-se reuniões como deve ser, discutiu-se o que se podia e não se podia fazer e felizmente correu tudo bem, ninguem se aleijou, ninguem chorou, ninguem se tornou anti-praxe, obrigávamos os caloiros a ir às aulas, um dos meus "afilhados" até se queixa agora que a praxe foi demasiado levezinha e que ele queria ter tido praxes mais duras, de qualquer forma praticamente toda a gente naquele ano ficou satisfeita e ninguem ficou zangado com ninguem.
Tenho a certeza que aquela comissão passou uma boa imagem e deu o exemplo para aqueles caloiros no futuro, quando praxarem, seguirem como exemplo...
Agora a posição de criticar a praxe, mas na presença de algo com que se discorda, não dizer nada é muito confortável!
Eu, por exemplo, há dois anos na altura das inscrições encontrei a minha vizinha a ser praxada, e depois de conversar com ela percebi que ainda nem sequer se tinha matriculado porque a tinham interpelado antes de ela se ter inscrito.
Fui falar com os praxantes do curso dela e eles ficaram surpreendidos, tinham ficado com a ideia que ela já estava matriculada, tal como os outros daquele grupo, perante isto claro que a deixaram ir para as filas matricular-se.
Eu acho que é esta a atitude que se deve ter, se vir algum caloiro a fazer algo inadmissivel não fico simplesmente a assistir e a rir-me dele...
Cumprimentos