Depende das pessoas. Há sensações que se mantêm, por ex apreciar o modo como o carro filtra as irregularidades suavemente.
Durante a rodagem conduzi o Lotus na A1 ao max de 120 km/h. Adorei porque pude concentrar-me mais no carro e focar-me em sentir todas as sensações que proporciona. Quando faço passeios mais agressivos, o Lotus torna-se quase invisível. É uma energia que me liga à estrada. Só no fim do passeio é que recordo o fantástico que o carro foi. Na AE posso prestar mais atenção ao carro. Sentir a delicadeza da direcção, prestar atenção à musica do escape, à posição de condução, à suavidade da caixa. Além disso o lotus torna qualquer viagem numa experiência social: as pessoas dizem adeus, os miudos apontam, e isso também dá alguma satisfação. OK, tenho que ir dar uma volta [br]
Lá está: mas aí o prazer vem da condução propriamente dita ou vem da paisagem e da contemplação que fazes dela? []
É que, a passear calmamente, não deves retirar grande prazer da forma como actuas sobre os pedais, volante e caixa. Digo eu []
Tenho um gozo muito grande a conduzir, já o fiz algumas vezes, depósito a 3/4 (nunca cheio) depois mete-se mais pelo caminho, um saco de viagem com uma muda de roupa e o essencial para a higiene.
Pego na minha namorada e arranco sem destino por estradas nacionais, quando calha ou quando desperta a curiosidade da terreola onde estamos a passar, paramos e comemos alguma coisa e visitamos o lugar, seguimos e acabo por dormir em nenhures ou algures, no dia seguinte faço-me à estrada de novo sem destino e decido conforme vejo as placas dos lugares e volto a comer onde calha e volto a dormir onde calhar, ao 3º dia rumo a casa, depois de fazer kms. como que em repouso e com o ego cheio dum passeio grande e sem horários e sem destinos marcados e na companhia da minha namorada, dias assim valem a pena, e conduzir assim é um puro gozo relaxante, sai um bocadito caro mas vale a pena.