Premium e não Premium

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A definição premium implica uma marca de automóveis que se dedica quase exclusivamente a produzir produtos de uma qualidade superior.
Não vou estar a dizer que é apenas qualidade perceptiva porque, na maior parte dos casos, não é.

Uma marca que nunca produziu ou produz automóveis de qualidade superior e de repente se lembra de o fazer não será premium por isso.
A Toyota tem o Crown e não é premium, isto apenas para dar um exemplo.
Poderá eventualmente acontecer que um modelo de uma marca dita normal possa rivalizar com um modelo premium, mas isso não faz da marca premium.

No entanto penso que hoje em dia a definição de premium está um pouco mais ténue do que há uns 10 ou 15 anos atrás.
Um Laguna I era um bom automóvel, mas um Série 3 era substancialmente melhor.
Hoje a diferença está mais esbatida e a meu ver os automóveis premium não valem o preço que se lhes pede.
A Mercedes é a que ainda me faz pensar o contrário.
Penso que apesar de tudo, os padrões de construção são exemplares.
 
Para mim a definição de premium tem a ver com o posicionamento do produto e a forma como é concebido.

Vamos agarrar no exemplo de um C220 e uma Mazda 6.

Algúem duvida de qual deles é premium ?

Na minha maneira de ver (posso estar errado) as diferenças são as seguintes:

O Mazda é feito com um orçamento muito mais apertado.
É um carro feito para competir com os mais baratos do segmento, e na sua construção não podem ser utilizados os melhores materiais por causa do budget existente para esse carro.
Não falo de extras baratinhos como quase tudo o que vem da electrónica (e que os premium vendem como se fosse ouro), mas sim no que não se vê, desde os diversos pontos de insonorização, esforço de eliminar vibrações, ruídos, etc.

Para quem gosta de bricolage, é giro desmontar um premium, porque se nota bem a qualidade de construção e isolamento face a um carro normal.


Isto não quer dizer que o Mazda seja um mau carro, apenas quer dizer que é um carro feito com um orçamento mais limitado.


Agora existe outra questão, que é:

- O premium vale o que custa a mais ?


Aqui a resposta varia de pessoa para pessoa, e acredito que para muita gente possa não justificar.
 
Agora existe outra questão, que é:

- O premium vale o que custa a mais ?


Aqui a resposta varia de pessoa para pessoa, e acredito que para muita gente possa não justificar.

Esta é q é a questão.

Já há muito que me convencia q as diferenças premium e n premium são cada vez menores, e a diferença de preços e equipamento n têm seguido esta tendência.
Os premium para mim continuam a ser melhores.
Mas será q aquilo em q são melhores é valorizado por todos?
 
Esta é q é a questão.

Já há muito que me convencia q as diferenças premium e n premium são cada vez menores, e a diferença de preços e equipamento n têm seguido esta tendência.
Os premium para mim continuam a ser melhores.
Mas será q aquilo em q são melhores é valorizado por todos?

Nem mais [;)]

O que eu valorizo, se calhar outra pessoa não valoriza.

Uma coisa é certa os "premium" tem de começar a pensar urgentemente em soluções mais "verdes", é que começa a ser politicamente incorrecto emissões CO2 de 300 ou mais...
Em especial nos jovens que estão a crescer com esta realidade.
 
Para mim a definição de premium tem a ver com o posicionamento do produto e a forma como é concebido.

Vamos agarrar no exemplo de um C220 e uma Mazda 6.

Algúem duvida de qual deles é premium ?

Na minha maneira de ver (posso estar errado) as diferenças são as seguintes:

O Mazda é feito com um orçamento muito mais apertado.
É um carro feito para competir com os mais baratos do segmento, e na sua construção não podem ser utilizados os melhores materiais por causa do budget existente para esse carro.
Não falo de extras baratinhos como quase tudo o que vem da electrónica (e que os premium vendem como se fosse ouro), mas sim no que não se vê, desde os diversos pontos de insonorização, esforço de eliminar vibrações, ruídos, etc.

Para quem gosta de bricolage, é giro desmontar um premium, porque se nota bem a qualidade de construção e isolamento face a um carro normal.


Isto não quer dizer que o Mazda seja um mau carro, apenas quer dizer que é um carro feito com um orçamento mais limitado.


Agora existe outra questão, que é:

- O premium vale o que custa a mais ?


Aqui a resposta varia de pessoa para pessoa, e acredito que para muita gente possa não justificar.

Precisamente.

Para os querem/podem acho que fazem bem em avançar, para os que mesmo podendo não lhes faz diferença não comprariam (mas lá está depois entra a conversa do status..)

É uma questão pessoal e ninguém é mais burro por ter um A3 em vez de um Golf ou Leon. Simplesmente são opções.
 
A definição premium implica uma marca de automóveis que se dedica quase exclusivamente a produzir produtos de uma qualidade superior.
Não vou estar a dizer que é apenas qualidade perceptiva porque, na maior parte dos casos, não é.

Uma marca que nunca produziu ou produz automóveis de qualidade superior e de repente se lembra de o fazer não será premium por isso.
A Toyota tem o Crown e não é premium, isto apenas para dar um exemplo.
Poderá eventualmente acontecer que um modelo de uma marca dita normal possa rivalizar com um modelo premium, mas isso não faz da marca premium.

No entanto penso que hoje em dia a definição de premium está um pouco mais ténue do que há uns 10 ou 15 anos atrás.
Um Laguna I era um bom automóvel, mas um Série 3 era substancialmente melhor.
Hoje a diferença está mais esbatida e a meu ver os automóveis premium não valem o preço que se lhes pede.
A Mercedes é a que ainda me faz pensar o contrário.
Penso que apesar de tudo, os padrões de construção são exemplares.
Melhor talvez mas depende do que faremos com ele, tenho um exemplo curioso.

Cá em casa moram 2 segmento d, um mais "premium" que outro. São eles o Laguna I e um Xedos 6.

O Xedos apesar de não dizer rigorosamente nada a muita gente foi uma tentativa da Mazda em responder à Lexus e entrar no que aqui chama de premium. É na minha opinião em muitos aspectos superior à referencia e36. O preço era bastante elevado.

No entanto apesar do xedos ser mais cuidado, ter uma montagem superior e um menor ruido de rolamento não é mais confortável. Além disso é MUITO menos espaçoso e prático. Basta ver que é um 4 portas onde uma caixa grande em cartão não cabe na mala, no laguna a mesma caixa entra com muita facilidade. O espaço atras do mazda é suficiente para 2 adultos mas no laguna viajam com mais espaço para as pernas.
As linhas do xedos não foram pensadas para beneficiar o espaço interior, a traseira tem uma linha muito baixa e a suspensão independente rouba mais espaço na mala que a barra de torsão do laguna. De facto as linhas arredondadas aproveitam pouco lá dentro o espaço que ocupa cá fora. Em condução normal não curva melhor, nem é mais confortável que o laguna.
Compensa com outros inumeros aspectos, por exemplo a roda sobressalente não só tem um pneu da medida dos outros como uma jante de liga leve igual às outras quatro! Agora se me perguntassem se eu pagava por isso eu diria claramente NÃO.

Então porque raio é superior ao laguna? Uma coisa é eu gostar mais do Xedos (e eu gosto muito mais) mas isso não o faz de melhor automovel.
Se eu tivesse filhos e tralha para transportar o Laguna é mais adequado, apesar de ainda assim desejar ter o outro.

A comparação Laguna I com o e36 é identica, é mais acanhado e se não me engano nem sequer deita os bancos traseiros. O tipo de cliente que compra um e36 não é o mesmo que procura um Laguna.
 
Melhor talvez mas depende do que faremos com ele, tenho um exemplo curioso.

Cá em casa moram 2 segmento d, um mais "premium" que outro. São eles o Laguna I e um Xedos 6.

O Xedos apesar de não dizer rigorosamente nada a muita gente foi uma tentativa da Mazda em responder à Lexus e entrar no que aqui chama de premium. É na minha opinião em muitos aspectos superior à referencia e36. O preço era bastante elevado.

No entanto apesar do xedos ser mais cuidado, ter uma montagem superior e um menor ruido de rolamento não é mais confortável. Além disso é MUITO menos espaçoso e prático. Basta ver que é um 4 portas onde uma caixa grande em cartão não cabe na mala, no laguna a mesma caixa entra com muita facilidade. O espaço atras do mazda é suficiente para 2 adultos mas no laguna viajam com mais espaço para as pernas.
As linhas do xedos não foram pensadas para beneficiar o espaço interior, a traseira tem uma linha muito baixa e a suspensão independente rouba mais espaço na mala que a barra de torsão do laguna. De facto as linhas arredondadas aproveitam pouco lá dentro o espaço que ocupa cá fora. Em condução normal não curva melhor, nem é mais confortável que o laguna.
Compensa com outros inumeros aspectos, por exemplo a roda sobressalente não só tem um pneu da medida dos outros como uma jante de liga leve igual às outras quatro! Agora se me perguntassem se eu pagava por isso eu diria claramente NÃO.

Então porque raio é superior ao laguna? Uma coisa é eu gostar mais do Xedos (e eu gosto muito mais) mas isso não o faz de melhor automovel.
Se eu tivesse filhos e tralha para transportar o Laguna é mais adequado, apesar de ainda assim desejar ter o outro.

A comparação Laguna I com o e36 é identica, é mais acanhado e se não me engano nem sequer deita os bancos traseiros. O tipo de cliente que compra um e36 não é o mesmo que procura um Laguna.


Olha! Olha! Um xedos 6, irmão mais novo do meu!
 
Olha! Olha! Um xedos 6, irmão mais novo do meu!
É verdade e não se vê muitos por aí. O belo do Xedos 9 será ainda mais raro cá em Portugal.
Quando actualizar o diário de bordo do meu 323F vou por lá umas fotos e informação do bicho, quem anda mais com ele é a minha irmã, sortuda ela.[;)]
 
Penso que esta é uma questão já estafada e cuja conclusão acaba por sempre a mesma: Nenhuma!

Na minha modesta opinião, penso que a questão deve ser abordada de dois modos distintos: 1º - Por aquilo que são as propostas das marcas premium, com um cadernos de encargos muito exigente, e, consequentemente, pelo modo como acabam por se posicionar no mercado em cada segmento. Parece-me que uma marca dita "premium" aposta sobretudo nos segmentos superiores, associando alguma exclusividade à qualidade a que se obrigam. Claro que quando decidem descer a segmentos mais baixos, nos quais se sentem menos à vontade, fazem carrear essa mesma qualidade, adequada à nova circunstância (entenda-se segmento). Só que, ao fazê-lo, os preços mantêm-se elevados e aí têm dificuldades em competir com os generalista, muito mais aptos e com propostas adequadas às necessidades do mercado. Como contraponto, constata-se que as marcas "generalistas" dificilmente ultrapassam a barreira do segmento D. Não querendo com isto dizer que não consigam apresentar, aqui, produtos que consigam rivalizar com os premium.
2º - A sua valorização, é uma questão psicológica. Parece-me que esta refrega só ganha verdadeiro sentido no segmento D, uma vez que daí para cima é pacífico, ninguém ousa contestar este facto, até porque os outros perdem por falta de comparência. Como o tuga anda sempre em bico dos pés dá tudo por um premium(zito) segmento D, como pseudoforma de diferenciação. Mas isto sou eu a pensar...
Cumps.
 
Para aqules que dizem que um carro "não premuim" é igual a um BMW, por exemplo, apenas vos digo para experimentarem dois modelos ( um BMW e um "não premium"), com mais de 10 anos...e vão ver as diferenças!
Em tudo![;)]
 
Para aqules que dizem que um carro "não premuim" é igual a um BMW, por exemplo, apenas vos digo para experimentarem dois modelos ( um BMW e um "não premium"), com mais de 10 anos...e vão ver as diferenças!
Em tudo![;)]


A questão, penso eu, é que um comprador desafogado, deste tipo de carros, não está interessado em manter um carro tanto tempo.
Por outro lado, no plano estritamente racional, não faz muito sentido, pagar algo mais quando se pode ficar igualmente bem servido, por meia dúzia de anos (vida útil do modelo). Cumps.
 
A questão, penso eu, é que um comprador desafogado, deste tipo de carros, não está interessado em manter um carro tanto tempo.
Por outro lado, no plano estritamente racional, não faz muito sentido, pagar algo mais quando se pode ficar igualmente bem servido, por meia dúzia de anos (vida útil do modelo). Cumps.

Ora aí está, e aí pesa também o valor de retoma, que é outros dos pontos onde os premium saem vencedores.
 
Ora aí está, e aí pesa também o valor de retoma, que é outros dos pontos onde os premium saem vencedores.

E se o comprador é desafogado, provavelmente tem desafogo suficiente para pagar pelo melhor que o mercado tem para oferecer e nesse caso voltamos a caír em cima dos premium.

Cumprimentos

Edit: E falta acrescentar os casos cada vez mais comuns de carros de empresa, cujo valor de retoma elevado dos premium lhes permite obter as mensalidades mais baixas, pelo que um carro premium acaba por ser uma escolha estranha e ironicamente mais sensata ou racional que optar por um generalista...
 
Última edição:
Que critérios são esses para se qualificar uma marca de premium? e não serão subjectivos? não surgiu fruto da cabeça de um marketeer?
Felizmente as diferentes exigências/critérios dos consumidores permitem que existam muitas propostas no mercado.
Ainda somos nós a escolher o carro e não o carro a escolher o dono...
 
Lembro-me de ler aqui no fórum que o conceito premium era definido por características que diferenciam qualitativamente os carros, como por ex.:

  • tracção traseira
  • qualidade de materiais real
  • qualidade dos materais percebida
  • avanços dos motores
  • tecnologia (tecnologia não é = a gadgets[;)])
  • qualidade da condução/ comportamento
  • durabilidade / resposta em situações limite
  • etc etc
Estas características deveriam distinguir os premium dos outros. Parece-me que, actualmente, as diferenças não são tão notórias no imediato mas que, com o passar dos kms serão, eventualmente, notadas.

Mas cada um sabe de si. Agora, a conversa do premium não valer o que custa é muito relativa.

Até porque, se formos a ver bem, um familiar compacto com cento e poucos cv possívelmente chegava para as necessidades de 90% dos utilizadores do fórum e não é isso que se vê nos DB do AHO.

Se os carros fossem grátis o que é que escolhiam - o premium ou os outros?

Os swatch e os casio também dão horas e não é por isso que se deixam de comprar rolex e iwc.

Eu tento comprar sempre o melhor produto com o orçamento que tenho - premium ou nao premium.

Cumprimentos.
 
E se o comprador é desafogado, provavelmente tem desafogo suficiente para pagar pelo melhor que o mercado tem para oferecer e nesse caso voltamos a caír em cima dos premium.

Cumprimentos

Edit: E falta acrescentar os casos cada vez mais comuns de carros de empresa, cujo valor de retoma elevado dos premium lhes permite obter as mensalidades mais baixas, pelo que um carro premium acaba por ser uma escolha estranha e ironicamente mais sensata ou racional que optar por um generalista...

Sem dúvida!
Uma grande verdade.

Um colega meu queria um "kaskai" 1.5dci o renting não chegava... escolheu um A3 Sportback 1.9tdi (base).
 
Este posicionamento chamado "premium" que não existe só em portugal, está relacionada com aspectos que vão mais além da qualidade, percebida e/ou real, de um carro!
Falamos, por exemplo, da imagem da própria marca, da exigências que os departamentos de marketing dos construtores fazem aos concessionários, no que toca à imagem comercial,dos serviços, dos atendimentos, ou seja, de uma quantidade de coisas que "puxam" por essa imagem de marca!
Um Exemplo: Vão a um concessionário BMW, e vão a um de uma marca "generalista"...depois vão ver do que é que eu estou a falar![;)]
Pode ser impressão minha....mas....
 
Os Portugueses têm um ego muito pequeno, mas uma dor de cotovelo muito grande. Quanto mais premium é o carro, maior é a dor de cotovelo.

Aqui na minha terra diz-se isto "diz-me que chasso conduzes, dir-te-ei quem és.".

Isto tudo para dizer, que a diferença entre Premium e não Premium não é física, mas sim psicológica.
 
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