Presidência e as escutas

Mais uma axa para a fogueira...

O Presidente da República, Cavaco Silva, afastou hoje Fernando Lima do cargo de responsável pela assessoria para a Comunicação social, que passará a ser desempenhado por José Carlos Vieira.

Jornal de Negócios Online


Realmente alguma coisa se passa.


Cumprimentos,
 
Mais uma axa para a fogueira...

O Presidente da República, Cavaco Silva, afastou hoje Fernando Lima do cargo de responsável pela assessoria para a Comunicação social, que passará a ser desempenhado por José Carlos Vieira.

Jornal de Negócios Online


Realmente alguma coisa se passa.


Cumprimentos,

Se ele demitiu o acessor (um fulano que estava com ele desde 1985, atente-se!) e não o primeiro ministro, é bom de ver o que se passa...
 
O homem fez aquilo pq lhe deu na telha ou nao?

Isso tb era de se saber.

Isso nunca se vai saber, claro... nem que a demissão do dito seja apenas um sacrifício consentido para ilibar a imagem do presidente, toda a história cada vez mais parece mais um episódio para dar um jeitinho ao PSD, mas que se calhar saiu o tiro pela culatra...

Também se compreende, a Manela sozinha não ia lá das canetas... [:D]

PS: pronto, agora dêm-me um momento enquanto tiro a T-shirt do Sócrates e os pom-poms rosa... :sh)
 
Eu sinto-me enojado com a falta de cojones do presidente.
Já a notícia de agosto referia fontes da presidência. Pelos vistos a novidade da notícia de hoje é a identificação dessa fonte.

O presidente é que ou devia confirmar as suspeitas e tomar medidas, ou desmentir categoricamente e matar o assunto à nascença, e aí sim, já podiam vir as suspeitas que isto poderia ser alimentado pelo PS e a tal "fonte" da presidência nunca existiu.

Agora aquele riso amarelo, depois das eleições é que tem coisas para dizer, o presidente está sempre preocupado com a segurança, já me mete nojo.
Esse senhor não tem categoria para ser presidente da república, ponto.


Afinal até os tem no sítio... [:)]



Agora sem piada... é muito triste o estado deste país, seja ele pintado de PS, PSD ou cor de burro quando foge. Enfim. :(
 
Como se já não fossem maus:

-jornalismo corporativo com intenções políticas;
-campanhas eleitorais feitas à base de fantochadas e palhaçadas (JN de MMG fecha => culpa do Sócrates / e-mail do Público aparece => culpa do Sócrates / etc. etc. e etc...)

agora temos um órgão de soberania a fazer campanha eleitoral contra outro órgão de soberania com fantochadas e palhaçadas.

Cada vez pior e pelos vistos, sem fim à vista.
 
O problema não está no Público (e isso já se está a verificar e acredito que ainda mais se vai provar).

Está em alguém na presidência da República (que já se sabe quem é) e, sobretudo, quem deu a informação ao DN (que além dessa informação que de alguma maneira saiu do Público, quem sabe, pelo SIS) que aproveitou para fazer contra-informação.
 
Pela rapidez com que foi demitido, não devia ser amigo amigo, assim tipo o amigo Dias Loureiro.

Era só um tipo de confiança que trabalhava com ele desde o inicio.
 
Isso nunca se vai saber, claro... nem que a demissão do dito seja apenas um sacrifício consentido para ilibar a imagem do presidente, toda a história cada vez mais parece mais um episódio para dar um jeitinho ao PSD, mas que se calhar saiu o tiro pela culatra...

Pois claro tudo para ajudar o PSD [:)] o grave nisto tudo é a possibilidade de todos os movimentos do PR poderem tar a ser seguidos por secretas do governo...mas um governo socialista fazer isso naaa é mentira so pode..deve ser o cavaco a fazer um jeitinho ao PSD

Alias o episodio do jornal nacional e da moura guedes tambem foi para dar um jeitinho ao PSD [:D] uma empresa com ligaçoes aos socialistas espanhois [:D] Ah mas deu um jeito ao PS nao foi?..Entao deve ser um mal entendido [:)]
 
Last edited:
Está muito giro este tópico.

ya, também acho....

como é que tanta gente que nem sonha o que realmente se passa, pode ter tantas certezas...

o cavaco se fala é porque fala, se se cala é porque se cala...

lembro-me de duas situações, antes do caso "Pedro Caldeira", em que ele veio a público alertar as pessoas para terem cuidado quando investiam na bolsa, que estava uma bolha, etc..., não tardou, Pedro Caldeira Power...

pelo meio, houve outras, como a de obrigar a apresentar as despesas dos carros na publicidade...

por fim o caso dos Açores...

o homem sempre foi crucificado... sabes-se agora que afinal alguma razão teria...
 
Pois claro tudo para ajudar o PSD [:)] o grave nisto tudo é a possibilidade de todos os movimentos do PR poderem tar a ser seguidos por secretas do governo...mas um governo socialista fazer isso naaa é mentira so pode..deve ser o cavaco a fazer um jeitinho ao PSD

Alias o episodio do jornal nacional e da moura guedes tambem foi para dar um jeitinho ao PSD [:D] uma empresa com ligaçoes aos socialistas espanhois [:D] Ah mas deu um jeito ao PS nao foi?..Entao deve ser um mal entendido [:)]

Livra...! essas palas laranja à frente dos olhos já chateiam!!!!

O Presidente da República tem certamente coisas graves para dizer ao país e entendeu que se as dissesse interferia no acto eleitoral. Muito bem, compreende-se que o faça, embora também se interfira na campanha por omissão. Mas o Presidente rompeu o seu próprio silêncio e "falou" através da demissão do seu assessor de imprensa e, sendo assim, interferiu de facto na campanha eleitoral. Mais valia agora que dissesse tudo para não acordarmos no dia 28 sabendo coisas que mais valia que fossem conhecidas já. Para contarem para a decisão de voto dos portugueses, com cujo resultado final ele já está inevitavelmente comprometido.

Sabes quem escreveu isto???
 
Fica aqui uma boa resenha dos factos ocorridos neste bonito imbróglio. Resta saber em que se baseiam as suspeitas da Presidência da República.

Público online said:
Demissão de Fernando Lima

Editorial: O caso das suspeitas de Belém não acabou ontem
22.09.2009 - 01h12 José Manuel Fernandes

Uma vez que este editorial – sobre o afastamento de Fernando Lima da chefia do gabinete de assessoria para a comunicação social do Palácio de Belém – será lido com mil lupas e, se se mantiver o registo dos últimos dias, facilmente treslido, comecemos por relembrar os factos essenciais.

Primeiro facto: há 17 meses um editor do PÚBLICO enviou uma mensagem a um jornalista pedindo-lhe para apurar um conjunto de factos. Esse jornalista não apurou nenhum elemento que fosse susceptível de ser noticiado, e nada foi noticiado. Dados fornecidos por uma só fonte que se quer manter anónima não são notícia no PÚBLICO.

Segundo facto: a 18 de Agosto o PÚBLICO editou uma notícia, baseada numa fonte identificada como “membro da Casa Civil do Presidente da República” em que esta assumia que esta se interrogava: “Será que em Belém passámos à condição de vigiados?” Uma tal suspeição, assumida por uma fonte do Palácio de Belém, é notícia em qualquer parte do mundo. No dia seguinte essa notícia não só não foi desmentida, como foi confirmada por outros órgãos de informação. Escrevi então em editorial: “Se a Presidência da República quis que se soubesse das suas suspeitas sobre o não cumprimento das regras do jogo por alguns actores políticos é porque sente que pode ficar no olho da tempestade depois das eleições de 27 de Setembro”.

Terceiro facto: quase um mês depois desta notícia, parte do conteúdo de uma troca de mensagens entre a direcção editorial do PÚBLICO, um editor e um jornalista, trocadas exclusivamente no interior do jornal, é entregue a um jornalista da secção política do Expresso. Essa entrega, feita em papel, não foi realizada por ninguém do PÚBLICO, como já explicou o director daquele semanário. O mesmo material terá sido poucas horas depois encaminhado para o Diário de Notícias, uma vez que o Expresso informou a sua fonte que primeiro teria de investigar o significado dessas mensagens. Já o Diário de Notícias optou por revelar correspondência privada com o objectivo de expor a fonte da notícia de 18 de Agosto. Não se sabe como esse conjunto de mensagens saiu para fora do PÚBLICO nem o DN esclareceu como as recebeu.

Estes são os factos essenciais. Sobre o comportamento dos vários órgãos de informação envolvidos já muito foi escrito. É matéria de opinião que envolve directamente o PÚBLICO sobre a qual não nos pronunciaremos nem hoje, nem aqui. Relevante é analisar os factos políticos, não os factos mediáticos.

A primeira questão que se coloca é a de saber se o afastamento de Fernando Lima corresponde ao assumir pela Presidência da República de que as notícias sobre as suas suspeitas de estar a ser vigiada eram falsas ou, então, exageradas. As declarações feitas ainda em Agosto pelo Presidente, assim como o que disse na sexta-feira passada, já depois das notícias sobre Fernando Lima, não permitem concluir que essas suspeitas não existem. Mais: se o Presidente as quisesse por fim desmentir teria ontem podido fazê-lo ao afastar o seu assessor das suas anteriores responsabilidades. De novo isso não aconteceu. Só aconteceu o que não podia deixar de acontecer: Fernando Lima deixou de ter condições pessoais e políticas para falar aos jornalistas, logo foi afastado das relações com a comunicação social.

A segunda questão a discutir, e a mais importante, é o comportamento da Presidência da República. Na verdade, ao permitir que esta questão assumisse a dimensão que assumiu, Cavaco Silva, que já iria estar no olho da tempestade depois das eleições, colocou-se no olho de outra tempestade antes delas. Por isso, das duas, uma: ou a seguir a 27 de Setembro fundamenta as suas suspeitas, e age em conformidade, ou se se limitar a iniciativas pífias terá enfraquecido a sua autoridade como Chefe de Estado, porventura de forma irremediável. Sendo que este processo não se resolve com uma simples queixa à Procuradoria-Geral da República ou o rastreamento do Palácio de Belém para descobrir eventuais aparelhos de escuta. E ninguém perdoará se se perceber que as suspeitas ou não existiam, ou não tinham fundamento, ou eram simplesmente paranóicas.

Há porém uma terceira questão que não pode ser esquecida: a forma como este tema “rebentou” num jornal, isto é, as condições em que correspondência interna do PÚBLICO saiu deste jornal e quem a levou a um jornal que não quis fazer investigação própria, ao contrário do Expresso.

PS. Este jornal deve um esclarecimento de facto aos seus leitores: ao contrário do que afirmou o Provedor do Leitor, ninguém nesta empresa lhe “vasculhou” a correspondência electrónica. O PÚBLICO continua sim a ser o espaço de liberdade que lhe permitiu fazer as críticas que fez.
 
ya, também acho....

como é que tanta gente que nem sonha o que realmente se passa, pode ter tantas certezas...

o cavaco se fala é porque fala, se se cala é porque se cala...

lembro-me de duas situações, antes do caso "Pedro Caldeira", em que ele veio a público alertar as pessoas para terem cuidado quando investiam na bolsa, que estava uma bolha, etc..., não tardou, Pedro Caldeira Power...

pelo meio, houve outras, como a de obrigar a apresentar as despesas dos carros na publicidade...

por fim o caso dos Açores...

o homem sempre foi crucificado... sabes-se agora que afinal alguma razão teria...
Não sabem eles das peripécias anteriores [:D] [:D].
 
Que palhaçada!

Acabei de ver as notícias na SIC Notícias.

Dizem que a PSP faz vistorias...

Que palhaçada... devem andar a ver muitos filmes.

As escutas de telemóveis não são detectáveis.
As "escutas" da Internet também não se detectam (a menos que verifiquem
TODOS os pontos por onde passam os pacotes TCP/IP).
Mesmo as escutas típicas (microfones emissores) podem ter um modo stealth
(ficar sem emitir).

Se pensam apanhar alguma coisa com essas vistorias... só se for num filme
série B.
 
Segundo fontes da PSP ligadas a esta matéria, as designadas 'equipas de segurança das comunicações' , fizeram uma despistagem em Janeiro passado e não encontraram nenhum equipamento. Estas 'limpezas' são feitas regularmente, pelo menos, uma vez por ano, embora as mesmas fonte avançassem que em 2008 - ano em que foram avançadas as suspeitas ao jornal 'Público ' - foram feitas, por rotina, quatro avaliações de segurança das comunicações da PR. De acordo com as mesmas fontes nunca houve da parte de Cavaco nenhum pedido de auditoria de segurança extraordinário.


Considerando que não era possível alguém ter acesso ao email, José Manuel Fernandes levanta a “suspeita” de que o jornal “Público” possa estar sob escuta dos Serviços Secretos. “Não sei se há em Portugal muita gente com capacidade técnica e de meios para fazer isso”, disse, hoje de manhã, à Antena 1.


José Manuel Fernandes adiantou ainda que o email, citado na edição desta sexta-feira pelo DN e que dá conta de uma conversa entre um jornalista e um editor do Público sobre alegadas escutas em Belém, tem 17 meses e foi encontrado num computador.
«Neste momento não há nenhum indício de que tenha havido alguma violação externa. Poucas horas antes do comunicado, a própria direcção editorial tinha feito uma nota em que dizia que havia um inquérito interno, que envolve verificarmos os nossos sistemas e falarmos com as poucas pessoas envolvidas na troca de emails», afirmou.



Na sequência da última crónica do provedor, instalou-se no PÚBLICO um clima de nervosismo. Na segunda-feira, o director, José Manuel Fernandes, acusou o provedor de mentiroso e disse-lhe que não voltaria a responder a qualquer outra questão sua. No mesmo dia, José Manuel Fernandes admoestou por escrito o jornalista Tolentino de Nóbrega, correspondente do PÚBLICO no Funchal, pela resposta escrita dada ao provedor sobre a matéria da crónica e considerou uma “anormalidade” ter falado com ele ao telefone. Na sexta-feira, o provedor tomou conhecimento de que a sua correspondência electrónica, assim como a de jornalistas deste diário, fora vasculhada sem aviso prévio pelos responsáveis do PÚBLICO (certamente com a ajuda de técnicos informáticos), tendo estes procedido à detecção de envios e reenvios de e-mails entre membros da equipa do jornal (e presume-se que também de e para o exterior). Num momento em que tanto se fala, justa ou injustamente, de asfixia democrática no país, conviria que essa asfixia não se traduzisse numa caça às bruxas no PÚBLICO, que sempre foi conhecido como um espaço de liberdade.


Estou desiludido, depois de ter lido as primeiras páginas deste tópico, já estava convencido que tinha sido o SIS por ordem do Sócrates a fazer as escutas, que o email era falso e que a Presidência e o Público tinham sido vítimas de uma cabala.

Não sei porquê, mas tenho a impressão que vai haver mais umas surpresas, como diz o ditado "Quando se zangam as comadres..."
 
Fica aqui uma boa resenha dos factos ocorridos neste bonito imbróglio. Resta saber em que se baseiam as suspeitas da Presidência da República.

Aquilo que eu leio nas entrelinhas:

Alguém tentou fazer com que outros jornais publicassem o "e-mail".

Aparentemente não pediu pagamento, uma vez que o critério para a não
publicação da notícia pelo EXPRESSO foi que não publicava sem investigar.

Como nenhum jornal quis publicar a "notícia", foi o DN que a publicou.
Coincidência das coincidências: Logo o DN, um jornal próximo do PS...

Há lá cada coincidência...
 
(...)
Estou desiludido, depois de ter lido as primeiras páginas deste tópico, já estava convencido que tinha sido o SIS por ordem do Sócrates a fazer as escutas, que o email era falso e que a Presidência e o Público tinham sido vítimas de uma cabala.

Não sei porquê, mas tenho a impressão que vai haver mais umas surpresas, como diz o ditado "Quando se zangam as comadres..."

Lê o meu post anterior ao teu...
 
Lê o meu post anterior ao teu...

A única coisa que deduzo do post, assim como dos anteriores é que independentemente do que se apurar, para si terá havido sempre escutas.

O email nunca existiu, nunca foi enviado a partir de um computador do Público, o jornalista nunca se encontrou com assessor do presidente, este nunca pediu ao jornalista que iniciasse uma série de notícias que encravassem o governo.

A única coisa que falta esclarecer, é se o presidente efectivamente é o autor, ou foi um assessor com uma agenda diferente.

Quanto ao DN ter publicado a notícia por ser afecto ao PS, então o Expresso e o Público são afectos a quê?
 
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