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Muito disputado, mas ainda existe uma margem de manobra (reduzida pois como foi e bem referido na peça a dinâmica positiva e progressiva na campanha de BO está a dar os seus resultados na fileiras dos democratas) para a candidata democrata HC.
Vi a entrevista com o Obama e com a Hillary no 60 minutos, e fiquei quase impressionado com o pragmatismo do Obama.
A Clinton pareceu-me um pouco mais "vazia" de conteúdos. "Ah e tal tenho uma foto do Obama no meu escritorio e nao sei o que".
O John McCain anda-me a meter nervos. O raio do homem é só Iraque para a esquerda, Vietnam para a direita, Afganistão para baixo, Não ao aborto para cima - O problema é que em certos Estados dos States isto dá votos como tudo !
Hillary enquanto dada como favorita e confiante na vitória pareceu-me sempre muito controlada e difícil de bater por um Obama com alguns handicaps.
A partir do momento em que a boa campanha e a mobilização que Obama conseguiu conseguiu ultrapassar e incomodar Hillary, esta ficou descontrolada...a campanha de ataques pessoais, a falta de estratégia,etc são bem evidentes.
Nada está claramente definido,mas com Hillary a dar tiros nos pés, dificilmente o Obama perde a corrida.
Super Terça-Feira
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A caminho do Texas...
Quando os "arquitectos" dos partidos inventaram a "super terça-feira", procuravam que, nesse dia, tudo ficasse resolvido na escolha dos candidatos à Casa Branca.
Para isso, a 5 de Fevereiro, marcaram eleições num número nunca visto de Estados, incluindo aqueles que elegem mais delegados, para que o processo de nomeação ficasse clarificado.
Surpreendentemente, a super terça-feira, só foi super para os Republicanos, revelando John McCain como o favorito.
No campo Democrata, a vitória "dividida" de Hillary e Obama deixou tudo em aberto para as semanas seguintes. E o que se seguiu foi o desastre na campanha de Hillary: 11 Estados, 11 derrotas!
Neste momento, de acordo com uma projecção da Associated Press, Barack Obama tem 1,362 delegados, Hillary Clinton, 1,266. Uma diferença de 94 delegados muito difícil de recuperar.
E chegamos assim a 4 de Março, agora sim, presumivelmente, a super terça-feira para os Democratas.
O principal apoiante de Hillary Clinton - Bill, o marido, definiu as regras do jogo: se Hillary não ganhar no Texas e no Ohio, se não ganhar em ambos os Estados, o combate está terminado, Hillary deverá abandonar o ringue.
O Texas é o segundo Estado em número de delegado à convenção - elege 193. O Ohio, 141. Ambos têm um perfil demográfico que, à partida, favorece Hillary: trabalhadores com salários mais baixos e uma forte comunidade hispânica. Apesar disso a "Obama mania" já fez sentir: as sondagens dão a Obama uma ligeira vantagem no Texas; no Ohio, está um pouco atrás de Clinton.
Se Obama ganhar, está encontrado o candidato.
E, nessa altura, interrogam-se os Democratas, quem irá bater à porta de Hillary com a má notícia e dizer-lhe que tem que abandonar o sonho de regressar à Casa Branca?
Se Hillary ganhar e a vitória for folgada, tudo fica em aberto para as próximas primárias. O caminho é estreito mas no dicionário da política americana "impossível" é uma palavra que não existe.
Nesse caso, a narrativa muda.
Os jornalistas teriam que escrever então a incrível história de uma candidata que durante um ano foi favorita, num mês passou a derrotada e depois regressa à primeira linha quando tudo parecia perdido.
Será que o enredo desta campanha irá ter uma nova reviravolta?
por : Vítor Gonçalves (RTP)
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"O derrotado do Texas e Ohio vai ser pressionado a desistir"
HELENA TECEDEIRO
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Entrevista com John Mercurio, ex-editor de política da CNN e director do diário 'online' Hotline
Se Hillary Clinton perder as primárias de terça-feira no Texas e Ohio, é o fim da sua campanha?
Diria que sim. Ela precisa não só de vencer ambos, mas vencer por uma grande margem. Bill Clinton disse isso mesmo no Texas. Ela precisa de ganhar, não só por causa dos delegados em jogo, mas porque os democratas começam a ficar muito nervosos por o partido ainda estar tão dividido quando os republicanos se começam a unir em volta de John McCain. Começam a pensar que uma eleição que parecia fácil de vencer há alguns meses revelam-se agora muito competitivas.
Hillary pode esperar ou é a única hipótese de ser presidente?
Eu diria que ela terá a opção de voltar a apresentar-se, mas se Barack Obama chegar à presidência, é pouco provável que o faça contra ele. Se o próximo presidente for republicano, então sim, os democratas irão procurá-la. Mas existe a ideia de que este é o ano em que Hillary tinha a melhor hipótese. Além de que, se ela for candidata dentro de quatro anos, terá de abandonar o lugar no Senado, uma vez que estaria a concorrer nessa altura a um novo mandato.
Se Obama chegar à convenção com mais delegados eleitos, os superdelegados terão coragem de nomear Hillary?
Mesmo se os democratas ainda estão divididos entre Hillary e Obama, o único assunto em que são unânimes é que não querem que sejam os superdelegados a escolher o nomeado. Depois das primárias do Texas e Ohio, haverá muita pressão sobre o derrotado para desistir da corrida de forma a unir o partido. Ninguém quer que seja um pequeno grupo de responsáveis partidários a decidir quem é o vencedor, porque no dia seguinte, John McCain viria dizer: "o meu adversário não é a escolha dos eleitores".
Mc Cain parece já ter escolhido o adversário. Tem atacado Obama por ser mais fácil de vencer?
Se olharmos para as sondagens, Obama obtém melhores resultados face a McCain do que Hillary. Mas este é um ano favorável aos democratas: um presidente muito impopular, a guerra no Iraque, a economia a caminhar para a recessão. A participação nas primárias democratas tem sido quatro ou cinco vezes maior do que nas republicanas. Além disso, Obama atrai muito mais os eleitores independentes, apolíticos, do que Hillary. Por outro lado, esta tem armas contra McCain que Obama não tem. Já provou saber como vencer. É uma lutadora.
Obama está preparado para ser o alvo de todos os ataques?
Já começou a ser. E as coisas vão ficar mais feias. Vai ser uma campanha brutal. Ambos os candidatos vão parecer pessoas totalmente diferentes no dia das eleições. A questão é: Será que Obama está preparado? É suficientemente forte para ripostar? Nestas primárias, o senador do Ilinóis já provou que sabe enfrentar ataques. Conseguir derrotar a máquina política dos Clinton - que é impressionante - é um feito. Especialmente da parte de uma pessoa que surgiu do nada e há quatro anos não era ninguém.
Se vencer em Novembro, Obama estará preparado?
É impossível saber o que vai acontecer numa presidência. Por isso é difícil saber se alguém está preparado antes de ver como é que o mundo vai estar dentro de um ano. Não me parece que George W. Bush estivesse preparado para os atentados de 11 de Setembro.
Que consequências pode ter a candidatura de Ralph Nader?
Não muitas. Nader teve um bom resultado em 2000, mas recandidatou-se em, 2004 e obteve apenas 0,3% dos votos. O seu maior desafio é aparecer nos boletins de voto, uma vez que cada estado tem as suas regras de inscrição.
Hillary queixa-se que os media preferem Obama. É verdade?
Sim. Mas isso está a mudar à medida que ele se torna no favorito. E aconteceu porque durante muito tempo, todos tinham a certeza que Hillary seria a nomeada. E afinal, os jornalistas preferem o candidato que tem a melhor história e Obama é uma óptima história. O que seria interessante numas eleições entre Obama e McCain é que ambos gozam da simpatia dos media.
Hillary ganhou em rhode island. Para já Obama está na frente no Texas com uma vantagem mínima e Hillary ganha está na frente com alguma margem para Obama.
Parece que os super delegados vão decidir tudo em Agosto..
Quanto aos Republicanos, McCain venceu nos 4 estados e é o candidato Republicano.
Já viram a gafe do Público? Dizem que foi a republicana que ganhou []