[Economia] Programa IVAucher e AUTOvoucher

O problema é que não é má fé, antes fosse.

Estas cabeças funcionam assim.

Basta ver o orgulho com que apresentaram a medida

Concordo, é um produto de burocratas.

podes adicionar modernidade de sistemas de pagamento e “informatização” mas nuclearmente é a burocracia de sempre, travestida.

nem falo nas questões éticas e políticas que devia levantar quando os benefícios ao cidadão estão dependentes de entidades privadas…

….e isso surpreende-me bastante como não gera indignação e até duvidas sobre a legalidade.

ou (já) não me surpreende. Desde há uns anos para cá atropelam-se uma série de princípios fundamentais do Estado de Direito com muito à vontade.
 
Programa IVAucher

Programa IVAucher

Ponto 1, e então, qual é o problema? Mudaram para melhor e para facilitar. Aplausos para quem reconhece um problema a meio do percurso e o rectifica atempadamente.

Ponto 2, não te percebo, no primeiro reclamas de não ter de fornecer os dados bancários, no segundo reclamas porque não gostas de fornecer dados a terceiros.

Ponto 3, é um não assunto. Não vais conseguir, nem tu nem eu, provar o porquê de não haver mais adesões.

Ponto 4, de novo a conversa dos bancos? Please, não acredito que haja um user sequer que aqui comente que não tenha conta bancária em nenhum dos muitos bancos aderentes.

Ponto 5, quem é que não faz ideia? O que não faltou por aqui foi malta a dizer, eu incluído, que NÃO precisas de dar o NIF na altura da transação, bastando pagar com um cartão bancário em teu nome. O NIF tinhas de o ter dado era no verão, para converter o valor do IVA em saldo IVAucher.

As regras não foram claras desde o início, é um facto e não o foram para ninguém, mas com o decorrer do tempo a generalidade das pessoas que aderiu acabou por perceber que isto não é complexo, e que o dinheiro acaba por cair na conta.

Entretanto, com o apontamento final foste só mais um a deixar bem claro que por detrás do ódio infundado ao IVAucher, está na verdade o ódio ao governo atual.

Saber ler é uma virtude, para além do “fluff”.

Não tenho qualquer ódio ao IVAUCHER, até porque aderi e comecei por referir que reconheço o mérito próprio, no seu âmbito estrito - que é discutível por si mesmo, mas em que eu pessoalmente concordo com o princípio genérico.

Agora…

Ponto 1, parabéns aos que mudaram. Mas os dados dos cartões já lá estão.

Ponto 2, disse que gosto de decidir a quem dar os dados, e que no âmbito de uma relação com a autoridade tributária, não percebo a intervenção de um privado para este fim em concreto.

Ponto 3, chama-se capacidade de autocrítica. Tenho a responsabilidade de gestão de um equipa que comunica com mais de 10 mil pessoas de forma regular. O princípio que coloco à minha equipa para avaliar o sucesso dessas comunicações é a seguinte: se um gajo não percebeu, é burro. Se 100 gajos não perceberam, são provavelmente burros. Se 1000 gajos não perceberam, os burros somos provavelmente nós, porque não construímos uma comunicação decente para o público em causa. Dizer que 93,5% da população não aderiu porque são preguiçosos é egoísta, presunçoso… e muito preguiçoso.

Ponto 4, os bancos aderentes cobrem a grande maioria da população? Sem dúvida. São todos? Não. Logo a medida é universal? Não. Haveria alternativas? Sim, e já foram discutidas neste tópico.

Ponto 5, o facto de andar por aqui gente a dizer que não é preciso o NIF (tu fizeste-o, eu também) não significa que não haja confusão sobre o tema. E nem é preciso ir longe, basta ler este tópico durante o dia de… ontem.

Seria um bom começo deixar de atirar a boca do costume da trincheira política, porque esvazias a discussão. Percebo que possa ser esse o objectivo. Mas, pelo menos do meu lado, não me arrastas para essa lama. A má fé política não é um exclusivo do PS, e a outra hipótese aventada tem a ver com a manifesta incompetência dos quadros da FP para congeminar um sistema que se pretende o mais simples possível. A não ser que não seja essa a pretensão.
 
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Concordo, é um produto de burocratas.

podes adicionar modernidade de sistemas de pagamento e “informatização” mas nuclearmente é a burocracia de sempre, travestida.

nem falo nas questões éticas e políticas que devia levantar quando os benefícios ao cidadão estão dependentes de entidades privadas…

….e isso surpreende-me bastante como não gera indignação e até duvidas sobre a legalidade.

ou (já) não me surpreende. Desde há uns anos para cá atropelam-se uma série de princípios fundamentais do Estado de Direito com muito à vontade.

Atropelam-se princípios fundamentais do Estado de Direito agora! Há 10 anos enchiam o tribunal constitucional de queixas![;)]
 
O NIF não serve para nada, não precisas de pedir fatura sequer, só conta o nome que está no cartão com o qual pagas. Se for teu o dinheiro vai para a tua conta, se pagares com o cartão do teu vizinho é ele que recebe.

Ok, mas é isso que me faz confuão: como é que eles sabem de quem o CC com que pago?? :rolleyes: :confused:
 
A realidade por trás do IVAucher:

import random

name = “Zé Little People”
question = “O governo está minimamente interessado em pagar o IVAucher?”
answer = ""
random_number = random.randint(1, 2)
print(random_number)

if random_number == 1:
answer = “Não”
elif random_number == 2:
answer = “Não”

else:
answer = “Error”

print(Zé Little People + asks + "O governo está minimamente interessado em pagar o IVAucher?")
 
Se a implementação fosse perfeita, não era necessária a “adesão” da parte de ninguém .

Volto a repetir, se para apurar o plafond a devolver, não foi necessária qualquer adesão, porque razão é necessária para a devolução?

Em vez de andarem com transferências, porque não abater esse valor num dos muitos impostos que pagamos anualmente/diariamente?


Podia ser tão simples…

Relativamente às duas afirmações a negrito, a primeira eu sou obrigado a concordar ou pelo menos assumir que não percebo a lógica, que admito que exista alguma, por detrás da obrigatoriedade de adesão por parte dos estabelecimentos, ao invés da elegibilidade universal de todos quantos pertencem aos setores em questão.

Quanto à segunda, é mais facilmente percetível e já foi debatida aqui, este programa tinha dois objetivos primordiais: recuperação do IVA gasto por parte do consumidor nos meses de verão, e promoção ao consumo nos mesmos setores de atividade que concorreram para esta poupança, ou seja reintrodução do valor na economia como forma de incentivo ao consumo. Adicionalmente, baixar simplesmente o IVA na restauração por exemplo, podia muito bem ter como resultado somente uma subida dos lucros por parte do comerciante ao invés de uma poupança efetiva para o consumidor, e não era esse o intuito. Claro que podem continuar a não querer perceber isto, é uma opção válida. Não sei se temos aí algum desenhista oficial de plantão que possa fazer melhor do que eu.
 
Relativamente às duas afirmações a negrito, a primeira eu sou obrigado a concordar ou pelo menos assumir que não percebo a lógica, que admito que exista alguma, por detrás da obrigatoriedade de adesão por parte dos estabelecimentos, ao invés da elegibilidade universal de todos quantos pertencem aos setores em questão.

Quanto à segunda, é mais facilmente percetível e já foi debatida aqui, este programa tinha dois objetivos primordiais: recuperação do IVA gasto por parte do consumidor nos meses de verão, e promoção ao consumo nos mesmos setores de atividade que concorreram para esta poupança, ou seja reintrodução do valor na economia como forma de incentivo ao consumo. Adicionalmente, baixar simplesmente o IVA na restauração por exemplo, podia muito bem ter como resultado somente uma subida dos lucros por parte do comerciante ao invés de uma poupança efetiva para o consumidor, e não era esse o intuito. Claro que podem continuar a não querer perceber isto, é uma opção válida. Não sei se temos aí algum desenhista oficial de plantão que possa fazer melhor do que eu.

Não percebeste a 2a… neste momento, recuperas o valor do plafond via transferência bancária. Porque não esse valor, que actualmente é transferido, ficar em crédito nas finanças. Mesmo efeito prático, menos burocracia.
 
Gostava de saber, como vão associar o pagamento com o cartão à quantidade de litros, para fazer o reembolso.

Consta que é pelo valor total pago e ão pela quantidade de litros. Se encontrares um posto de combustivel que venda garrafas de JB 15 anos, também podes receber![:D]

Mas é tudo diz que disse! Provavelmente nem o Leão (não o da Estrela, mas o do Rato) sabe ainda!
 
Saber ler é uma virtude, para além do “fluff”.

Não tenho qualquer ódio ao IVAUCHER, até porque aderi e comecei por referir que reconheço o mérito próprio, no seu âmbito estrito - que é discutível por si mesmo, mas em que eu pessoalmente concordo com o princípio genérico.

Agora…

Ponto 1, parabéns aos que mudaram. Mas os dados dos cartões já lá estão.

Ponto 2, disse que gosto de decidir a quem dar os dados, e que no âmbito de uma relação com a autoridade tributária, não percebo a intervenção de um privado para este fim em concreto.

Ponto 3, chama-se capacidade de autocrítica. Tenho a responsabilidade de gestão de um equipa que comunica com mais de 10 mil pessoas de forma regular. O princípio que coloco à minha equipa para avaliar o sucesso dessas comunicações é a seguinte: se um gajo não percebeu, é burro. Se 100 gajos não perceberam, são provavelmente burros. Se 1000 gajos não perceberam, os burros somos provavelmente nós, porque não construímos uma comunicação decente para o público em causa. Dizer que 93,5% da população não aderiu porque são preguiçosos é egoísta, presunçoso… e muito preguiçoso.

Ponto 4, os bancos aderentes cobrem a grande maioria da população? Sem dúvida. São todos? Não. Logo a medida é universal? Não. Haveria alternativas? Sim, e já foram discutidas neste tópico.

Ponto 5, o facto de andar por aqui gente a dizer que não é preciso o NIF (tu fizeste-o, eu também) não significa que não haja confusão sobre o tema. E nem é preciso ir longe, basta ler este tópico durante o dia de… ontem.

Seria um bom começo deixar de atirar a boca do costume da trincheira política, porque esvazias a discussão. Percebo que possa ser esse o objectivo. Mas, pelo menos do meu lado, não me arrastas para essa lama. A má fé política não é um exclusivo do PS, e a outra hipótese aventada tem a ver com a manifesta incompetência dos quadros da FP para congeminar um sistema que se pretende o mais simples possível. A não ser que não seja essa a pretensão.

Vou só responder ao ponto 4, porque nos restantes não tenho nada a acrescentar:

Eu concordo com o teu ponto de vista, faz todo o sentido que ao implementares uma medida o faças de forma a que esta seja absorvida ao máximo pelo público alvo, sejam clientes, consumidores, ou população em geral. E é para isto que existem estudos de mercado, sondagens, levantamentos estatísticos, etc. Portanto não me custa concordar que, dadas as características intrínsecas da nossa população a medida pudesse ter outros contornos e outro tipo de implementação, talvez menos dependente de ferramentas informáticas. Mas lá está, vivemos na era da informatização, e os info excluídos vão cada mais ver-se privados de benefícios em detrimento dos que não o são.

Agora tu vais mais além e alegas complexidade tal do programa, que até aqueles com literacia e destreza informática se vêm desencorajados a aderir dada a relação custo/benefício, o tempo que têm de despender, o trabalho que dá.. Etc. A questão aqui, é que eu aderi.. E usufrui.. E como tal sei, por A + B, que é simples. Muito simples. Deu-me muito pouco trabalho e requisitou-me muito pouco tempo. Estamos a falar de aceder à minha página do e-fatura para consultar o saldo acumulado, clicar num link bastante visível nessa mesma página, efetuar um registo relativamente simples, e continuar a pagar despesas normalmente. Passado pouco tempo comecei a ter valores creditados na conta. Logo, esse argumento não posso aceitar.

Portanto isto no fundo remete-nos para a conclusão de que a única forma de a medida ter sido efetiva era não requerer adesão alguma por parte do consumidor, nem simples nem complexa. O que nos leva novamente ao ponto referido previamente: População comodista. Parece-me ser a melhor justificação para a fraca adesão.
 
Última edição:
Consta que é pelo valor total pago e ão pela quantidade de litros. Se encontrares um posto de combustivel que venda garrafas de JB 15 anos, também podes receber![:D]

Mas é tudo diz que disse! Provavelmente nem o Leão (não o da Estrela, mas o do Rato) sabe ainda!
Estas a gozar, mas é isso que vai acontecer, o e fatura não distingue gasóleo de wiskie!
 
Vou só responder ao ponto 4, porque nos restantes não tenho nada a acrescentar:

Eu concordo com o teu ponto de vista, faz todo o sentido que ao implementares uma medida o faças de forma a que esta seja absorvida ao máximo pelo público alvo, sejam clientes, consumidores, ou população em geral. E é para isto que existem estudos de mercado, sondagens, levantamentos estatísticos, etc. Portanto não me custa concordar que, dadas as características intrínsecas da nossa população a medida pudesse ter outros contornos e outro tipo de implementação, talvez menos dependente de ferramentas informáticas. Mas lá está, vivemos na era da informatização, e os info excluídos vão cada mais ver-se privados de benefícios em detrimento dos que não o são.

Agora tu vais mais além e alegas complexidade tal do programa, que até aqueles com literacia e destreza informática se vêm desencorajados a aderir dada a relação custo/benefício, o tempo que têm de despender, o trabalho que dá.. Etc. A questão aqui, é que eu aderi.. E usufrui.. E como tal sei, por A + B, que é simples. Muito simples. Deu-me muito pouco trabalho e requisitou-me muito pouco tempo. Estamos a falar de aceder à minha página do e-fatura para consultar o saldo acumulado, clicar num link bastante visível nessa mesma página, efetuar um registo relativamente simples, e continuar a pagar despesas normalmente. Passado pouco tempo comecei a ter valores creditados na conta. Logo, esse argumento não posso aceitar.

Portanto isto no fundo remete-nos para a conclusão de que a única forma de a medida ter sido efetiva era não requerer adesão alguma por parte do consumidor, nem simples nem complexa. O que nos leva novamente ao ponto referido previamente: População comodista. Parece-me ser a melhor justificação para a fraca adesão.
O teu exemplo de simplicidade vale tanto como o meu exemplo de complexidade.

O que prova que a medida não é simples nek universal, porque funciona com uma pessoa que acha que sim.
 
Não percebeste a 2a… neste momento, recuperas o valor do plafond via transferência bancária. Porque não esse valor, que actualmente é transferido, ficar em crédito nas finanças. Mesmo efeito prático, menos burocracia.

Qual é o problema de receberes via transferência bancária? Eu prefiro. A não ser que estejas a embarcar na teoria de conspiração de alguns sobre os postos de trabalho que se criam ao tornar a medida mais complexa, e tachos e boys etc etc.

E até que seja verdade, quanto a mim criar postos de trabalho é uma coisa positiva. Para outros pelos vistos é algo mau e a evitar. Então se for FP.. Já está muito gorda a folha de pagamentos do estado, vamos antes "apertar o cinto" até ficares roxo com a falta de ar.
 
Em alguns postos de combustível mais pequenos e isolados encontram-se por vezes bons tintos que estão por lá esquecidos e a preço antigo!
Fica a dica!
 
Qual é o problema de receberes via transferência bancária? Eu prefiro. A não ser que estejas a embarcar na teoria de conspiração de alguns sobre os postos de trabalho que se criam ao tornar a medida mais complexa, e tachos e boys etc etc.

E até que seja verdade, quanto a mim criar postos de trabalho é uma coisa positiva. Para outros pelos vistos é algo mau e a evitar. Então se for FP.. Já está muito gorda a folha de pagamentos do estado, vamos antes "apertar o cinto" até ficares roxo com a falta de ar.

Esta é a visão do verdadeiro xuxalista!
Criar postos de trabalho que não servem para nada com o dinheiro dos contribuintes que são massacrados com impostos é uma coisa positiva!
Grande visão para o futuro do país sem dúvida.
 
Qual é o problema de receberes via transferência bancária? Eu prefiro. A não ser que estejas a embarcar na teoria de conspiração de alguns sobre os postos de trabalho que se criam ao tornar a medida mais complexa, e tachos e boys etc etc.

E até que seja verdade, quanto a mim criar postos de trabalho é uma coisa positiva. Para outros pelos vistos é algo mau e a evitar. Então se for FP.. Já está muito gorda a folha de pagamentos do estado, vamos antes "apertar o cinto" até ficares roxo com a falta de ar.

Inventar burocracia para criar postos de trabalho não me parece um princípio.

A AT conseguia fazer isto TUDO internamente, criando um sistema mais abrangente e consequentemente justo, com o bónus de não gastar dinheiro em subcontratação desnecessária.
 
Esta é a visão do verdadeiro xuxalista!
Criar postos de trabalho que não servem para nada com o dinheiro dos contribuintes que são massacrados com impostos é uma coisa positiva!
Grande visão para o futuro do país sem dúvida.
Foi logo o que pensei. Mais socialista é realmente difícil. Usar dinheiro da forma menos eficiente possível e ainda bater palmas. Brilhante.
 
Vou só responder ao ponto 4, porque nos restantes não tenho nada a acrescentar:

Eu concordo com o teu ponto de vista, faz todo o sentido que ao implementares uma medida o faças de forma a que esta seja absorvida ao máximo pelo público alvo, sejam clientes, consumidores, ou população em geral. E é para isto que existem estudos de mercado, sondagens, levantamentos estatísticos, etc. Portanto não me custa concordar que, dadas as características intrínsecas da nossa população a medida pudesse ter outros contornos e outro tipo de implementação, talvez menos dependente de ferramentas informáticas. Mas lá está, vivemos na era da informatização, e os info excluídos vão cada mais ver-se privados de benefícios em detrimento dos que não o são.

Agora tu vais mais além e alegas complexidade tal do programa, que até aqueles com literacia e destreza informática se vêm desencorajados a aderir dada a relação custo/benefício, o tempo que têm de despender, o trabalho que dá.. Etc. A questão aqui, é que eu aderi.. E usufrui.. E como tal sei, por A + B, que é simples. Muito simples. Deu-me muito pouco trabalho e requisitou-me muito pouco tempo. Estamos a falar de aceder à minha página do e-fatura para consultar o saldo acumulado, clicar num link bastante visível nessa mesma página, efetuar um registo relativamente simples, e continuar a pagar despesas normalmente. Passado pouco tempo comecei a ter valores creditados na conta. Logo, esse argumento não posso aceitar.

Portanto isto no fundo remete-nos para a conclusão de que a única forma de a medida ter sido efetiva era não requerer adesão alguma por parte do consumidor, nem simples nem complexa. O que nos leva novamente ao ponto referido previamente: População comodista. Parece-me ser a melhor justificação para a fraca adesão.

Viste como foi a comunicação de tudo isto?

Primeiro tens um processo draconiano para aderir. Depois já não é assim. Depois é o IVA de alguns sectores, para gastar nesses mesmo sectores. Depois os comerciantes têm de aderir. Quem aderiu? Ninguém sabe. Ora se não são todos, como saber quais são? Com autocolantes na porta. É preciso o NIF. Afinal não é. Demora dois dias. Ou dez. Ou trinta. Qual a variável? Ninguém sabe. Etc., etc.

Se eu quero assistir aos Monty Python, vou ver um filme deles. Só a questão da lista faz-me uma impressão descomunal. Com os parcos recursos que tenho disponíveis, consigo criar reports actualizados em real time, acessíveis à população total da empresa onde trabalho, com mais fontes que aquelas que seriam necessárias para uma lista de comerciantes aderentes.

E sou um gajo de letras. Fará se não fosse.

Eu já gastei o plafond todo que tinha. Aproveitei. Mas isso não me faz dizer que isto é uma maravilha. Não é.
 
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