Programa IVAucher
Programa IVAucher
Ponto 1, e então, qual é o problema? Mudaram para melhor e para facilitar. Aplausos para quem reconhece um problema a meio do percurso e o rectifica atempadamente.
Ponto 2, não te percebo, no primeiro reclamas de não ter de fornecer os dados bancários, no segundo reclamas porque não gostas de fornecer dados a terceiros.
Ponto 3, é um não assunto. Não vais conseguir, nem tu nem eu, provar o porquê de não haver mais adesões.
Ponto 4, de novo a conversa dos bancos? Please, não acredito que haja um user sequer que aqui comente que não tenha conta bancária em nenhum dos muitos bancos aderentes.
Ponto 5, quem é que não faz ideia? O que não faltou por aqui foi malta a dizer, eu incluído, que NÃO precisas de dar o NIF na altura da transação, bastando pagar com um cartão bancário em teu nome. O NIF tinhas de o ter dado era no verão, para converter o valor do IVA em saldo IVAucher.
As regras não foram claras desde o início, é um facto e não o foram para ninguém, mas com o decorrer do tempo a generalidade das pessoas que aderiu acabou por perceber que isto não é complexo, e que o dinheiro acaba por cair na conta.
Entretanto, com o apontamento final foste só mais um a deixar bem claro que por detrás do ódio infundado ao IVAucher, está na verdade o ódio ao governo atual.
Saber ler é uma virtude, para além do “fluff”.
Não tenho qualquer ódio ao IVAUCHER, até porque aderi e comecei por referir que reconheço o mérito próprio, no seu âmbito estrito - que é discutível por si mesmo, mas em que eu pessoalmente concordo com o princípio genérico.
Agora…
Ponto 1, parabéns aos que mudaram. Mas os dados dos cartões já lá estão.
Ponto 2, disse que gosto de decidir a quem dar os dados, e que no âmbito de uma relação com a autoridade tributária, não percebo a intervenção de um privado para este fim em concreto.
Ponto 3, chama-se capacidade de autocrítica. Tenho a responsabilidade de gestão de um equipa que comunica com mais de 10 mil pessoas de forma regular. O princípio que coloco à minha equipa para avaliar o sucesso dessas comunicações é a seguinte: se um gajo não percebeu, é burro. Se 100 gajos não perceberam, são provavelmente burros. Se 1000 gajos não perceberam, os burros somos provavelmente nós, porque não construímos uma comunicação decente para o público em causa. Dizer que 93,5% da população não aderiu porque são preguiçosos é egoísta, presunçoso… e muito preguiçoso.
Ponto 4, os bancos aderentes cobrem a grande maioria da população? Sem dúvida. São todos? Não. Logo a medida é universal? Não. Haveria alternativas? Sim, e já foram discutidas neste tópico.
Ponto 5, o facto de andar por aqui gente a dizer que não é preciso o NIF (tu fizeste-o, eu também) não significa que não haja confusão sobre o tema. E nem é preciso ir longe, basta ler este tópico durante o dia de… ontem.
Seria um bom começo deixar de atirar a boca do costume da trincheira política, porque esvazias a discussão. Percebo que possa ser esse o objectivo. Mas, pelo menos do meu lado, não me arrastas para essa lama. A má fé política não é um exclusivo do PS, e a outra hipótese aventada tem a ver com a manifesta incompetência dos quadros da FP para congeminar um sistema que se pretende o mais simples possível. A não ser que não seja essa a pretensão.