cjr
Well-known member
Exactamente.
faz-me confusão que as pessoas não consigam perceber isto. A flexibilidade cria emprego, não destrói.
Em Portugal há uma aversão tal à ideia de que a nossa qualidade de vida possa estar dependente do nosso mérito que se procura a todo o custo proteger o preguiçoso e o incompetente.
O português não é estúpido nem preguiçoso. Quem já viveu no estrangeiro sabe q o trabalhador português é bastante requisitado e bem visto. E não falo só na apanha do tomate.
Somos um povo com ideias, e q aprende bem as coisas. Damo-nos bem com as línguas, o q é uma vantagem.
O q é curioso é q em Portugal todos os bons trabalhadores passam a maus. Há pouco tempo li uma reportagem dum tipo q em Portugal foi recusado em 50 000 lados, enviou o currículo para Inglaterra e foi chamado para professor catedrático. Se não me engano, actualmente dá aulas em Cambridge.
Para mim em Portugal existe uma fraca liderança em geral, q obviamente se transmite aos trabalhadores. O trabalhador habituou-se à bandalheira porque os exemplos q vêm de cima são a mesma coisa. É como educar uma criança. Se os pais são mal-educados e javardolas é nesse ambiente q a criança vai viver, e q dificilmente sairá quando adulto.
Os contribuintes portugueses são um mar de falcatruas porque mais uma vez é o q temos. São casos atrás de casos, são dinheiros públicos mal geridos, péssima organização, etc. A imagem de quem "manda" é a imagem de quem é "mandado".
Em Portugal não se percebe q a força de uma Nação reside no seu todo. Em Portugal as pessoas preocupam-se mais em roubar o Estado porque o Estado os rouba a eles e vice-versa. E assim a coisa não vai lá. Não há o espírito de sacrifício colectivo, apenas o "deixa-me cá safar e os outros q se lixem". No fundo isto já é um Estado neo-liberal, agora só falta mesmo é mudar-se a Constituição.