Protesto em Valença com bandeiras espanholas

a minha mãe era enfermeira-parteira (tem o curso de obstetrícia).

...

e como já disse, ainda ia gostar de ver alguns a levar com o cuspo de volta na cara...

Nasceram, nascem e nascerão crianças em ambulâncias em todo o mundo. Se me apresentares dados estatísticos que provem que actualmente nascem mais do que há 10, 20, 30 anos atrás, dou aqui a mão á palmatória. Acontece porém que, se bem estou lembrado de uma estatistica que por ai apareceu por altura da guerra das maternidades (ou seria da oposição :rolleyes:), a situação é precisamente a inversa.

Quanto ao cuspo, nem te vou responder...
 
bem vindo ao clube!
e mais: pimenta no cu dos outros, para mim é refresco!

f0d@-s3! vi eu pessoas a andarem de táxi 40 km para irem ao centro de saúde, para lá poderem estar ás 6 da manhã, de forma a terem "vez", a pagarem a espera do táxi, e, no fim de 4 horas de espera, aparecer a funcionária a dizer: o doutor telefonou a dizer que não vem...
mais 40km de volta... para repetir no dia seguinte ou na semana seguinte...

e ainda a minha mãe me dizia, cala-te Luis que eu trabalho aqui e não quero problemas...

o que é impensável é o que por cá se passa, incolumemente! isso é que nem no tempo do Salazar!

a put@ria e a falta de vergonha na arte do roubar! já é por demais!


Estás todo revoltado mas os teus exemplos de nada servem em relaçao ao que estamos a falar.
Confundes consultas de rotina ou "vagas" com consultas de SASU ou SAP...sao diferentes. Entao queixa-te tb das dores de dentes que esperam 6 horas no SU hospitalar, pq sao "verdes" e nao sao situações urgentes...

Depois, pergunto eu: uma dor numa perna por traumatismo em que o sujeito vai ao SAP, faz a ficha, espera p ser atendido, é atendido e depois o medico nao se atravessa pq nao tem a certeza que possa ser fractura...passado X tempo, tem que ser observado onde haja melhores condições...

Uma dor no peito. O medico ate pode fazer um ECG no SAP (se tiver 1, o que julgo dificil)...mas algum profissional de saude mete a cabeça no cepo e manda essa pessoa para casa? nao! vai a um local, mais longe claro, onde possa fazer umas analises sanguineas para se ter a certeza que nao é cardiaco.

Uns vomitos. O utente fica 2- 3 horas a fermentar no SAP sem ingerir nada (e com cuidados que fazia em casa e lhe tinham sido dados pela Saude 24 se o utente se lembrasse de ligar). Se, e digo SE tiver enfermeiro ate pode ser que lhe coloquem um soro. Os vomitos nao param. vai para casa? Nao, vai para outro local onde possa fazer outras analises/exames complementares.

Uma dor nas costas, do reumatico. Vai para casa depois de ter levado 1 injecção do mesmo medicamento que ja faz em casa (mas julga que lhe deram algo milagroso). Ser a dor é estranha e pode ter algum indicio do foro pulmonar, ao fim de umas horas em que esteve a fermentar e aguardar a ver se passava...vai para mais longe onde haja melhores condições avaliação.

E agora, se esse utente se tivesse metido logo á estrada e fosse directamente ao sitio mais longe, onde tem melhores respostas? teria provavelmente demorado menos tempo e veria a sua situação esclarecida de forma mais segura.

A outra hipotese é, em cada freguesia, abrirem um centro de saude, com internamento, laboratorio de analises, RX, ja agora hemoterapia e um bloco operatorio, para o utente ter resposta imediata.
Mas nem nos hospitais centrais há resposta imediatas!

E essa historia da parteira é diferente. em mtos paises nordicos os partos quer se preveem sem complicações sao todos efectuados em casa. nem precisam de uma maternidade.

Agora se é incomodativo nascer numa ambulancia a caminho do hospital, tb é verdade que a mortalidade e morbilidade de problemas infantis está a descer em Portugal. Pelo menos os putos e as maes sao vistos por um pediatra e obstetra qd chegam ao hospital, nem que seja ao fim de 2 horas.

Já os que tinham um hopsital de provincia onde nem havia especialistas, mais tarde é que se viam as complicações (mtas vezes tarde) para maes e crianças.
 
manucas, li as tuas intervenções que aceito e não te estou a criticar, até porque és uma enciclopédia na matéria porque a conheces melhor do que ninguém[;)] e reconheço que no que toca à realidade de Valença não sei sequer se terei razão, pois desconheço os pormenores.
Limito-me é a indignar-me com a crítica fácil e extrema que logo aqui se faz.

Deveriam preocupar-se mais com a proposta de lei que os políticos estão a preparar para colocar homicidas em prisão domiciliária ao fim de ¼ da pena cumprida, o que representa pouco mais de 6 anos no caso da pena máxima de 25 anos.
Deveriam preocupar-se com a falta de segurança que surge derivada ao facto dos criminosos serem soltos depois dos agentes de segurança terem o trabalho de os deter, antes sequer de terem acabado de preencher a ocorrência. Com os casos de pedófilos condenados a penas suspensas e que voltam a reincidir por mais do que uma vez. Com a falta de policiamento nas ruas. Com a falta de médicos e enfermeiros. Com a falta de professores nas escolas, as turmas sobrelotadas, falta de professores do ensino especial, falta de segurança, de rigor e exigência emanada pelos governos. Deveriam indignar-se pela falta de justiça que é cada vez mais cara e lenta, sendo inoperante para quem tem delapidado os cofres do estado. Deveriam preocupar-se com muitas mais coisas que não com o caso das bandeiras. A mim preocupa-me muito mais a incompetência dos políticos que têm feito com que o país esteja neste estado do que a bandeira. Da bandeira nem eles querem saber de tão atarefados que estão a preparar tachos e encher os bolsos. Mas fiquem sabendo que esses patriotas não se preocupam convosco, pois vão a clínicas privadas, têm os filhos no ensino privado, têm escritórios de advogados de renome a defenderem-nos, vivem em condomínios privados com segurança e gozam de segurança privada.

Mas pronto, deixem lá. Logo chegará mais outra (longa) comitiva de salvadores da pátria (para ocupar tantos tachos) e o povo logo se esquece de tudo.
 
manucas, li as tuas intervenções que aceito e não te estou a criticar, até porque és uma enciclopédia na matéria porque a conheces melhor do que ninguém[;)] e reconheço que no que toca à realidade de Valença não sei sequer se terei razão, pois desconheço os pormenores.
Limito-me é a indignar-me com a crítica fácil e extrema que logo aqui se faz.

Deveriam preocupar-se mais com a proposta de lei que os políticos estão a preparar para colocar homicidas em prisão domiciliária ao fim de ¼ da pena cumprida, o que representa pouco mais de 6 anos no caso da pena máxima de 25 anos.
Deveriam preocupar-se com a falta de segurança que surge derivada ao facto dos criminosos serem soltos depois dos agentes de segurança terem o trabalho de os deter, antes sequer de terem acabado de preencher a ocorrência. Com os casos de pedófilos condenados a penas suspensas e que voltam a reincidir por mais do que uma vez. Com a falta de policiamento nas ruas. Com a falta de médicos e enfermeiros. Com a falta de professores nas escolas, as turmas sobrelotadas, falta de professores do ensino especial, falta de segurança, de rigor e exigência emanada pelos governos. Deveriam indignar-se pela falta de justiça que é cada vez mais cara e lenta, sendo inoperante para quem tem delapidado os cofres do estado. Deveriam preocupar-se com muitas mais coisas que não com o caso das bandeiras. A mim preocupa-me muito mais a incompetência dos políticos que têm feito com que o país esteja neste estado do que a bandeira. Da bandeira nem eles querem saber de tão atarefados que estão a preparar tachos e encher os bolsos. Mas fiquem sabendo que esses patriotas não se preocupam convosco, pois vão a clínicas privadas, têm os filhos no ensino privado, têm escritórios de advogados de renome a defenderem-nos, vivem em condomínios privados com segurança e gozam de segurança privada.

Mas pronto, deixem lá. Logo chegará mais outra (longa) comitiva de salvadores da pátria (para ocupar tantos tachos) e o povo logo se esquece de tudo.


Meu caro amigo, nada contra esses aspectos que referes em relação á justiça e que são escandalosos. Em relação á saude,há mto a fazer, havera certamente inumeras situações tb arrepiantes de falta de cuidado ou assistencia medica mas é importante nao generalizarmos. É importante conhecer o terreno, conhecer as situações, conhecer as necessidades reais de quem vai a uma consulta de urgencia, conhecer o que vale efectvamente do ponto de vista tecnico e humano um SAP...enfim, nao se trata de demagogia, trata-se de perceber as nuances de toda a equação.

Porque certamente tb para mim, em vez de tentar esclarecer e mostrar a outra face da moeda, era-me mto mais facil vir para cá até reclamar que fecham serviços com enfermeiros no desemprego, ou que é uma vergonha esta ministra, ou chocar-me com uma situação que é emocional, causa revolta e repudio, nos torna receptivos para as queixas de uma população pq nos parecem justas e honestas...e para essa população são-no certamente.

Mas, como me considero relativamente conhecedor da realidade dos serviços e dos utentes, acho importante nao cairmos nem em demagogias politicas nem em "coitadinhogias" da população pq há mto utente utente que nao tem paciência para ler uma bula do medicamento que toma e que pode provocar dor de estomago mas que vocifera se está 1 hora á espera de ser atendido pq tem uma dor grande no estomago e que pode ser grave...ou que ja foi 2 vezes ao medico nas ultimas 24 horas pq o filho tem febre e nao se preocupou em saber o que é febre, que é ciclica, que pode durar 5 dias.
 
manucas, confundir? nem por isso, é mais para terem uma ideia do que se vai passando, pois ainda se passa.

quando a minha cota fazia as noite, em tempos mais recentes, só ela é que ficava no hospital juntamente com um auxiliar. caso a dita urgência nocturna fosse daquelas de uma cabeça partida, lá se fazia o penso...

caso a coisa fosse complicada, enquanto a minha mãe fazia o essencial, o auxiliar telefonava para o médico que estava em casa em regime de chamada e, 5mn depois, ele aparecia.

auscultar, medir a tensão, sei lá... e lá se resolvia.

se fosse mesmo grave, tipo perna partida + escoriações, sei lá, algo do género, o paciente era estabilizado e semi-preparado, entretanto já a ambulância tinha sido chamada e o hospital de Viseu ou da Guarda era avisado.

o doente fazia os 40km que são para qualquer das cidades, no mínimo de conforto. foi assim muitos anos. depois apareceu a IP5, que encurtou em muito o tempo decorrido na viagem, agora com a A25 melhorou um pouco.

mas, posso-te garantir que devido à presença destes 3 elementos num centro de saúde com urgência nocturnas, salvou-se algumas almas. e eu sei porque em alguns casos estava presente, pois ia para lá fazer companhia à velhota.

até te conto outra, que ainda hoje não me saiu da vista e já passaram uns 25 anos.
era cerca da1/2 da manhã, estava a dar um filme de terror, tocam à campainha da porta. levanto-me eu, pois o auxiliar estava mais para lá que para cá, e vou abrir a porta. a luz da rua estava fundida. abro um pouco a porta e não vejo ninguém.. começo a pensar, filho da.. vai gozar com outro, e abro mais a porta e olho para o lado direito.
quem lá estava? uma mulher com um aspecto que me vez ficar com os pelos todos de pé, o corpo todo a tremer, tipo arrepio, mas que até picava, ia-me mijando todo e cagando ao mesmo tempo!

a mulher tinha sido bárbaramente sovada pelo marido, estava irreconhecível, tinha as orelhas todas rasgadas por o gajo lhe ter puxado os brincos.. é difícil de descrever!

lá consegui controlar as emoções, com a voz a tremer disse para entrar, tendo amparado a senhora, encaminhei-a logo para o banco das urgências e chamei a minha mãe sem levantar a voz...

ela lá veio, ficou branca!

a senhora para chegar ao hospital, vez pelo menos 7km a pé, de noite com um frio de rachar.

conseguimos que ficasse a dormir no hospital, eu fique de "guarda" para caso o marido aparecesse...

é esta gente humilde, sem meios, sem nada, que mais me preocupa, não é a família que tem guito para um carro razoável.
no interior, é muito comum o meio de transporte ser a motita ou o carrito, quando o há. telefones, nem todos têm, etc.

o fecho destas urgências, tem vários lados maus, pois antes de mais, estamos a falar de pessoas, não só de números
 
Nasceram, nascem e nascerão crianças em ambulâncias em todo o mundo. Se me apresentares dados estatísticos que provem que actualmente nascem mais do que há 10, 20, 30 anos atrás, dou aqui a mão á palmatória. Acontece porém que, se bem estou lembrado de uma estatistica que por ai apareceu por altura da guerra das maternidades (ou seria da oposição :rolleyes:), a situação é precisamente a inversa.

Quanto ao cuspo, nem te vou responder...

sabes bem que o "cuspo" não é para ti.
é mais para os "radicais"!
 
Sei o que é ir a Coimbra a consultas de especialidade, ou fazer certos exames que não existem mais por perto. E não é nada agradável ter de se fazer 4 horas ao volante quando estamos mal de saúde e com dores, além de passar todo o dia fora de casa. Em alguns casos foi mesmo um suplício desesperante. Portanto, não fales daquilo que não sabes e pelo menos dá-te ao respeito respeitando quem por isso tem de passar.

Também muitas especialidades e exames só funcionam nas cidades mais próximas a 45 ou 72km, obrigando a deslocações. Também a falta de médicos no interior é notória e incontornável, já para não falar de certas especialidades e serviços.
Compreendo as saudades que possas ter da tua terrinha, pois também tenho a noção de que nesta pequena cidade tenho melhor qualidade de vida em termos de stress, mas paga-se com a falta de acesso a serviços que proliferam nos grandes centros urbanos o que não pode ser simplesmente escamoteado.

Se colocarem portagens na A23 ou A25 (que substituíram o IP2 e o IP5) teremos de nos sujeitar às nacionais em piso degradado e semi-abandonadas do tempo da «velha senhora», pois não existem mais alternativas (a não ser pagar a auto-estrada, o que sai oneroso a quem tem de a utilizar diariamente para ir para o trabalho, p. ex.).

Não és tu que me vais dar aulas de cidadania e muito menos do que é viver-se no interior. Ganhei muitas bolhas nos pés, gripes e insolações nos muitos quilómetros a pé até às aldeias e vilas onde morei por falta de transporte ou da sua escassez que me obrigava a estar dias inteiros à espera. E hoje em dia com a desertificação do interior e em especial das aldeias, a situação tornou-se mais complicada para muitos.

Por isso, demagogia é poder-se bem com o mal dos outros.

Está bonito sim senhor.
Não tenho nada a acrescentar. Talvez dizer que também cheguei a ir a Coimbra na altura em que o St Teotónio era uma miséria. Portanto nem nisso tens o exclusivo.
 
manucas, confundir? nem por isso, é mais para terem uma ideia do que se vai passando, pois ainda se passa.

quando a minha cota fazia as noite, em tempos mais recentes, só ela é que ficava no hospital juntamente com um auxiliar. caso a dita urgência nocturna fosse daquelas de uma cabeça partida, lá se fazia o penso...

caso a coisa fosse complicada, enquanto a minha mãe fazia o essencial, o auxiliar telefonava para o médico que estava em casa em regime de chamada e, 5mn depois, ele aparecia.

auscultar, medir a tensão, sei lá... e lá se resolvia.

se fosse mesmo grave, tipo perna partida + escoriações, sei lá, algo do género, o paciente era estabilizado e semi-preparado, entretanto já a ambulância tinha sido chamada e o hospital de Viseu ou da Guarda era avisado.

o doente fazia os 40km que são para qualquer das cidades, no mínimo de conforto. foi assim muitos anos. depois apareceu a IP5, que encurtou em muito o tempo decorrido na viagem, agora com a A25 melhorou um pouco.

mas, posso-te garantir que devido à presença destes 3 elementos num centro de saúde com urgência nocturnas, salvou-se algumas almas. e eu sei porque em alguns casos estava presente, pois ia para lá fazer companhia à velhota.

até te conto outra, que ainda hoje não me saiu da vista e já passaram uns 25 anos.
era cerca da1/2 da manhã, estava a dar um filme de terror, tocam à campainha da porta. levanto-me eu, pois o auxiliar estava mais para lá que para cá, e vou abrir a porta. a luz da rua estava fundida. abro um pouco a porta e não vejo ninguém.. começo a pensar, filho da.. vai gozar com outro, e abro mais a porta e olho para o lado direito.
quem lá estava? uma mulher com um aspecto que me vez ficar com os pelos todos de pé, o corpo todo a tremer, tipo arrepio, mas que até picava, ia-me mijando todo e cagando ao mesmo tempo!

a mulher tinha sido bárbaramente sovada pelo marido, estava irreconhecível, tinha as orelhas todas rasgadas por o gajo lhe ter puxado os brincos.. é difícil de descrever!

lá consegui controlar as emoções, com a voz a tremer disse para entrar, tendo amparado a senhora, encaminhei-a logo para o banco das urgências e chamei a minha mãe sem levantar a voz...

ela lá veio, ficou branca!

a senhora para chegar ao hospital, vez pelo menos 7km a pé, de noite com um frio de rachar.

conseguimos que ficasse a dormir no hospital, eu fique de "guarda" para caso o marido aparecesse...

é esta gente humilde, sem meios, sem nada, que mais me preocupa, não é a família que tem guito para um carro razoável.
no interior, é muito comum o meio de transporte ser a motita ou o carrito, quando o há. telefones, nem todos têm, etc.

o fecho destas urgências, tem vários lados maus, pois antes de mais, estamos a falar de pessoas, não só de números


Esses eram outros tempos. Eu se estivesse sozinho num SAP ou SU com uma auxiliar concerteza que fazia o penso mas se julgas que me responsabilizava pelo doente ir para casa, está bem, está! Agora estão bem, daqui por umas horas com um edema pelo TCE e a entrar em coma. E por isso se morria tanto e era por causa de "coisas que lhe tinham dado" E ninguem sabia exactamente o porquê.

Em outros tempos, coitados dos utentes, mais valia pouco que nada e certamente a tua mae, com a melhor das intenções lá fazia o que podia mas concerteza nao tinha uma Ordem que a penalizasse no caso de algo correr mal nem utentes no dia seguinte a pedir-lhe explicações...
Agora mexes num utente caido na rua e arriscas-te a ter um processo pq o sujeito tinha uma fractura na cervical...o antigamente é mto bonito mas serve apenas para ilustrar, como já cá fiz. Antigamente fazias milagres com nada e mto com coisa nenhuma. Agora se nao cais no goto do utente, ele sai do SAP e dirige-se directamente ao SU pq acha que foi mal atendido minutos atrás.

E as outras situações que referes, nao me digas que actualmente achas bem essas situações serem geridas num SAP! Para acontecer como aconteceu há uns tempos que o marido da vitima que foi socorrida entrou pelo SAP dentro, bateu na medica e enfermeira (as 2 unicas almas penadas que estavam lá no meio do nada a meio da noite) sem segurança...e elas ficaram com os pontapés e safanões. Rico serviço de saude.

Todas essa situações são geridas pela policia em articulação com o Inem, logo bastava telefonar, ir à vizinha pedir para telefonar...a chamada até é gratuita. E talvez, mesmo no meio do nada, mais depressa chega lá uma corporação de bombeiros e a GNR com condições de socorro que a coitada faz 7 kms a pé até ao SAP ou à casa da enfermeira da terra...
 
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Esses eram outros tempos. Eu se estivesse sozinho num SAP ou SU com uma auxiliar concerteza que fazia o penso mas se julgas que me responsabilizava pelo doente ir para casa, está bem, está! Agora estão bem, daqui por umas horas com um edema pelo TCE e a entrar em coma. e por isso se morria tanto e era por causa de "coisas que lhe tinham dado" E ninguem sabia exactamente o porquê. Em outros tempos, coitados dos utentes, mais valia pouco que nada e certamente a tua mae, com a melhor das intenções lá fazia o que podia mas concerteza nao tinha uma Ordem que a penalizasse no caso de algo correr mal nem utentes no dia seguinte a pedir-lhe explicações...
Agora mexes num utente caido na rua e arriscas-te a ter um processo pq o sujeito tinha uma fractura na cervical...o antigamente é mto bonito mas serve apenas para ilustrar, como já cá fiz.

E as outras situações que referes, nao me digas que actualmente achas bem essas situações serem geridas num SAP! Para acontecer como aconteceu há uns tempos que o marido da vitima que foi socorrida entrou pelo SAP dentro, bateu na medica e enfermeira (as 2 unicas almas penadas que estavam lá no meio do nada a meio da noite) sem segurança...e elas ficaram com os pontapés e safanões. Rico serviço de saude.

Todas essa situações são geridas pela policia em articulação com o Inem, logo bastava telefonar, ir à vizinha pedir para telefonar...a chamada até é gratuita. E talvez, mesmo no meio do nada, mais depressa chega lá uma corporação de bombeiros e a GNR com condições de socorro que a coitada faz 7 kms a pé até ao SAP ou à casa da enfermeira da terra...

dava o cu e oito tostões para te poder dar razão!

GNR? Policia? Bombeiros? INEM?

se nem na cidade funcionam, quanto mais lá para onde Cristo perdeu as botas??

em todas as sedes de concelho devia haver um serviço de urgências nocturno. segurança? metam lá um agente de segurança, pois também nas sedes de concelho há forças policiais.

Bombeiros? são voluntários... e por norma sem grande formação nestes assuntos.

INEM? até dá jeito, mas o motorista é um motorista, e o tempo que uma viatura devidamente equipada com duas pessoas e material demora a lá chegar... se o conseguir fazer...

o que funciona em 1ª mão, é a possível ajuda do vizinho, isto durante a noite.
ou o dono do carro de aluguer, lá da aldeia.

é que tanto a INEM como os Bombeiros têm de sair da "vila" ir à "aldeia" e voltar. o vizinho/taxista, sai logo da aldeia.

é só menos de metade do tempo.

e nota, eu vivo a 5mn do hospital de cascais. nem me devia queixar ou perder tempo a defender causas alheias.

como podes ver, nada defendo que me faça jeito ou que me interesse pessoalmente. tenho também seguro de saúde e de acidentes pessoais, para mim, para a Maria e para os dois filhos.

neste caso, podia dizer que, com o mal dos outros, posso eu bem[;)]

meu amigo, estamos a falar de pessoas, que muitas vezes vivem no limiar da pobreza, no mais completo desterro. acho que é um dever moral, facilitar a vida a essa gente. quem tem dinheiro, tem um seguro de saúde com serviço ao domicilio, como eu já tive[;)]
 
O tipico de cá é criticar, e que se não estão bem que se mudem...normalissimo, mas gostava de saber se aqueles que criticaram os valencianos, a que distância têm das suas moradias um hospital...e que tipo de vias têm para lá chegarem....
 
dava o cu e oito tostões para te poder dar razão!

GNR? Policia? Bombeiros? INEM?

se nem na cidade funcionam, quanto mais lá para onde Cristo perdeu as botas??

em todas as sedes de concelho devia haver um serviço de urgências nocturno. segurança? metam lá um agente de segurança, pois também nas sedes de concelho há forças policiais.

Bombeiros? são voluntários... e por norma sem grande formação nestes assuntos.

INEM? até dá jeito, mas o motorista é um motorista, e o tempo que uma viatura devidamente equipada com duas pessoas e material demora a lá chegar... se o conseguir fazer...

o que funciona em 1ª mão, é a possível ajuda do vizinho, isto durante a noite.
ou o dono do carro de aluguer, lá da aldeia.

é que tanto a INEM como os Bombeiros têm de sair da "vila" ir à "aldeia" e voltar. o vizinho/taxista, sai logo da aldeia.

é só menos de metade do tempo.

e nota, eu vivo a 5mn do hospital de cascais. nem me devia queixar ou perder tempo a defender causas alheias.

como podes ver, nada defendo que me faça jeito ou que me interesse pessoalmente. tenho também seguro de saúde e de acidentes pessoais, para mim, para a Maria e para os dois filhos.

neste caso, podia dizer que, com o mal dos outros, posso eu bem[;)]

meu amigo, estamos a falar de pessoas, que muitas vezes vivem no limiar da pobreza, no mais completo desterro. acho que é um dever moral, facilitar a vida a essa gente. quem tem dinheiro, tem um seguro de saúde com serviço ao domicilio, como eu já tive[;)]

Os teus pressupostos lamento dizer-te que são baseados meramente no que ouves dizer, na maldicencia típica e certamente deturpado pelas notícias que abrem jornais na tv. Em que te baseias para assumires que o Inem funciona mal? Nas cidades e fora delas? Que dados tens? Ou é só do que ouves dizer, ou tens um vizinho que lhe aconteceu uma desgraça e o episódio serve para generalizar? É que eu já trabalhei no Inem e acho que o teu desdem é de mau gosto para mts bons profissionais que lá andam, quem fazem um excelente trabalho, e que dão o litro. Ah, e que são melhores formados que mt clínico geral num SAP que nem uma adrenalina sabe administrar. E eu garanto-te que, no meu tempo, das dezenas de X que fui chamado a SAPS era mais para corrigir asneiras que lá se faziam com a melhor das intenções que para intervir numa situação de doença súbita. Mas se querem continuar a achar que um médico sozinho durante a noite é garantia de segurança e qualidade/eficácia tratamento, continuem lá a iludir-se.
Depois, infelizmente a população continua a não saber utilizar os meios telefônicos, como o 112. Ligam por uma obstipacão mas tomam uma água com gás para o enfartamento e dor no peito. Outros simplesmente não ligam, o que não os impede de dizer mal pq, de certeza que eram mal atendidos se ligassem...certo?
E os meus familiares estão bem educados e instruidos por mim, mesmo os que vivem no c* de Judas. É sempre preferível aguardar em segurança que fazer asneiras e ir chamar o Quim do talho que ainda tem que se vestir que estava a dormir, e vai a conduzir sem um mínimo de noção de segurança. O problema é que o cidadão comum qd liga para o Inem, qd lhe perguntam de onde està a ligar, responde "da casa ao fundo da rua" ou "da moradia ao lado do Zé Marreco" em vez de dar informações concisas e objectivas às perguntas. Mesmo assim, é preferível perder 5 min ao telefone que ir acordar alguém, esperar que se aprontem e se desloquem até a um SAP onde não deveriam ir e onde ninguém sabe que para lá se dirigem e mt menos ninguém tomou medidas para ajudar mal o doente chegue. O que interessa (e a ti, que és leigo) é o tempo que medeia entre vestir as cuecas e chegar ao Posto Médico. Como se isso alguma vez fosse o factor principal. É preferível ir no carro do Zé Coxo que esperar e ir salvaguardado.
E, apesar do que dizes, nem toda a população vive em zonas inospitas, de acessos em terra, isoladas e sem comunicações. Somos pobres mas não vivemos na Guiné. Qd trabalhava na emergência, conseguiamos cobrir uma área de várias dezenas de Kms2 em 30 min e se fosse com a articulação de ambulância do Inem ainda mais. E qd o tempo de chegada se previa longo, já havia outra viatura médica de outra área geográfica a caminho. O problema depois é não haver médicos que queiram fazer emergência pré hospitalar pq são mal pagos, é os enfermeiros serem carne para canhão e serem gozados por esta ministra, e logo, haver carros parados. Mas isso é tema para outra conversa...
 
manucas, tou a ver que gostas de colocar palavras na boca de outros.
eu não falei com desdém do pessoal da INEM, nem dos bombeiros, nada disso, mas talvez para a tua cruzada, seja conveniente fazeres isso.
disse e repito-te, há motoristas do INEM que a formação deles é má (não será culpa deles garantidamente).

eu até estou a ver o motorista do INEM sentado ao volante, com a chave na ignição...
nem se deitam, nem vão beber o cervejita, nem o cafézito, nem jogar a bela da sueca...
nada disso, sempre com a mão na chave e a adrenalina no máximo...
sabes que há ambulâncias do INEM que dormem nas instalações dos bombeiros voluntários, e, o motorista é um ex-bombeiro que passou a ser pago pelo INEM?
quantas viaturas já tu viste do INEM todas escavacadas? queres tu dizer-me que um motorista que para ali foi viver e trabalhar, que sai de quando em vez, conhece as estradas melhor que quem lá mora? sabes que também há motoristas do INEM que a conduzir também falham... tal como a Manél do talho...

parece-me que conheces mal o interior do país... aproveita o fim de semana e vai dar uma volta, mas de preferência fora das AE's e IP's e IC's...

sempre defendi o pessoal do INEM, como enfermeiros, etc, neste mesmo fórum, e não vais ser tu a arrotar bitaites desses que vais apagar o que por mim aqui já foi escrito em favor desse pessoal.

quando falas das pessoas darem a morada, bom, até te desculpo, mas as pessoas usam o nome das suas quintas, pontos de referencias com importância para elas, etc. mas o Manel do café ou o Zé dos borregos sabe disso... sabes, maioritariamente, estamos a falar de gente já com uns bons anos de idade, pessoas de 40 para cima, com baixa formação, etc.
o assunto prende-se com algo que mesmo que seja de forma ilusória, lhes dá alguma paz de alma.

mas, de algum modo, cheira-me a caso...

dou-te o exemplo de um concelho que conheço minimamente:
attachment.php

distancia:
16 km uns 20mn. só para chegar da aldeia mais distante ao centro de saúde.

aqui tens umas fotos das viaturas, já mais recentes, que foram para lá, não para dar apoio à população, antes por causa da IP5 e agora por causa da A25.
A.H.B.V.F.A. |BEM VINDO|

queres convencer quem, de que o pessoal deste concelho fica bem servido, caso o serviço de urgências nocturno feche?

onde é que fica carro com este equipamento e pessoal, como o que podes ver neste site?
Equipamento da Viatura Médica de Emergência e Reanimação

pois é pá, deixa-te de conversas de socorrista e põe os pés no chão para a realidade[;)]

e não o INEM não funciona mal, mas é como tudo, tem dias
 

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E os teus factos baseiam-se em?

La cooperación transfronteriza entre España y Portugal en materia de salud se va imponiendo por la fuerza de los hechos y difumina cada vez más la línea que separa los dos países. Desde 2006, las mujeres embarazadas de Elvas cruzan la frontera para dar a luz en el hospital materno-infantil de Badajoz, a 13 kilómetros, tras el cierre de la unidad de obstetricia de la localidad portuguesa por el reducido número de partos.

Em http://www.elpais.com/articulo/internacional/nos/valdria/ser/gallegos/elpepiint/20100407elpepiint_6/Tes

Pois, estes factos entre tantos outros que a ausência estatal é total, no interior deve ser mera coincidência com o que se passa ou é divulgado na comunicação social, :rolleyes:
 
Sempre e quando não sejam exportas para a via publica.

Por alguma razão os navios estrangeiros (comerciais, recreio ou de guerra) quando entram nos portos nacionais, içam a Bandeira Nacional no mastro central junto a ponte de comando.

Já foi esclarecido o assunto pelas próprias autoridades, o protesto/forma é legal, os monumentos classificados como nacionais e o próprios imóveis que albergam a representação/serviços do Estado estes sim vedados a este tipo de manifestações, a via pública é pública no uso dos cidadãos dentro do cumprir das regras, e o protesto é um uso legal em vigor.

A questão do direito maritimo/pavilhão em águas territoriais portuguesas, terá a sua razão dentro da coisa.
 
(...),

quem lá estava? uma mulher com um aspecto que me vez ficar com os pelos todos de pé, o corpo todo a tremer, tipo arrepio, mas que até picava, ia-me mijando todo e cagando ao mesmo tempo!

a mulher tinha sido bárbaramente sovada pelo marido, estava irreconhecível, tinha as orelhas todas rasgadas por o gajo lhe ter puxado os brincos.. é difícil de descrever!

lá consegui controlar as emoções, com a voz a tremer disse para entrar, tendo amparado a senhora, encaminhei-a logo para o banco das urgências e chamei a minha mãe sem levantar a voz...

ela lá veio, ficou branca!

a senhora para chegar ao hospital, vez pelo menos 7km a pé, de noite com um frio de rachar.

conseguimos que ficasse a dormir no hospital, eu fique de "guarda" para caso o marido aparecesse...

é esta gente humilde, sem meios, sem nada, que mais me preocupa, não é a família que tem guito para um carro razoável.

no interior, é muito comum o meio de transporte ser a motita ou o carrito, quando o há. telefones, nem todos têm, etc.

o fecho destas urgências, tem vários lados maus, pois antes de mais, estamos a falar de pessoas, não só de números

Pois, é isso.
 
dava o cu e oito tostões para te poder dar razão!

GNR? Policia? Bombeiros? INEM?

se nem na cidade funcionam, quanto mais lá para onde Cristo perdeu as botas??



meu amigo, estamos a falar de pessoas, que muitas vezes vivem no limiar da pobreza, no mais completo desterro. acho que é um dever moral, facilitar a vida a essa gente. quem tem dinheiro, tem um seguro de saúde com serviço ao domicilio, como eu já tive[;)]

manucas, tou a ver que gostas de colocar palavras na boca de outros.
eu não falei com desdém do pessoal da INEM, nem dos bombeiros, nada disso, mas talvez para a tua cruzada, seja conveniente fazeres isso.
disse e repito-te, há motoristas do INEM que a formação deles é má (não será culpa deles garantidamente).

eu até estou a ver o motorista do INEM sentado ao volante, com a chave na ignição...
nem se deitam, nem vão beber o cervejita, nem o cafézito, nem jogar a bela da sueca...
nada disso, sempre com a mão na chave e a adrenalina no máximo...
sabes que há ambulâncias do INEM que dormem nas instalações dos bombeiros voluntários, e, o motorista é um ex-bombeiro que passou a ser pago pelo INEM?
quantas viaturas já tu viste do INEM todas escavacadas? queres tu dizer-me que um motorista que para ali foi viver e trabalhar, que sai de quando em vez, conhece as estradas melhor que quem lá mora? sabes que também há motoristas do INEM que a conduzir também falham... tal como a Manél do talho...

parece-me que conheces mal o interior do país... aproveita o fim de semana e vai dar uma volta, mas de preferência fora das AE's e IP's e IC's...

sempre defendi o pessoal do INEM, como enfermeiros, etc, neste mesmo fórum, e não vais ser tu a arrotar bitaites desses que vais apagar o que por mim aqui já foi escrito em favor desse pessoal.

quando falas das pessoas darem a morada, bom, até te desculpo, mas as pessoas usam o nome das suas quintas, pontos de referencias com importância para elas, etc. mas o Manel do café ou o Zé dos borregos sabe disso... sabes, maioritariamente, estamos a falar de gente já com uns bons anos de idade, pessoas de 40 para cima, com baixa formação, etc.
o assunto prende-se com algo que mesmo que seja de forma ilusória, lhes dá alguma paz de alma.

mas, de algum modo, cheira-me a caso...

dou-te o exemplo de um concelho que conheço minimamente:
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distancia:
16 km uns 20mn. só para chegar da aldeia mais distante ao centro de saúde.

aqui tens umas fotos das viaturas, já mais recentes, que foram para lá, não para dar apoio à população, antes por causa da IP5 e agora por causa da A25.
A.H.B.V.F.A. |BEM VINDO|

queres convencer quem, de que o pessoal deste concelho fica bem servido, caso o serviço de urgências nocturno feche?

onde é que fica carro com este equipamento e pessoal, como o que podes ver neste site?
Equipamento da Viatura Médica de Emergência e Reanimação

pois é pá, deixa-te de conversas de socorrista e põe os pés no chão para a realidade[;)]

e não o INEM não funciona mal, mas é como tudo, tem dias


Como vês, nao preciso de colocar palavras na tua boca. Basta ler os teus posts, carregados de preconceito e desdem, como se conhecesses todas as situações. E por isso catalogas os serviços e os profissionais e voluntarios. Só te fica bem seres defensor dos pobres e oprimidos mas a realidade nao é bem como tu a pintas. Os serviços de apoio existem e funcionam, desde que as pessoas os saibam activar e usar convenientemente. Maus profissionais hao-de existir sempre. O que te garante a ti, ja que estás numa de catalogar as pessoas que fazem socorro que tb nos SAP durante a noite nao há grande tainada e tintol à maneira, e os idosos esperam na sala de espera, enquanto o medico dorme? E quem te garante entao que na Urgencia do hospital de Cascais, se lá fores nao esperas pq estão os enfermeiros todos a jantar? Afinal, se catalogas, mais vale catalogar por todo e nao só os bombeiros das terreolas que conheces.

Apregoas-te conhecedor do Portugal profundo...ainda bem que és tao viajado, pá.
Eu fiz formação a bombeiros durante alguns anos em terreolas como do interior norte e centro e apesar de conhecer bastante bem a realidade da assistencia nessas zonas, dificilmente me considero um conhecedor das necessidades da população a nivel geral mas tu que certamente lês mtos jornais e conheces Fornos, já tens uma visao mais abrangente...[:p]

O que posso dizer é que, tirando algumas zonas do interior alentejano, o territorio nacional consegue ser coberto de forma aceitavel pela emergencia pre hospitalar. E essas viaturas medicas que aí colocas estão ao serviço da população e existem...agora nao estavas à espera que fosse colocada uma em Fornos e outra em Figueiró da Granja, pois nao? Agora, se os mecanismos forem correctamente activados podes ter a certeza que, numa zona intermedia à entrada da A25 tens uma viatura dessas à espera do doente que precise efectivamente....é esse o procedimento: a viatura medica nao tem que ir a Cascos de Cima, mas entra em acção em local intermedio entre o domicilio e o SU. O que, no meu entender, continua a ser melhor que ir a esvair-se em sangue no carro do Zé Perneta...

E se nao fosse por questões eticas tb te poderia colocar inumeras fotos de serviço, onde o helicoptero de Macedo ou de Matosinhos aterrou...e verias como é que é possivel aterrar em campos de batatas...
Evidentemente que nem todo o utente doente precisa de helicoptero nem precisa de viatura de reanimação...e nem todo o utente vive num caminho de cabras. E nem toda a dor de alma precisa de medico durante a noite...e por aí fora.

Mas para mim é errado continuar a falar nas pessoas como se ter um SAP que pouco ou nada faz durante a noite fosse sinonimo de excelente apoio assistencial ou medico. Assim sendo, coloque-se tb um quartel de GNR em cada lugarejo...pode ser eventualmente necessario. E farmacia? Tb deviam ser obrigadas a abrir uma em cada aldeia senao arriscas-te a ter que ir á de serviço a uma boa porrada de kms... E por aí fora.

Alias, a minha mulher trabalha faz SAP/SASU numa zona mal servida em termos assistenciais e tem que levar o computador ou revistas para passar o tempo. Utentes poucos sao. Porquê? Porque são os utentes os primeiros a dizer que preferem ir directamente ao hospital e fazer 20 kms a mais e "terem lá tudo" que ir perder tempo para o SAP.
Por isso é que se começou a obrigar a população que tem SAP na sua zona geografica a ter que ser obrigatoriamente encaminhados via SAP antes de entrarem na Urgencia do hospital, senão ninguem la punha os pés.
Mas acredito que mesmo utilizando pouco o SAP, se porventura fechasse ( e espero que nao pq até pagam bem![;)]) seria igualmente uma revolução.


Chamem-lhe demagogia. Eu prefiro chamar-lhe realidade. Mas acho que resumes bem, qd dizes:

"o assunto prende-se com algo que mesmo que seja de forma ilusória, lhes dá alguma paz de alma."

Portanto tudo se resume a que essas populações desterradas, sem meios, sem estradas, isoladas do mundo, possam, ter paz de espirito.
É daquelas coisas que, mesmo utilizando pouco, convem saber que lá está, certo?[8b]
As decisões na area da saude devem ser tomadas considerando a pessoa, e a sua paz de espirito, segundo alguns. Chamem-me insensivel, mas nao concordo.


Voltando á tematica de Valença: se os naturais querem ir a Espanha, nao me choca nada. pois que vão. Estavamos nós na ruina se todas as populações transfronteiriças tivessem que ter tudo á mao na area da saude so para nao perdermos a nossa independencia e nao terem que atravessar a fronteira, seja em Badajoz, Vilar Formoso, Vila Real de Santo Antonio ou Valença. É inevitavel que se opte pela comodidade de deslocação e eu tb o faria, eventualmente. Quem nos garante que, mesmo com o SAP aberto, mtos nao o fizessem já? voces podem garantir que não? Agora vir agradecer e colocar bandeiras espanholas, para mim é um desrespeito, afronta e sinal de "vendilhão".
 
Last edited:
onde é que fica carro com este equipamento e pessoal, como o que podes ver neste site?
Equipamento da Viatura Médica de Emergência e Reanimação

Fornos tem como hospital de referência o hospital da Guarda (~40km pela A25) portanto diria que tens uma VMER com SAV (que tem muito melhores condições do que o centro de saúde local) a ~20 minutos de distância.

Podia ser melhor? Podia. Mas convém perceber que não podemos ter um hospital em cada esquina...

E por acaso acho que o norte do país até nem tem muito que se queixar, no distrito de Odemira aqui há uns 2 ou 3 anos havia pessoas a mais de uma hora de um hospital ou local com SAV...
 
manucas, lá estás tu a com essa conversa, andaste em cursos, eu vivi lá, e ainda lá vou. não confundas as coisas.

depois, mete na cabeça, nas zonas de que se fala, a densidade de pessoas que saberão usar e aplicar as informações do 112, é relativamente baixa em relação à densidade populacional, dado se tratar na maioria de pessoas de idade e de baixa ou nenhuma formação. sendo os termos empregues pelo pessoal do 112 "estrangeiros" para os locais.[;)]

o eu dizer que os motoristas bebem o cafezito, etc., não é dizer mal, é antes de mais, constatar que são seres humanos iguais aos outros, nada mais. como tambem é do conhecimento geral que têm acidentes com os carros de serviço.
isto em nada deverá ser desprimor, não o referir será ocultar. e sim, fazem grandes sacrificios!
e sim, já vi bezanas em serviço, como já vi médios e auxiliares nos SAP, bem como bombeiros voluntários. também já os vi a conduzir sem carta (b. voluntários, para não fazeres confusão)[;)]

helis num campo de batatas à noite? tou mesmo a ver...

e como ainda vou trabalhar, vou defecar para o resto que poderia contrapor, e pedir-te uma solução de equilíbrio.
garantir apoio próximo durante a noite a estas populações, tendo presente que muitas vivem espalhadas em aldeias, outras em sedes de conselho, formação baixa e idade alta, bem como tendo por referencia que os serviços "principais" se encontram na sede do distrito.

é isso que interessa nu fundo, alternativas[;)]

só com a apresentação de alternativas, por mais bacocas que pareçam, se poderá chegar a algum lado.

fica o desafio, para quem o quiser aceitar[;)]

até mais logo
 
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