Que vinho bebem?

Da Bairrada, Quinta das Bágeiras Cercial 2020, de cor suave amarelo palha, no nariz complexo e profundo, com destaque para a vertente mineral, fruta de caroço e algum floral, na boca fresco e bastante prazeroso.

Nota: 95

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Do Dão, Quinta dos Carvalhais Encruzado 2022, de cor suave amarela-esverdeada, no nariz floral, na boca corpo médio com acidez elevada.

É um vinho ligeiro e simples, mais para o dia a dia, daí estar um pouco estupefacto por ele custar mais de 20€... é claramente vinho de 10€ (e o Ribeiro Santo Encruzado por esse preço até é superior), e quando se compra um vinho acima de 20€ já se espera outro patamar...

Nota: 89

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Não é de agora que acho vinhos da Quinta de Carvalhais over rated

Ainda mais entranho é quando têm o Branco Especial que vale perfeitamente os 50€ que pedem por ele, sem no entanto referir que até há pouco tempo custava porco mais de 30€ e que está a escalar de preço de uma maneira desmedida, a última colheita já está a ser vendida em algumas garrafeiras acima dos 60€, já está a entrar no disparate, e tudo tem um limite, e eu não costumo embarcar nesses devaneios...
 
Da Bairrada, Kompassus Cercial 2018, de cor amarelo palha bastante translúcida, aromaticamente com muitas nuances, quartzo, fruta de caroço, baunilha, e mais um sem número de aromas que nos fazem viajar, na boca é elegante e equilibrado, com boa estrutura. É um excelente vinho e muito bem "desenhado".

Nota: 95

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Do Dão, Quinta da Perdonda Branco da Estrela 2020, de cor amarela de média intensidade, no nariz leva-me para um misto de animais suados, palha, campo, na boca nada a ver, uma ponta de acidez forte com pouco sabor a fruta... enfim... eu ainda não sei se o vinho tem defeito ou se é mesmo assim, mas a experiência foi péssima...

Nota: sem nota


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Da Bairrada, Doravante 2017 (Edição Especial Arinto), de cor amarelo esverdeado, no nariz maça verde, lima e algum mineral, na boca fresco com boa acidez e com corpo médio, é um vinho de estilo mais unidirecional.

Nota: 92+

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Do Alentejo, Susana Esteban Vinyle 2021, de cor amarelo palha, no nariz lembra meloa, pêssego, goiaba, na boca bem envolvente e estruturado, é um belo vinho, mas curiosamente perde "performance" com temperatura acima dos cerca de 12,5º, o que me deixou surpreendido, geralmente este tipos de vinhos de vinhas muito velhas aceitam muito bem temperaturas mais elevadas de serviço.

Nota: 94

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Do Alentejo, Terrenus Clos dos Muros 2017, feito a partir de vinhas com cerca de 120 anos, de cor rubi escura, no nariz muita complexidade, com fruta negra, barrica de luxo, assemelha-se muito a calda de compota, uma pureza de fruta incrível, na boca vai com tudo, é imponente, cheio, grandioso, e é um vinho que engrandece muito com acompanhamento com pratos mais "pesados".

Este vinho vai ser para mim um dos vinhos do ano, está ao nível de um Reynolds Cathedral, que foi um dos melhores vinhos alentejanos que já provei.

Nota: 98

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Novamente do Alentejo, Scala Coeli 2021, desta vez foi a casta Alvarinho a selecionada, de cor ténue amarelo palha, aromaticamente é belíssimo, na boca bastante elegante e envolvente, muito prazer a beber, uma surpresa muito agradável.

Nota: 95

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