E qual gostas mais?
Assim numa escala de 0-20 e sendo eu um broeiro que não percebe nada de champanhe (e muito pouco de vinho do Porto) diria que o os champanhes eram muito bons mas não se entende o preço que custam. Nem vou pontuar porque para mim a escala vai entre o não gosto, mehh e gosto, e gostei dos 2.
O Tordiz de 40 anos é qq de fabuloso (até para mim que não sou apreciador), acho que vale bem um 19+ e é mesmo marcante, que o Vale Meão ainda é muito cedo para se beber, sem dúvida que tem ali imensa estrutura mas falta "maturar", talvez 17.5 (sendo injusto com um vinho que pode evoluir muito).
Nos brancos, Santiago na Anfora e Mirabilis cada um à sua maneira, fabulosos, notas 18.5, e o Aliás saiu-me "curtinho", acho que só dava 17.5. Santiago na Anfora é para repetir a compra quando vir a preço decente.
Diria assim:
- champanhes são fabulosos... esse Cristal 2012 tem um perfil diferente de outro que já bebi, nomeadamente do 2008 que foi dos que mais gostei... o 2012 acho que tem um ataque cítrico, limonado, e acaba com uma boca de frutos secos, a fazer lembrar noz... onde acho que falha mais é na mousse que é caraterística de um grande champanhe...
- Porto Tordiz 40 anos... o melhor vinho de todo esse lote da fotografia que é claramente martelada, porque não acredito que os tenhas bebido a todos de uma só vez... só lá estando é que acreditaria... é um vinho soberbo e quando me perguntam por um Porto é sempre uma referência fácil de dar... segura;
- O Vintage 2017 acho fabuloso, não muito concentrado, mais elegante e fino do que pensei que seria, fruta em abundancia... claro, num registo oposto ao Tordiz;
- esses brancos são grandes vinhos, enormes, mesmo... e, concordando com a leitura que fazes, mesmo assim, gosto muito do Aliás... se aquilo tivesse mais final de boca, era um 95 pontos... assim fica-se pelos 92... estou a armar-me em bom, como já se deve estar a notar por esta altura... o Aliás tem mais nariz que boca, mas, mesmo assim, acho-o mais completo que o Mirabilis, por exemplo, um vindo espetacular, mas muito marcado pela madeira... madeira e branco, para mim, tem que ser um amparo... de certo ponto em diante, a madeira começa a aniquilar a fruta, a frescura mas isto são gostos, claro... o Santiago levanta-me logo o problema da enóloga e produtora... gosto de todos, mesmo que estejam avinagrados... mais a sério, subscrevo o que li ao Diamond: vinho fresco, cheio de sabor e frescura, com um muito ligeiro toque da ânfora... belo casamento.
Tudo visto e pesado: sou um broeiro também, que de vez em quando tem a sorte de beber uns belos vinhos.