Portugueses reclamam 47 mil vezes em meio ano
Os Livros de Reclamações presentes em diversos estabelecimentos registaram quase 50 mil queixas, só na primeira metade deste ano. Maioria das reclamações é remetida para a ASAE.
Restaurantes e cabeleireiros são os serviços que recebem mais queixas por parte dos consumidores.
Quanto a sectores de actividade, as telecomunicações registaram a segunda maior percentagem de reclamações, somando 7365 queixas - que foram transferidas para a entidade reguladora responsável - a ANACOM. Nesta área, registou-se um decréscimo de 21 por cento face ao segundo semestre do ano passado.
“ Este decréscimo nas queixas sobre as telecomunicações deve-se ao facto de a entidade reguladora estar a prestar mais atenção à relação destas empresas com o consumidor ”, esclareceu à Lusa o secretário de Estado da Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro.
O sector financeiro foi o terceiro com mais queixas no Livro de Reclamações, tendo sido encaminhadas no primeiro semestre deste ano 3210 reclamações ao Banco de Portugal.
Enquanto órgão ficalizador, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) é a entidade para a qual são encaminhadas a maioria das queixas. Só no primeiro semestre deste ano foram 32 mil.
O Livro de Reclamações é obrigatório em todos pos serviços que contactam com o público. Os dados relativos a estas reclamações foram hoje facultados pela Secretaria de Estado da Defesa do Consumidor.
70 milhões em material apreendido
Desde o início de 2006, a entidade - considerada a 'polícia dos consumiores' - já encerrou 1200 estabelecimentos e deteve 280 pessoas por incumprimentos diversos.
A ASAE apreendeu cerca de 70 milhões de euros em material, tendo instaurado 1240 processos-crime e mais de 8 mil multas. Acções levadas a cabo durante a visita a perto de 30 mil operadores de diferentes áreas.
O balanço deste último ano foi também hoje divulgado pela autoridade - que admite uma descida na taxa de incumprimento - em Lisboa.
ambos os artigos in
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