Querido pai

OFFICER

New member
Bem eu já tinha visto isto noutro lado e agora vi um "artigo" do sapo e decidi partilhar aqui.

Basicamente é um video para que exista tolerância zero da violência contra mulheres.

Vejam e digam de vossa justiça. Eu acho que acima de tudo, não existe só violência contra mulheres e muitas vezes a violência também existe contra homens, muita dela escondida por vergonha.

No entanto tenho a dizer que este video está mesmo muito bom.

Vou meter aqui o video do sapo pois está legendado e não tenho acesso ao youtube.

http://videos.sapo.pt/8ZnlgUSTlVJ5ekov42Pa
 
Não tinha ideia que esses ccomentários e piadas tinham essas consequências negativas...
 
Honestamente acho um pouco exagerado.

Não me recordo de quando de quando era miudo ou adolescente, andar a chamar ****, ás minhas amigas.

Não vejo a relação entre uma alguem que conta uma piada brejeira e um violador

Mas na terra do Breivik, pelos vistos é normal
 
Não é só lá que é normal. Toma atenção às crianças de hoje em dia.

Sim, no meu tempo também não andavamos a chamar porcas e put@s e vacas assim a torto e a direito, no entanto, hoje em dia é uma realidade, mesmo por cá em Portugal.

Eu entendi que este video tem duas mensagens, uma para os pais de meninas e uma para os pais de meninos.

Para os pais de meninas, manda a mensagem que hoje mais que nunca, devem proteger. Para os pais de meninos, reforça que tudo parte da educação que lhes damos.

Eu como serei brevemente pai de um menino, este video marcou-me.
 
Eu sou pai de uma menina, e deste sempre ensinei não leves insultos casa.

Se empurram tu empurras...
Se chamam gorda / magra tu chamas o mesmo ou pior...

Nunca mas nunca fazer deixar fazer pouco, e quando for a idade NUNCA mas NUNCA deixar-se bater por um namorado etc

Off Topic: a mim faz um pouco confusão a cena das praxes aquilo do DUX etc, pergunto mas como é que aquele FDP ainda não apareceu duas pernas partidas ou assim...
 
Eu tenho um filho com 18 anos e outro com 21 e não me parece que o que está no vídeo seja a norma. Elas é que fazem deles o que querem.
 
Eu tenho um filho com 18 anos e outro com 21 e não me parece que o que está no vídeo seja a norma. Elas é que fazem deles o que querem.

Claro que não será a norma, mas que existe esse perigo existe.

A bold, o que referes por exemplo? As raparigas de agora como tratam os rapazes (sem generalizar é claro)
 
Claro que não será a norma, mas que existe esse perigo existe.

A bold, o que referes por exemplo? As raparigas de agora como tratam os rapazes (sem generalizar é claro)

Com a mesma idade as raparigas tendem a ser mais adultas. Eles nem se apercebem da facilidade com que elas os põem a fazer o que elas querem.

No meu tempo isso não era tão evidente, embora já fosse uma realidade.
 
Last edited:
Parece-me que o video pode ser visto de uma forma mais abrangente que a realidade que retrata.

Piadas de pretos, alentejanos, e outros tons depreciativos generalizadores. Ajudam a criar uma imagem colectiva às mentes mais limitadas. E nisso são menos inócuas do que parecem.

Já sobre a violência de género, acho que o assunto é bem mais complexo. Acredito que esta faceta retratada tenha a sua importância, mas é apenas um "scratching of the surface".

Ainda há dias tive noção de uma rapariga que sofria de violência na sua relação. Fiquei desolado. Soube-o indirectamente através da sua mãe, uma senhora de "bem", doutorada, minha amiga. A filha uma profissional de primeira água, com um CV académico de fazer corar. E a mãe confidenciou-me aquilo tudo com alguma naturalidade, um "sacrificiozito" dado que o rapaz tem dinheiro... [s)]

Sinceramente, é um assunto com muitas dimensões. Não é nada linear. Eu todos os dias me surpreendo.
 
Concordo com o Vocsa.

A violência sobre as mulheres é um assunto de extrema gravidade mas não me parece que a abordagem feita por esse vídeo seja a mais correta. O vídeo é uma simplificação de um assunto muito mais complexo, tem no entanto a virtude de nos chamar a atenção, de uma forma eficaz, para esses comportamentos e preconceitos que teimam em não desaparecer.
 
Já tinha visto este filme e sim concordo plenamente com ele.
Dizem aí atrás que elas são piores que eles, etc.
Mas aqui a questão está nos limites, ou seja, as miúdas de hoje, p.e. 12 anos, tendem a ser muito competitivas entre elas o que as leva a tomar as rédeas de se "lançarem" aos rapazes no entanto na sua maioria elas não querem nem ir para aquilo que os rapazes querem, ou seja, sexo.
E o problema está aqui, elas insinuam-se mas têm na sua maioria limites, no entanto os rapazes na sua maioria, depois das "provocações" delas já não conhecem limites e o choque dá-se aqui.
Ou seja, no video isso está muito bem retratado, quando a rapariga se atira para o sofá e "provoca" o rapaz a intenção é a sedução com limites mas ele não percebe isso e pensa que ao estar a ser seduzido então é para avançar com tudo.

Eu sou pai de um rapaz ainda muito pequenino, mas tenciono educá-lo de forma a que respeito SEMPRE a decisão dos outros e a não forçar nada. É bom reforçarmos estes pontos porque em tudo na vida temos que saber até onde podemos ir para o nosso bem e para o bem dos outros.
 
Não é só lá que é normal. Toma atenção às crianças de hoje em dia.

Sim, no meu tempo também não andavamos a chamar porcas e put@s e vacas assim a torto e a direito, no entanto, hoje em dia é uma realidade, mesmo por cá em Portugal.

Eu entendi que este video tem duas mensagens, uma para os pais de meninas e uma para os pais de meninos.

Para os pais de meninas, manda a mensagem que hoje mais que nunca, devem proteger. Para os pais de meninos, reforça que tudo parte da educação que lhes damos.

Eu como serei brevemente pai de um menino, este video marcou-me.


Sinceramente, também não me recordo do pessoal andar a chamar isso às miúdas.

Haviam umas que tinham um comportamento mais liberal e que podiam em conversas serem conotadas a isso. Porém, não era esse o hábito.
 
Sinceramente, também não me recordo do pessoal andar a chamar isso às miúdas.

Haviam umas que tinham um comportamento mais liberal e que podiam em conversas serem conotadas a isso. Porém, não era esse o hábito.
Os tempos hoje são outros e sim os miúdos hoje em dia são muito mais violentos (verbalmente e fisicamente) uns com os outros (independentemente do género) do que no nosso tempo.
E para isso os pais também contribuem, ainda à pouco tempo num das escolas daqui uns miudos pegaram-se à porrada enquanto esperavam pelos pais e quando os pais chegaram em vez de cada um deles repreender o seu filho, deciram antes dar o exemplo e começaram eles à batatada...
 
Last edited:
Bem, vi o vídeo, e sinceramente não me revi, nem revi em ninguém do meu grupo de conhecidos. A violência entre miúdos sempre existiu, sofri muito na pele até aos meus 13/14 anos. Curiosamente, via mais insultos entre raparigas, que os rapazes a elas. Havia a história dos apalpões, lembro-me de haver um ou outro que arriscava a sorte, mas acabava por ser castigado exemplarmente. Lembro-me de um que tentou apalpar uma miuda, ela apertou-lhe os tomates de tal maneira que o puto ficou a chorar copiosamente. [:D] Isto com 11/12 anos.

Agora, houve uma cena no vídeo, que também é grave. Com 16 anos apanhou semelhante borracheira que deixou que os rapazes fizessem o que queriam (provavelmente também bebedos). Talvez ensinar aos míudos os seus limites não seria má ideia.
 
A questão da borracheira aos 16 é bem real, até com idades menores. Basta ir a Santos a uma qualquer sexta feira à noite e ver que muitas ainda cheiram a leite.

No entanto, andam ali perdidas de bebedas. Uma vez fui a Santo numa dessas sextas para beber uns shots com amigos. Acabei a noite a socorrer uma rapariga nos seus 16 anos que estava tão alcoolizada que não se aguentava em pé, farta de vomitar.

Os amigos que eram uma bosta, deixavam-na cair ao chão. Tive que intervir. Tive que falar com os amiguinhos e obrigar a ligar aos pais, com quem falei e por quem estive à espera para levarem a menina para casa ou hospital.

A diversão deles agora é esta. Temos que ver que muitas miudas com 13 anos já nem virgens são. Isto parte também da educação dada.

Eu com 13 anos mesmo sendo homem queria era andar na rua a brincar, pensava lá eu em sexo.
 
Agora são os gajos que pagam as bebidas às "rapariguinhas inocentes", conheço um caso, bem próximo até, que se não tivesse acompanhada por uma "amiga" talvez nessa noite não teria chegado a casa.

Eu cá só sei o que me contam, nunca sai à noite:sh)
 
Não me parece que esse video retrate muito bem a realidade por cá.

Na minha altura (que não foi há tanto tempo quanto isso) haviam umas conversas ou outras entre o pessoal mas nunca ouvi ninguém chamar o que fosse directamente a alguém. E pelo que vejo, não me parece que hoje em dia isso tenha mudado muito.

Existem casos isolados sim, mas isso não é apenas referente às raparigas. Aliás, acredito que haja muito mais casos desses de chamar nomes e afins a rapazes do que a raparigas.

Em relação à parte dos abusos físicos... Ela bem diz que uma coisa leva à outra. As bebedeiras são uma das principais causas disso. Não é motivo nem justificação mas muitas das vezes é por aí que começa.
 
Nem sei bem o que achar deste vídeo. Assim à primeira vista parece-me uma coisa demasiado alarmista, sexista e a puxar à lágrima fácil. Coloca o género feminino numa posição de total inferioridade face ao masculino, e estabelece uma ligação de causa-efeito entre os piropos e a violência sexual que me parece ser demasiado rebuscada.
Receio que as sociedades ocidentais, com os europeus nórdicos sempre na linha de frente, se estejam a tornar em coisas demasiado higienizadas, demasiado politicamente correctas, sem válvulas de escape nenhumas, com tolerância zero para qualquer coisa que saia minimamente do standard imposto. Ora curiosamente é neste tipo de ambientes que de vez em quando salta a tampa e há problemas. Já se o ambiente for mais descontraído, devidamente balizado obviamente, parece-me que é mais fácil crescer saudável e em verdadeira segurança.
 
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