Isso dos carros low-cost é um mito. A filosofia low-cost tem a ver com a alteração de inúmeros parâmetros que permitirão uma redução significativa no custo final; exemplos como a Ryanair ou o IKEA evidenciam isso mesmo. As chamadas marcas de carros low-cost são, na verdade, tão normais como as outras. Seguem os mesmos procedimentos, o mesmo tipo de construção, a mesma estrutura de vendas, etc.
E isso reflecte-se no preço. Um sofá no IKEA é capaz de custar menos de metade de um "convencional". Mas um Dacia Sandero apenas custa menos uns 3000€ do que os seus rivais "convencionais".
A questão aqui é que um carro novo não é um bem tão essencial quanto isso. Ou porque o chasso lá da casa ainda cumpre a sua função, ou porque convém relembrar que também existe um mercado de usados. Mas se alguém opta por comprar um carro novo supõe-se, à partida, que tenha alguma disponibilidade financeira. E daí que prefira dar um pouco mais de dinheiro por um produto melhor e que transmite maior confiança. Por isso é que me surpreende o sucesso que os carros denominados low-cost estão a ter (não em Portugal, mas na restante Europa).