[Antevisão] Renault Alpine (2017)

Se eu estivesse comprador de um 4C, nunca jamais consideraria um A110.
Se eu estivesse comprador de um 718, nunca jamais consideraria um A110.

O A110 nem é cru, frio, exótico e espectacular como o 4C, nem tão bom, eficiente e luxuoso como um 718.

O A110 faz-me lembrar um relógio falsificado: Tenta parecer aquilo que não é.

Tu não gostas do A110 não é por isso, não gostas porque é um carro francês, porque já afirmaste mais do que uma vez que odeias franceses, a tua xenofobia não te deixa apreciar um dos desportivos mais unanimemente elogiados dos últimos anos. Ao menos sê honesto. Tu não consegues apreciar este excelente desportivo porque o ódio tolda-te a razão.
 
A opinião generalizada é que o 4C é um projecto inacabado. Tinha tudo para ser um grande carro mas não é... Só os fanboys é que não vê...

O Alpine não gosto que tenha tanta coisa da Renault mas na realidade segue a filosofia do criador da marca que era fazer carros desportivos utilizando algumas coisas que carros do dia a dia.

O 4C foi feito para ser um segundo carro, um puro track day car, um carro mais na linha do excelente Lotus Elise/Exige.

Um Alpine A110 é um carro que prende conciliar essa diversão com a utilização no dia a dia, no fundo são concorrentes mas ao mesmo o tempo não o são, cada um é muito bom dentro do seu contexto. Talvez o Alpine seja um pouco melhor sim, no entanto não é por isso que o 4C deixa de ser também um excelente desportivo, como já ouvi mais do que uma vez, é um baby Ferrari [:cool:]

Mas basicamente, alguns fanboys da Alfa têm esta necessidade de rebaixar o Alpine simplesmente porque é unanimemente um carro ainda melhor do que o 4C. Mas o que eles não entendem é que isso não faz do 4C um carro fraco, simplesmente é como comparar um aluno de 17 e outro de 18, um é melhor (um pouco) do que o outro, mas são ambos excelentes.
 
Mas alguém acha que a dinâmica do A110 é amplamente aplaudida porquê? Por causa de um símbolo que pouco diz a pouca gente...ou...apesar dele? [;)]

Tecnicamente está cheio de soluções que "explicam" bem por que é tão bom.

Uma das principais é o tipo de suspensão: double wishbone frente e trás. Já o 4C leva com um "convencional" McPerson na traseira...

A distribuição de peso do 4C é 38/62, no A110 44/56. (btw, cayman anda a volta dos 47/53). Uma das razões para isto é que o A110 se dá ao trabalho de ter o depósito de combustível na frente tal como o Cayman (o que causa um sem número de dores de cabeça de packaging quando a frente tem uma suspensão do tipo double wishbone).

O A110 tem torque vectoring, o 4C não (btw, os Giulia/Stelvio têm).

O A110 tem uma escolha muito reduzida de polegadas das jantes (praticamente são todas 18'', com apenas um modelo de 17'' no pure/base): isso permite afinar o chassis com um espectro muito mais reduzido em atenção.

Por último a filosofia de permitir uma taragem na suspensão mais progressiva -veja-se menos tábua- em troca de admitir um maior rolamento, jogando com toda a potencialidade do tipo de suspensão a que recorre e que tem como maior vantagens o tempo de contacto com o piso (nomeadamente mais irregular).
Portanto, as coisas não acontecem por acaso neste relógio falsificado (pérola do ano esse comentário[:)]) ou porque há uma cabala contra a Alfa. A Alfa quando faz as coisas bem feitas, veja-se o caso do Giulia Quadrifoglio é, também ela, unanimemente elogiada. Sem espinhas.

Infelizmente -para a Alfa- para fazer um desportivo não chega produzir pegar numa brilhante coque em carbono e sub-chassis em alumínio e ter um peso fabuloso. É preciso mais que isso, nomeadamente trabalhar e gastar mais dinheiro com as suspensões -e também noutros pormenores- e não esperar que o look seja o único grande argumento. Porque infelizmente é isso que acontece: o 4C é lindo e isso ninguém lhe tira. Contudo, la belleza non basta.

O A110 chega e passa a queridinho de toda a imprensa e público em geral porque fez e faz por isso. Tecnicamente está tudo lá e o resultado não surge porque agora uns quantos jornalistas ficam deslumbrados porque sim.
 
Última edição:
O Alpine é mais sofisticado, o Alfa 4C mais bruto, o Elise mais puro, o Cayman é provavelmente o melhor globalmente mas também mais caro. Todos eles são excelentes, alguém que fale de forma desprezível sobre qualquer um destes automóveis ou é por puro ódio ou por ignorância.
 
Mas alguém acha que a dinâmica do A110 é amplamente aplaudida porquê? Por causa de um símbolo que pouco diz a pouca gente...ou...apesar dele? [;)]

Tecnicamente está cheio de soluções que "explicam" bem por que é tão bom.

Uma das principais é o tipo de suspensão: double wishbone frente e trás. Já o 4C leva com um "convencional" McPerson na traseira...

A distribuição de peso do 4C é 38/62, no A110 44/56. (btw, cayman anda a volta dos 47/53). Uma das razões para isto é que o A110 se dá ao trabalho de ter o depósito de combustível na frente tal como o Cayman (o que causa um sem número de dores de cabeça de packaging quando a frente tem uma suspensão do tipo double wishbone).

O A110 tem torque vectoring, o 4C não (btw, os Giulia/Stelvio têm).

O A110 tem uma escolha muito reduzida de polegadas das jantes (praticamente são todas 18'', com apenas um modelo de 17'' no pure/base): isso permite afinar o chassis com um espectro muito mais reduzido em atenção.

Por último a filosofia de permitir uma taragem na suspensão mais progressiva -veja-se menos tábua- em troca de admitir um maior rolamento, jogando com toda a potencialidade do tipo de suspensão a que recorre e que tem como maior vantagens o tempo de contacto com o piso (nomeadamente mais irregular).
Portanto, as coisas não acontecem por acaso neste relógio falsificado (pérola do ano esse comentário[:)]) ou porque há uma cabala contra a Alfa. A Alfa quando faz as coisas bem feitas, veja-se o caso do Giulia Quadrifoglio é, também ela, unanimemente elogiada. Sem espinhas.

Infelizmente -para a Alfa- para fazer um desportivo não chega produzir pegar numa brilhante coque em carbono e sub-chassis em alumínio e ter um peso fabuloso. É preciso mais que isso, nomeadamente trabalhar e gastar mais dinheiro com as suspensões -e também noutros pormenores- e não esperar que o look seja o único grande argumento. Porque infelizmente é isso que acontece: o 4C é lindo e isso ninguém lhe tira. Contudo, la belleza non basta.

O A110 chega e passa a queridinho de toda a imprensa e público em geral porque fez e faz por isso. Tecnicamente está tudo lá e o resultado não surge porque agora uns quantos jornalistas ficam deslumbrados porque sim.

Já com o 8C aconteceu isso. Era muito lindo, e tinha um grande som, mas faltavam bastantes coisas, que a concorrência tinha na altura. De qualquer forma, isso não lhe tira o mérito, mas adiciona personalidade.
 
Foi preciso chegar ao fim do ano para termos o melhor post de 2018. Relógio falsificado, não diria melhor!


É diferente dos outros, logo uma réplica foleira. Brilhante raciocínio e capacidade de argumentação.

Tu e os teus fanáticos dos italianos nunca desiludem, autohoje online [:)]
 
Mas alguém acha que a dinâmica do A110 é amplamente aplaudida porquê? Por causa de um símbolo que pouco diz a pouca gente...ou...apesar dele? [;)]

Tecnicamente está cheio de soluções que "explicam" bem por que é tão bom.

Uma das principais é o tipo de suspensão: double wishbone frente e trás. Já o 4C leva com um "convencional" McPerson na traseira...

A distribuição de peso do 4C é 38/62, no A110 44/56. (btw, cayman anda a volta dos 47/53). Uma das razões para isto é que o A110 se dá ao trabalho de ter o depósito de combustível na frente tal como o Cayman (o que causa um sem número de dores de cabeça de packaging quando a frente tem uma suspensão do tipo double wishbone).

O A110 tem torque vectoring, o 4C não (btw, os Giulia/Stelvio têm).

O A110 tem uma escolha muito reduzida de polegadas das jantes (praticamente são todas 18'', com apenas um modelo de 17'' no pure/base): isso permite afinar o chassis com um espectro muito mais reduzido em atenção.

Por último a filosofia de permitir uma taragem na suspensão mais progressiva -veja-se menos tábua- em troca de admitir um maior rolamento, jogando com toda a potencialidade do tipo de suspensão a que recorre e que tem como maior vantagens o tempo de contacto com o piso (nomeadamente mais irregular).
Portanto, as coisas não acontecem por acaso neste relógio falsificado (pérola do ano esse comentário[:)]) ou porque há uma cabala contra a Alfa. A Alfa quando faz as coisas bem feitas, veja-se o caso do Giulia Quadrifoglio é, também ela, unanimemente elogiada. Sem espinhas.

Infelizmente -para a Alfa- para fazer um desportivo não chega produzir pegar numa brilhante coque em carbono e sub-chassis em alumínio e ter um peso fabuloso. É preciso mais que isso, nomeadamente trabalhar e gastar mais dinheiro com as suspensões -e também noutros pormenores- e não esperar que o look seja o único grande argumento. Porque infelizmente é isso que acontece: o 4C é lindo e isso ninguém lhe tira. Contudo, la belleza non basta.

O A110 chega e passa a queridinho de toda a imprensa e público em geral porque fez e faz por isso. Tecnicamente está tudo lá e o resultado não surge porque agora uns quantos jornalistas ficam deslumbrados porque sim.

Não querendo aqui entrar em discursos extremistas do tipo nós contra eles ou vice-versa - ambas as máquinas têm espaço no mercado —, podemos refutar alguns destes pontos.
O maior problema do 4C é sobretudo um de execução, mais do que culpa das soluções escolhidas.

Por exemplo, a questão da suspensão de duplos triângulos sobrepostos contra a mais simples MacPherson. Em teoria, sim, a de duplos triângulos é superior, pois permite um controlo mais rigoroso do movimento da roda, mas não implica que a solução mais simples origine um resultado inferior.
O Porsche Boxster/Cayman, há muito considerados as referências dinâmicas a bater, recorrem a MacPherson nos dois eixos.

A questão das rodas também é um não problema. O 4C só tem dois tamanhos disponíveis — 17-18 (fr-tr) e 18-19. As reviews dizem para escolher sempre as mais pequenas.

O torque vectoring é um atributo que pode realmente enriquecer a dinâmica, mas mais uma vez, não é algo absolutamente necessário. Os elogiados Lotus ou até McLaren, excetuando algumas versões, até prescindem de diferenciais autoblocantes.

O problema resume-se apenas à execução, algo que a Alfa Romeo poderia ter resolvido definitivamente quando apresentou o Spider, eliminando todas as dúvidas. Infelizmente não haverá mais evoluções da criatura — do que se tem lido —, e a sua monocoque será aproveitada para um outro tipo de monstro. É uma pena — o 4C como manifesto (baixo peso, potência modesta, prestações avassaladoras) é muito mais relevante que qualquer criatura de 500, 600 ou mais cavalos.
Para resolver os problemas do carro, há que recorrer a preparadores como a Alfaworks. Estes alteraram a geometria da suspensão do 4C e os pontos pelos quais era criticado simplesmente desapareceram ou muito perto disso. Há várias reviews disponíveis que referem a "transformação" do carro.

Claro que acho uma parvoíce chamar de "relógio falsificado" a um A110, quando segue de perto tantas premissas que deram origem ao 4C, ao ponto de terem concebido uma base específica e arquitetura única em alumínio, com ambos a terem recorrido a componentes já existentes nos construtores a que pertencem.

Ainda não consegui pôr as mãos num A110, e estou bastante desejoso de o fazer, mas o 4C já, infelizmente à chuva… Não deu para explorar muito do seu potencial, já que mesmo em reta, a vontade de dar de cu era muita[:D]. Talvez numa próxima…
 
...
Para resolver os problemas do carro, há que recorrer a preparadores como a Alfaworks. Estes alteraram a geometria da suspensão do 4C e os pontos pelos quais era criticado simplesmente desapareceram ou muito perto disso. Há várias reviews disponíveis que referem a "transformação" do carro.…
Os espaçadores da AlfaWorks apenas entorpecem o que é uma das características do 4C.
Não eliminam tramlining (algo que as revistas inglesas adoraram nas suas b-roads de caca, que tanto ensaio enviesaram).
Como qualquer carro, há uma curva de aprendizagem, que não se completa em alguns kms de um ensaio.
Em determinada altura, as reacções são bastante previsíveis ao ponto de não se lhes dar importância.

Compreendo, no entanto que numa era de “fofinhos” e de tantas soluções tecnológicas no mercado às quais já estamos habituados parece estranho e fora de contexto.
 
Se eu estivesse comprador de um 4C, nunca jamais consideraria um A110.
Se eu estivesse comprador de um 718, nunca jamais consideraria um A110.

O A110 nem é cru, frio, exótico e espectacular como o 4C, nem tão bom, eficiente e luxuoso como um 718.

O A110 faz-me lembrar um relógio falsificado: Tenta parecer aquilo que não é.
Nem mais

Enviado do meu SM-A520F através do Tapatalk
 
Tu não gostas do A110 não é por isso, não gostas porque é um carro francês, porque já afirmaste mais do que uma vez que odeias franceses, a tua xenofobia não te deixa apreciar um dos desportivos mais unanimemente elogiados dos últimos anos. Ao menos sê honesto. Tu não consegues apreciar este excelente desportivo porque o ódio tolda-te a razão.

Deves estar a confundir-me com outra pessoa.
É lamentável que esse tipo de argumentação falsa e brejeira, seja usada para tentar denegrir alguém que tem opinião diferente da tua.
 
Até contas falsas criam para isto, que guerreiros da internet [:D]

É correr a ignore list e não dar trela a quem não tem o mínimo de capacidade de argumentação nem sabe estruturar um post.

 
Deves estar a confundir-me com outra pessoa.
É lamentável que esse tipo de argumentação falsa e brejeira, seja usada para tentar denegrir alguém que tem opinião diferente da tua.

Não é preciso estares-te a fazer de virgem ofendida, todos sabem qual era a tua conta anterior, a tua opinião é toldada pela tua aversão à nacionalidade do Alpine, sê honesto por uma vez.
 
Até contas falsas criam para isto, que guerreiros da internet [:D]

É correr a ignore list e não dar trela a quem não tem o mínimo de capacidade de argumentação nem sabe estruturar um post.


Se tivesse que escolher um para o dia-a-dia, seria o A110 pela certa. Se fosse para fim‑de‑semana como 2º carro, seria o 4C.
De qualquer forma, acredito que Cayman seja um excelente automóvel!
 
Voltar
Superior