Chegou o dia de colocar as mãos na máquina.
Tal como havia dito anteriormente, iria conduzir o A110, para não ser "mais um" a falar, falar, falar, mas não dizer nada...ou como quem diz, falar pelo que se lê nas revistas.
Após a simpática e profissional recepção do Conselheiro Alpine, que já tinha elogiado quando fui ver o carro pela 1ª vez, mas não posso deixar de a realçar novamente (fossem muitos dos vendedores, sim Alfa Romeo incluídos, por aí, assim e estávamos bem melhor), foi hora de ir para a estrada.
O carro, Branco Glaciar, disponível foi este:
Sentado, não há dúvida que estas baquets Sabelt são extraordinárias no seu design (as, também Sabelt, do 4C, ficam a uns 0-20 do Alpine) e apoio lombar e lateral. Em pista devem ser fantásticas, mantendo o condutor bem seguro e estável.
A posição de condução,
per se, é mais alta que a do 4C.
O quadrante rectangular está muito melhor desenhado que o quadrangular do 4C e o grafismo bem escolhido. Não notei grandes reflexos ou mau contraste, mesmo quando o sol incidia directamente (obviamente nesta situação não há milagres, mas achei aceitável Q.B.).
Ajustado coluna da direcção, banco e espelhos (são pequeninos!) botão de Start e vamos lá.
Fiz um misto de cidade e ICs (ficaram a faltar umas curvas mais aguerridas em estrada de "montanha", mas não dava...ficaria muito longe. (Terei, com certeza, mais oportunidades)...
Bem insonorizado, o habitáculo não deixa ouvir muito o cantar do motor e mesmo com vidros abertos, o som é mais rouco e baixo do que eu gostaria.
O modo Sport foi activado assim que se deixou a cidade e os radares tão nossos amigos e com o motor já quente foi hora de subir as rotações.
A aceleração é progressiva mas bastante rápida, como estava à espera.
Uma curiosidade, calca-se o acelerador, e chega a um determinado nível de curso onde se sente uma "passagem", pequeno travão (chamemos-lhe assim) até ao fim do curso. Não gostei, não sei para que serve...quero é ir ao tapete sem avisos quando bem me apetecer.
A caixa Getrag de 7 "molhada" é beeeemm diferente da "seca" de 6 do 4C.
Se no 4C apanha-se um pontapé nas costas quase sempre, a Getrag é suave e as passagens são quase imperceptíveis.
Não houve estrada de curvas mas houve curvas a velocidade...err... digamos a 121km/h [

], e o carro está obviamente lá, faz-se a curva e contra-curva com naturalidade e tranquilidade e mesmo atravessando um desnível (inaceitável numa via com maior limite de velocidade) saltou...mas demos nós, dentro, um salto um pouquinho maior (de susto), mas sem o que o Alpine denunciasse que era hoje que eu destruía um A110.
Talvez pelo hábito das patilhas de velocidade presas ao volante no 4C, não gostei das patilhas na coluna de direcção do A110. São pequenas e obrigaram-me a andar à procura delas algumas vezes.
(Quase) tudo no A110 tem mais
finesse (ok, não na coque de carbono) é mais
soft e fofinho e está desenhado para isso mesmo e para atrair outro tipo de cliente.
O que eu gostava do A110 no 4C:
- As baquets, o quadrante e o infotainment (podia perfeitamente ser apenas pela Telemetria, não me interessam umas Focal, num carro deste tipo, para nada).
Resumindo, o 4C é um Bronco e o A110 é uma Tia de Cascais.