Morar em Cascais tem destas vantagens: todos os dias vemos carros destes,
e aos fins-de-semana é um festival.
Já tive oportunidade de ver muitos destes carros de perto e até de os
ver (e ouvir) a assapar, o que é sempre bonito, porque os donos destes
carros parece que andam quase sempre a "pastar" e apenas a desfilar os
carros por aí.
A minha opinião quanto a estes novos e dóceis Lambos é algo reservada.
A marca já não é "autêntica" e, quer queiramos quer não, perdeu a sua
identidade. Os carros continuam a ser lindos (mas não tão agressivos)
e a exibir performances avassaladoras (mas não tão brutas e puras).
Na verdade consigo até apreciá-los (o Murciélago e o Gallardo),
abstraindo-me da ideia de que são Lambos e pensando neles como carros
duma nova marca.
Costumava ver o Gallardo do Abel Xavier (e o 360 antes dele) aqui
num café ao pé de minha casa, e às vezes ficava mais tempo só para
o ver a sair e a meter-se no carro para ligar o motor. Vale a pena
a espera, garanto. E também já pude ver um Murciélago a esgalhar uma
2ª, e garanto que sem aviso prévio pensamos tratar-se duma moto.
Mas não se compara ao som dum Diablo, que normalmente costuma passar
ali na Marginal à frente do Jumbo sob a forma duma mancha amarela ou
preta.
Acho que ainda assim o Murciélago e o Gallardo podem fazer parte da
lista de carros que, se me oferecessem, eu não vendia
