Entretanto, este ano finalmente pude fazer uma RT transfronteiriça ali para os lados de França e Suíça.
Saí de Portugal de autocarro até Paris, onde visitei uns familiares, dali segui para a Alsácia no TGV OuiGo onde acabei por alugar um carro na Europcar (junto à gare no centro da vila). E foi aqui que a condução começou verdadeiramente e durante 8 dias.
Após consultar familiares na Suíça e a previsão do boletim meteorológico, tive de fazer um esforço financeiro considerável para ter um veículo devidamente equipado para os rigores climáticos que me esperariam. E até mais para evitar problemas com as autoridades e evitar ter chatices de qualquer espécie. Ou seja, tive de solicitar um veículo equipado com pneus de inverno, já que não são totalmente obrigatórios em França.
E os únicos carros com pneus de inverno estavam reservados a categorias superiores, o que implica ter de gastar mais dinheiro na diária e em seguros. Para além do custo já de si superior da viatura.
Um Clio ou Polo ou qualquer outro similar chegaria para o que queria mas a única opção seria um Captur ou similar. Havia uma RAC com o Clio mas acabava por ficar mais caro. Na reserva aparecia um C3 Aircross e acabou por calhar um Symbioz. Se quiserem saber mais sobre o carrito, é ir aqui:
https://forum.motorguia.net/forum/m...eu-carro-de-aluguer-é?p=14697167#post14697167
Locais visitados ao longo dos dias em França: Strasbourg e arredores; castelo Haut-Kœnigsbourg, Mont Sainte-Odile, Colmar e Mulhouse (museu automóvel). Pelo meio, passagem em várias aldeias da Alsácia e com direito a atravessar ou acompanhar o Rihn até à Alemanha (comprar gomas e bolachas que o Lidl tem e já não há cá... :sh) [

]).
Já na Suíça, andei por várias localidades no cantão do Jura. Visitei Montreaux, Neuchâtel, espreitei Lausanne, passagem por Freibourg e Gruyères, Lucern e ainda visitei a zona de Interlaken.
Ao todo foram 1.563 quilómetros feitos com o Symbioz.
Um dos "problemas" com que me deparei em França e na Suíça é que o estacionamento é pago em (quase) todo o lado. E nem sempre é barato para as nossas bolsas. E à superfície chega-se ao cúmulo de pagar muito mais...
Em Strasbourg, a mobilidade dentro da cidade é uma coisa fabulosa graças ao sistema de transporte público que funciona lindamente e não é caro. Porém, se o objectivo é levar o carro até ao centro ou zona histórica, acabei por optar pelo parque Parcus + Parking Centre historique Petite France, a escassos passos da zona histórica e dali é fazer uma caminhada que se formos poupados na sola dos sapatos, tem no máximo uns 6 quilómetros (ida e volta). Tudo plano e bom piso, é favor dar corda aos sapatos. [

] O preço nem foi caro a comparar com outros na zona (fracções de 15 minutos e salvo erro, ainda tive 30 minutos grátis iniciais).
Até Colmar usei a A35 que é gratuita em quase toda a sua extensão, apenas a Norte da cidade de Strasbourg se paga. Nesta localidade, mais uma vez optei por um parque relativamente perto da zona histórica e paguei €3 (tarifa única e diária). Fiquei no parque de estacionamento de Saint-Josse e mais uma vez, é dar corda aos sapatos e circular a pé que se faz, mais uma vez, bastante bem. Zona plana e com bom piso, logo, é aproveitar.
Continuando a descer a gratuita A35, fui até Mulhouse, visitar o museu nacional do automóvel, onde o estacionamento do próprio museu que terá sido o mais caro de todos em França, €4, mas dá para o dia todo. Ou seja, podemos visitar a exposição à vontade e durante o tempo que acharmos necessário. Havia lugares de borla no exterior mas com o carro alugado, não quis arriscar.
Vantagem de todos os parques de estacionamento Franceses que utilizei, dá para pagar com cartão bancário.
Já na Suíça, a coisa pia de outra forma... A maior parte dos parques à superfície, mesmo aqueles junto às aldeias e locais históricos ou turísticos, nem sempre aceitam cartão bancário e por vezes requerem o uso de uma aplicação.
No entanto, usei e paguei os parques de estacionamento cobertos de Montreaux (o mais barato e central de todos os que usei, CHF 1 por hora) e de Thun (CHF 2 / hora) com cartão. Mais uma vez, tentei usar sempre os mais baratos que pudesse encontrar, mesmo que implique andar a pé, que é coisa que não me preocupa nada.
Dei por bem empregues os €46,06 que me custou a vinheta para andar nas auto-estradas Suíças. Esqueçam se pensam que podem fazer tudo sem andar nelas. Até é possível mas a hipótese de se enganarem e o tempo que se perde, não compensa o tempo que se perde. Porque como sabem, na Suíça é tudo muito controlado e os limites de velocidade variam imenso e tanto podes andar a 80, como de repente passas para 60, 40 ou mesmo 30 em pouco tempo.
Foi na Suíça que abasteci mais barato, SP95 ficou-me a cerca de €1,80, já com taxas e conversão monetárias feitas.
Na Suíça não há buracos, crateras e outros quejandos que estamos habituados a ver por cá! Há estradas com piso menos bom, outras com um perfil que dão azo a voos mas sempre tudo muito bem cuidado, mantido e sobretudo, sinalizado. O problema mesmo é o marasmo com que às vezes somos obrigados a circular. No entanto, os Suíços até carregam bem no pedale tenho a dizer que nas vezes que apanhei neve, cheguei a encostar e a deixar passar a malta que consegue andar mais depressa que eu naquelas condições.
A Alsácia também não foi muito diferente, embora esteja uns furos abaixo do exemplo dos Helvéticos mas mesmo assim, não me pude queixar. Se bem que em certas lombas, o Renault queixou-se e fez questão de o transmitir a quem ia nele. :sh) Ainda assim, estradas muito boas e mais uma vez, bastante bem sinalizadas e marcadas.
Acessos a Strasbourg em hora de ponta, são o caos, Colmar não é diferente mas dentro das cidades, circula-se muito bem. Sem grandes confusões.
Ambientei-me bem e não senti dificuldades em circular, nem em me inserir no tráfego local, vi poucas coisas absurdas, poucos comportamentos de risco. Há um claro sentimento de maior respeito pelas regras e sobretudo, pelos outros utilizadores das vias.
AH! E se detestam bicicletas, não vão a Strasbourg! [

] Nesse particular, a Suíça é menos chatinha mas na Alsácia meus caros, as bicicletas por lá são rainhas.