RTP prepara série sobre o regicídio

Eu nem quis comentar isso pela vergonha que sinto por ter, no meu país, quem permita esse tipo de coisas... E mais não digo, para não ser inconveniente...

Como foi feita citação do meu post caro membro Pé Leve, devo dizer que enquanto cidadão do meu País tenho imenso orgulho que um Mestre da escrita figure entre os maiores da Nação.
 
Como foi feita citação do meu post caro membro Pé Leve, devo dizer que enquanto cidadão do meu País tenho imenso orgulho que um Mestre da escrita figure entre os maiores da Nação.
Aquilino Ribeiro merece estar no Panteão?

#dir2 {margin-left:10px; border-bottom:1px solid #CCC}2007/09/18 | 18:58
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Parlamento aprovou trasladação. Mas há quem considere que escritor não deve ser considerado um herói nem ter honras de Estado. E o leitor? O que pensa desta polémica?


MAIS:



O escritor Aquilino Ribeiro será, esta quarta-feira, o décimo português a ser sepultado no Panteão Nacional com honras de Estado, juntando-se a três escritores, quatro Presidentes da República, um general e uma fadista, Amália Rodrigues.

Por decisão do Parlamento, os restos mortais de Aquilino Ribeiro (1885-1963) serão trasladados para o Panteão Nacional, numa cerimónia com honras de Estado.
«Terrorismo não deve ter honras de Estado»
Mas o assunto não é pacífico. Há uma petição na Internet, sob o título «Terrorismo não deve ter honras de Estado», que começou a circular após a aprovação por unanimidade no Parlamento ao diploma que concede honras de Panteão ao escritor.
Os autores escrevem que «alguém que participou em atentados terroristas e foi preso; alguém (...) que foi levado a tribunal (...) e que depois veio branquear o seu passado», não deve ser trasladado para o Panteão com «Honras de Estado». Numa carta dirigida a Jaime Gama, presidente da AR, pode ler-se que «herói e assassino são antónimos» e que «com esta trasladação, a instauração da República fica equiparada ao acto do regicídio!».
Para os autores está provado que Aquilino Ribeiro participou na «conspiração para o assassinato do chefe de Estado de Portugal, sua Majestade El-Rei D. Carlos e seu Filho».
Mendo Castro Henriques é um dos primeiros subscritores da petição e pede a Jaima Gama para travar esta cerimónia. O professor da Universidade Católica, e o autor do livro «O Erro da Ota», é peremptório em declarações ao Diário de Notícias: «Se houve terroristas em Portugal foram estes!». O docente, que investiga com outros professores da UC todo o processo sobre os «intervencionistas» [grupo anarquista a favor da República], conclui que «se alguém sabia o que se passou com o regicídio foi Aquilino Ribeiro».
«Se há quem mereça... é o escritor»
Já o historiador Fernando Rosas defende que a acção cívica de Aquilino não pode ser separada da sua escrita e que, «se há quem mereça estar no Panteão, é o escritor» falecido há 44 anos. «A sua acção cívica é inseparável da do escritor. Toda a sua obra é influenciada pela sua vivência cívica, pelas ideias que traz para a literatura, pela sua maneira de estar no mundo», argumentou Rosas, em entrevista à agência Lusa.
Na opinião de Rosas, historiador e membro da comissão parlamentar encarregada da trasladação de Aquilino Ribeiro para o Panteão Nacional, o anti-britanismo do autor de «A casa grande de Romarigães» assenta nos ideais republicanos e acompanhá-lo-á sempre. O historiador referiu, em entrevista, que Aquilino conheceu os regicidas mas não participou directamente no atentado que tirou a vida ao Rei D. Carlos e ao Príncipe D. Luís Filipe, em Fevereiro de 1908.
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=855583&div_id=297
 
"RTP prepara série sobre o regicídio

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A RTP está a preparar uma série intitulada ‘O Dia do Regicídio’, sobre os acontecimentos históricos que culminaram nos assassínios do rei D. Carlos e do seu filho, D. Luís Filipe, no dia 1 de Fevereiro de 1908.

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“Estamos ainda na fase de pesquisa, mas esta série vai apresentar várias histórias relacionadas com esse momento histórico, contado a partir de diferentes pontos de vista”, disse o realizador Fernando Vendrell.

A série de seis episódios de 50 minutos, escrita por Filipe Homem Fonseca e Mário Botequilha, deverá começar a ser gravada em Setembro, e a sua estreia está prevista para Fevereiro de 2008, para assinalar o centenário do regicídio."

Correio da manhã


E, agora pergunto, será legítima a República conquistada com base num regicídio (num crime, portanto...)?

Então e as mudanças de dinastias na monarquia baseadas em crimes e guerras serão legítimas?

E a guerra civil entre absolutistas vs liberais que devastou o país e tanto nos custou históricamente tambem é legítima?
 
Então e as mudanças de dinastias na monarquia baseadas em crimes e guerras serão legítimas?

E a guerra civil entre absolutistas vs liberais que devastou o país e tanto nos custou históricamente tambem é legítima?
Todos esses actos, que merecem a nossa desaprovação, não justificam o acto criminoso que foi o regicídio! [;)]
 
Todos esses actos, que merecem a nossa desaprovação, não justificam o acto criminoso que foi o regicídio! [;)]

Depende do enquadramento e análise histórica pois para sermos totalmente isentos e imparcias (pondo de parte as nossas convicções) teremos que analisar os factos à luz da época tendo em conta os valores morais, socias, políticos, económicos entre tantos outros da mesma.
 
quem fez o regicídio devia ter uma estátua de pelo menos 5 menos no centro de cada cidadee portuguesa!

MORTE À MONARQUIA!!!!!!!!!!!!!!!!!
(o pior regime contando com os outros todos)

tenho dito!

 
Depende do enquadramento e análise histórica pois para sermos totalmente isentos e imparcias (pondo de parte as nossas convicções) teremos que analisar os factos à luz da época tendo em conta os valores morais, socias, políticos, económicos entre tantos outros da mesma.
De facto, meu caro, mas isso, a esta distância embora com conhecimentos históricos (os registados no "livro de história"), já não é fácil. O que resta é que Aquilino Ribeiro terá estado preso precisamente por preparação de atentados terroristas...
 
De facto, meu caro, mas isso, a esta distância embora com conhecimentos históricos (os registados no "livro de história"), já não é fácil. O que resta é que Aquilino Ribeiro terá estado preso precisamente por preparação de tentados terroristas...

O que resta é a luta democrática feita pelo homem e pelo escritor durante toda a sua vida e as suas cerradas convicções políticas por todos reconhecidos coisa rara nos dias que correm.
 
O que resta é a luta democrática feita pelo homem e pelo escritor durante toda a sua vida e as suas cerradas convicções políticas por todos reconhecidos coisa rara nos dias que correm.
Na sua vida literária não me parece que haja algo a apontar.

O que sobeja é a outra actividade que ele, do que parece, terá tido, e, essa sim, muito condenável...

É, pensemos em conjunto e a título de exemplo, um pouco como se um qualquer assassino nos tivesse morto a nossa família mas se tivesse distinguido na pintura e, apenas por causa disso, agora fosse reconhecido com honras de Estado. Concerteza não iríamos elevar os respectivos feitos artísticos, certo?...
 
O que resta é a luta democrática feita pelo homem e pelo escritor durante toda a sua vida e as suas cerradas convicções políticas por todos reconhecidos coisa rara nos dias que correm.
Isso, meu caro, faz-me lembrar uma célebre frase que diz (mais coisa menos coisa) que "a diferença entre os heróis e os criminosos é a facção que ganha"... [;)]
 
Na sua vida literária não me parece que haja algo a apontar.

O que sobeja é a outra actividade que ele, do que parece, terá tido, e, esa sim, muito condenável...

É, pensemos em conjunto e a título de exemplo, um pouco como se um qualquer assassino nos tivesse morto a nossa família mas se tivesse distinguido na pintura e, apenas por causa disso, agora fosse reconhecido com honras de Estado. Concerteza não iríamos elevar os respectivos feitos artísticos, certo?...

Caro membro Pé Leve por tudo o que já aqui foi escrito penso que esse argumento está mais que esgotado, aliás é um argumento totalmente inválido pois na entrada do século XX em Portugal e no próprio mundo foi históricamente um período fortemente marcado socialmente/ideologicamente pela ruptura e em Portugal acrescentou-se a total ruptura económica e política devido à própria incapacidade de governação da monarquia (ex: Ultimato Inglês, rotatividade política, fraca industrialização, entre tantos outros factores históricos da sociedade portuguesa da altura) portanto os portugueses com alguma luz até tinham se calhar um dever histórico de se manifestarem perante tal cenário.
 
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