RTP prepara série sobre o regicídio

A nossa historia ( e a dos outros também) está recheada de batalhas, guerras, mortos, literalmente todas as nações foram assim estabelecidas, bem como todos os regimes políticos por este mundo fora....


Para uns viverem outros morriam, para se fazer valer ideais matava-se e morria-se, e ainda hoje é assim neste mundo civilizado...


O devido distanciamento temporal aos factos, faz diminuir a conotação negativa do acto, e apreciar a nova oportunidade, a mudança, a liberdade de escolha que graças a esse acto, surgiram

Uma análise correcta, um verdadeiro oásis neste tópico!
 
Sobre um assunto já aqui abordado neste tópico.

Regicídio: Apesar de espírito revolucionário, Aquilino apenas usou a arma da escrita - Henrique Almeida

Viseu, 28 Jan (Lusa) - Defensor das causas populares, Aquilino Ribeiro pode ser acusado de "algum excesso de militância revolucionária", mas continuam a não existir, cem anos depois do 1 de Fevereiro de 1908, quaisquer provas que pudessem condená-lo em tribunal como regicida.

Aquilino continuará a ser visto como um "homem de acção" que usou a arma da escrita em nome dos "movimentos populares" e que, querendo defender essas causas, sentiu na pele a falta de liberdade de expressão.
 
circulava nesses tempos uma camião de caixa aberta que levava os opositores da tolerante república da Liberdade Igualdade e Fraternidade para lugar desconhecido...
Esse foi o famoso episodio da matança da Camioneta Fantasma em 1921....apenas um dos muitos episodios de perseguições politicas sangrentas que marcaram a historia da primeira republica, a que o regicidio abriu caminho.
Uma descrição detalhada da chamada matança da Camioneta Fantasma encontra-se aqui:
http://semiramis.weblog.com.pt/arquivo/2004/10/19_de_outubro_d.html
 
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Cultura
Regicídio: "Acto isolado" ou "conspiração" ? - teses opostas confrontam-se em Coimbra


Coimbra, 28 Jan (Lusa) - O regicídio que ocorreu há 100 anos foi um "acto isolado" de dois membros da Carbonária, segundo o historiador Carvalho Homem, organizador de um colóquio, em Coimbra, em que o monárquico Pignatélli Queiroz vai defender a tese da conspiração.

"A tragédia do Terreiro do Paço foi um acto isolado de dois carbonários", declarou hoje à agência Lusa Amadeu Carvalho Homem, catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Assumido republicano, o historiador é presidente da associação cultural Alternativa, que promove sexta-feira e sábado, no salão nobre da Câmara Municipal de Coimbra, o colóquio "O Rei D. Carlos e o Regicídio".

Entre outros oradores convidados, intervirão Miguel Pignatélli Queiroz, ex-presidente do directório nacional do PPM e deputado independente eleito por Lisboa nas listas do PSD, e o historiador António Reis, grão-mestre do Grande Oriente Lusitano - Maçonaria Portuguesa.

"Não se provou até hoje que houvesse uma conspiração republicana para matar o rei", afirma Carvalho Homem, que dissertará sexta-feira sobre o tema "D. Carlos e o grupo dos Vencidos da Vida".

Manuel Buiça e Alfredo Costa, autores dos disparos que mataram o rei e o príncipe herdeiro D. Luís Filipe, no dia 01 de Fevereiro de 1908, quando a família real regressava de Vila Viçosa, "eram militantes de base".

"Não há uma conspiração republicana para assassinar D. Carlos", diz Carvalho Homem, frisando que a acção armada de Buiça e Costa, logo abatidos pela polícia real, "não teve um vínculo com o directório do Partido Republicano", a que pertenciam.

Para o professor de História Contemporânea de Portugal, que se especializou no estudo do republicanismo, o regicídio foi cometido por "dois homens desesperados que, por fanatização, puseram as armas a falar".

Opinião diferente manifesta Pignatélli Queiroz, considerando que havia uma conspiração, com ligações internacionais, designadamente a França e Itália, para assassinar D. Carlos.

"O regicídio, auge de uma conspiração" é o título da comunicação que o antigo líder do Partido Popular Monárquico apresenta sábado.

"Mas quem estava por detrás? Sabemos as organizações, mas não as pessoas", refere o deputado monárquico à agência Lusa, lembrando que "desapareceu o processo" relativo ao duplo atentado do Terreiro do Paço.

Na época, "tínhamos em Portugal 40 e tal mil carbonários", acrescenta. Pignatélli Queiroz admite que a "ordem para matar D. Carlos" terá partido de responsáveis europeus do que designou por Franco-Maçonaria.

"Não sabemos pormenores, mas houve conspiração e inicialmente seria para matar João Franco. Depois decidiram assassinar D. Carlos, estadista e diploma de grande prestígio internacional, por saberem que com ele vivo seria muito difícil a instauração da República", comenta.

Na sequência da suspensão da Carta Constitucional pelo rei, o chefe do Governo, João Franco, passou a exercer o poder em ditadura, suspendeu o Parlamento, reprimiu manifestações e encerrou jornais, prendeu activistas da oposição republicana e mesmo monárquica, ameaçando com a sua deportação para Timor.

Sem a eliminação física de D. Carlos, líder máximo do regime monárquico, "a República não seria implantada em 1910. Estou disso convencido", insiste Pignatélli Queiroz.

O colóquio sobre o regicídio inclui ainda intervenções do presidente da Câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, e dos investigadores Fernando Fava, Miguel Santos, Isabel Vargues e Noémia Malva Novais.

CSS.

Lusa/Fim


© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2008-01-28 15:00:01

Em http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=322838&visual=26&tema=5
 
Já o tinha dito e escrito há muito neste tópico. O que talvez não seja estranho é haver Republicanos que não condenem em absoluto o acto do regicídio em si, tendo como base o enquadramento histórico do mesmo e suas consequências.
Pessoalmente acho sempre estranho sempre que se não condene um crime, como foi o caso!...

A divergência de raciocínio e de e de pensamento são de extremo valor na corrente Republicana.
De facto, mas mais facilmente se encontram acusações intelectualmente levianas à causa Monárquica do que condenações claras à forma como a República se instalou...
 
Cultura
Regicídio: Grão-Mestre da Maçonaria diz que esta é acusada injustamente de ter assassinado o Rei

Lisboa, 28 Jan (Lusa) - A Maçonaria Portuguesa é "injustamente acusada" da autoria ou de ter planeado o regicídio, cujo centenário se assinala sexta-feira, disse à Lusa o seu grão-mestre, o historiador António Reis.

"É completamente falso e está historicamente comprovado que não foi a Maçonaria que mandou matar o Rei", sublinhou António Reis.

Para o grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL) "há uma certa tendência por parte de gente mal informada e por vezes mal intencionada, em tornar a Maçonaria o bode expiatório de todos os atentados e de todas as desgraças que aconteceram".

A "discrição" desta "ordem iniciática" tornaram-na "bode expiatório das monarquias absolutas, da igreja católica e das ditaduras comunistas e fascistas", explicou Reis.

Reportando-se a 1908, António Reis disse: "Confunde-se Maçonaria com Carbonária e relativamente a esta é falso que tenha sido a sua Alta Venda [direcção máxima] que decidiu o regicídio", explicou.

Segundo Reis, "está historicamente comprovado que o regicídio resultou de uma decisão de uma organização que teve à sua cabeça o sector operacional da Carbonária, uma unidade que agiu à revelia da Alta Venda, chamada Coruja e em conjugação com os dissidentes do Partido Progressista, nomeadamente o monárquico José de Alpoim, seu principal impulsionador, e o Visconde da Ribeira Brava".

Alpoim não pertencia à Maçonaria, Ribeira Brava não se sabe, mas ambos eram da Carbonária, disse o chefe máximo do GOL.

"Por detrás do regicídio está a Associação do Registo Civil, e apesar de a ela poderem pertencer muitos maçons, a Maçonaria nada tem a ver com o assunto", sublinhou.

Referindo-se a factos, António Reis cita o diário do último Rei de Portugal, D. Manuel II onde se lê: "O que não ponho seriamente em dúvida é a culpa directa da Maçonaria no acto do regicídio. Isto julgo que não".

Também João Franco chamado por D. Carlos para formar Governo, no jantar das bodas de ouro do seu curso de Coimbra onde tinha sido colega de Magalhães Lima, que foi Grão-Mestre da Maçonaria na altura, "afirmou peremptoriamente que este não tinha tido qualquer responsabilidade no atentado".

Após o regicídio, Magalhães de Lima condenou o acto e considerou que tinha sido contraproducente para a estratégia republicana, disse o líder do GOL.

António Reis afirmou que "matar João Franco não corresponde também à verdade, já que o objectivo era efectivamente matar o Rei".

Os carbonários, segundo o historiador, tinham colocado em Lisboa cerca de 18 homens divididos em três brigadas, ao longo do percurso previsto do cortejo real.

"Um grupo na Praça do Comércio, outro em Santos e um terceiro em Alcântara. Do primeiro grupo além de Alfredo Costa e Manuel Buíça, faziam parte Fabrício Lemos, José Maria Nunes, Ximenes, Joaquim Monteiro, Avelino Marques e Domingos Ribeiro", explicou.

Citando o republicano António José de Almeida, num discurso proferido nas Cortes, quatro meses após a morte do Rei e do príncipe herdeiro, António Reis afirmou que `Buíça e Costa foram a crise epiléptica da Nação`, dada a opressão que se sentia da ditadura de João Franco apoiada por D. Carlos e que "estava em via de se construir um poder real forte, com o Parlamento encerrado, com restrições à liberdade de imprensa".

"Já meses antes do regicídio - prosseguiu Reis - o líder do Partido Regenerador, Júlio Vilhena, escreveu que o clima era tal que só podia acabar num crime ou numa revolução, acabou com os dois".

NL.

Lusa/Fim

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2008-01-28 10:55:16

Em http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=322756&visual=26&tema=5
 
*Pessoalmente acho sempre estranho sempre que se não condene um crime, como foi o caso!...

**De facto, mas mais facilmente se encontram acusações intelectualmente levianas à causa Monárquica do que condenações claras à forma como a República se instalou...

*O que talvez não seja estranho é haver Republicanos que não condenem em absoluto o acto do regicídio em si, tendo como base o enquadramento histórico do mesmo e suas consequências.

**Em parte concordo, mas os ditos ataques (o nome é mesmo Pé Leve esse tendo em conta a falta de conteúdo dos ditos para se tornarem mais do que isso) são comuns a ambas as partes.
 
Desde que acabou a monarquia Portugal tem vindo de mal a pior. Até passámos por 40 anos de ditadura.

Agora somos uma republica das bananas em que uns tantos incompetentes corruptos e ladrões eleitos democraticamente por nós roubam e arruínam cada vez mais este país que é o mais miserável da Europa.

Se alguma vez este país miserável teve algum prestigio Internacional e algum peso politico foi no tempo da Monarquia e não agora com a republica.

Acho piada que quando os republicanos portugueses querem hoje em dia por qualquer razão valorizar o país vão sempre época da monarquia buscar todo o prestigio que o país tinha nessa altura assim como todos os grandes feitos dos portugueses que foram cometidos nessa época. Quando querem grandes figuras históricas também as vão buscar ao tempo da monarquia e não á da republica. O mesmo se passa com símbolos para o país também os vão buscar a essa altura.

Pois se realmente são tão republicanos, vão então buscar as vossas grandes figuras históricas assim como (Salazar, Vasco Gonçalves, Otelo, etc), os vossos grandes feitos históricos (40 anos de ditadura, uma guerra em África inútil, descolonização selvagem, 25 de Abril e o país á beira do comunismo, governos corruptos e incompetentes, etc, etc) e deixem a época da monarquia em paz.

Alem de achar que a monarquia é um regime mais prestigiante, acho também que é um regime que uniria mais os portugueses.

Pois então VIVA a MONARQUIA e fora a republica.
 
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"Diga Lá Excelência
27-01-2008 14:02
O regicídio à distância de um século
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O entrevistado desta semana no Diga Lá Excelência foi o autor da biografia do Rei D. Carlos, a propósito do centenário do regicídio que se assinala a 1 de Fevereiro.

Rui Ramos é um dos poucos estudiosos que se dedicaram à análise deste período da História de Portugal.

Uma ausência de estudo que, na sua opinião, tem uma explicação:

“O regicídio, a 1ª República e, depois, o Estado Novo, separaram Portugal e os portugueses do seu passado constitucional e liberal, que os republicanos desprezavam (por ser uma monarquia e porque achavam que não tinha sido um verdadeiro constitucionalismo).

Para os salazaristas, por seu lado, havia a ideia de que, tratando-se de uma monarquia liberal, também não era uma boa monarquia, por isso houve sempre um tendência para não estudar, para menosprezar, este período da nossa Historia”.

O autor da biografia de D. Carlos nega que o país estivesse cansado da monarquia ou que o rei fosse impopular. Rui Ramos explica que “o Rei era muito discutido pelos políticos – sobretudo os membros da Câmara dos Deputados e os membros da Câmara dos Pares - para quem as decisões do Rei causavam sempre grande exaltação”.

Rui Ramos lembra que se vivia “um sistema representativo, onde as eleições não eram reconhecidas pela própria elite política como forma de fazer rotação no Governo. Na prática, a rotação do Governo dependia da vontade do Rei”.

Para quem acusa o Rei de não ser um democrata, Rui Ramos lembra que “D. Carlos era um rei constitucional com grande consciência do seu papel, no regime. Ele estava apostado em defender uma monarquia constitucional. Até por uma questão familiar: ele era descendente de D. Pedro IV, que deu a Carta Constitucional, e portanto a Constituição é o regime não só do ramo da dinastia a que pertence, mas ao qual está associado o seu direito de reinar”.

Já na altura, mas também mais tarde, D. Carlos foi visto como um bon vivant. “Nada de mais errado”, diz o investigador, historiador e cronista/autor.

De acordo com Rui Ramos, essa era “uma característica mal interpretada e usada para caluniar o Rei. O Rei não podia distrair-se dos negócios públicos, porque grande parte da governação passava por ele. Os políticos gostavam de ter o Rei do seu lado, porque dependiam dele. A tendência era para recorrer sempre ao Rei. Por isso era inundado com decretos, propostas legislativas para dar opinião. O Rei acompanhava muito de perto questões militares e externas”.

O historiador reconhece, no entanto, que “D. Carlos fazia isto tudo e gostava de outras coisas relacionadas com o ar livre. Não era um intelectual, não era um megalómano que achasse que a salvação do país dependia dele (ao contrário, por exemplo, do imperador alemão). Ele gostava de ser irónico, bem-humorado, gostava de caçar, pintar, passear a fazer os seus estudos marítimos. Tinha uma vida cosmopolita correspondente à juventude da década de 1880 que se tinha europeizado. Era, por exemplo, um homem que gostava de se vestir à moda”."

Com som e imagem da entrevista em http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=48&SubSubAreaId=110&ContentId=234438
 
**Em parte concordo, mas os ditos ataques (o nome é mesmo Pé Leve esse tendo em conta a falta de conteúdo dos ditos para se tornarem mais do que isso) são comuns a ambas as partes.
De facto. São pessoas de "um lado" e de "outro" que defendem, aguerridamente, as suas posições de pensamento! Percebe-se.

O que se não vê é do lado Monárquico, desajustadas, acusações de xenofobia contra a República conforme se vê por parte de alguns Republicanos, sublinhando esse comportamento um incompreensível receio latente do novo/renovador tão típico das Monarquias modernas!
 
"Diga Lá Excelência
27-01-2008 14:02
O regicídio à distância de um século
168098197228482_250x130.jpg

O entrevistado desta semana no Diga Lá Excelência foi o autor da biografia do Rei D. Carlos, a propósito do centenário do regicídio que se assinala a 1 de Fevereiro.

Rui Ramos é um dos poucos estudiosos que se dedicaram à análise deste período da História de Portugal.

Uma ausência de estudo que, na sua opinião, tem uma explicação:

“O regicídio, a 1ª República e, depois, o Estado Novo, separaram Portugal e os portugueses do seu passado constitucional e liberal, que os republicanos desprezavam (por ser uma monarquia e porque achavam que não tinha sido um verdadeiro constitucionalismo).

Para os salazaristas, por seu lado, havia a ideia de que, tratando-se de uma monarquia liberal, também não era uma boa monarquia, por isso houve sempre um tendência para não estudar, para menosprezar, este período da nossa Historia”.

O autor da biografia de D. Carlos nega que o país estivesse cansado da monarquia ou que o rei fosse impopular. Rui Ramos explica que “o Rei era muito discutido pelos políticos – sobretudo os membros da Câmara dos Deputados e os membros da Câmara dos Pares - para quem as decisões do Rei causavam sempre grande exaltação”.

Rui Ramos lembra que se vivia “um sistema representativo, onde as eleições não eram reconhecidas pela própria elite política como forma de fazer rotação no Governo. Na prática, a rotação do Governo dependia da vontade do Rei”.

Para quem acusa o Rei de não ser um democrata, Rui Ramos lembra que “D. Carlos era um rei constitucional com grande consciência do seu papel, no regime. Ele estava apostado em defender uma monarquia constitucional. Até por uma questão familiar: ele era descendente de D. Pedro IV, que deu a Carta Constitucional, e portanto a Constituição é o regime não só do ramo da dinastia a que pertence, mas ao qual está associado o seu direito de reinar”.

Já na altura, mas também mais tarde, D. Carlos foi visto como um bon vivant. “Nada de mais errado”, diz o investigador, historiador e cronista/autor.

De acordo com Rui Ramos, essa era “uma característica mal interpretada e usada para caluniar o Rei. O Rei não podia distrair-se dos negócios públicos, porque grande parte da governação passava por ele. Os políticos gostavam de ter o Rei do seu lado, porque dependiam dele. A tendência era para recorrer sempre ao Rei. Por isso era inundado com decretos, propostas legislativas para dar opinião. O Rei acompanhava muito de perto questões militares e externas”.

O historiador reconhece, no entanto, que “D. Carlos fazia isto tudo e gostava de outras coisas relacionadas com o ar livre. Não era um intelectual, não era um megalómano que achasse que a salvação do país dependia dele (ao contrário, por exemplo, do imperador alemão). Ele gostava de ser irónico, bem-humorado, gostava de caçar, pintar, passear a fazer os seus estudos marítimos. Tinha uma vida cosmopolita correspondente à juventude da década de 1880 que se tinha europeizado. Era, por exemplo, um homem que gostava de se vestir à moda”."

Com som e imagem da entrevista em http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=48&SubSubAreaId=110&ContentId=234438
A história encarregar-se-á de demonstrar, qual azeite, que tipo de gente perpetrou o regicídio e que infâmias se fizeram correr para criar a convicção geral de que a Monarquia é que era o bicho, bicho, afinal, que se tem vindo a revelar aqueles que a assassinaram e que foram, criminosamente, transformados em heróis...
 
A história encarregar-se-á de demonstrar

Toda a sequência de acontecimentos (positivos/negativos) e seu respectivo enquadramento histórico à época que deram origem/motivaram em particular este acontecimento e respectivas consequências para a história do país.

Sempre dentro da perspectiva histórica, não se pode simplesmente transportar a dita para a actualidade e aí estudá-la, como muitos o pretendem.
 
Toda a sequência de acontecimentos (positivos/negativos) e seu respectivo enquadramento histórico à época que deram origem/motivaram em particular este acontecimento e respectivas consequências para a história do país.

Sempre dentro da perspectiva histórica, não se pode simplesmente transportar a dita para a actualidade e aí estudá-la, como muitos o pretendem.
De facto, o que torna ainda mais difícil, a esta distância, perceber-se o que de facto se passou, quanto mais ter como boas as "certezas" que chegaram até nós da "bondade e justificação" do regicídio!
 
De facto, o que torna ainda mais difícil, a esta distância, perceber-se o que de facto se passou, quanto mais ter como boas as "certezas" que chegaram até nós da "bondade e justificação" do regicídio!

A perspectiva histórica e sua correcta análise não impede uma avaliação individual do cidadão do acontecimento tendo como base os factos históricos conhecidos.
 
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