RTP prepara série sobre o regicídio

O que não ilide o acto criminoso.
Como crime, preocupa-me muito mais os actuais, as suas causas e consequências, do que estes cometidos em tempos que já lá vão.

Como regime, já muitos disseram de modo assertivo que caíu de podre, num sistema que tinha dificuldades em funcionar por estar constantemente a ser minado pelos seus próprios pares.

Poderia ser uma circunstência da época? Não me parece. Em Inglaterra a Monarquia é forte por se basear na repartição de poderes, desde o tempo de Mgna Carta.
Em França deixou existir por causa desse absolutismo que vigorou em Portugal até ser tarde de mais.

E o Rei D. Carlos, que tal era ele como monarca? Os relatos que conheço apontam que era uma boa pessoa. Mas só isso não chega para fazer um bom soberano. Ainda mais quando delegava fortemente em personagens sinistras. Como o seu Primeiro-Ministro. E com o qual partilhava muitos princípios...
 
E porque não???

Mas se é é para serem pouco mais do que um símbolo, ao menos que seja um símbolo que seja ESCOLHIDO pela população...


A história não nos dá com exactidão qual o melhor chefe de estado que podemos ter.


Por isso é que afirmo que estamos numa República e não vejo lógica de voltar à Monarquia, mas se o passado tivesse sido diferente, e hoje tivéssemos uma Monarquia como Espanha, Inglaterra, não havia lógica absolutamente nenhuma em mudar para República.

Para PR como Mário Soares e Jorge Sampaio... talvez um Rei não tivesse sido pior[s)]

Ao menos não havia motivos para defenderem interesses próprios.
 
Não sou apologista do regresso da monarquia. A républica é um facto e hoje os portugueses convivem bem com a alternancia democratica do chefe da nação. Parece-me inquestionavel, sendo que a nossa constituição é uma boa lei.

Não sendo nem sequer um "saudosita" da monarquia, reconheço que foi infame o crime cometido. E mais infame foi a tragédia onde os republicanos mergulharam Portugal: desde miséria, peste e guerra, os republicanos deram-nos de tudo um pouco, culminando com as condições suficientes para que uma ditadura "reinasse" durante 50 anos.

Contudo é preciso saber onde andam os seguidores dos cães raivosos (como o ilustre estudante de direito Afonso Costa e seguidores) que tomaram o poder de assalto em 1910 e que numa alternacia insidiosa se perpectuam no poder fazendo de portugal uma piolheira, numa espécie, de ora "tu", ora "eu".
 
Não sou apologista do regresso da monarquia. A républica é um facto e hoje os portugueses convivem bem com a alternancia democratica do chefe da nação. Parece-me inquestionavel, sendo que a nossa constituição é uma boa lei.

Não sendo nem sequer um "saudosita" da monarquia, reconheço que foi infame o crime cometido. E mais infame foi a tragédia onde os republicanos mergulharam Portugal: desde miséria, peste e guerra, os republicanos deram-nos de tudo um pouco, culminando com as condições suficientes para que uma ditadura "reinasse" durante 50 anos.

Contudo é preciso saber onde andam os seguidores dos cães raivosos (como o ilustre estudante de direito Afonso Costa e seguidores) que tomaram o poder de assalto em 1910 e que numa alternacia insidiosa se perpectuam no poder fazendo de portugal uma piolheira, numa espécie, de ora "tu", ora "eu".
Na divergência de convicção, eis mais uma opinião límpida e correctíssima face ao tema!
 
Mais uma visão...:

Republicanismo estúpido!

15:15 | Quinta-feira, 7 de Fev de 2008
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Um voto de pesar pelo falecimento do rei D. Carlos, apresentado pelo monárquico Pignatelli Queirós foi rejeitado pela Assembleia da República, por toda a esquerda portuguesa, sob o pretexto de que uma eventual aprovação seria como que reescrever a História, como apressadamente disse o senhor Alberto Martins, como se o próprio não tivesse já reescrito a sua. Por vezes pergunto-me se os nossos honoráveis deputados serão deste planeta.


Alguns vieram do Jurássico, concerteza ou vivem nalguma galáxia distante da Via Láctea. Como é possível que um singelo voto de pesar pela morte do único Chefe de Estado português assassinado em 865 anos de história se confunda com um voto pela causa monárquica? Será que nem sequer somos capazes de honrar um homem nosso que, segundo as palavras lúcidas de Cavaco Silva foi "um dos governantes que mais fizeram para projectar o nome de Portugal no estrangeiro"? De facto, foi-o.


Muito mais do que alguns estúpidos republicanos que por aí pululam pensando que são assépticos e criaturas eleitas de Deus. Durante o reinado de D. Carlos, este rei era pintado como um porco pronto para a matança com o beneplácito do próprio. No entanto, mal a República se instalou ninguém podia, por exemplo, pintá-la como uma megera. A República impôs o pensamento único e, desde então, tornou-se um tabu pensar-se fora dela. Aliás, foi esta atitude exclusiva e estúpida uma das razões do 28 de Maio de 1926.


Mas, a acreditar numa máxima da República, esta não tem em si mesma a capacidade de tolerar a diferença e aceitar a diversidade? Eu sou Republicano, mas não sou mentecapto. Na verdade, mais uma vez a esquerda portuguesa se vê amarrada às suas próprias contradições sócio-históricas e ideológico-filosóficas insanáveis. Esse mesmo Parlamento, pela voz do seu então presidente, Almeida Santos proibia (!) que os deputados portugueses se encontrassem, em Novembro de 2001, com o Dalai Lama, Prémio Nobel da Paz e líder espiritual Tibetano, acagaçados com a reacção da República Popular da China, arauto dos direitos humanos e país onde mais pessoas são executadas anualmente, com um tiro na nuca ou com uma corda ao pescoço.


É, o mesmo Parlamento que, aquando da visita do Primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, em 9 de Dezembro de 2005, ficou queda e muda. E é o mesmo Parlamento que subscreverá por unanimidade um voto de pesar quando falecer o Rei de Espanha ou alguém muito próximo da Corte espanhola. Quando um voto de pesar pela morte de Fidel Castro for rejeitado pela Direita, sempre quero ver a cara de virgem ofendida do PCP!


Definitivamente, este Parlamento está a aproximar-se demasiado daquele outro dos finais do Século XIX, totalmente desacreditado e que fez as delícias de Ramalho Ortigão nas suas "Farpas".


Sinceramente, tenho saudades do parlamentarismo português pós-revolucionário, um manancial fervoroso de ideários, um alfobre de descobertas, de discussões elevadas, de honra e de glória cheio de pessoas cultas do melhor da nossa intelectualidade política. Naquele tempo, ser deputado era uma honra e conferia um prestígio considerável. Hoje, afora algumas honrosas excepções o Parlamento está obstipado com deputados imberbes recém-saídos do colégio ou outros que da vida, apesar de viajados, têm a cosmovisão intelectualmente paroquial, doméstica e rural do bairro onde nasceram ou da aldeia que os pariu, e cuja sapiência cabe perfeitamente num papel de formato A4 e letra Times New Roman, corpo 12, mas cujas mordomias eu pago sem que ninguém me explique o porquê da (fraca) qualidade do seu desempenho.


Armando Sousa e Silva, Espinho
http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/235902
 
Não sou apologista do regresso da monarquia. A républica é um facto e hoje os portugueses convivem bem com a alternancia democratica do chefe da nação. Parece-me inquestionavel, sendo que a nossa constituição é uma boa lei.

Não sendo nem sequer um "saudosita" da monarquia, reconheço que foi infame o crime cometido. E mais infame foi a tragédia onde os republicanos mergulharam Portugal: desde miséria, peste e guerra, os republicanos deram-nos de tudo um pouco, culminando com as condições suficientes para que uma ditadura "reinasse" durante 50 anos.

Contudo é preciso saber onde andam os seguidores dos cães raivosos (como o ilustre estudante de direito Afonso Costa e seguidores) que tomaram o poder de assalto em 1910 e que numa alternacia insidiosa se perpectuam no poder fazendo de portugal uma piolheira, numa espécie, de ora "tu", ora "eu".


Faço destas, as minhas palavras. Muito bem apr:)
 

Sinceramente, tenho saudades do parlamentarismo português pós-revolucionário, um manancial fervoroso de ideários, um alfobre de descobertas, de discussões elevadas, de honra e de glória cheio de pessoas cultas do melhor da nossa intelectualidade política. Naquele tempo, ser deputado era uma honra e conferia um prestígio considerável.

Poucos irão entender o alcance deste parágrafo, o mais importante do texto citado.
 
Torna-se um exercício interessante traçar comparações...
Exactamente.

Aquela era uma época de convicções e vontades fortes, de um forte, chamar-lhe-ía, romantismo na defesa das causas e o acreditar solidamente nas respectivas convicções...

Agora perdeu-se todo o encanto e o tal romantismo, tudo trocado pelo sofisma e pela falta de noção da honra e da palavra dada!...
 
Já existe e chama-se republica...
Onde todos tem direitos iguais...
Teoricamente...

Onde todos são substituíveis e renováveis
Excepto o Mário Lino[:D]

Onde não há hereditariedade de cargos...
Pois não. Excepto o Alberto João. Quanto aos demais há alternância: ora tu, ora eu...

Onde não há discriminação de classes por decreto
Agora a discriminação faz-se envenenando a opinião pública através dos media, quando se quer atacar uma classe.

Onde não há privilégios de classes por decreto
Ai não? Quem decretou sobre as mordomias dos autarcas em 2005, sobre as mordomias dos gestores públicos? Está tudo em letra de lei...

Onde se tem liberdade de opinião...
Nota-se. Aquele anuncio colocado num centro de saúde, fotografado por zeloso seguidor deu no quê?
O Charrua falou e...toma lá! Caluda e cara alegre!
O blog doportugalprofundo teve liberdade de falar, mas está com processo no lombo.
O caso Rodrigues dos Santos é conhecido. O do Marcelo, quando estava na tvi, também...

Onde é feita a vontade da maioria da população...
Como é?... O que está a ser feito não é o que foi prometido. Com papas e bolos...

Onde ninguém é súbdito de ninguém
Não, não...É vê-los a escovar as botas do chefe...

Onde não se deve dever de vassalagem a ninguém.
Dever, não deve. Mas já sabemos como é!

Onde o património nacional é de todos e não de uma classe regente...
Esta era para rir se tivesse piada. O património nacional está a servir para alimentar as vaidades e as fortunas de uns quantos. Todos sabemos disso.
É ver os negócios ruinosos que têm sido concretizados: prédios que se valorizam de forma astronómica de manhã para a tarde, aceitação do autódromo do estoril como forma de pagamento de dívidas de um grupo conhecido ( o que tem vindo a revelar um poço de despesas) etc etc etc


Não vejo onde seja necessário melhorar o actual regime......
Melhorar as pessoas que o compõem sim, e podemos, basta exercer o direito de voto e tirar de quem não se gosta de lá para fora, de forma legitima, democrática, e legal.

Agora...:confused:
 

Sinceramente, tenho saudades do parlamentarismo português pós-revolucionário, um manancial fervoroso de ideários, um alfobre de descobertas, de discussões elevadas, de honra e de glória cheio de pessoas cultas do melhor da nossa intelectualidade política. Naquele tempo, ser deputado era uma honra e conferia um prestígio considerável.

Poucos irão entender o alcance deste parágrafo, o mais importante do texto citado.


Claramente demonstrativo do que se tornou a bipolarização, e o acomodar democrático em Portugal.
 
Teoricamente...


Excepto o Mário Lino[:D]


Pois não. Excepto o Alberto João. Quanto aos demais há alternância: ora tu, ora eu...


Agora a discriminação faz-se envenenando a opinião pública através dos media, quando se quer atacar uma classe.


Ai não? Quem decretou sobre as mordomias dos autarcas em 2005, sobre as mordomias dos gestores públicos? Está tudo em letra de lei...


Nota-se. Aquele anuncio colocado num centro de saúde, fotografado por zeloso seguidor deu no quê?
O Charrua falou e...toma lá! Caluda e cara alegre!
O blog doportugalprofundo teve liberdade de falar, mas está com processo no lombo.
O caso Rodrigues dos Santos é conhecido. O do Marcelo, quando estava na tvi, também...


Como é?... O que está a ser feito não é o que foi prometido. Com papas e bolos...


Não, não...É vê-los a escovar as botas do chefe...


Dever, não deve. Mas já sabemos como é!


Esta era para rir se tivesse piada. O património nacional está a servir para alimentar as vaidades e as fortunas de uns quantos. Todos sabemos disso.
É ver os negócios ruinosos que têm sido concretizados: prédios que se valorizam de forma astronómica de manhã para a tarde, aceitação do autódromo do estoril como forma de pagamento de dívidas de um grupo conhecido ( o que tem vindo a revelar um poço de despesas) etc etc etc




Agora...:confused:


Assumo portanto, que num regime monárquico nada disto aconteceria por ser um regime melhor, mais democrático, mais justo, abnegado, sem lutas pelo poder, sem traição......:confused::eek::rolleyes:[8b]


Não há perfeição politica, logo para começar porque não se pode agradar a todas as opiniões em simultâneo....

Por isso mesmo existe a possibilidade de se mudar de quem não se gosta...

Na monarquia nem mesmo em TEORIA poderias usufruir de tamanhas liberdades e direitos republicanos......


A monarquia é um regime abominável sob todas as formas, não tem a mínima legitimidade para se impor como regime credível e zelador das necessidades de uma nação....

Não percebo que fascínio possa ter para outras pessoas que não sejam da realeza, esse regime....

O primeiro líder de um povo ( a quem deram o nome de rei) foi escolhido de ENTRE O POVO pelas suas capacidades de liderança, valentia, e inteligência.... isto foi um acto democrático e baseado em meritocracia...


A partir dai, lá porque o pai era bom, assumiram um regime hereditário, que não correspondia necessariamente ao melhor homem para o serviço, o regime foi-se fechando e isolando totalmente da realidade do povo do qual derivam todos os reis na sua base ( não não derivam de deuses)


Ainda ninguém esclareceu de forma cabal e factual ( contra argumentação não é facto) em que é que um bom regime monárquico se superioriza a um bom regime republicano....
 
"Acomodar democrático", essa é a expressão do momento! [;)]

Coisa que garantidamente nunca aconteceria num regime monárquico pois não é democrático...

grande vantagem:rolleyes:


Aconteceria o acomodar monárquico, sem a mínima hipótese legitima de renovação e de mudança de atitude....

De longe muito melhor:rolleyes:[8b]
 
Ainda ninguém esclareceu de forma cabal e factual ( contra argumentação não é facto) em que é que um bom regime monárquico se superioriza a um bom regime republicano....


Por exemplo o Rei face a um PR por exemplo, não precisa de mudar de "séquito" de 4 em 4 anos, e ainda se poupa nas eleicões e campanhas.

Um Rei ou futuro Monarca é instruido (digamos treinado) tendo em vista esse objectivo, cultural, militar, e civicamente
Não é um qualquer advogado que não gostando de vergar a mola vai para a vida politica.


Outro aspecto, é que face ao crescente desinteresse na politica se evitava umas eleições com elevada abstenção.


Por exemplo ...

[:cool:]
 
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