Serão as listas de supranumerários feitas à toa?..

PeLeve

Well-known member
Eis um exemplo...:

"Mobilidade - Nunes Correia nomeia José Soeiro
De supranumerário a director-geral

O ministro do Ambiente, Nunes Correia
Já é oficial. José Soeiro é o director-geral do Desenvolvimento Regional sob tutela do Ministério do Ambiente. O despacho do ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, foi publicado ontem em Diário da República, mas produz efeitos desde 17 de Abril de 2006.

O dirigente, que está na lista de supranumerários do Ministério da Agricultura, publicada a 25 de Maio, irá ganhar cerca de 3500 euros por mês, vencimento médio de um director-geral, como consta na lista publicada no ‘site’ do Sindicato dos Quadro Técnicos do Estado.

José Soeiro pertence aos quadros do Ministério da Agricultura, tendo ocupado funções na Direcção-Geral de Fiscalização e Controlo da Qualidade Alimentar, entretanto extinta. Como consequência entrou na lista de 107 supranumerários do ministério. Porém, desde 2001 ocupava funções como gestor da iniciativa comunitária INTERREG III junto do Ministério do Ambiente, ainda que se mantivesse como quadro do Ministério da Agricultura.

O dirigente foi presidente do Conselho Directivo do Instituto da Vinha e do Vinho, de Fevereiro de 1995 a Outubro de 2001. Este sector, aliás, recebeu com alguma surpresa a informação de que teria transitado para a lista de supranumerários do Ministério da Agricultura, tendo em conta o seu currículo. Para o presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos da Função Pública (STE), Bettencourt Picanço, este caso nada tem a ver com a mobilidade no sector público, aprovada em Conselho de Ministros de 2 de Junho. “É uma nomeação”, disse.

MAIS PORMENORES SOBRE O CASO

SINDICATO

Betterncourt Picanço, do STE, diz que bastaria um “sistema de vasos comunicantes” entre ministérios para evitar situações como a de José Soeiro.

DESPACHO

A “formação e experiência profissional (...) revelam-se (...) pertinentes para o cargo”, lê-se no texto assinado também pelo primeiro-ministro.

DIRECÇÃO

A Direcção-Geral do Desenvolvimento Regional promove políticas no sector e coordena a execução das intervenções dos fundos comunitários."

http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=204941&idselect=90&idCanal=90&p=200

Eis o primeiro tipo de falha de uma "solução" também aqui tão defendida...[xx(]
 
Deixa lá ver se entendi o problema...

Um instituto foi extinto.. O seu director ficou sem nada quefazer, ou seja, foi para os supra-numerarios. Havia necessidade de um director-geral e foi-se buscar o gajo que tinha ficado nos supra-numerarios...


Não é assim que é suposto funcionar o sistema?
 
citação:Originalmente colocada por ManymilesR

O que eu digo é...é melhor não dizer nada!!
Toda a gente tem, ou deve ter, opinião e, sobretudo, respeito por quem pense de forma diferente, por muito diferente que esse pensamento seja do nosso!...

É que vivemos num Estado de Direito Democrático, com liberdade de pensamento e de expressão (dentro de determinados limites...), e não num Estado de Pensamento Condicionado, "penso eu de que"...;)
 
citação:Originalmente colocada por mundano

Deixa lá ver se entendi o problema...

Um instituto foi extinto.. O seu director ficou sem nada quefazer, ou seja, foi para os supra-numerarios. Havia necessidade de um director-geral e foi-se buscar o gajo que tinha ficado nos supra-numerarios...


Não é assim que é suposto funcionar o sistema?

Pelos vistos não!:D


Mas também ainda não percebi onde está o drama[:0]
 
citação:Originalmente colocada por 3com

citação:Originalmente colocada por mundano

Deixa lá ver se entendi o problema...

Um instituto foi extinto.. O seu director ficou sem nada quefazer, ou seja, foi para os supra-numerarios. Havia necessidade de um director-geral e foi-se buscar o gajo que tinha ficado nos supra-numerarios...


Não é assim que é suposto funcionar o sistema?

Pelos vistos não!:D


Mas também ainda não percebi onde está o drama[:0]

Como explicar?

Segundo os iluminados deste país há 250 a 300 mil fp a mais (pelo menos) ora havendo a necessidade de encontrar um novo director geral, não se procura nos organismos do estado onde há seis, sete, dez e as vezes mais directores,</u> não, é mais facil ir buscar um dos tais que até estava a mais, (ou secalhar não [8)]).

Toda esta historia me faz recordar desta anedota:

citação:Lê-se numa crónica que, no ano de 1994 celebrou-se uma competição de remo entre duas equipas, uma composta por trabalhadores de uma empresa portuguesa e outra pelos seus congéneres japoneses.

Dada a partida, os remadores japoneses começaram a destacar-se desde o primeiro instante. Chegaram à meta primeiro com uma hora de avanço sobre a equipa portuguesa.

De regresso a casa, a Direcção reuniu-se para analisar as causas de tão desastrosa actuação e chegaram à seguinte conclusão: detectou-se que na equipa japonesa havia um chefe de equipa e dez remadores, enquanto que na portuguesa havia um remador e dez chefes de serviço, facto que seria alterado no ano seguinte.

No ano de 1995 e após ser dada a partida, rapidamente a equipa japonesa começou a ganhar vantagem desde a primeira remadela. Desta vez a equipa portuguesa chegou com duas horas de atraso. A Direcção voltou a reunir após forte reprimenda da Gerência e viram que na equipa japonesa havia um chefe de equipa e dez remadores, enquanto a portuguesa, após eficazes medidas adoptadas com o fracasso do ano anterior, era composta por um chefe de serviço, dois assessores de Gerência, sete chefes de secção e um remador.

Após minuciosa análise, chegou-se à seguinte conclusão: o remador é um incompetente.

No ano de 1996, como não podia deixar de ser, a equipa japonesa adiantou-se mal foi dada a partida. A embarcação que este ano tinha sido encomendada ao departamento de novas tecnologias, chegou com quatro horas de atraso.

Após a regata, e para avaliar os resultados, celebrou-se uma reunião ao mais alto nível no piso superior do edifício, chegando-se à seguinte conclusão: este ano a equipa japonesa optou novamente por um chefe de equipa e dez remadores. A equipa portuguesa, após uma auditoria externa e um assessoreamento especial do departamento de informática, optou por uma formação mais vanguardista, composta por um chefe de serviço, três chefes de secção, dois auditores da Arthur Andersen e quatro Securitas para controlar a actividade do único remador, ao qual se tinha aberto um processo disciplinar e retirado todos os bónus e incentivos devido aos fracassos anteriores.

Questão final:
Qual será a equipa seleccionada para a prova do ano corrente?

[8] [8]
 
citação:Originalmente colocada por Nthor


Como explicar?

Segundo os iluminados deste país há 250 a 300 mil fp a mais (pelo menos) ora havendo a necessidade de encontrar um novo director geral, não se procura nos organismos do estado onde há seis, sete, dez e as vezes mais directores, não, é mais facil ir buscar um dos tais que até estava a mais, (ou secalhar não [8)]).

Toda esta historia me faz recordar desta anedota:


Eu pelo que entendo os que estão a mais em certos serviços terão que ir para os supra-numerarios para irem para outro serviço.. Ou não é assim?

É que os que estão em serviço, podem de facto estar a mais, mas isso ainda não foi determinado, e como ninguém se acusa a si proprio ;)...

Sinceramente não vejo o escandalo deste caso. Acho que é até um bom exemplo de que o sistema de supranumerarios estáa funcionar bem.. Porque antigamente quando um organismo deixava de funcionar, as pessoas mantinham-se lá, como aconteceu com o gabinete que analisava os objectores de consciencia que continuou em funcionamento durante uns 2 anos, mesmo depois de a tropa passar a ser voluntaria.. E ao mesmo tempo, se era preciso alguém para algum lado ia-se recrutar externamente...

Não é muito mais inteligente "manda-los" para os supranumerarios e ir recruta-los lá?
 
mundano, mas tu sabes o que aconteceu aos suprenumerários?

É que os supra "renasceram" apenas há uns 2/3 anos, existiram no tempo do Cavaco e depois o Guterres acabou com eles e mandou reintegrar tudo.

É que me parece que não fazes ideia, sinceramente, porque falas dos suprenumerários como se eles existissem há séculos...

Existem há tão pouco tempo que para veres, estão lá menos de 100 pessoas :D
 
Sim... Eu sei.. Não sei é onde está o escandalo deste caso...

Acho que o que aconteceu, é o que é suposto acontecer com os supranumerarios, ou estou enganado?
 
Eu, sinceramente, acho os supranumerários uma aberração, não pelas mesmas razões do senso comum.

Basicamente são o reflexo de um empregador que não tem qualquer possibilidade de flexibilidade em relação à sua massa laboral, que tem que a manter caso precise e caso não precise.

Daí que ache que os supra nunca vão funcionar bem, nem com justiça, nem com qualquer tipo de lógica racional, porque no fundo representam uma irracionalidade.

Mas já estou a mudar de assunto ;)
 
citação:Originalmente colocada por mundano

Sim... Eu sei.. Não sei é onde está o escandalo deste caso...

Acho que o que aconteceu, é o que é suposto acontecer com os supranumerarios, ou estou enganado?
O problema aqui não é um, são vários...

E são vários porque, neste caso, o senhor pertencia a um quadro (no qual foi considerado supranumerário), como dirigente, mas exercia, como dirigente, funções noutro organismo! O sistema, tudo leva a crer, não detectou a situação e considerou-o "dispensável" nas funções de origem quando deveria ter "visto" que ele não estava lá...

A não detecção deste tipo de situação é, parece-me, um dos pontos fulcrais e que, no extremo, poderá levar a situações de erro de avaliação em milhentos casos, que se não forem graves serão, pelo menos, ridículos!

Em teoria, e saliento em teoria, este senhor nunca deveria ter sido considerado supranumerário atendendo ao aparente curriculum apresentado que, in fine, determinou que fosse agora provido no cargo de director geral de um organismo de relevo dependente directamente da tutela, no caso do Desenvolvimento Regional sob tutela do Ministério do Ambiente.

Ou seja, a "pretensa moralização" do sistema está, ela própria, enfermada de "desmoralização funcional" por ineficácia óbvia!

E este caso, no qual até nem veio grande mal ao mundo, é paradigmático de que "as cadelas apressadas têm os filhotes cegos", apenas para dizer que quer-se mudar muita coisa mas foram esquecidas as ferramentas para...
 
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