Serão as listas de supranumerários feitas à toa?..

citação:Originalmente colocada por Carlos.L

citação:Originalmente colocada por Pé Leve

Há 30 anos os supranumerários foram todos aqueles trabalhadores que regressaram, ou imigraram, de África e entraram na função pública portuguesa precisamente por essa porta, pois que não havia outra que pudessem usar! Serviu, portanto, essa figura para entrar na função pública, ao passo que, agora, será a porta de saída!...

O problema, quanto a mim, é que os que entraram desse modo foram precisamente os que alegaram já exercer funções no Estado lá, nas ex-colónias, coisa que, supõe-se, poderá não ter sido bem assim para muitos, sendo que, agora, não são esses os que irão preferencialmente para os quadros de supranumerários! E nem podiam ser, pois a grande maioria desses que entraram assim, reformou-se já e pesa, agora, na nossa Segurança Social...
A mim parece que tens algo contra os ex-funcionários do ultramar que vieram compôr o QGA (Quadro Geral de Adidos).
Nas tuas sábias referências, todos eles (quantos?) vieram para funções para as quais não estavam habilitados.
O que te leva a pronunciar tão douta afirmação?
Nada me move, devo sublinhar, contra quem quer que seja que tenha vindo das ex-colónias, até porque, devo dizer, tenho muitos amigos (funcionários públicos e do privado) e até familiares que durante muitos anos por lá fizeram vida, uma vida!

Dito isto devo dizer-te que ainda sou do tempo que em, na casa onde trabalho (...), os supranumerários faziam fila própria para receberem o vencimento e nós, os oriundos dos concursos públicos realizados cá, fazíamos outra, todos para recebermos o cheque do tão almejado vencimento!

Relativamente aos que, indevidamente, entraram nos quadros da função pública portuguesa e sem entrar em mais pormenores, deixa que te diga que, de muito perto, tive contacto com o derimir dessas situações (...) e onde se apurou que desde certificados de habilitações falsos, passando por declarações de serviço marteladas e até documentos de identificação marados (...), de tudo um pouco encontrámos, apesar da sensação da tal gota num oceano inalcançável...
 
Volto a frisar. Enquanto não tivermos líderes políticos com moral, de serem mais papistas que o papa, o povo não vai mudar.

A cultura da responsabilidade tem de vir de cima, caso contrário, não há moralidade para a lista de supranumerários.
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

Relativamente aos que, indevidamente, entraram nos quadros da função pública portuguesa e sem entrar em mais pormenores, deixa que te diga que, de muito perto, tive contacto com o derimir dessas situações (...) e onde se apurou que desde certificados de habilitações falsos, passando por declarações de serviço marteladas e até documentos de identificação marados (...), de tudo um pouco encontrámos, apesar da sensação da tal gota no oceano inalcançável...
Mas já reparaste que as tuas afirmações se escudam depois num manto de conspiração? Em que não se pode (ou consegue) justificar o que quer que seja?

Vá lá, quantos foram e o que fizeram?

Eu gostava muito de saber, pois tenho familiares que vieram de lá e que me contam a história deles noutra perspectiva. E um deles até que veio da área da Justiça. É Juiz e pelo que sei tem todos os diplomas em ordem. Ou não será assim?
 
citação:Originalmente colocada por Carlos.L

citação:Originalmente colocada por Pé Leve

Relativamente aos que, indevidamente, entraram nos quadros da função pública portuguesa e sem entrar em mais pormenores, deixa que te diga que, de muito perto, tive contacto com o derimir dessas situações (...) e onde se apurou que desde certificados de habilitações falsos, passando por declarações de serviço marteladas e até documentos de identificação marados (...), de tudo um pouco encontrámos, apesar da sensação da tal gota no oceano inalcançável...
Mas já reparaste que as tuas afirmações se escudam depois num manto de conspiração? Em que não se pode (ou consegue) justificar o que quer que seja?

Vá lá, quantos foram e o que fizeram?

Eu gostava muito de saber, pois tenho familiares que vieram de lá e que me contam a história deles noutra perspectiva. E um deles até que veio da área da Justiça. É Juiz e pelo que sei tem todos os diplomas em ordem. Ou não será assim?
Sim, percebo bem a razão da tua insistência, mas razões profissionais impedem-me de explicar, aqui, a razão do meu conhecimento! E, sim, trabalho na área da Justiça...

Talvez num dos próximos almoços possamos conversar um pouco sobre estes temas! Nessa altura perceberás porquê!;)

Edit: Mas mesmo nessas circunstâncias perceberás que nunca poderei falar senão de generalidades e nunca dos casos concretos! Mas será suficiente a explicação, garanto!
 
citação:Originalmente colocada por André



As coisas têm que funcionar bem à partida, têm de ter condições à partida.

A Constituição não nos faz um favor, ela está lá para fazer algo de útil, supostamente.

"Basta que haja critérios exigentes de gestão..." <--- balelas

Tão simples e são. Basicamente está a dizer, ah tipo temos ali um cancro, mas se fizermos bem a quimioterapia a coisa talvez se safe...

Sim...talvez...daqui a muiiiiitooosss anos...mediocremente.

Pois...simplesmente...não temos mais tempo. Estamos sem tempo.


E vamos fazer como? Despedir 150 ou 200 mil de uma vez?

Achas que isso resolveria alguma coisa? Eu acho que seria bem pior.. Não só a nivel do defice, como a nivel social...

As coisas deviam ter sido pensadas há 10 ou 20 anos atrás. Não foram, agora temos um grave problema, é certo que o tempo se esgota, mas não é a agir sem pensar que o vamos resolver.

Eu acho que o caminho correcto é limitar fortemente o acesso à FP, fomentando a mobilidade dentro da mesma, e incentivar saidas voluntarias.. Os despedimentos neste momento, não são solução.. Até porque representariam igualmente despesa com o subsidio, despesa com as indeminizações e agravariam a nossa situação social que já é das piores da europa..

Embora concorde que a constituição deva ser mudada nesses aspectos, não partilho da tua opinião de que esse seja o entrave à nossa recuperação..
 
Pelos vistos a lista foi bem feita.
E pelos vistos continua supranumerário pq foi nomeado DG.
Não passou a pertencer aos quadros de MA.
Qd a nomeação terminar.... volta para a prateleira.

PERCEBI BEM???
 
citação:Originalmente colocada por André

citação:Originalmente colocada por 3com
Por isso é que a gestão tem que tentar remediar, capisce ?
O problema é que durante este anos todos nunca se tentou remediar os problemas que a constituição provoca... e fomos deixando o monstro engordar!

Meu amigo, isto é uma coisa básica que os anglo-saxónicos e os povos do Norte há muito que têm como norma para a sua sociedade.

Os sistemas e as regras devem ser simples e eficazes e servem para ajudar e não para atrapalhar.

A Constituição atrapalha neste ponto, tu ainda acreditas ser possível alterar a situação sem mudá-la, como todos os outros que ao longo dos tempos quiseram pôr o sistema vide o Estado a funcionar.

A questão é que ele está morto, para mim está morto. Não acredito nele entendes? Simplesmente porque ele nunca vai funcionar já que...não foi feito para funcionar. Simplesmente não foi.

Claro que podemos continuar com remendos, aliás, andamos a fazer isso há anos [:p]

Por isso é que os supra nunca vão funcionar, por isso é que não deixam de ser uma aberração. Os supra são um compromisso, demonstram que existe gente a mais e que o Estado não pode resolver essa situação. Está atado.
Mas eu disse isso ?
Será que também viraste dislexico ?
Mais um não....[8]

O que eu disse foi o seguinte:
Se a constituição é má, a gestão tem que tentar contornar o problema! (foi o que o actual governo fez e o que os anteriores deviram ter feito, limitando o acesso de mais funcionários)
Como é obvio isso não resolve a raiz do problema e, no tópico sobre a lei da mobilidade, disse que era necessáio alterar a constituição, principalmente as leis laborais(não há outra maneira de matar o mal pela raiz).
Contudo, nunca houve uma politica para que o problema não se agravasse(o monstro foi crescendo) e hoje têm que fazer artimanhas para dar a volta ao problema do excesso de funcionários.

Hoje temos 2 problemas de fundo!
Um, é a constituição e o outro, é fruto de uma má gestão durante os sucessivos anos, pois, nunca tentaram encarar o problema.


Rapaz, mesmo que mudem a constituição, se não existir uma gestão rigorosa da função publica, voltamos a ter o mesmo problema.... excesso de funcionários![xx(]
A constituição apenas dificulta o exercicio dos "gestores" (leia-se governo) e, mesmo que não dificultasse, a vontade de mudar teria sempre que partir da gestão.... algo que até hoje não tinha acontecido[xx(] ( mais uma vez PS fazer o que o Barroso deveria ter feito ) [:p][:p]




citação:Já agora, durante todos estes anos não se tentou resolver a situação, tipo, continua a não querer-se resolver a situação, marketing à parte, até agora nada</u> está feito. Nada. Vamos lá ver, mas se até meados de 2007 não começar a surgir algo de concreto, não será depois disso que aparece.

E não foi isso que escrevi ? [:0] [|)][|)]

Estás queimado ? :D
 
citação:Originalmente colocada por 3com

citação:Originalmente colocada por André

citação:Originalmente colocada por 3com
Por isso é que a gestão tem que tentar remediar, capisce ?
O problema é que durante este anos todos nunca se tentou remediar os problemas que a constituição provoca... e fomos deixando o monstro engordar!

Meu amigo, isto é uma coisa básica que os anglo-saxónicos e os povos do Norte há muito que têm como norma para a sua sociedade.

Os sistemas e as regras devem ser simples e eficazes e servem para ajudar e não para atrapalhar.

A Constituição atrapalha neste ponto, tu ainda acreditas ser possível alterar a situação sem mudá-la, como todos os outros que ao longo dos tempos quiseram pôr o sistema vide o Estado a funcionar.

A questão é que ele está morto, para mim está morto. Não acredito nele entendes? Simplesmente porque ele nunca vai funcionar já que...não foi feito para funcionar. Simplesmente não foi.

Claro que podemos continuar com remendos, aliás, andamos a fazer isso há anos [:p]

Por isso é que os supra nunca vão funcionar, por isso é que não deixam de ser uma aberração. Os supra são um compromisso, demonstram que existe gente a mais e que o Estado não pode resolver essa situação. Está atado.
Mas eu disse isso ?
Será que também viraste dislexico ?
Mais um não....[8]

O que eu disse foi o seguinte:
Se a constituição é má, a gestão tem que tentar contornar o problema! (foi o que o actual governo fez e o que os anteriores deviram ter feito, limitando o acesso de mais funcionários)
Como é obvio isso não resolve a raiz do problema e, no tópico sobre a lei da mobilidade, disse que era necessáio alterar a constituição, principalmente as leis laborais(não há outra maneira de matar o mal pela raiz).
Contudo, nunca houve uma politica para que o problema não se agravasse(o monstro foi crescendo) e hoje têm que fazer artimanhas para dar a volta ao problema do excesso de funcionários.

Hoje temos 2 problemas de fundo!
Um, é a constituição e o outro, é fruto de uma má gestão durante os sucessivos anos, pois, nunca tentaram encarar o problema.


Rapaz, mesmo que mudem a constituição, se não existir uma gestão rigorosa da função publica, voltamos a ter o mesmo problema.... excesso de funcionários![xx(]
A constituição apenas dificulta o exercicio dos "gestores" (leia-se governo) e, mesmo que não dificultasse, a vontade de mudar teria sempre que partir da gestão.... algo que até hoje não tinha acontecido[xx(] ( mais uma vez PS fazer o que o Barroso deveria ter feito ) [:p][:p]




citação:Já agora, durante todos estes anos não se tentou resolver a situação, tipo, continua a não querer-se resolver a situação, marketing à parte, até agora nada</u> está feito. Nada. Vamos lá ver, mas se até meados de 2007 não começar a surgir algo de concreto, não será depois disso que aparece.

E não foi isso que escrevi ? [:0] [|)][|)]

Estás queimado ? :D


Não, eu não ;)
 
citação:Originalmente colocada por mundano

E vamos fazer como? Despedir 150 ou 200 mil de uma vez?

Achas que isso resolveria alguma coisa? Eu acho que seria bem pior.. Não só a nivel do defice, como a nivel social...

As coisas deviam ter sido pensadas há 10 ou 20 anos atrás. Não foram, agora temos um grave problema, é certo que o tempo se esgota, mas não é a agir sem pensar que o vamos resolver.

Eu acho que o caminho correcto é limitar fortemente o acesso à FP, fomentando a mobilidade dentro da mesma, e incentivar saidas voluntarias.. Os despedimentos neste momento, não são solução.. Até porque representariam igualmente despesa com o subsidio, despesa com as indeminizações e agravariam a nossa situação social que já é das piores da europa..

Embora concorde que a constituição deva ser mudada nesses aspectos, não partilho da tua opinião de que esse seja o entrave à nossa recuperação..

Talvez, tenhamos que o fazer, talvez [xx(]

Acho que só não estás a ver uma coisa ;) Mundano, que a FP tem gente mais, é indiscutível e tu próprio o que consegues admitir não é?

E o que representa essa gente a mais? Bem, representa despesa. Até aqui o que eu estou a dizer não é nada de extraordinário ou inovador.

E o que tu propões? Ah...restringe-se o acesso à FP ao máximo (coisa que o Barroso e o Sócrates já fizeram) e permite-se uma melhor mobilidade, bla bla bla e coisa vai-se resolvendo.

Isso é uma solução simplista, desculpa que te diga. Desde 2002 que, oficialmente, está muito dificultada a entrada na FP, mesmo assim continuam a entrar mais do que saiem! Mesmo este ano de 2005 com o Sócrates aconteceu o mesmo (o dogma do "saiem 2 entra 1" simplesmente é irreal e irrealizável, infelizmente). E porquê?

Porque o sector da saúde, nomeadamente, não pode funcionar assim, não podem deixar de entrar médicos, enfermeiros, etc para os quadros do Estado. Simplesmente não podem, porque o Estado precisa deles. E é por isso que o número de funcionários do Estado continua a aumentar (muito menos do que há uns anos) mas continua a aumentar, porque é inevitável.

Isto tudo para chegar onde?

Em primeiro lugar, poucos FPs quererão sair por livre vontade, mesmo com indeminizações. Tudo bem, recebem a indeminização mas depois não têm trabalho, de que lhes serve? As pessoas não são parvas.

E mesmo que se reduzisse em 150.000/200.000 o número de funcionários, continuaria a existir o problema do modo de funcionamento da FP. No fundo, o problema de ter excesso de despesa diminuia a longo prazo (porque a curto aumenta com as indeminizações) mas a massa laboral continuaria ineficiente e na mesma.

Isto não é só um problema de excesso de funcionários, é um problema de esquemas de organização, de modo de funcionamento da FP, que está errado! E isto só se resolver DESTRUINDO o esquema de funcionamento actual.
 
citação:Originalmente colocada por André

Não, eu não ;)

E então ? :D


A constituição sempre foi assim e os governantes sempre tiveram que viver com ela.....
Mas os governantes como qualquer outro gestor de uma empresa, têm que adaptar a sua gestão ao que as "directivas" permitem.
Se a constituição sempre dificultou e não queriam reve-la, os governos passados só tinham que tentar remediar o problema com uma gestão bem orientada.
Ou tu pensas que nos outros países passam o tempo a mudar a constituição ?:D
 
André, eu reconheço, e acho que sempre reconheci que para os serviços que temos, o numero de FP é uma aberração? Especialmente porque a sua ineficiencia leva a uma duplicação de funções impressionante.. Só a titulo de exemplo, um organismo como o Ministerio da Educação, com um quadro tão grande e com tantos recursos qualificados não tem ninguém que saiba fazer um algoritmo para o concurso dos professores? Porque é que além de suportarmos uma estrutura gigantesca temos ainda que recorrer a serviços externos?

Ao somar tudo de um lado, e ao por os serviços prestados pelo estado no outro prato da balança facilmente chegamos à conclusão que as despesas que temos são um absurdo..

Eu com isso concordo facilmente... O que me escapa é como é que a possibilidade de despedir poderá vir a ser a panaceia para os nossos problemas. Eu continuo a achar que temos que ser realistas e perceber que despedimentos em larga escala na FP nunca vão acontecer, porque isso é impossivel. Só com uma ditadura militar ou algo do genero.. Actualmente é simplesmente impossivel. Não vale a pena contar historias porque nenhum dos nossos dirigentes politicos, actuais ou futuros, com ou sem restrições na constituição o vai fazer..

Portanto, se não conseguirmos atingir a melhor solução, nada como tentar atingir o melhor dentro das restrições existentes..


E quanto à constituição, não me choca que se mude, mas continuo a achar que isso não vai ser a solução para nada..
 
citação:Originalmente colocada por 3com

citação:Originalmente colocada por André

Não, eu não ;)

E então ? :D


A constituição sempre foi assim e os governantes sempre tiveram que viver com ela.....
Mas os governantes como qualquer outro gestor de uma empresa, têm que adaptar a sua gestão ao que as "directivas" permitem.
Se a constituição sempre dificultou e não queriam reve-la, os governos passados só tinham que tentar remediar o problema com uma gestão bem orientada.
Ou tu pensas que nos outros países passam o tempo a mudar a constituição ?:D

E então? :D

E então quem pelos vistos quem já não sabia o que tinha dito eras tu [:p];)

Até parece que os outros países têm constituições que determinam sociedades socialistas [:p][}:)]

São neutras, antes :)

Pela tua querida lógica de "os governantes sempre tiveram que viver com ela", não se tinha mudado a constituição em 87, permitindo vê lá...a liberdade económica e a iniciativa privada (ao fim de 12 anos de insistência do PSD o PS lá disse que sim e deixou de empatar, pela mão do seu líder menos político de sempre...Vitor Constâncio [^][^]).

Tinha ficado tudo na mesma, e hoje em Portugal, havia ainda menos empresas, era tudo do Estado, funcionava tudo ainda pior, controlo da comunicação social por parte do Estado, de acordo com a senhora dona constituição feita para uma sociedade socialista [:p][:p][:p][}:)][}:)][}:)]

Que situacionismo 3com ;) Ai ai, as coisas quando são e estão más, mudam-se [8D]

Não é o país que tem se adaptar às necessidades da constituição mas antes a constituição que tem de se adaptar às necessidades do país [:p]

Capiche?
 
citação:Originalmente colocada por mundano

André, eu reconheço, e acho que sempre reconheci que para os serviços que temos, o numero de FP é uma aberração? Especialmente porque a sua ineficiencia leva a uma duplicação de funções impressionante.. Só a titulo de exemplo, um organismo como o Ministerio da Educação, com um quadro tão grande e com tantos recursos qualificados não tem ninguém que saiba fazer um algoritmo para o concurso dos professores? Porque é que além de suportarmos uma estrutura gigantesca temos ainda que recorrer a serviços externos?

Mas é fácil de perceber o porquê de isso acontecer ;)

Ainda bem que me deste essa deixa :)[8D]

A verdade é que as necessidades do país, exigem serviços cada vez mais especializados que só as empresas privadas sabem fornecer.

E é aqui que o mito do colectivismo e do Estado como solução para tudo e para todos, estatela-se na parede.

O Estado não consegue dar resposta a essas necessidades, porque estas exigem conhecimentos elevadíssimos que só o sector privado dá resposta.

Daí que o Estado vá contratar serviços externos, precisa mesmo deles já que os seus funcionários não os conseguem prestar nem...sabem prestá-los. E nem sequer o Estado tem meios para o prestar.

Mas como o Estado não tem capacidade de se adaptar ou seja de modificar a sua massa laboral</u>, tem de manter as pessoas. E para manter as pessoas...mantém os serviços...e estes ficam duplicados.

E o Estado gasta a pagar ao privado que lhe fornece e gasta a pagar à parte da sua massa que não lhe serve para nada.

E com isto vêm gastos públicos gigantescos...défice...

Lá está, esta falta de "adaptabilidade" do Estado levou a situações caricatas.

A Agricultura em Portugal teve uma queda em representação no PIB GIGANTESCA nos últimos 20 anos, e a própria população activa na agricultura também.

E sabem que mais? O Ministérios da Agricultura tem hoje os mesmos funcionários e serviços que tinha há 20 anos!

Isto tudo é tão non-sense ;)
 
citação:Originalmente colocada por mundano
Eu com isso concordo facilmente... O que me escapa é como é que a possibilidade de despedir poderá vir a ser a panaceia para os nossos problemas. Eu continuo a achar que temos que ser realistas e perceber que despedimentos em larga escala na FP nunca vão acontecer, porque isso é impossivel. Só com uma ditadura militar ou algo do genero.. Actualmente é simplesmente impossivel.

Eu sei que é difícil, mas não concordo que isso só pudesse acontecer numa ditadura.

Hoje, em 2006, nós precisamos de uma nova mudança de paradigma, a verdade é esta.

Precisamos de nos adaptar definitivamente à economia de mercado e aceitá-la com os seus defeitos e a suas virtudes.

Tal como há 20 anos, se deu os primeiros passos, temos hoje que completar esse caminho, por muito que custe.
Porque, e não tenho muitas dúvidas em relação a isto, quanto mais tempo demorarmos a entrar "neste sistema", pior e mais para trás ficamos.

E eu sei que isto é muito difícil porque isto é basicamente matar uma parte do "sonho de Abril" de uma grande maioria, matar princípios que nos foram incutidos de...gratuidade...do Estado como paizinho...

A verdade é que 32 anos depois, o 25A (e o 25N [:p];)) só nos deu 2 coisas que têm futuro: democracia e liberdade de expressão.

O resto daqueles ideais, daquele tipo de sociedade com que se sonhou, não têm possibilidade de existência no mundo actual...só nos fazem ficar para trás.

A não ser claro que abdiquemos da boa vida, dos plasmas e dos dvds, do cabo e da internet, do carrinho e das fériazinhas na neve ou na praia e digamos que: "Pá pronto, preferimos ficar pobres, voltar para o campo e ter uma vida descansada, vá de retro oh capitalismo selvagem" [}:)]

Não dá é para manter os benefícios da economia de mercado, e manter os benefícios do socialismo.

Ou se tem uma coisa, ou se tem a outra. É pena, mas é assim [8)]
 
È com enorme prazer que assisto as este tipo de debates.De ambos os lados vejo pessoas que considero muito validas, já pensaram num encontro ,para uma saudavel troca de ideias?È que eu sinto-me algo limitado na troca de ideias por este meio , mas teria um enorme , e repito , enorme prazer em poder contactar directamente com pessaoas como, e passo a citar:Pé leve , André,Mundano , 3com,J.R.,e o grande , a meu entender ...lol carlos.L.
Se acharem valida esta ideia, nada original ideia digam qualquer coisa.Sou de Lisboa , mas por uma boa causa vou para qualquer parte do país.
 
citação:Originalmente colocada por J.R.

Pelos vistos a lista foi bem feita.
E pelos vistos continua supranumerário pq foi nomeado DG.
Não passou a pertencer aos quadros de MA.
Qd a nomeação terminar.... volta para a prateleira.

PERCEBI BEM???

O mal é esse! ninguém sabe quais são os critérios.[}:)][8)]
 
citação:Originalmente colocada por André


Hoje, em 2006, nós precisamos de uma nova mudança de paradigma, a verdade é esta.

Precisamos de nos adaptar definitivamente à economia de mercado e aceitá-la com os seus defeitos e a suas virtudes.


E a esquerda é que é acusada de ser idealista ;)

Eu até concordo contigo em algumas coisas, continuo é sem perceber como é que na pratica implementas isso no terreno pacificamente..
 
citação:Originalmente colocada por André
A verdade é que as necessidades do país, exigem serviços cada vez mais especializados que só as empresas privadas sabem fornecer.

O Estado não consegue dar resposta a essas necessidades, porque estas exigem conhecimentos elevadíssimos que só o sector privado dá resposta.

Daí que o Estado vá contratar serviços externos, precisa mesmo deles já que os seus funcionários não os conseguem prestar nem...sabem prestá-los. E nem sequer o Estado tem meios para o prestar.

Mas como o Estado não tem capacidade de se adaptar ou seja de modificar a sua massa laboral</u>, tem de manter as pessoas. E para manter as pessoas...mantém os serviços...e estes ficam duplicados.

E o Estado gasta a pagar ao privado que lhe fornece e gasta a pagar à parte da sua massa que não lhe serve para nada.

E com isto vêm gastos públicos gigantescos...défice...
E sabem que mais? O Ministérios da Agricultura tem hoje os mesmos funcionários e serviços que tinha há 20 anos!

Isto tudo é tão non-sense ;)


Ora, aqui está um belo exemplo de desconhcimento da realidade.

Existe uma coisa chamada BEM PÚBLICO, inprivatizável! O bem público é aquele conjunto de bens necessários a todos e que não estão completamente definidos e assegurados e, portanto, suas trocas com outros bens acabam não se realizando eficientemente através do mercado. Dessa forma, o sistema de preços é incapaz de valorá-los adequadamente.

Um exemplo clássico de um bem público seria a defesa nacional, pois a força aérea não pode defender um cidadão de um ataque inimigo sem ter em conta o seu vizinho. A defesa nacional não pode defender apenas aqueles que podem pagar. Por outro lado, filmes e refeições são bens privados, pois pode-se impedir, com um custo relativamente baixo, a alguém que não possua um bilhete de assistir a um filme ou de entrar em um restaurante se não estiver adequadamente vestido.

Existem também os bens semi-públicos, onde pode haver concorrência. Porque Não se pode privatizar tudo, porque existe um conjunto de bens que simplesmente não pode estar nas mãos dos privados, ou se estiver tem de estar muito limitado. Mas a Justiça, Educação e Saúde são as pastas clássicas de que tem de existir para permitir às pessoas sem posses o acesso a esses bens.

Por isso existem os advogados oficiosos, para assegurar o direito de defesa, as escolas públicas para permitir o acesso à educação... É que se for a política de que só tem que pode pagar, então não temos Estado de Direito Democrático, é DITADURA do euro. Porque hoje André podes ter dinheiro, mas amanhã podes não ter... Quem nasce privilegiado não sabe disto, mas quem nasce desfavorecido sabe das dificuldades do acesso a bens semi públicos;)

Exemplos: Os EUA tem escolas públicas, universidades públicas, uma grande máquina administrativa na investigação policial, bombeiros, etc. Tudo à custa do Estado.

Os países nórdicos têm igualmente um acesso de cuidados de saúde grátis, às custas do Estado.

Só que nesses países, a eficácia fiscal é diferente, é maior e existe o princípio generalizado de que se deve pagar os impostos. Além de que tomaram as decisões correctas ao longo dos anos, no que diz respeito a política da FP do país.

O défice portuguÊs é precisamente esse, impostos em falta e má gestão política. Um exemplo claríssimo! SAbem porque é que existem tantos horários ZEROS? Devido às reformas curriculares que existiram, reformas que não deram em nada. Em 1990 Contrataram-se milhares de professores de inglês que por exemplo davam 4 horas por semana em cada turma. Com a reforma parola, reduziram o n.º de horas para 2. Evidentemente a política de reforma curricular veio prejudicar tudo e tods, e sem eficácia. Porque agora puseram o inglês no 1º ciclo, contratando colégios privados para dar inglês... Cabe na cabeça de alguém? [:X]

O antónio Guterres em 1996 teve a brilhante ideia de passar todas as pessoas que estavam a recibos verdes para o quadro... Bastava que tivessem 3 meses de recibos verdes... Foi um arranjar de recibos verdes..[^] A culpa É DE QUEM GERE E NÃO DE QUEM É GERIDO. A RESPONSABILIDADE DEVE SER IM****DA A QUEM DECIDIU.
 
zerorpm, não é só impostos em falta... As nossas despesas em percentagem não tarda ultrapassam as da Alemanha...

Nós temos um estado gordo que gasta muito para os serviços que presta e presta serviços de necessidade duvidosa. Basta ver que o nosso Estado até batatas e centeio produz..
 
citação:Originalmente colocada por mundano

E a esquerda é que é acusada de ser idealista ;)

Eu até concordo contigo em algumas coisas, continuo é sem perceber como é que na pratica implementas isso no terreno pacificamente..

Isto já não tem a ver com esquerda ou direita ;) Há muito que essa divisão está ultrapassada.

Isto tem a ver com se ser mais liberal ou se ser mais conservador.

E o pior deste país é que tanto a esquerda como a direita são conservadoras, cada uma à sua maneira [8)]

Pacificamente, nunca. Nunca, porque é impossível. São mudanças sociais muito radicais. Se fosse pacífico já estava feito.

É necessário uma grande força de vontade e eu só acredito que se consiga fazer o que se tem a fazer quando o PS e o PSD fizerem um acordo a esse respeito.

[fim do idealismo]

Como isso é praticamente impossível, vamos continuar a defenhar, por anos e mais anos, continuando a empobrecer...gradualmente.
 
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