É engraçado ver os que sempre por aqui apoiaram o agora detido, clamarem por justiça, à guisa de lavarem a face. Até parece um chavão. Depois há os contorcionistas que estão conforme o vento. Se o ambiente é reprovador da conduta do agora detido, eles afinam por esse diapasão. Mas, mal se manifestem saudades e se elogie algo relacionado com um passado recente e tenebroso, viram logo a casaca.
Sabendo como funciona a justiça em Portugal, pouco célere, branda e pouco eficaz para quem tem meios de montar uma boa defesa, reside neles uma secreta esperança de nada se passar e o gajo que veneraram ao longo de cinco anos, passe nos intervalos da chuva. Ainda ontem revelavam um saudosismo com segundos lugares e aplaudiam a "exigência" que ele pedia aos atletas e não só. Sim, ele era um exemplo de exigência para o cargo que ocupava. Um primor.
É tempo de ajustar contas. A expulsão de sócio desta gente é imperativa. Isto que ontem sucedeu é tão só a ponta do iceberg. Venha a auditoria forense que comprove a gestão danosa que o Carvalho preconizou. O dinheiro perdido com as rescisões, que dificilmente nestas circunstâncias o Sporting recuperará e onde provavelmente terá de chegar-se à frente, a adjudicação de serviços na ordem dos milhões de euros a amigos e compinchas e negociatas com comissões a empresários de índole muito duvidosa.