Neste momento sim, Crossover e SUV anda na mesma casa.
O exemplo do ML foi bem dado, no inicio dos SUV, o chassi usado era de longarinas, na America, ate usavam muito chassi provientes de pick-ups etc. Ainda hoje, salvo erros os Tahoe, Escalade e todos esses primos, continuam a usar chassi de longarina. Crossover usava construçao em monocoque proveniente de carros de turismo.
Hoje em dia, poucos sao os SUV se formos por este conceito que disse em cima.
O monocoque ou de longarinas por si sí não faz definir se é SUV ou Crossover e muito menos jipe ou todo terreno.
Ao longo dos anos vários jipes tiveram chassis monocoque alguns bem antigos como o Lada Niva, outros como os Jeep Cherokee ou Grand Cherokee e desde do ano 2000 jipes como o Pajero ou o Discovery4 que usam este tipo de construção, que apesar de monocoque possuí na mesma as travessas na sua composição mas soldadas ao restante habitáculo, principalmente adoptou-se esta solução a partir do momento que os jipes passaram a ter suspensões independentes às 4 rodas, talvez o ML w163 seja dos poucos exemplos de suspensão independente às 4 rodas com um chassis de travessas e longarinas, proveniente do Mercedes G e adaptada (existiu também uma versão limitada EVO do Pajero V20 com sistema idêntico e o Nissan Pathfinder (também com redutoras), pelo menos geração anterior que partilhava o chassis coma Navara mas com suspensão independente traseira.).
Seja como for o que faz de um modelo jipe ou todo terreno é a capacidade de progressão dada por uma caixa de transferência com engrenagens redutoras que permitem duplicar ou às vezes até mais a força do motor com a menor velocidade possível, dando ao veículo capacidade de ascensão e retenção. Ora isso ainda hoje pode ser encontrado em Range Rovers, Discovery 5, Grand Cherokee, Toyota Land Cruiser (que ainda mantém o chassis de longarinas nas mais diversas carroçarias), Mitsusbishi Pajero, Pajero Sport, Mercedes ML, Jeep wrangler, Land Rover Defender, Mercedes G, Suzuki Vitara, etc, etc.
Contudo continuando no exemplo do ML a primeria geração trazia de série a caixa de redutoras, já a 2ª geração e seguintes só trazem em opção, como tal existem MLs com excelentes capacidades TT e outros que são apenas 4x4 como um AudiQ5/Q7.
O SUV obrigatoriamente obrigava a uma transmissão 4x4. X5, ML, Cayenne, entre outros, por norma com 3 diferenciais.
Contudo o conceito foi desvirtuado chegando aos que hoje se chama de Crossover onde numa grande maioria nem existe qualquer possibilidade 4x4 e que por norma partem de modelos base das gamas mais vendidas como sejam o B e C.
Seja como for tais confusões não servem a meu ver se não para tentar colocar mais uma ou outra crítica ao panorama atual no que a definições se refere. Qualquer dos modelos aqui falado a nível de crossovers tem tido uma boa carreira comercial e se bem que muitos não têm qualquer pretensão expedicionária não é por isso que deixam de ser boas opções, desde que vão de encontro ao gosto do mercado e permitam boas facturações à marca.
Mais do que o veículo e marca e modelo o que interessa é ir e usufruir cada um à sua maneira.
Um bom exemplo:
http://www.digitalmotores.pt/expedicao-todo-terreno-peugeot-3008-lisboa-dakar-bissau-2/