TAP Portugal

  • Thread starter Thread starter MrGrieves
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Bem, quem vai para a guerra prepara-se antes, e o sindicato dos pilotos sabia que, se marcasse uma greve de 48 horas, entre voos assegurados pelos não grevistas, remarcações e transferências para outras companhias e aluguer de meia dúzia de aviões, o efeito da greve era nulo.

Eu receio bem que isto não acabe nada bem. A companhia tem que ser privatizada - o que os governos fizeram e não fizeram a isso obriga - e cada dia que passa a marca TAP vale menos. Estou convencido de que a TAP não interessa a nenhuma companhia interessante neste momento, pois deve muito dinheiro e necessita de uma reestruturação demorada e dolorosa, pelo que o negócio de privatização tem que ser um negócio manhoso e bem opaco, como estamos a ver.

O único ativo importante que a TAP são os seus pilotos e uns quantos quadros e o seu network. Os aviões, esses ou são velhos ou estão em leasing.

De acordo com a Airfleets, a frota, sem PGA, é a seguinte:


[TD="class: tdtexten"]Airbus A319[/TD]
[TD="class: tdtexten, align: center"] 21 [/TD]
[TD="class: tdtexten"]15.8 years[/TD]

[TD="class: tdtexten, width: 20%"]Airbus A320[/TD]
[TD="class: tdtexten, width: 15%, align: center"] 19 [/TD]
[TD="class: tdtexten, width: 15%"]11.2 years[/TD]

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[TD="class: tdtexten, width: 15%"]14 years[/TD]

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[TD="class: tdtexten, width: 20%"]TOTAL[/TD]
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[TD="class: tdtexten, width: 15%"]13.8 years[/TD]
[TD="class: tdtexten, width: 50%"] The calculation of the fleet age can be approximated because it is only based on the supported aircraft [/TD]

A frota está velha e os A319 e 320 são todos aviões com muitos ciclos, pois têm taxas de utilização muito altas. Há tempos a TAP dizia com orgulho que era o operador europeu com uma taxa de utilização mais elevada de A320. Isto quer dizer, visto pelos especialistas, que é a companhia que mais stress impõe aos aparelhos. (Seria como se eu usasse como argumento para vender um carro o facto de ele fazer 100.000 Km por ano.)



Os pilotos não querem enterrar o nome da TAP; os pilotos defendem interesses, sejam eles legítimos ou não.

O Estado pode meter dinheiro, apesar de passar o tempo a dizer o contrário, pois a última ajuda que deu já aconteceu há mais de 10 anos. (Era o que faltava um accionista não poder meter dinheiro numa companhia que detém a 100%.)

O lógico teria sido o Estado investir, aumentar o valor da companhia, reestruturar e de seguida vender uma companhia mais leve e dinâmica, com rotas mais valiosas e melhor equipamento. Não o quis fazer, pois sabia que, se metesse dinheiro no seu capital, os portugueses nunca aceitariam que a companhia fosse privatizada. Escolheu o caminho mais fácil - e agora tem que vender algo que não tem valor. Provavelmente o valor da companhia é negativo.

Olha, gostei! [:cool:]

Isto agora como não há mais "likes" tem que se passar uma declaração! [:D]
 
Bem, quem vai para a guerra prepara-se antes, e o sindicato dos pilotos sabia que, se marcasse uma greve de 48 horas, entre voos assegurados pelos não grevistas, remarcações e transferências para outras companhias e aluguer de meia dúzia de aviões, o efeito da greve era nulo.

Eu receio bem que isto não acabe nada bem. A companhia tem que ser privatizada - o que os governos fizeram e não fizeram a isso obriga - e cada dia que passa a marca TAP vale menos. Estou convencido de que a TAP não interessa a nenhuma companhia interessante neste momento, pois deve muito dinheiro e necessita de uma reestruturação demorada e dolorosa, pelo que o negócio de privatização tem que ser um negócio manhoso e bem opaco, como estamos a ver.

O único ativo importante que a TAP são os seus pilotos e uns quantos quadros e o seu network. Os aviões, esses ou são velhos ou estão em leasing.

De acordo com a Airfleets, a frota, sem PGA, é a seguinte:


[TD="class: tdtexten"]Airbus A319[/TD]
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[TD="class: tdtexten, width: 20%"]TOTAL[/TD]
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A frota está velha e os A319 e 320 são todos aviões com muitos ciclos, pois têm taxas de utilização muito altas. Há tempos a TAP dizia com orgulho que era o operador europeu com uma taxa de utilização mais elevada de A320. Isto quer dizer, visto pelos especialistas, que é a companhia que mais stress impõe aos aparelhos. (Seria como se eu usasse como argumento para vender um carro o facto de ele fazer 100.000 Km por ano.)



Os pilotos não querem enterrar o nome da TAP; os pilotos defendem interesses, sejam eles legítimos ou não.

O Estado pode meter dinheiro, apesar de passar o tempo a dizer o contrário, pois a última ajuda que deu já aconteceu há mais de 10 anos. (Era o que faltava um accionista não poder meter dinheiro numa companhia que detém a 100%.)

O lógico teria sido o Estado investir, aumentar o valor da companhia, reestruturar e de seguida vender uma companhia mais leve e dinâmica, com rotas mais valiosas e melhor equipamento. Não o quis fazer, pois sabia que, se metesse dinheiro no seu capital, os portugueses nunca aceitariam que a companhia fosse privatizada. Escolheu o caminho mais fácil - e agora tem que vender algo que não tem valor. Provavelmente o valor da companhia é negativo.

E vão dois. Tb gostei.
Só um pormenor acerca da taxa de utilização muito alta. Também é preciso ver que o avião se fez para voar. Enquanto está parado não rende para se pagar a si próprio ;)
 
Vou mandar a minha posta. Quem devia ser extinto é a porra desse sindicato que contrata esse gajo que nem sindicalizado é[:D][8b]
Pelo que vi do Sexta às 9, a culpa é dos gajos que chamaram de novo esse gajo, mesmo sabendo que só aparece em alturas de crise na TAP.

Espero é que a PJ/MP/AT prendam esse fulano. E de preferência que todo o guito que ele tenha passe para mãos da TAP.
Sim, conheço gente que só voa na TAP.
 
(...)

A frota está velha e os A319 e 320 são todos aviões com muitos ciclos, pois têm taxas de utilização muito altas. Há tempos a TAP dizia com orgulho que era o operador europeu com uma taxa de utilização mais elevada de A320. Isto quer dizer, visto pelos especialistas, que é a companhia que mais stress impõe aos aparelhos. (Seria como se eu usasse como argumento para vender um carro o facto de ele fazer 100.000 Km por ano.)

(...)


A questão é que aquilo que está à venda é uma empresa de transportes e não um avião.
Um carro, quantos mais quilómetros tiver, menos vale... mas uma empresa de transportes, quantos mais quilómetros o seu carro tiver, mais rentável ela é pois cada minuto que o carro está parado faz encarecer o preço de cada quilómetro que percorrer.


De resto estou, na generalidade, de acordo contigo.
 
Dados mais correctos retirados do relatório de contas da Tap:
View attachment 129852View attachment 129853


Pois eu bem me parecia que tinha lido qualquer coisa que apenas os a340 era propriedade efetiva da TAP.
E agora a esses 4 descontas 1.

De qualquer forma convém distinguir a locação financeira da operacional. No fundo a financeira, serão os leasings, quer dizer que no final dos contratos os aparelhos passam para propriedade TAP. Os operacionais é que não.

Ou seja, neste momento da totalidade da frota TAP, fazendo parte do património estamos a falar de 3 aparelhos.
 
Bem, quem vai para a guerra prepara-se antes, e o sindicato dos pilotos sabia que, se marcasse uma greve de 48 horas, entre voos assegurados pelos não grevistas, remarcações e transferências para outras companhias e aluguer de meia dúzia de aviões, o efeito da greve era nulo.

Eu receio bem que isto não acabe nada bem. A companhia tem que ser privatizada - o que os governos fizeram e não fizeram a isso obriga - e cada dia que passa a marca TAP vale menos. Estou convencido de que a TAP não interessa a nenhuma companhia interessante neste momento, pois deve muito dinheiro e necessita de uma reestruturação demorada e dolorosa, pelo que o negócio de privatização tem que ser um negócio manhoso e bem opaco, como estamos a ver.

O único ativo importante que a TAP são os seus pilotos e uns quantos quadros e o seu network. Os aviões, esses ou são velhos ou estão em leasing.

De acordo com a Airfleets, a frota, sem PGA, é a seguinte:


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A frota está velha e os A319 e 320 são todos aviões com muitos ciclos, pois têm taxas de utilização muito altas. Há tempos a TAP dizia com orgulho que era o operador europeu com uma taxa de utilização mais elevada de A320. Isto quer dizer, visto pelos especialistas, que é a companhia que mais stress impõe aos aparelhos. (Seria como se eu usasse como argumento para vender um carro o facto de ele fazer 100.000 Km por ano.)



Os pilotos não querem enterrar o nome da TAP; os pilotos defendem interesses, sejam eles legítimos ou não.

O Estado pode meter dinheiro, apesar de passar o tempo a dizer o contrário, pois a última ajuda que deu já aconteceu há mais de 10 anos. (Era o que faltava um accionista não poder meter dinheiro numa companhia que detém a 100%.)

O lógico teria sido o Estado investir, aumentar o valor da companhia, reestruturar e de seguida vender uma companhia mais leve e dinâmica, com rotas mais valiosas e melhor equipamento. Não o quis fazer, pois sabia que, se metesse dinheiro no seu capital, os portugueses nunca aceitariam que a companhia fosse privatizada.

Ton, não concordo com 2 pontos neste teu post:
- o maior activo da Tap são as suas rotas e quota de mercado para alguns destinos (Brasil, e Africa), não os seus pilotos. Ninguém compra uma companhia aérea por causa dos seus pilotos (a não ser que sejam pilotos habilitados para pilotar aviões específicos como por ex. cargueiros ou aviões de grande porte, que não é o caso da Tap)
- Para o Estado meter mais dinheiro na TAP, devido a ser uma empresa pública, terá de pedir autorização à Comissão Europeia e apresentar um plano de reestruturação, que envolverá obrigatoriamente cortes e despedimentos. Conhecendo o péssimo gestor que é o Estado, a liberdade que os trabalhadores das empresas públicas tem ao marcar greves por tudo e por nada, e até mesmo ao problema de um plano de reestruturação se tornar inconstitucional, percebemos a dificuldade de injectar dinheiro na Tap...
 
Ton, não concordo com 2 pontos neste teu post:
- o maior activo da Tap são as suas rotas e quota de mercado para alguns destinos (Brasil, e Africa), não os seus pilotos. Ninguém compra uma companhia aérea por causa dos seus pilotos (a não ser que sejam pilotos habilitados para pilotar aviões específicos como por ex. cargueiros ou aviões de grande porte, que não é o caso da Tap)
- Para o Estado meter mais dinheiro na TAP, devido a ser uma empresa pública, terá de pedir autorização à Comissão Europeia e apresentar um plano de reestruturação, que envolverá obrigatoriamente cortes e despedimentos. Conhecendo o péssimo gestor que é o Estado, a liberdade que os trabalhadores das empresas públicas tem ao marcar greves por tudo e por nada, e até mesmo ao problema de um plano de reestruturação se tornar inconstitucional, percebemos a dificuldade de injectar dinheiro na Tap...

Quanto ao primeiro ponto, estou de acordo contigo; aliás eu tinha falado em pilotos e uns quantos quadros e no network. Falei em pilotos e uns quantos quadros (estejam eles na gestão, nas operações ou na manutenção) para referir aquelas pessoas mais especializadas e que são mais difíceis de substituir e no network, pois ele é o principal ativo: o conjunto das rotas será talvez o ADN da companhia.

Quanto ao segundo ponto, também estás correto e considero-me corrigido. O problema de uma intervenção do Estado viria de todo o processo de reestruturação, sua preparação e negociação, e sobretudo da sua duração. Estou convencido que uma intervenção era operação para demorar uns bons anos, logo não era uma coisa que se fizesse em dois anos, provocando muito alarido enquanto durasse e já estivesse esquecida no final do mandato. Não, era uma coisa que se começaria e não estaria terminada numa legislatura.
 
Ton, não concordo com 2 pontos neste teu post:
- o maior activo da Tap são as suas rotas e quota de mercado para alguns destinos (Brasil, e Africa), não os seus pilotos. Ninguém compra uma companhia aérea por causa dos seus pilotos (a não ser que sejam pilotos habilitados para pilotar aviões específicos como por ex. cargueiros ou aviões de grande porte, que não é o caso da Tap)
- Para o Estado meter mais dinheiro na TAP, devido a ser uma empresa pública, terá de pedir autorização à Comissão Europeia e apresentar um plano de reestruturação, que envolverá obrigatoriamente cortes e despedimentos. Conhecendo o péssimo gestor que é o Estado, a liberdade que os trabalhadores das empresas públicas tem ao marcar greves por tudo e por nada, e até mesmo ao problema de um plano de reestruturação se tornar inconstitucional, percebemos a dificuldade de injectar dinheiro na Tap...


Peço desculpa, mas como neste momento é fácil bater nos pilotos, eles meteram-se a jeito, acabam por surgir algumas inverdades.

Os pilotos são ativos, sim. São profissionais formados, com centenas de horas de vôo, com elevados custos de formação que lhes foram proporcionados, estão plenamente habilitados a voar, qualquer que seja o "patrão"!

Se a TAP tem uma imagem de segurança, muito deve aos seus pilotos. Dizer que os pilotos não são ativos... E pelos vistos a maioria até são leais à entidade patronal!
 
Ton, não concordo com 2 pontos neste teu post:
- o maior activo da Tap são as suas rotas e quota de mercado para alguns destinos (Brasil, e Africa), não os seus pilotos. Ninguém compra uma companhia aérea por causa dos seus pilotos (a não ser que sejam pilotos habilitados para pilotar aviões específicos como por ex. cargueiros ou aviões de grande porte, que não é o caso da Tap)
- Para o Estado meter mais dinheiro na TAP, devido a ser uma empresa pública, terá de pedir autorização à Comissão Europeia e apresentar um plano de reestruturação, que envolverá obrigatoriamente cortes e despedimentos. Conhecendo o péssimo gestor que é o Estado, a liberdade que os trabalhadores das empresas públicas tem ao marcar greves por tudo e por nada, e até mesmo ao problema de um plano de reestruturação se tornar inconstitucional, percebemos a dificuldade de injectar dinheiro na Tap...
Até que enfim alguém pensa como eu. Mas alguém pensa que sendo a TAP privada vai voar, ou ter pacotes especiais para certas rotas? É como em tudo, o Estado tem que ter algo que dê prejuízo, mas na mesma onde tem que ter algo que dê lucro.
Um paralelismo tolo: Cantinas universitárias, o prato social não pode ser cobrado para dar lucro ao Estado, isso é errado. Deve ser uma refeição acessível ponto. Contudo, o Estado (cantinas) deve ter outros sectores de alimentação para gerar o lucro e tapar o buraco das primeiras, os chamados "snacks em Coimbra".

Depois na questão das greves, ainda não vi outras reportagens, parece-me que são mais obra do Lino, perdão do "dono" do sindicato que propriamente dos pilotos.
Quase que vejo esse gajo como o topo de uma pirâmide estilo telexfree. Os patos que estão do lado dele são os que sustentam aquilo, enquanto que os ordeiros, os sérios tentam sustentar a empresa até terem o limite legal de horas.
 
Peço desculpa, mas como neste momento é fácil bater nos pilotos, eles meteram-se a jeito, acabam por surgir algumas inverdades.

Os pilotos são ativos, sim. São profissionais formados, com centenas de horas de vôo, com elevados custos de formação que lhes foram proporcionados, estão plenamente habilitados a voar, qualquer que seja o "patrão"!

Se a TAP tem uma imagem de segurança, muito deve aos seus pilotos. Dizer que os pilotos não são ativos... E pelos vistos a maioria até são leais à entidade patronal!

Leste mal o meu post.
Eu não disse que não eram activo.
Disse que não eram o maior activo da Tap, como o Ton disse num post anterior.

Mas a questão aqui é que a Tap não vai ser comprada por causa dos lindos olhos dos seus pilotos.
Não podes considerar os pilotos como um activo na venda da Tap. Além da confusão e problemas que esta classe que tem gerado nos ultimos tempos com pré avisos de greve e com esta greve estupida, qualquer potencial comprador fica assustado com este tipo de atitudes. E de certeza que custará bem menos ir buscar pilotos a outras parages que aturar estas greves e exigências descabidas...

Sobre a lealdade dos pilotos com a entidade patronal, desculpa mas isso já não existe. São iguais a qualquer outro trabalhador: se receberem melhores ofertas, mudam. Os que cá ficam, ou não tem interesse em mudar, ou o mercado começa a ficar saturado com a oferta disponível e as propostas já não são assim tão aliciantes (não esquecer que a frota da Tap é relativamente pequena e baseada em vulgares A319/320/321. Pilotos para estes aviões já começam a ser muitos... Os de longo curso são aviões antiquados e com cada vez menos procura...)
 
Leste mal o meu post.
Eu não disse que não eram activo.
Disse que não eram o maior activo da Tap, como o Ton disse num post anterior.

Mas a questão aqui é que a Tap não vai ser comprada por causa dos lindos olhos dos seus pilotos.
Não podes considerar os pilotos como um activo na venda da Tap. Além da confusão e problemas que esta classe que tem gerado nos ultimos tempos com pré avisos de greve e com esta greve estupida, qualquer potencial comprador fica assustado com este tipo de atitudes. E de certeza que custará bem menos ir buscar pilotos a outras parages que aturar estas greves e exigências descabidas...

Sobre a lealdade dos pilotos com a entidade patronal, desculpa mas isso já não existe. São iguais a qualquer outro trabalhador: se receberem melhores ofertas, mudam. Os que cá ficam, ou não tem interesse em mudar, ou o mercado começa a ficar saturado com a oferta disponível e as propostas já não são assim tão aliciantes (não esquecer que a frota da Tap é relativamente pequena e baseada em vulgares A319/320/321. Pilotos para estes aviões já começam a ser muitos... Os de longo curso são aviões antiquados e com cada vez menos procura...)
Li mal sim, peço desculpa.
 
Eu não concordo com a tal greve, mas não estou a favor dos passageiros, vendo na TV os passageiros que falam ás noticias, todos dizem "vou/mulher/marido trabalhar amanha, amanha temos que estar no destino X".

Eu pergunto esta gente não pensa, sabendo que existe greve e teima em ir em cima da hora para o destino.

Era mais sensato sabendo que existe greve, planear a viagem para 2 dias antes, para depois caso o voo não realizar, poder desenrascar-se(Low-Cost, Camioneta, ou mesmo embarcar no voo aseguir)
 
A verdade da greve da TAP é o Lino da Silva que presta serviços ao sindicato dos pilotos onde já cobrou mais de 1 milhão de euros em serviços.
Só a preparar a greve em poucos dias Lino ganhou 170 mil euros.
A greve da TAP serve apenas aquela criatura, que é comandante e assessor do sindicato ganhar muito muito dinheiro.
A piada é que não é sindicalizado e voou no primeiro dia de greve.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=825180&tm=6&layout=122&visual=61
 
E o fulano é comandante e presta serviços remunerados ao sindicato? Isto nem dá para entender bem.

É bem verdade que a realidade ultrapassa sempre a ficção.
 
Depois de muito tentar finalmente consegui falar com o apoio da TAP e lá consegui mudar o voo para Agosto! apr:)


Agora é esperar para ver se ainda vai haver TAP em Agosto :sh)
 
Peço desculpa, mas como neste momento é fácil bater nos pilotos, eles meteram-se a jeito, acabam por surgir algumas inverdades.

Os pilotos são ativos, sim. São profissionais formados, com centenas de horas de vôo, com elevados custos de formação que lhes foram proporcionados, estão plenamente habilitados a voar, qualquer que seja o "patrão"!

Se a TAP tem uma imagem de segurança, muito deve aos seus pilotos. Dizer que os pilotos não são ativos... E pelos vistos a maioria até são leais à entidade patronal!
É verdade, mas não é só aos pilotos, deve a todo o pessoal da cadeia de preparação de um voo. Já houve comandantes a serem despromovidos na TAP, o que também indica que eles não estão acima de tudo.
 
Deixem-me fazer uma análise muito breve à situação da TAP:
- Nos últimos 15 anos, o mercado da aviação transformou-se radicalmente e existem principalmente 2 áreas de negócio: o mercado low-cost e os vôos de longo curso. (Existem ainda outras áreas, mas para a discussão, vamos analisar somente estas)
- As grandes companhias aéreas a nível mundial adaptaram-se a estas áreas de negócio, sendo que muitas delas optaram pela divisão / reestruturação da companhia e pelas alianças estratégicas.
- Temos o exemplo dos grupos British Airways/Ibéria, Airfrance/KLM, Lufthansa/Swiss/SNBrussels(Antiga Sabena)/etc..., e o lançamento de várias companhias low-cost, umas nascidas do zero (Ryanair, Easyjet) e outras com o apoio/patrocínio de companhias maiores (Germanwings/Lufthansa, Iberia Express/Iberia).
- Nos últimos 5 anos, tivemos ainda a entrada de um novo concorrente com uma estratégia muito agressiva, para uma área de mercado específica (segmento médio/alto, para viagens de longo curso): a Emirates.
- Com esta concorrência tão grande nas 2 áreas de negócio referidas, a TAP está numa grande encruzilhada: Uma estrutura demasiado pesada e custos demasiado elevados para combater no segmento low-cost, e uma estrutura demasiado fraca, e aviões demasiado antiquados para fazer face aos grandes grupos que se formaram.
- Para a TAP sobreviver, necessita de ser reestruturada, e provavelmente será dividida para responder às 2 áreas de negócio referidas. Uma companhia mais pequena para o mercado low cost, e uma companhia com estrutura maior para o longo curso.
- Mas mesmo para isto, falta o mais importante à TAP: dinheiro...
 
Deixem-me fazer uma análise muito breve à situação da TAP:
- Nos últimos 15 anos, o mercado da aviação transformou-se radicalmente e existem principalmente 2 áreas de negócio: o mercado low-cost e os vôos de longo curso. (Existem ainda outras áreas, mas para a discussão, vamos analisar somente estas)
- As grandes companhias aéreas a nível mundial adaptaram-se a estas áreas de negócio, sendo que muitas delas optaram pela divisão / reestruturação da companhia e pelas alianças estratégicas.
- Temos o exemplo dos grupos British Airways/Ibéria, Airfrance/KLM, Lufthansa/Swiss/SNBrussels(Antiga Sabena)/etc..., e o lançamento de várias companhias low-cost, umas nascidas do zero (Ryanair, Easyjet) e outras com o apoio/patrocínio de companhias maiores (Germanwings/Lufthansa, Iberia Express/Iberia).
- Nos últimos 5 anos, tivemos ainda a entrada de um novo concorrente com uma estratégia muito agressiva, para uma área de mercado específica (segmento médio/alto, para viagens de longo curso): a Emirates.
- Com esta concorrência tão grande nas 2 áreas de negócio referidas, a TAP está numa grande encruzilhada: Uma estrutura demasiado pesada e custos demasiado elevados para combater no segmento low-cost, e uma estrutura demasiado fraca, e aviões demasiado antiquados para fazer face aos grandes grupos que se formaram.
- Para a TAP sobreviver, necessita de ser reestruturada, e provavelmente será dividida para responder às 2 áreas de negócio referidas. Uma companhia mais pequena para o mercado low cost, e uma companhia com estrutura maior para o longo curso.
- Mas mesmo para isto, falta o mais importante à TAP: dinheiro...
Gosto!
 
Eu não concordo com a tal greve, mas não estou a favor dos passageiros, vendo na TV os passageiros que falam ás noticias, todos dizem "vou/mulher/marido trabalhar amanha, amanha temos que estar no destino X".

Eu pergunto esta gente não pensa, sabendo que existe greve e teima em ir em cima da hora para o destino.

Era mais sensato sabendo que existe greve, planear a viagem para 2 dias antes, para depois caso o voo não realizar, poder desenrascar-se(Low-Cost, Camioneta, ou mesmo embarcar no voo aseguir)
Tu não viajas de avião, pois não? Tu queres comprar bilhetes de avião na véspera tal como fazes de autocarro ou comboio? Como é óbvio as pessoas compram com antecedência e aproveitam o tempo até onde da. É para isso que servem os aviões, para viagens cómodas e rápidas.
 
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