citação

...)o que se nota é que Portugal é o primeiro país da Zona Euro e o segundo país de entre os 23 a aumentar a carga fiscal total (que inclui todos os impostos e ainda as contribuições para a Segurança Social), em 1.5% do PIB, o que (i) nos levará do 16º lugar em 2005 para 13º em 2008; (ii) nos aproximará perigosamente da média destes 23 países neste ano; e (iii) nos deixa já acima de Reino Unido, Irlanda e Espanha, e também de seis países da Europa de Leste que em Maio de 2004 aderiram à UE (quadro 2). E se em relação a estes países e à Irlanda tal facto já não é propriamente uma novidade, é confrangedor constatar que a Espanha passará a ter, a partir de 2006 (inclusive) uma carga fiscal total menor do que Portugal (35.5% do PIB contra 36.1%, respectivamente), sendo essa diferença progressivamente alargada até 2008. É ainda de notar que o país que mais aumentará a sua carga fiscal até 2008, a Letónia, tem margem suficiente para o fazer: de facto, nesse ano, mesmo assim, o peso dos seus impostos e contribuições no PIB será o terceiro mais baixo dos 23 países apresentados (31.7%), a «léguas» de distância da média.
E, em média, o que se passa neste grupo de países é que a carga fiscal em percentagem do PIB baixa, até 2008, 0.5 pontos percentuais – um movimento contrário ao que teremos em Portugal. Deveria a Europa ser mais agressiva fiscalmente, para melhor competir a nível global? Sem dúvida. Mas então, o que dizer de Portugal?(...)
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