Tecnologia e ciência-O Tópico

(...)

Numa iniciativa da Giloreydesign, uma empresa de publicidade e design especializada em conceber e criar jogos de tabuleiro, os momentos de entretenimento serão em breve uma oportunidade de reviver a batalha que em 14 de Agosto de 1385 foi decisiva para a independência de Portugal, então disputado por Castela.

Neste jogo é ainda possível ficar a saber mais sobre o génio militar de D. Nuno Álvares Pereira, que ao lado do Mestre de Avis derrotou um exército de mais de 30 mil castelhanos em apenas uma tarde, com um número muito mais reduzido de defensores de Portugal.

(...)

Em http://aeiou.expresso.pt/batalha-de-1385-recriada-em-jogo-de-tabuleiro=f514887

Um aproveitar de inovações tácticas no campo militar, já comprovadas antes nos Impérios maiores da antiguidade clássica por parte das hostes nacionais com os seus aliados insulares em pleno século XIV!

[;)]
 
Produzida com os fluidos dos tripulantes
Astronautas bebem urina reciclada
22.05.2009 - 11h27 PÚBLICO

Reuters
269132

A reciclagem de urina permitirá à Nasa cortar no envio de vaivéns com reservas de água para estação


A tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) bebeu quarta-feira pela primeira vez água conseguida através da reciclagem do suor e urina dos astronautas.

A ideia pode parecer desagradável à partida, mas Marybeth Edeen, directora do laboratório da estação espacial, explica que o processo é semelhante ao que já acontece com os sistemas de esgotos da Terra, apenas mais rápido.

O sistema de reciclagem já se encontra na nave desde Novembro do ano passado, tendo sido trazido a bordo pelo vaivém Endeavor. No entanto, foram precisos alguns testes e reparações até ficar completamente operacional.

Os fluidos corporais dos astronautas, e também os dos ratos de laboratório que se encontram na nave, são movidos para um tanque, onde são fervidos e o vapor resultante recolhido. O vapor de água é depois misturado com água de ar condensado e filtrada.

Os astronautas festejaram o sucesso da reciclagem brindando em directo com o Centro Espacial em Houston. "Estamos prontos para brindar com um pouco de 'café de ontem' com vocês” disse, a partir de Houston Don Pettit, um ex-tripulante da Endeavour que ajudou a reparar o sistema de reciclagem.

"Vamos beber muito 'café de ontem' daqui em diante” gracejou o astronauta Michael Barratt, antes de brindar com os seus colegas Koichi Wakata e Gennady Padalka. Após o primeiro golo, Barratt afirmou que o sabor era “excelente”.

A água será também utilizada no chuveiro da estação, que agora será denominado de Golden (o chuveiro dourado). No entanto, os chuveiros raramente são usados no espaço, visto os banhos em gravidade zero serem extremamente complicados. Os astronautas preferem normalmente lavar-se com esponjas.

A reciclagem de urina permitirá à NASA cortar no envio de vaivéns com reservas de água para a estação, o que se iria tornar ainda mais complicado, agora que a ISS irá albergar seis tripulantes, em vez dos habituais três.

Em http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1382231&idCanal=13

Curioso e demonstrativo dos desafios técnicos e logisticos colocados às missões espaciais, (ainda.)

[;)]
 
Um minúsculo caracol, quase invisível para olhos não treinados, pode ser chave para o estudo da história geológica da ilha de S. Miguel, nos Açores. "Esta ilha tem uma história geológica muito interessante. Durante meio milhão de anos existiram duas ilhas, que só se uniram há 40 mil anos, quando apareceu o lugar onde está hoje Ponta Delgada", afirmou o investigador António Frias Martins.

"A história geológica também é escrita pelos seres vivos que habitam a ilha e os caracóis são um bom modelo porque são relativamente sedentários", acrescentou.

António Frias Martins, do Departamento de Biologia da Universidade dos Açores, lidera um projecto de investigação sobre a evolução dos moluscos terrestres nos Açores. A Lusa acompanhou uma saída de campo da equipa deste investigador, especializado em sistemas e evolução nos moluscos, no município do Nordeste, num dos extremos da ilha de S. Miguel.

Em encostas íngremes, com vegetação densa, os elementos da equipa remexeram a terra com as mãos, num esforço para encontrar vestígios do animal. Os dois primeiros locais revelaram-se infrutíferos, o que dá razão a Frias Martins quando diz que "o caracol não vive em qualquer lado". Mas no terceiro local o investigador encontrou dois exemplares.

O pequeno caracol, denominado Drouetia, pode ter sido a origem de todas as espécies de caracóis de um determinado grupo que existe nesta ilha açoriana.

"Viemos aqui para a parte mais antiga da ilha para procurar estes caracóis, que provavelmente terão estado no início das três ou quatro espécies de caracóis deste grupo actualmente existentes em S. Miguel", frisou.

O primeiro caracol endémico foi encontrado nos Açores em 1845.
Os estudos já permitiram "ver as duas ilhas (que deram origem a S. Miguel) na anatomia" dos caracóis, o que reforça a ideia da sua importância neste estudo.

"Há formas (na anatomia dos caracóis) que só se encontram na zona das Sete Cidades e formas que só se encontram na zona do Nordeste", revelou o investigador, referindo-se a duas áreas situadas nos extremos da ilha de S. Miguel.

Na sua perspectiva, os Açores possuem uma mais-valia para a investigação científica que resulta de ser um arquipélago afastado das zonas continentais, com ilhas de idades diferentes e afastadas entre si.

"Interessa manter este laboratório natural, que é algo que os outros não têm", defendeu.

Em http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1242962

[;)]
 
Cientistas produzem vírus que ataca células cancerígenas sem fazer mal ao tecido saudável

Investigadores na Universidade de Oxford, no Reino Unido, conseguiram produzir um vírus que ataca e destrói células cancerígenas em ratinhos sem fazer mal aos tecidos saudáveis. O estudo foi publicado na revista “Public Library of Science”.

A equipa trabalhou com adenovírus, que é muito utilizado em tratamentos contra o cancro, mas que causa problemas hepáticos nos ratinhos. Esta família de vírus, que estão na origem de vários tipos de doenças nos humanos como gastroenterites, conjuntivites e doenças respiratórias, é composta a nível genético por uma cadeia dupla de ADN. Através da engenharia, os investigadores inseriram no material genético do vírus locais que são reconhecidos por pequenas moléculas de ARN que existem nas nossas células e controlam a expressão de proteínas.

Quando entra nas células hepáticas, o ADN do vírus liberta-se do invólucro proteico que o protege no meio exterior e começa a utilizar a maquinaria celular para replicar o material genético e produzir todas as componentes proteicas para formar novas unidades de vírus. Depois de se inserir os lugares que são lidos pelas moléculas de ARN, o vírus foi impedido de se multiplicar nestas células, mas continuou a ser capaz de se replicar em células cancerígenas. Desta forma manteve-se a capacidade do vírus de matar células do cancro, mas evitou-se a sua toxicidade.

Podem ler o resto em:

PUBLICO.PT - Cientistas produzem vírus que ataca células cancerígenas sem fazer mal ao tecido saudável
 
A invenção já está patenteada e é apresentada como algo que irá resolver o maior problema da indústria da ourivesaria.

A Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCTUC) da Universidade de Coimbra anunciou ter criado, conjuntamente com o Instituto Pedro Nunes, um novo tipo de revestimento fino que impede o enegrecimento da prata, sem que esta perca as suas características.

"Um revestimento fino que, utilizando a técnica da pulverização catódica, protege a prata e as suas ligas do fenómeno do enegrecimento mas que permite que as peças mantenham todas as suas características, incluindo o brilho e a cor da prata, o que não acontece com as soluções já existentes no mercado", descreve Ana Paula Piedade, investigadora responsável pelo projecto do Centro de Engenharia Mecânica da FCTUC.

Os investigadores dizem que foram desafiados pela Associação dos Industriais de Ouriversaria e Relojoaria do Norte a encontrar uma solução para o problema que tem levado a quebras drásticas nas exportações de prata e de joalharia, chegando a atingir os 70% no caso do Japão.

A investigação, financiada pela Agência de Inovação, já foi optimizada e a tecnologia irá agora ser implementada na indústria.

Em http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/516927

apr:)
 
Capannori, na Toscãnia, em Itália, é um lugar onde o lixo é um verdadeiro activo. Isto porque a vila adoptou a política “lixo zero”: graças à recolha a domicílio e às políticas de rdução dos detritos, conseguiu-se chegar à impressionante taxa de reciclagem de 82%. O objectivo é chegar aos 100% em 2020. Neste esforço, participam quase todos os 46.000 habitantes da vila.

Todos os dias, 40 veículos a gás e electricidade percorrem os vários bairros da vila para recolher o lixo. Esta actividade emprega 40 pessoas. Os habitantes foram formados para utilizar as políticas do “lixo zero” e têm uma redução de 20%no imposto sobre os detritos. Todos os dias, recolhem um tipo de lixo diferente.

Graças à triagem, foram poupadas 100.000 árvores e a emissão de mais de 9000 toneladas de CO2, no ano passado. Capannori recebeu 340.000 euros da reciclagem de papel. A reciclagem de outros materiais é feita a custo zero e a de materiais orgânicos faz-se a 80 euros por tonelada.

De 2004 a 2007 foram recicladas 56.000 toneladas de lixo e, só em 2007, o número atingiu as 16.000 toneladas. Esta política é eficaz, em termos de custos, como explica um vereador de Capannori. O gasto com a incineração teria sido muito maior.

Com a redução do lixo foram criados, por exemplo, equipamentos que permitem às pessoas encher garrafas com detergente nas próprias lojas. O mesmo acontece com o leite. Um produtor local criou um ponto de distribuição, em que o leite se vende a um euro por litro.

É mais barato para os consumidores, ajuda a economia local e reduz o número de garrafas.

A cadeia de reciclagem fica completa com uma rede de centros, onde as pessoas podem levar os objectos mais pesados ou volumosos e em troca recebem um cheque, cujo montante depende da quantidade de lixo que reciclam ao longo do ano. Aqui, cada um tem o seu papel.

Em http://pt.euronews.net/2009/05/25/capannori-pioneira-no-lixo-zero/

apr:)(Aprove!)
 
270226


01-06-2009 8:36:00
Destruição inconsciente

Uma fotografia aérea mostra queimadas para limpar as florestas a fim de dar lugar a zonas de pastagem para gado ou plantação de cereais, no estado do Pará, Brasil. A organização Greenpeace denuncia hoje que consumidores de todo o mundo estão, inconscientemente, a incentivar a destruição da Amazónia ao comprar carne brasileira ligada à desflorestação ilegal. Foto: Daniel Beltra/Greenpeace/Reuters

 

"Actualmente estamos com dois anos de avanço sobre as previsões de crescimento do programa de criação [de lince-ibérico] em cativeiro. O nosso próximo grande desafio é preparar os animais que nasceram em cativeiro para que possam ser libertados".

Astrid Vargas, responsável pelo programa espanhol de reprodução do lince-ibérico em cativeiro, AFP, 25-06-2009

Em http://ecosfera.publico.clix.pt/

apr:)
 
A agência espacial norte-americana (NASA) e o Japão divulgaram ontem o mapa topográfico digital mais completo da Terra, abrangendo 99 por cento da superfície do planeta com 1,3 milhões de imagens captadas por satélite.

As fotografias foram recolhidas através da tecnologia japonesa Aster (Advanced Spaceborn Thermal Emission and Reflection Radiometer), a bordo do satélite Terra.

Os dados recolhidos estão disponíveis online de forma gratuita, informa a NASA em comunicado.

“Esta é a base de dados digital sobre as elevações e relevos mais completa, consistente e global de sempre”, comentou Woody Turner, cientista do programa Aster na sede da NASA em Washington.

Mike Abrams, coordenador da equipa Aster, explicou que esta informação topográfica será de muito valor para as ciências da Terra e salientou as suas aplicações práticas. “Os dados topográficos rigorosos serão utilizados na engenharia, exploração energética, conservação dos recursos naturais, gestão ambiental, concepção de obras públicas, combate a incêndios, planeamento urbano e geológico. Só para referir alguns exemplos”, disse Abrams.

Até agora, o mapa mais completo abrangia 80 por cento da superfície terrestre. Agora, os investigadores conseguiram preencher os vazios da missão anterior, nomeadamente em alguns desertos.

O Aster é um dos cinco instrumentos de observação da Terra lançados a bordo do satélite Terra em Dezembro de 1999.

Em http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1389698&idCanal=2100

Útil!, apr:)[:cool:]
 
Investigadores portugueses identificaram os mecanismos moleculares envolvidos na geração de neurónios a partir de células estaminais embrionárias, abrindo caminho ao desenvolvimento de novos tratamentos de lesões do sistema nervoso ou de doenças degenerativas.
O trabalho - hoje publicado na revista científica norte-americana PLoS ONE - foi realizado por uma equipa da Unidade de Biologia do Desenvolvimento do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa a partir de células estaminais embrionárias de ratinho.
"Em vez de recorrer ao embrião em si, usámos um método in vitro que permite obter um grande número de células, ao longo de diferentes etapas, para tentar perceber o que acontece durante o desenvolvimento embrionário", disse à Agência Lusa Elsa Abranches, primeira autora do estudo.
Mais concretamente, a equipa traçou como objectivo "perceber ao que correspondem essas células no embrião em si, para tentar perceber quais os mecanismos que levam ao aparecimento de neurónios", acrescentou esta engenheira química doutorada em Biotecnologia.
O estudo descreve, nomeadamente, a organização das células cultivadas in vitro nos grupos em roseta a partir das quais se desenvolvem os neurónios, da mesma forma que ocorre in vivo em animais vertebrados.
Os investigadores descrevem também, pela primeira vez, o perfil global da expressão genética que surge ao longo das várias etapas da diferenciação neuronal, identificando as várias etapas que ocorrem desde as células embrionárias até à formação dos neurónios.
Os resultados obtidos ajudam a compreender de que forma as células estaminais embrionárias se diferenciam para originar neurónios, um passo considerado essencial para o desenvolvimento de novas terapias que visem o tratamento de lesões do sistema nervoso resultantes de traumatismo ou de doenças neurodegenerativas.
"Para conseguirmos perceber por que é que as doenças aparecem é preciso perceber como é que os neurónios se formam, já que, quando as doenças aparecem, normalmente é porque alguma coisa correu mal”, afirmou.
"Conhecendo como se desenvolve o processo quando tudo corre bem, poderemos também perceber o que acontece de mal quando as coisas correm mal e actuar sobre isso", explicou Elsa Abranches.
Na sua perspectiva, tendo em conta que para tratar doenças e fazer transplantes de células é preciso dispor delas em grande número, o método agora optimizado no IMM, e que permite obter grandes quantidades de células in vitro, "será uma mais valia para de futuro poder contribuir para o tratamento das doenças".
A equipa pretende agora focar-se na análise de alguns dos mecanismos moleculares que regulam a produção neuronal e aplicar esses conhecimentos no desenvolvimento de métodos mais precisos e seguros para a produção "ex vivo" de células neurais aptas a serem usadas na terapia de doenças do sistema nervoso.
O estudo foi coordenado por Evgenia Beckman, bióloga doutorada em Ciências Biomédicas, e por Domingos Henrique, director da Unidade de Biologia do Desenvolvimento do IMM.
A equipa contou com a colaboração de grupos de investigação na Alemanha e em França, no âmbito do consórcio europeu FunGeneES (Funtional Genomics in Engineered ES cells), que o co-financiou juntamente com a FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia).


 
Voltar
Superior