Tecnologia e ciência-O Tópico

Nasa lançará satélite para mapear emissões de CO2
Jonathan Amos
De San Francisco para a BBC
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Novo satélite da Nasa será lançado em fevereiro de 2009


A Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, lançará um satélite que pode mapear em detalhe a localização de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera da Terra.
O Observatório Orbital de Carbono (OCO, na sigla em inglês) apontará locais-chave na superfície do planeta onde o CO2 está sendo emitido e absorvido.
O CO2 emitido a partir de atividades humanas é tido como o responsável pelas mudanças climáticas, mas fatos importantes a respeito de sua movimentação pela atmosfera ainda não são totalmente compreendidos.
Para a Nasa, o novo satélite poderá ajudar na compreensão de alguns destes mistérios.

"Esta é a primeira aeronave da Nasa especificamente dedicada a mapear o dióxido de carbono. O objetivo da missão OCO é conseguir medidas tão precisas que poderão ser usadas para procurar 'fontes' e 'bacias' de CO2 na superfície", disse o principal pesquisador do projeto David Crisp, que trabalha no laboratório de propulsão a jato da Nasa.
Crisp afirmou que o lançamento do OCO, em um foguete Taurus XL a partir da Base da Força Aérea de Vandenberg, Califórnia, está agendado para 23 de fevereiro de 2009.
A missão da Nasa foi apresentada na reunião de outono do Sindicato Americano de Geofísica.

Acima da superfície
A Nasa já tem um aparelho para detectar CO2 em seu satélite Aqcua, mas ele apenas examina gases de efeito estufa a cinco ou dez quilômetros acima da superfície terrestre.
O novo satélite vai detalhar a concentração de dióxido de carbono perto da superfície onde seu efeito de aquecimento é mais sentido.
Os mapas globais de concentração de CO2 feitos pelo OCO vão ajudar a equipe de pesquisadores a descobrir onde o gás está entrando na atmosfera e onde está sendo absorvido por plantas terrestres e pelos oceanos.

"Sabemos de onde a maior parte das emissões de combustíveis fósseis está vindo; também sabemos onde coisas como fabricação de cimento estão produzindo grandes quantidades de emissões de CO2", disse Crisp.
"Mas existem outras coisas como queima de biomassa (floresta) e derrubada; e não temos uma boa medida da quantidade do CO2 liberada por estes processos."
"Se você retirar os combustíveis fósseis, que compreendemos com sendo a fonte de 10% do CO2, e observarmos o resto do dióxido de carbono que é introduzido na atmosfera pelas nossas atividades, é 100% incerto", acrescentou.

Mais mistérios
As "bacias" de CO2, locais onde o gás é absorvido, também apresentam mistérios.
A Terra estaria absorvendo cerca de 50% do dióxido de carbono que é produzido pelos humanos, a maioria vai para os oceanos. Mas, segundo cientistas, a descrição de outros locais de absorção ainda é pobre.
"Existe um punhado de 'frascos' atmosféricos de coleta (de CO2) pelo planeta e quando aplicamos os modelos para dados, eles mostram que existe uma bacia de carbono nas latitudes centrais e do norte", afirmou o cientista britânico de observação da Terra Shaun Quegan, da Universidade de Sheffield.
"Mas ainda é motivo de debate se fica na América do Norte, na Sibéria ou em outro lugar."

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OCO pesa apenas pouco menos de 500 quilos

Como os cientistas ainda não têm uma noção exata de onde o CO2 está sendo absorvido, os pesquisadores têm uma compreensão limitada de como estas bacias de CO2 vão evoluir com a mudança climática.
"Vamos dizer que descobriremos que as florestas boreais no Canadá e Sibéria são as bacias primárias de CO2, devido ao seu crescimento rápido durante os meses de verão, quando o Sol aparece", afirmou Crisp.
"Estes ambientes estão mudando de forma dramática agora. Eles vão continuar absorvendo CO2 à medida que o tempo passa? Não sabemos o tamanho do impacto deles atualmente. Por isso o OCO é tão importante", acrescentou.

Luz
O satélite da Nasa leva um único instrumento, o espectrômetro, que separa as várias cores da luz do Sol refletida na superfície da Terra e analisa o espectro para determinar o quanto de dióxido de carbono e oxigênio molecular existe na amostra.
O OCO vai produzir mapas mensais do dióxido de carbono em regiões de 1,6 mil quilômetros quadrados da superfície da Terra com uma precisão de frações de 1%.

Além do novo satélite da Nasa, também será lançado em 2009 um satélite japonês conhecido como Satélite de Observação de gases de Efeito Estufa (GOSAT, na sigla em inglês).
A Europa também está considerando o lançamento de dois satélites de observação de carbono, o A-SCOPE (Observação Espacial e de Carbono Avançada do Planeta Terra) e uma missão chamada BIOMASS, que poderia ser lançada em 2016.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/12/081218_nasaclimasatelitefn.shtml
 
Revolutionary stem cell therapy boosts body's ability to heal itself

British researchers hope treatment will help repair heart attack damage or broken bones




  • Ian Sample, science correspondent
  • guardian.co.uk, Thursday 8 January 2009 15.59 GMT
  • Article history
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A stem cell emerging from rat bone marrow. By stimulating the release of stem cells after a heart attack, the healing process could be accelerated. Photograph: Imperial College London

A groundbreaking medical treatment that could dramatically enhance the body's ability to repair itself has been developed by a team of British researchers.
The therapy, which makes the body release a flood of stem cells into the bloodstream, is designed to heal serious tissue damage caused by heart attacks and even repair broken bones. It is expected to enter animal trials later this year and if successful will mark a major step towards the ultimate goal of using patients' own stem cells to regenerate damaged and diseased organs.
When the body is injured, bone marrow releases stem cells that home in on the damaged area. When they arrive, they start to grow into new tissues, such as heart cells, blood vessels, bone and cartilage.
Scientists already know how to make bone marrow release a type of stem cell that can only make fresh blood cells. The technique is used to collect cells from bone marrow donors to treat people with the blood cancer leukaemia.
Now a team led by Sara Rankin at Imperial College London has discovered a way to stimulate bone marrow to release two other types of stem cell, which between them can repair bone, blood vessels and cartilage. Giving mice a drug called mozobil and a naturally occuring growth factor called VEGF boosted stem cell counts in their bloodstream more than 100-fold.


(...)
Podem ler o resto aqui:

http://www.guardian.co.uk/science/2009/jan/08/stem-cells-bone-marrow-heart-attack
 
Peixe desenvolve espelho nos olhos para ver no escuro
James Morgan
Da BBC News
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Peixe é único vertebrado a usar espelhos (Foto: Tammy Frank/Habor Branch Oceanographic Institution)
Cientistas da Alemanha e da Grã-Bretanha descobriram que uma espécie de peixe que vive no fundo do Oceano Pacífico é o único animal vertebrado que desenvolveu espelhos para enxergar.
O peixe, Dolichopteryx longipes, já era conhecido há 120 anos, mas nunca havia sido capturado vivo.
No ano passado, cientistas da Universidade de Tübingen, na Alemanha, conseguiram pegar uma espécime viva nos litorais do arquípélago de Tonga.
Testes confirmaram que o animal utiliza os espelhos para captar e concentrar luz em seus olhos, segundo artigo publicado pelos pesquisadores na revista espeicalizada Current Biology.
Luminosidade
"Em quase 500 milhões de anos de evolução dos vertebrados, esta é a primeira vez, pelo que se sabe, que um animal resolveu com espelhos o principal desafio óptico que todos os olhos enfrentam - o de formar uma imagem", disse Julian Partridge, da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, que realizou os testes com o peixe.
O animal parece ter quatro olhos, mas tecnicamente, possui apenas dois - cada um se divide em duas partes conectadas.
Uma das partes dos olhos aponta para cima, ajudando o peixe a capturar os fracos feixes de luz que vêm da superfície do mar, cerca de mil metros acima.
A outra parte parecem "calombos" nas laterais da cabeça, e apontam para baixo.
"Como a mil metros de profundidade há muito pouca luz, esse peixe se adaptou para conseguir captar o máximo possível dessa luminosidade", explicou Partridge.
"O que ele faz é procurar flashes da luz bioluminescente de outros animais. Assim ele sabe da presença desses animais, principalmente abaixo da sua barriga vulnerável."
Os espelhos são formados de lâminas minúsculas, provavelmente compostas de cristais de guanina e dispostas em camadas.
"O uso de espelhos deve oferecer a este peixe uma vantagem enorme nas profundezas do mar, onde a capacidade de perceber o mínimo de luz pode fazer a diferença entre comer e ser comido", disse o cientista.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090108_peixeespelhoml.shtml
 
Cientistas recriam processo de evolução de moscas do vinagre e fazem-nas recuar no tempo

:: 2009-01-11

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Henrique TeotónioInvestigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), em colaboração com colegas norte-americanos, recriaram um processo de selecção natural numa população de moscas do vinagre e voltaram atrás no tempo numa experiência de reversão evolutiva.

Os resultados deste trabalho, coordenado por Henrique Teotónio, responsável pelo Laboratório de Genética Evolutiva do IGC, vêm hoje publicados na edição online da revista Nature Genetics.


O estudo insere-se no caminho aberto pela teoria da evolução de Charles Darwin, descrita há 150 anos, e "demonstra uma parte dessa teoria que até agora toda a gente aceitava, mas nunca ninguém tinha confirmado do ponto de vista empírico", disse o investigador à agência Lusa.

"A diferença é que quando fazemos experiências de evolução no laboratório estamos a observar a evolução a decorrer defronte dos nossos olhos, não é ir para a natureza e depois tentar inferir o que se passou", acrescentou.

Henrique Teotónio e colegas da Universidade da Califórnia em Irvine usaram nestas experiências moscas de uma população selvagem de Drosophila melanogaster recolhida no Estado de Massachusetts (EUA) em 1975 e demonstraram pela primeira vez a ocorrência de um processo de selecção natural na variação genética dessa população.
Evoluções diferentes

A partir de 1980 as moscas foram mantidas em condições laboratoriais diferentes, o que fez com que mudassem de acordo com os ambientes a que foram expostas. "Mudando os ciclos de reprodução ou de sobrevivência através de condições de stress ambiental, como falta de comida ou falta de água, por exemplo, foi observado que as várias populações derivadas da original evoluíram de formas muito diferentes umas das outras", explicou o cientista.


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Drosophila melanogasterAnos depois, em 1996, Henrique Teotónio começou a trabalhar com estas populações de moscas diferenciadas para as colocar de volta num ambiente próximo do original e estudar as suas alterações genéticas ao longo de 50 gerações, como parte do seu doutoramento na Universidade da Califórnia. "O que eu fiz foi pô-las num ambiente idêntico àquele em que foram colocadas em 1975, quando foram retiradas da natureza, a que chamamos de controlo ou ancestral" - explicou.

O que aconteceu foi que, ao recuarem no tempo, "muitas voltaram ao estado ancestral, mas muitas não voltaram e fizeram-no a taxas diferentes durante as 50 gerações". As alterações foram observadas em termos de morfologia, metabolismo ou demografia, tendo esta parte do estudo sido já publicada em 2000 na revista Nature. Ao fim das 50 gerações, as moscas estavam perfeitamente adaptadas ao ambiente ancestral, e no entanto apresentavam características diferentes relativamente ao ancestral. A variação estava lá

O trabalho agora publicado estudou a variação em sequências de DNA nestas populações e concluiu que "toda a variação genética já era preexistente, já lá estava no estado ancestral. É apenas uma mudança nas frequências relativas dessa variação genética que está por detrás da evolução das características que observámos anteriormente", sublinhou Henrique Teotónio.

A variação estava toda lá, mas, ao contrário do que se antecipava, não se registou uma reversão total ao estado ancestral em termos de frequências ao fim das 50 gerações. Segundo o investigador, "este estudo sugere que a formalização matemática da teoria evolutiva ainda é extremamente simples e como tal não preditiva".

"Por definição a evolução é contingente no passado", afirmou. "O que conseguimos foi quantificar essa contingência".

Henrique Teotónio, 36 anos, dedica-se plenamente à investigação no Instituto Gulbenkian de Ciência, onde além do grupo de Genética Evolutiva dirige o programa de doutoramento em Ciências da Vida.
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=28952&op=all
 
Tetris estudado para tratar stress pós-traumático

Apesar dos resultados obtidos, investigadores dizem que há ainda um longo caminho a percorrer

:: 2009-01-08

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Uma investigação da Universidade de Oxford revela que o famoso jogo Tetris pode ajudar a reduzir os efeitos do stress pós-traumático. No estudo, revelado no jornal PLoS One, um grupo de 40 voluntários foi exposto a uma série de imagens aterradoras, para induzir algo parecido ao choque que provoca o stres pós-traumático, e alguns deles, 30 minutos depois, foram convidados a jogar Tetris. Segundo os dados publicados, os que jogavam tinham menos “flashbacks” do que os restantes, talvez porque o jogo ajudava a impedir a “fixação de memórias”.


O stress pós-traumático é associado a experiências vividas e pode fazer-se sentir em qualquer pessoa que tenha passado por experiências de choque, nomeadamente conflitos armados. Em Portugal, a Associação Portuguesa de Veteranos de Guerra afirmava, em 2006, que 150 mil homens que tinham combatido na Guerra Colonial tomavam fármacos para minorar os efeitos desse transtorno.

Situações de violência doméstica e de acidentes de automóvel também pode ser associados a este problema de ansiedade, que resulta muitas vezes em “flashbacks” de cheiros, sons e visões desse acontecimento traumático impedindo um dia-a-dia saudável.

Os investigadores esperam que este estudo ajude ao desenvolvimento de estratégias de tratamento que minimizem o impacto do trauma, mas sem ilusões, do estudo à prática, reconhecem, vai um longo caminho.
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=28920&op=all
 
Fossils reveal early evidence for penetrative sex


Ancient male fish may have had a long, articulated organ for mating.
Daniel Cressey
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Placoderms may have copulated in a similar way to sharks.
The Museum of Victoria




Fish swimming 380 million years ago may have engaged in penetrative sex in a manner similar to modern sharks, a new study has revealed.
The finding, discussed in a Nature video, also shows that reproduction by internal fertilization was much more widespread in early jawed vertebrates than was previously believed1.
John Long of Monash University in Clayton, Australia, and Kate Trinajstic of the University of Western Australia in Perth had previously been part of a team that discovered small plates of armour inside a number of fossilized armour-plated placoderm fishes2. The group showed that, rather than being dinner, these smaller plates were actually embryos (See: The oldest pregnant mum).
Now, along with Zerina Johanson of London's Natural History Museum, they show that the pelvic girdles of one species of extinct placoderm — Incisoscutum ritchiei — may have had long, articulated pieces of cartilage attached, which the fish could have used during copulation in a similar way to the claspers that male sharks use to penetrate females.
"We have an expression that humans like to get a leg over," Long says. "But these placoderms actually like to get a leg in."

  • References
    1. Long, J., Trinajstic, K. & Johanson, Z. Nature 457, 1124–1127 (2009). | Article |
    2. Long, J. A., Trinajstic, K., Young, G. C. & Senden, T. Nature 453, 650–652 (2008). | Article | PubMed | ChemPort |



http://www.nature.com/news/2009/090225/full/news.2009.122.html
 
Docente do Instituto Politécnico de Bragança
Português premiado nos EUA por sistema que poupa energia nos aparelhos em "standby"

Um professor do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) foi premiado nos Estados Unidos da América por ter desenvolvido um protótipo para poupar energia nos aparelhos em modo standby, divulgou hoje a instituição de ensino superior.

De acordo com o gabinete de imagem do IPB, o docente Pedro João Rodrigues criou um sistema que detecta o modo "standby" dos equipamentos electrónicos e corta a corrente eléctrica quando esta não for necessária. Os televisores são alguns dos equipamentos onde este sistema pode ter utilidade já que quando desligados apenas no comando continuam a consumir energia.

O protótipo desenvolvido pelo docente português foi baptizado com o nome de "Intelligent Standby Energy Saver" e estima-se que possa reduzir em dez por cento o consumo doméstico de energia eléctrica. Segundo o gabinete de imagem do IPB, esta estimativa equivaleria a uma redução mundial das emissões de CO2 correspondente a um terço das emissões dos Estados Unidos da América.

O trabalho foi premiado pela edição de 2008 do "Live Edge - Electronic Design for the Global Environment Challenge", que distingue projectos originais e inovadores de todo o mundo, que façam uso de componentes eléctricos e/ou electrónicos e que tenham um impacto positivo no meio ambiente.

O prémio corresponde a 25 mil dólares em dinheiro e contempla também apoio prestado por especialistas para a produção industrial e a comercialização do produto criado pelo vencedor. O galardão é promovido pela Premier Farnell e suas aliadas Farnell Newark, Premier Electronics, Farnell-Newark CPC e MCM, líderes mundiais na distribuição de componentes electrónicos.

Segundo o gabinete de imagem do IPB, o sistema desenvolvido pelo docente português analisa os consumos eléctricos dos equipamentos, através de um algoritmo de inteligência artificial implementado num microcontrolador, conseguindo distinguir o modo "standby" do modo de funcionamento normal, mesmo quando na presença de padrões de consumo complexos. O sistema inclui ainda sensores para detectar alterações no ambiente envolvente, de forma a garantir o fornecimento de corrente aos equipamentos sempre que necessário.

PUBLICO.PT - Português premiado nos EUA por sistema que poupa energia nos aparelhos em "standby"
 
E na mesma linha:

Projecto obteve menção honrosa no concurso "Ideias Luminosas" da EDP
Alunos do ISEP desenvolvem sistema que reduz o consumo dos electrodomésticos
06.04.2009 - 20h06 Lusa
Dois alunos do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) desenvolveram um sistema que permite reduzir o consumo dos electrodomésticos e poupar cerca de um mês na factura anual da luz, estando agora à espera de parcerias para o desenvolvimento do negócio.

Uma espécie de ficha tripla, com um componente que permite dar ordem para desligar a um qualquer comando à distância, é o que é preciso - segundo os alunos do ISEP - para reduzir o consumo de energia dos electrodomésticos em mais de 90 por cento.

"Ao fim de um ano, isto representa um mês de poupança na factura de energia, tendo em conta um agregado familiar médio, de quatro pessoas", assegura Rudolfo Martins, o aluno de mestrado do ISEP que desenvolveu o projecto em colaboração com o colega Pedro Ribeiro. O projecto, que obteve uma menção honrosa no concurso "Ideias Luminosas" da EDP, visa a redução do consumo de energia de aparelhos audiovisuais e informáticos, quando estes não estão desligados na tomada.

"Quando desligamos um aparelho no comando, ele não fica desligado. Fica em standby. E este consumo não é desprezável", afirma Rudolfo Martins, alertando que desligar o aparelho no botão não é suficiente para eliminar totalmente o gasto de energia. "Mesmo carregando no botão, o consumo do aparelho é sensivelmente o mesmo. Só desligando na tomada é que não há gasto de energia", assegura.

Aproveitar os hábitos

Os estudantes resolveram, por isso, criar um equipamento que reduz os consumos dos aparelhos em espera em "mais de 90 por cento" e que se adapta aos "hábitos de um certo comodismo e preguiça dos portugueses". "A mais-valia do equipamento é que vai ao encontro dos hábitos tradicionais das pessoas. Pode usar-se o equipamento através de um comando. Este conceito não implica uma mudança de hábitos, aproveita-os".

Assim, com este equipamento, a poupança fica à distância de um simples comando de televisão, desde que se aplique ao aparelho uma espécie de ficha tripla. "É um equipamento semelhante ao de uma régua digital, vulgarmente conhecida como uma ficha tripla com um botão para desligar. É ligado a uma tomada normal, mas tem um fio com um componente que fica, muito discretamente, ligado ao aparelho e que serve para dar ao comando a ordem necessária", esclarece Rudolfo Martins.

O preço do aparelho seria, de acordo com os estudantes, "muito semelhante ao das fichas triplas com botão", devendo o preço final para o público situar-se "entre os dez e os 15 euros". Os alunos estão ainda a trabalhar na fase de protótipo, mas asseguram que passar ao produto final "não exige grande dose de engenharia". O obstáculo à produção, é, por isso, a falta de "parcerias de entidades com capacidade produtiva", sustenta Rudolfo Martins. Os dois engenheiros, que estão a fazer um mestrado em Engenharia Electrotécnica no ISEP, têm já a sua própria empresa, a Evoleo Technologies.

PUBLICO.PT - Alunos do ISEP desenvolvem sistema que reduz o consumo dos electrodomésticos
 
‘Herschel’ e ‘Planck’ partem hoje à descoberta do Universo

:: 2009-05-14

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'Herschel' (na foto) e 'Planck' partem hoje à desoberta do Universo

O foguetão Ariane 5, da Agência Espacial Europeia (ESA), vai levar hoje a bordo os telescópios ‘Herschel’ e ‘Planck’. A viagem que teve início às 16h12 de Lisboa, da estação Kourou, na Guiana Francesa, vai permitir oferecer uma nova visão sobre o Universo. O gigante ‘Herchel’ vai estudar galáxias e estrelas, enquanto o pequeno ‘ Planck’ vai analisar a radiação cósmica de fundo. A nova missão da ESA, que conta com a participação de um físico português, foi buscar os nomes dos dois satélites ao descobridor da radiação infravermelha no séc. XVIII, William Herschel, e ao pai da teoria quântica do início do séc. XX, Max Planck.

Os dois telescópios têm pela frente uma viagem de dois meses até ao segundo ponto de Langrange, que fica a 1,5 milhões de quilómetros da Terra, e que é a posição ideal para darem uma nova visão do universo aos astrónomos.

Se tudo correr como o programado, o ‘Herschel’ vai separar-se do foguetão Ariane 5 26 minutos após o lançamento, para assim se dirigir ao destino final. O ‘Planck’ vai segui-lo, três minutos depois. O primeiro vai começar uma missão de três anos, após seis meses de testes, enquanto o ‘Planck’ vai começar 15 meses de observação, após um mês de atingir a sua localização.

O ‘Herschel’, o maior dos dois telescópios, com um espelho de 3,5 metros de diâmetro, vai observar a luz infravermelha e submilimétrica para investigar como as estrelas e as galáxias se formaram e como evoluem. Irá equipado com o seu próprio sistema de refrigeração, de forma a manter os seus detectores a uma temperatura perto do zero absoluto (273 graus Celsius), através de um sofisticado sistema criogénico, com hélio. Enquanto o ‘Planck’ vai analisar a radiação "fóssil" do Big Bang.


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Telescópio 'Planck'

Segundo explica no site da ESA o físico português Luís Mendes, que participa na missão ‘Planck’, este telescópio vai analisar “cósmica de fundo” para se tentar perceber como foram “os primeiros instantes do universo e ainda medir as ondas gravitacionais produzidas pela inflação [modelo cosmológico que prevê uma aceleração na expansão do universo, nos seus instantes iniciais] ”. "O Herschel e o Planck são parte da nova geração de observatórios astronómicos. Começámos perto da Terra e, gradualmente, fomo-nos movendo para mais longe. No futuro, a maioria dos observatórios será no espaço profundo, para lá da órbita da Terra", disse à BBC David Southwood, director de ciência na ESA.

Os dois telescópios levaram mais de dez anos a desenvolver e custaram 1,9 mil milhões de euros, sendo este voo o mais valioso da história da agência europeia. "Vamos estar extremamente nervosos até o foguetão estar fora do planeta. Pegamos neste trabalho muito sensível, de alta tecnologia, e colocamos em cima de um grande fogo-de-artifício", acrescentou.
‘Herschel’ e ‘Planck’ partem hoje à descoberta do Universo

Europe launches Herschel and Planck space telescopes

The telescopes will detect infrared and microwave radiation respectively – revealing the birth of stars and galaxies, and the structure of the universe shortly after the big bang

Europe launches Herschel and Planck space telescopes | Science | guardian.co.uk (com vídeo).
 
Última edição:
Cidade belga terá dia da semana 'vegetariano'

Chris Mason
Da BBC News em Ghent




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Governo local está promovendo "dia sem carne"






A prefeitura da cidade belga de Ghent lançou uma campanha para tentar convencer seus cidadãos a abrirem mão do consumo de carne pelo menos um dia por semana.
A ideia da iniciativa, lançada nesta semana, é de criar o "dia vegetariano", com os servidores públicos e vereadores dando o exemplo inicial a ser seguido, aos poucos, pelo resto da população local.
A intenção da prefeitura é chamar a atenção para o impacto da criação de rebanhos sobre o meio ambiente.
Segundo a ONU, os rebanhos de animais como gado, ovelhas e porcos é responsável por um quinto das emissões globais dos gases que provocam o efeito estufa, daí a decisão do governo local de criar o "dia vegetariano".
Os servidores e políticos serão os primeiros a abdicar de carne um dia por semana, mas a partir e setembro, os estudantes das escolas públicas também vão aderir ao dia vegetariano.
Com a medida, a prefeitura espera diminuir as emissões dos gases causadores de efeito estufa na cidade, além de ajudar no combate à obesidade.
A prefeitura agora vai imprimir cerca de 90 mil "mapas vegetarianos" de Ghent, localizando os restaurantes de comida vegetariana.



BBC Brasil - Notícias - Cidade belga terá dia da semana 'vegetariano'


apr:) apr:) apr:)
 
E para quem acha que o aquecimento global é só um mito:

Australianos compram água para evitar desabastecimento
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A Austrália enfrenta a pior seca dos últimos cem anos A região mais seca da Austrália, o Estado da Austrália do Sul, decidiu comprar 231 bilhões de litros de água para evitar o risco de desabastecimento em 2009.
As autoridades locais afirmam que gastaram dezenas de milhões de dólares para garantir que a quinta maior cidade do país, Adelaide, e o Estado tenham água suficiente.
A seca é comum no sul da Austrália, uma região que normalmente recebe pouca chuva.
A falta de chuvas e uma grande redução no fluxo de água do rio Murray deixaram o governo estadual sem garantias de que o nível de água será suficiente para o consumo em 2009.
Os níveis de água na bacia do rio Murray, área que produz 40% das frutas, vegetais e grãos do país, registraram quedas dramáticas.
Mercado
A secretária de Segurança Hídrica do Estado, Karlene Maywald, afirmou que parte dos bilhões de litros de água sairá de recursos hídricos compartilhados com os Estados de Nova Gales do Sul e Victoria.
Maywald afirmou que a região tem água suficiente para atender às necessidades em 2008, mas não acumulou o necessário para a temporada 2009-2010. "Então, tomamos a decisão de comprar água do mercado temporário", disse a secretária.
Em uma entrevista ao site australiano ABC News, o governador Mike Rann descreveu a medida como "precavida e sensata".
"Já compranos água há anos, mas esta está sendo comprada como uma garantia para as necessidades humanas mais importantes", afirmou.
"Acredito que o que ela (Maywald) fez foi absolutamente precavido e sensato na pior seca dos últimos mil anos, segundo especialistas", acrescentou.

BBCBrasil.com | Reporter BBC | Australianos compram água para evitar desabastecimento
 

A Austrália neste momento é um verdaderiro laboratório em termos de dimensão e de observação de certos efeitos climáticos que podem afectar o resto do planeta.

Compensação para o Continente e suas populações, medidas e politicas drásticas para resolução do problema em contraponto com a lentidão de outras zonas do planeta neste particular.:sh)
 
Microscópio de Nanotecnologia

Microscópio de Nanotecnologia

Baseado mp projecto Blue Brain, o seu desenvolvimento permitirá tentar como nasce, aprende e envelhece um cerebro.

Mostrar a depressão nas zonas cerebrais afectadas.

Ficam, Projecto Blue Brain e artigo completo dsesenvolvido por nuestros hermanos

The Blue Brain project is the first comprehensive attempt to reverse-engineer the mammalian brain, in order to understand brain function and dysfunction through detailed simulations.
In July 2005, EPFL and IBM announced an exciting new research initiative - a project to create a biologically accurate, functional model of the brain using IBM's Blue Gene supercomputer. Analogous in scope to the Genome Project, the Blue Brain will provide a huge leap in our understanding of brain function and dysfunction and help us explore solutions to intractable problems in mental health and neurological disease.

At the end of 2006, the Blue Brain project had created a model of the basic functional unit of the brain, the neocortical column. At the push of a button, the model could reconstruct biologically accurate neurons based on detailed experimental data, and automatically connect them in a biological manner, a task that involves positioning around 30 million synapses in precise 3D locations.

In November, 2007, the Blue Brain project reached an important milestone and the conclusion of its first Phase, with the announcement of an entirely new data-driven process for creating, validating, and researching the neocortical column.
More detailed information and a glimpse into the future of the Blue Brain Project.

España será pionera en la aplicación de un microscopio de nanotecnología para el estudio del cerebro

19 May 2009 Facultad de Informática de la Universidad Politécnica de Madrid
España será el primer país del mundo que utilice un microscopio de nanotecnología para el estudio del cerebro, en el marco del proyecto Blue Brain. La idea ha partido del investigador del CSIC, Javier de Felipe, e investigadores de la Facultad de Informática de la Universidad Politécnica de Madrid (FIUPM) están desarrollando una serie de herramientas para el análisis e interpretación de sus datos.

Una treintena de investigadores españoles participan en el proyecto internacional Blue Brain, que pretende crear un modelo funcional del cerebro de los mamíferos mediante simulaciones realizadas por ordenador. En España, el proyecto está liderado por Javier de Felipe y por José María Peña, profesor de la Facultad de Informática de la Universidad Politécnica de Madrid

El microscopio de nanotecnología que se aplicará al estudio del cerebro será instalado en el Centro de Tecnología Biomédica del Campus de Montegancedo de la UPM y comenzará a utilizarse en el mes de junio.

La utilización de este microscopio constituye una significativa innovación tecnológica no sólo porque la microscopía electrónica no permite alcanzar un muy elevado grado de detalle en el estudio de células cerebrales, sino también porque permite obtener muestras a partir de tejido cerebral en sólo dos horas, cuando mediante otras tecnologías el mismo resultado requiere la participación de dos técnicos a lo largo de un año.

El microscopio se ha incorporado al equipo español del proyecto Blue Brain después de una serie de pruebas realizadas con éxito en la casa matriz del fabricante y será financiado con cargo al crédito de 25 millones de euros que el Gobierno de España ha concedido al proyecto Blue Brain.

Desarrollos tecnológicos

La participación española en el proyecto Blue Brain se centra en dos aspectos principales: la neuroanatomía que desarrolla el Instituto Cajal para la obtención de datos sobre el funcionamiento y reacciones de determinadas partes del cerebro, y el desarrollo tecnológico necesario para visualizar los complejos resultados de estas investigaciones.

La primera línea de investigación está liderada por Javier de Felipe, mientras que el equipo de José María Peña desarrolla las herramientas necesarias para el análisis de imágenes de microscopia óptica y electrónica obtenidas en las investigaciones de neuroanatomía. La visualización de los resultados incluye imágenes en 3D.

El análisis de datos los realizará el equipo de la FIUPM por medio de técnicas de computación de altas prestaciones a través del supercomputador Magerit, instalado en el Centro de Supercomputación y Visualización de Madrid (CeSViMa) de la UPM. Estos desarrollos tecnológicos pueden, en un futuro, ser de utilidad en otras disciplinas.

Un futuro prometedor

A través de las simulaciones desarrolladas por este equipo, se podrá observar el funcionamiento del cerebro y su comportamiento en el caso de enfermedades como la depresión o el Alzheimer. Los investigadores, asimismo, podrán testar la respuesta de nuevos fármacos sobre estos modelos informáticos.

La meta final del Blue Brain, según han explicado los investigadores españoles, es proveer a la comunidad científica de una herramienta que, mediante simulaciones, permita desarrollar investigaciones básicas y clínicas sobre la estructura y función cerebro.

Se prevé que, en un futuro, los neurocientíficos conozcan cómo se forma, desarrolla y envejece el cerebro, o los mecanismos de aprendizaje, en parte gracias al trabajo realizado en Blue Brain.

Cajal Blue Brain

España, después de Suiza, es el único país que se ha adherido al proyecto, del que representa aproximadamente una quinta parte en términos de generación de conocimiento.

La participación española se canaliza a través de la iniciativa Cajal Blue Brain, que además de la UPM y el CSIC, integra a otros doce grupos científicos procedentes de diferentes institutos y organismos españoles de investigación: Instituto de Investigaciones Biomédicas de Barcelona, del Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), Universidad de Castilla La Mancha, Universidad Rey Juan Carlos, Universidad del País Vasco, Universidad de Las Palmas de Gran Canaria, Hospital Ramón y Cajal de Madrid y Hospital Carlos Haya de Málaga.

En Blue Brain participan también la Universidad de Jerusalén, que aporta su experiencia en modelización de las propiedades eléctricas de la integración sináptica, la Universidad de Reno, que aporta su especialización en la modelización de las propiedades eléctricas de la neuronas, la Universidad de Yale, que contribuye con el simulador Neuron, y Universidad de Londres, que aporta su experiencia en electrofisiología neocortical y su anatomía.

El proyecto Blue Brain se inició en 2005, cuando L’École Polytechnique Fédérale de Lausanne (Suiza) y la compañía IBM anunciaron el proyecto de crear un modelo funcional del cerebro utilizando el superordenador Blue Gene. En 2008, la UPM y el CSIC se incorporaron al consorcio Blue Brain.
Tablón de anuncios-Facultad de informática(UPM)
 
Investigadores do Conselho Superior de Investigações Cientifica conseguiram criar um derivado sintético da morfina que, administrado em ratos, mostrou ser 100 vezes mais eficaz e duas vezes mais duradouro que a morfina, tendo ainda menos efeitos secundários.

A descoberta, divulgada no Journal of Medicinal Chemistry , parece ir no sentido da criação de novos e melhores analgésicos para as dores crónicas.

Gregorio Valencia, um dos investigadores responsáveis, referiu ao jornal "El País" que "apesar de nos últimos 40 anos se terem descoberto novos compostos com capacidade analgésica, não se registaram avanços significativos entre o leque de fármacos disponíveis para o tratamento da dor crónica" e que "esta é a primeira vez que se fala num derivado açucarado da morfina que tem mais capacidade analgésica que o fármaco original".

O investigador diz que o derivado não produz tolerância após uma administração, nem mudanças significativas no metabolismo, referindo que não foram notadas mudanças na pressão sanguínea, nem no ritmo cardíaco dos ratos.

A morfina é actualmente o fármaco mais usado para a dor crónica, mas tem significativos efeitos secundários, como a insuficiência respiratória, tolerância, dependência e prisão de ventre.

Em http://aeiou.expresso.pt/criado-analgesico-mais-eficaz-que-a-morfina=f516034

Interessante.
 
O Algarve vai receber ainda este ano os primeiros linces ibéricos no Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro, que está pronto a inaugurar em Silves.

A chegada dos animais não será para já, mas a coordenadora do plano de acção para a conservação desta espécie, ameaçada de extinção, confia que até ao final do ano Silves deverá acolher os primeiros animais.

No total, o Centro de Reprodução tem capacidade para 16 linces, vindos do Parque Nacional de Doñana, no Sul de Espanha.

O processo de libertação dos felinos na Natureza deverá demorar um pouco mais. Serão precisos "pelo menos dois anos", de acordo com Lurdes Carvalho.

A construção do Centro foi realizada com recurso a fundos comunitários e verbas da Águas de Portugal do Algarve, como compensação pela abertura da barragem de Odelouca.

Em http://aeiou.expresso.pt/algarve-recebe-linces-ibericos=f513420

apr:)
 
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