Tecnologia e ciência-O Tópico



Nasceu em Espanha a primeira cria de águia real fruto de inseminação artificial. Chama-se Suya e resultou de dez anos de investigação do Centro de Estudos de Aves em Toledo, com vista à conservação da espécie, ainda em risco de extinção. Em Portugal, as estratégias de protecção da águia real diferem, mas a reprodução assistida também está a dar os primeiros passos.


Situação muito rara de acontecer!

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Astronomia
08-08-2007 7:40
Descoberto o maior planeta para lá do sistema solar
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Uma equipa do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) descobriu um novo exoplaneta, ou seja, um planeta para lá do Sol. O TrEs-4 é o maior planeta alguma vez identificado.

A descoberta, publicada “Astrophysical Journal", revela um planeta 70% maior do que Júpiter, o gigante do nosso sistema solar.

O novo gigante situa-se na constelação de Hércules e foi descoberto pela equipa envolvida no projecto Transatlantic Exoplanet Survey (TrEs), que acabou por lhe dar o nome.

O planeta orbita a estrela GSC02620-00648, situada a 1435 anos-luz da Terra. Está a uma distância de sete milhões de quilómetros da sua estrela, o que parecendo muito, é o suficiente para fazer com que o planeta atinja temperaturas na casa dos 1300 graus celsius.

Este projecto do Caltech é formado por uma rede de telescópios localizados na Califórnia, no Arizona e nas ilhas Canárias.

Em http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=54&ContentId=215546
 
Homo Habilis e Homo Erectus conviveram juntos em África

Artigo publica na Nature levanta novas questões sobre a evolução humana


:: 2007-08-08
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Homo Habilis e Homo Erectus estiveram juntos em África?O Homo Erectus e o até agora considerado seu antepassado Homo Habilis viveram de facto durante muito tempo lado-a-lado na África Oriental, revela um estudo da redvista Nature, pondo em causa a actual teoria da evolução humana.

Os dois novos fósseis que vieram inesperadamente redesenhar a árvore da evolução humana foram descobertos em 2000 na margem Leste do lago Turkana, no Quénia, por uma equipa científica internacional conduzida por Fred Spoor, do University College de Londres.


Tratam-se, por um lado, dos fragmentos mais recentes jamais encontrados de um maxilar superior de um Homo Habilis, datados de 1,44 milhões de anos, e, por outro lado, de um crâneo de um Homo Erectus notavelmente bem conservado e paradoxalmente mais antigo, com 1,55 milhões de anos.

Segundo os investigadores, esta descoberta contraria as teorias actuais e prova que as duas espécies de hominídeos não se sucederam na escala da evolução, mas conviveram lado-a-lado durante muito tempo, provavelmente um milhão de anos, na bacia do Turkana.

Actualmente, considera-se que o Homo Habilis, assim denominado em 1964 porque utilizava utensílios de pedra rudimentares, é uma espécie do género Homo cuja aparição é situada geralmente há aproximadamente 2,5 milhões de anos.

Há 1,8 milhões de anos estes "inventores de utensílios" teriam dado lugar ao seu descendente, o Homo Erectus, descrito como um estádio da evolução da espécie humana desde 1891 a partir de fósseis encontrados na Ásia com cerca de 800.000 anos.
Uma nova redacção da história?

Durante o século XX, foram desenterrados em África fósseis muito mais antigos desta espécie, considerada a que iniciou a conquista progressiva do planeta. No entanto, face aos novos ossos encontrados na localidade de Ileret, Quénia, impõe-se, segundo os investigadores, uma nova redacção do primeiro capítulo da história humana.

Para os autores da descoberta, a prova obtida sobre a coexistência entre o Homo Erectus e Homo Habilis torna doravante "pouco provável" que o primeiro tenha evoluído a partir do segundo. Os investigadores acreditam que as duas espécies devem ter começado a desenvolver-se a partir de um antepassado comum que poderá ter existido há dois ou três milhões de anos, período pobre em fósseis imputáveis ao tipo Homo.

Os dois hominídeos permaneceram sempre espécies separadas, o que, segundo os investigadores, significa que ocuparam cada um o seu próprio nicho ecológico, o que evitou uma concorrência directa entre si. Os dentes e os maxilares menos potentes do Homo Erectus correspondem a um regime alimentar que inclui mais carne, gorduras animais e outros alimentos mais tenros, contrariamente ao Homo Habilis, adaptado a uma alimentação mais dura, de origem vegetal (nozes, tubérculos...).

Hoje, os gorilas e os chimpanzés actuais compartilham em certas regiões da África os mesmos habitats sem entrar em conflito: embora ambos apreciem frutos maduros, os gorilas passam mais tempo a esmagar vegetação dura, como os rebentos de bambú, enquanto que os chimpanzés partem à procura de outros alimentos, incluindo a carne de pequenos mamíferos.

Desta forma, concluem os autores do estudo, também os primeiros hominídeos poderiam ser vizinhos sem misturarem as famílias.


Fonte
Muito importante esta descoberta, levanta questões importantes e responde a outras, a confirmar-se muda muito do conhecimento actual.

Mais informação:

http://www.news.com.au/perthnow/story/0,21598,22214161-5005361,00.html

http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/6937476.stm





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Última edição:

Investigação lusa mediu capacidade de adaptação das bactérias

A invenção de penicilina foi a grande vitória da ciência sobre as bactérias, mas gradualmente, à medida em que se intensificou o uso e, sobretudo, o abuso de antibióticos, percebeu-se que as bactérias voltaram a ganhar terreno e estão cada vez mais resistentes.

A situação já era conhecida, mas nunca tinha sido medida. O estudo da equipa de Lilia Perfeito, de 26 anos, a mais nova das quatro investigadoras, confirma o pior cenário. As bactérias adaptam-se mil vezes mais depressa do que se supunha e o processo é ilimitado, pelo menos, durante o período de vida de um ser humano.
 

Investigação lusa mediu capacidade de adaptação das bactérias

A invenção de penicilina foi a grande vitória da ciência sobre as bactérias, mas gradualmente, à medida em que se intensificou o uso e, sobretudo, o abuso de antibióticos, percebeu-se que as bactérias voltaram a ganhar terreno e estão cada vez mais resistentes.

A situação já era conhecida, mas nunca tinha sido medida. O estudo da equipa de Lilia Perfeito, de 26 anos, a mais nova das quatro investigadoras, confirma o pior cenário. As bactérias adaptam-se mil vezes mais depressa do que se supunha e o processo é ilimitado, pelo menos, durante o período de vida de um ser humano.
Muito importante esta descoberta.
 
Estas duas ultimas noticias embora em áreas diferentes - história(arqueologia) e investigação - revelam-nos o quão dificil é, obter sempre resultados ou respostas que sejam considerados os últimos.
 
Estas duas ultimas noticias embora em áreas diferentes - história(arqueologia) e investigação - revelam-nos o quão difícil é, obter sempre resultados ou respostas que sejam considerados os últimos.
Exacto. não há verdades absolutas em ciência, exactamente por isso é que preciso manter uma mente aberta.

''People's minds are like parachutes - they only function when they are open.''

Frase atribuída a
Sir James Dewar (1842-1923) Scientist










 
Exacto. não há verdades absolutas em ciência, exactamente por isso é que preciso manter uma mente aberta.

''People's minds are like parachutes - they only function when they are open.''

Frase atribuída a
Sir James Dewar (1842-1923) Scientist











Permite-me discordar da parte de não existirem verdades absolutas em ciência...

Evidentemente que as há, e o objectivo é tê-las na maior extensão possível...

Só não há verdades absolutas enquanto não são determinadas com tal, durante o processo de virem a ser...

A maioria dos produtos científicos e tecnológicos, é uma agregado cumulativo de princípios independentes isolados, que no fim funcionam como um todo, formando um produto ou serviço...

Se os seus princípios estivessem mal fundamentados, estudados, provados, ou não fossem devidamente verificados, existiria propagação de erro, levando ao eventual não funcionamento do produto ou serviço...

O exemplo concreto da experiência das bactérias resistentes, é uma verdade absoluta para aquela espécie, naquelas condições experimentais, mas cujos resultados não podem ser extrapolados para outra espécie, ou outras condições laboratoriais,e neste caso o que é verdade para estas não é verdade para outras...

No entanto para a espécie e condições que se fez este estudo, este conhecimento é absoluto, e a partir dele podem-se continuar a realizar estudos deste derivado, com a certeza que os princípios subjacentes estão devidamente fundamentados e provados ao ponto de serem confiáveis e absolutos...

Quanto á citação de sir James Dewar, não poderia estar mais de acordo..[;)]
 
SAMSUNG revela Portatil a Metanol.
Aguenta cerca de 240h sem recarregar.

Samsung Unveils Prototype Fuel Cell Laptop

While recent recalls suggest that the current type of laptop batteries are dangerous, an alternative power source seems to be screaming "you ain't seen nothing yet": The Direct Methanol Fuel Cell. Samsung recently showed off a prototype of their Q35 laptop powered solely by a fuel cell. Samsung claims that the laptop can run eight hours a day for a month (about 240 hours) without needing a recharge. The most recent prototype of the Q35 even solved some noise problems previously associated with fuel cell powered laptops. Samsung is currently putting the Q35 through some strict safety testing, and it might even be available by the end of this year. A retail price is yet to be confirmed.



Source: Reg Hardware
 
Situado no Alto de Santa Bárbara
Primeiro observatório solar português inaugurado ontem em Constância
19.08.2007 - 14h22 , Marta Ferreira Reis


O primeiro observatório solar da península Ibérica, dirigido ao ensino e divulgação, foi inaugurado ontem à tarde no Centro de Ciência Viva de Constância, o único do país dedicado à Astronomia e que, este fim-de-semana, recebe a Astrofesta 2007.
Quando se entra no laboratório de heliofísica, a primeira coisa que se vê é uma mesa comprida, com uma objectiva, espelhos, prismas e feixes de luz. É assim que tudo acontece. Um espelho instalado no terraço em cima da sala, sempre apontado ao sol, absorve a luz solar, que é projectada para o interior através de um pequeno buraco. Recolhida a matéria-prima, há três pontos de observação: uma projecção em tela, onde se vê a imagem do sol como se se estivesse a olhar directamente para ele (mas sem os riscos da observação directa), uma projecção em computador filtrada por hidrogénio-alfa, que permite assistir em directo à formação de protuberâncias no sol (uma espécie de labaredas, mas com um comprimento maior do que o tamanho da Terra) e a decomposição da luz solar nas cores do arco-íris, para conhecer melhor os componentes do sol.

Além de se poder ver em directo, ou quase em directo, o que se passa no sol, os dados são gravados e podem vir a ser utilizados em projectos científicos. "Não vamos viver tempo suficiente para perceber se o sol muda muito, mas podemos perceber se os estudos que estão a ser feitos sobre o seu funcionamento estão ou não correctos e perceber se esse funcionamento se relaciona com os ciclos climáticos da Terra", disse Máximo Ferreira, director do Centro de Ciência Viva de Constância.

O objectivo principal é despertar os alunos e a população em geral para a ciência. "Os alunos vão poder ver, por exemplo, imagens das manchas solares e perceber como elas se alteram. Ligamos a Astronomia à Física e à Matemática, falamos de elementos químicos. O que fazemos é a aplicação prática daquilo que é aprendido na escola", acrescenta Ferreira.
"As pessoas têm aqui uma oportunidade única de ver aquilo que, no seu dia-a-dia, é praticamente impossível. Quando um professor na escola fala no sol e mostra umas fotografias às crianças, elas duvidam, pensam se o sol estará a uma distância muito grande. Aqui há a oportunidade de explicar tudo, porque as pessoas estão a olhar para uma coisa que está ali", diz João Vieira, da Orion, Sociedade Científica de Astronomia do Minho.

No Centro de Ciência Viva de Constância, todos os equipamentos servem o mesmo propósito, aproximar os jovens da ciência. O truque parece ser o mesmo para todos os cientistas ligados ao ensino. "A Astronomia é uma das áreas mais privilegiadas para fazer a aproximação das pessoas às ciências, porque é uma ciência que está relacionada com quase todas", diz Nuno Crato, matemático e conferencista na Astrofesta.

Situado no Alto de Santa Bárbara, a três quilómetros do centro da vila, o parque astronómico reúne um conjunto de equipamentos pensados para explicar de forma simples e interactiva o funcionamento dos astros. Uma réplica do alinhamento dos planetas do sistema solar, uma esfera celeste com aros que permitem perceber fenómenos como a rotação ou os equinócios, um carrossel onde as crianças podem experimentar a translação ou observar as diferentes posições das principais luas de Júpiter, são algumas das plataformas disponíveis e construídas com preocupações científicas: estão orientadas a norte, quando é caso disso, e reproduzem à escala algumas distâncias ou a duração dos principais movimentos.

A ligação da vila à astronomia nasceu em 1996, com um protocolo com a Faculdade de Ciências de Lisboa. "Lembro-me de, em pequeno, vir a Constância para ver o Tejo. Agora vimos a Constância também para ver e experimentar ciência", lembrou o secretário de Estado da Ciência, Manuel Heitor, que presidiu à inauguração do observatório solar.

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1302612&idCanal=13
 
Investigadores do IBMC descrevem funções de gene eventualmente relacionado com síndrome de Down *

:: 2007-08-16

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Um estudo desenvolvido em Portugal por Nicholas Malmanche e Cládudio Sunkel, investigadores do Instituto de Biologia Molecular e Celular, do Porto, (IBMC) em colaboração com um grupo nos Estados Unidos é publicado hoje no Current Biology online e explica como é que um gene, o BubR1, contribui para a separação correcta dos cromossomas durante a formação das células sexuais (óvulos e espermatozóides). Uma mutação neste gene origina células com o número errado de cromossomas, situação que se verifica no Síndrome de Down, doença em que o cromossoma 21 em vez de ter duas cópias, tem três.
* Ver artigo imediatamente a seguir da autoria de Catarina Amorim


Este gene era já conhecido por influenciar a divisão celular mas agora, pela primeira vez, compreendeu-se como: este gene é responsável por manter os cromossomas estáveis quando estes se organizam em pares, imediatamente antes de se separarem e migrarem para pólos opostos da célula durante o processo de produção dos gâmetas (células sexuais).
Os investigadores depois de descobrirem, na mosca da fruta –Drosophila-, uma mutação neste gene, analisaram a influência desta mutação na formação das células sexuais, nomeadamente em relação ao número de cromossomas que estas possuíam. O modelo biológico utilizado neste estudo tem a vantagem de ter apenas quatro pares de cromossomas (a espécie humana tem 23 pares) e os mecanismos de distribuição de cromossomas durante a meiose (tipo de divisão celular que leva à produção de gâmetas) ser diferente entre fêmeas e machos.
Assim, por comparação entre o que acontece numa divisão celular de moscas com gene normal e noutra com mutação e entre macho e fêmea, os investigadores compreenderam o papel deste gene: manter a estabilidade entre os cromossomas.
Embora este estudo tenha utilizado a mosca da fruta, os resultados trazem luz à compreensão de algumas doenças, como é o caso do Síndrome de Down, uma vez que o BubR1 também está presente na espécie humana e uma mutação deste gene pode provocar o mesmo erro nas células sexuais que aquele que origina a doença.


http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=22976&op=all
 
Última edição:
21 Agosto 2007

Investigadores israelitas descobrem proteína protectora da memória





Cientistas israelitas descobriram que uma proteína trabalha como uma "máquina" em miniatura para manter viva a memória, podendo também apagá-la.
A descoberta foi feita pelo professor Yadin Dudai, chefe do Departamento de Neurobiologia do Instituto de Ciências Weizman, na cidade israelita de Rehovot, e sua colaboradora Reut Shema, informou hoje o porta-voz do centro, Yvsam Azgad.

Yvsam Azgad salientou que este trabalho pode "contribuir para o fortalecimento da memória de pessoas velhas e que sofreram problemas por acidentes", podendo também aplicar-se para erradicar recordações traumáticas.

Os cientistas trabalharam segundo uma hipótese do investigador norte-americano do Downstate Medical Center, Todd Sacktor, que amestrou ratinhos de laboratório para rejeitar certos sabores.

De seguida injectou-lhes uma droga capaz de bloquear uma proteína específica do cérebro associada à memória dos sabores, a PKN, e de imediato os ratinhos esqueceram o que tinham aprendido.

Esta enzima encontra-se nas sinapses, os pontos de união funcional entre as células nervosas (neste caso neurónios), e é capaz de modificar alguns aspectos da estrutura deste contacto.

Para isso deve estar sempre activa, de forma a reter as mudanças que se tenham produzido, como por exemplo a aprendizagem que se incorpora na memória.

Devido a este factor, os cientistas concluem que a memória é dinâmica e não algo estático.

Dudai e Shema deduziram que "silenciando" a PKN situada na união dos neurónios poderiam reverter as mudanças produzidas pela enzima.

Com a aplicação da droga para anular o efeito da enzima, comprovaram que os ratos treinados para rejeitar certos sabores esqueceram o aprendido e todos os sinais indicam que as "más memorias" em relação aos paladares incutidas pela aprendizagem desapareceram um mês depois do adestramento.

Segundo o porta-voz do Instituto, trata-se da primeira demonstração de que a memória pode ser apagada depois da sua formação, o que pode abrir caminho a futuros tratamentos em caso de problemas de memória e a possibilidade de desenvolver fármacos que possam estimulá-la e estabilizá-la.

http://nebioq-up.blogspot.com/2007/08/investigadores-israelitas-descobrem.html
 
Encontrada na Finlândia pastilha elástica com cerca de seis mil anos





Uma estudante britânica da Universidade de Derby, Sarah Pickin, descobriu durante escavações num sítio arqueológico do período Neolítico, na Finlândia, uma bola de resina de vidoeiro que, segundo parece, seria uma espécie de pastilha elástica.
A pré-histórica pastilha foi descoberta na floresta de Kierikkikangas (Noroeste), a cerca de 600 quilómetros de Helsínquia, e terá entre 5500 e seis mil anos.

Trevor Brown, professor de Sarah, reparou que "a goma tem impressa uma marca de dentes bem definida".

Dado que esta resina tem fenol, uma substância química com propriedades anti-sépticas, Brown concluiu que já no Neolítico se sabia que mascá-la podia tratar certas infecções.

Um dos responsáveis do campo arqueológico, Sami Vijanmaa, acredita "que a goma de mascar era muito utilizada e talvez servisse para reparar pontas de flecha danificadas".

A estudante britânica encontrou também um anel em âmbar e um gancho para o cabelo, peças que serão expostas, juntamente com a pastilha de mascar, no Centro de Kierikki.

Todos os anos, entre Maio e Outubro, organizam-se campanhas arqueológicas numa área de bosque denominada Kierikkikangas, com vista a trazer à luz do dia diversos objectos do Neolítico.

Sarah Pickin, que faz parte de um grupo de cinco voluntários da Universidade de Derby, declarou-se "encantada" com a descoberta, que será tida em conta na nota final da sua licenciatura.



http://nebioq-up.blogspot.com/2007/08/encontrada-na-finlndia-pastilha-elstica.html


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Os tipos são mesmo avançados [;)]
 
Quando noticiaram isto, tinha estado no dia anterior na Zona. [8b]

Mas parece-me deveras interessante.

Está no parque do conhecimento e tecnologia e presumo que aberto ao publico, não sei é se será preciso marcar visita.

[;)]
Tb não sei, sei que esteve aberto ao publico durante a inauguração.
 
21 Agosto 2007

Investigadores israelitas descobrem proteína protectora da memória





Cientistas israelitas descobriram que uma proteína trabalha como uma "máquina" em miniatura para manter viva a memória, podendo também apagá-la.
A descoberta foi feita pelo professor Yadin Dudai, chefe do Departamento de Neurobiologia do Instituto de Ciências Weizman, na cidade israelita de Rehovot, e sua colaboradora Reut Shema, informou hoje o porta-voz do centro, Yvsam Azgad.

Yvsam Azgad salientou que este trabalho pode "contribuir para o fortalecimento da memória de pessoas velhas e que sofreram problemas por acidentes", podendo também aplicar-se para erradicar recordações traumáticas.

Os cientistas trabalharam segundo uma hipótese do investigador norte-americano do Downstate Medical Center, Todd Sacktor, que amestrou ratinhos de laboratório para rejeitar certos sabores.

De seguida injectou-lhes uma droga capaz de bloquear uma proteína específica do cérebro associada à memória dos sabores, a PKN, e de imediato os ratinhos esqueceram o que tinham aprendido.

Esta enzima encontra-se nas sinapses, os pontos de união funcional entre as células nervosas (neste caso neurónios), e é capaz de modificar alguns aspectos da estrutura deste contacto.

Para isso deve estar sempre activa, de forma a reter as mudanças que se tenham produzido, como por exemplo a aprendizagem que se incorpora na memória.

Devido a este factor, os cientistas concluem que a memória é dinâmica e não algo estático.

Dudai e Shema deduziram que "silenciando" a PKN situada na união dos neurónios poderiam reverter as mudanças produzidas pela enzima.

Com a aplicação da droga para anular o efeito da enzima, comprovaram que os ratos treinados para rejeitar certos sabores esqueceram o aprendido e todos os sinais indicam que as "más memorias" em relação aos paladares incutidas pela aprendizagem desapareceram um mês depois do adestramento.

Segundo o porta-voz do Instituto, trata-se da primeira demonstração de que a memória pode ser apagada depois da sua formação, o que pode abrir caminho a futuros tratamentos em caso de problemas de memória e a possibilidade de desenvolver fármacos que possam estimulá-la e estabilizá-la.

http://nebioq-up.blogspot.com/2007/08/investigadores-israelitas-descobrem.html


É impressão minha ou isto vai interessar muito a quem convenha que certas testemulhas esqueçam o que viram ou ouviram? :sh)
 
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