Bem, que exagero. [

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Eu por acaso gostei, fez-me voltar atrás no tempo. Em termos de revivalismo, achei muito interessante. Acho que o realizador foi o ideal, ele dá ideia de que até gosta destas coisas.
Agora, se estavas à espera de mais, entendo que tenhas ficado desiludido. [

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Sim, estava à espera de mais. Estava à espera de voltar a sentir o que sentia ou até mais com os desenhos animados. Além do mais, quem me emprestou o DVD é um rapaz que até gosta de cinema e afirmou que era bom, citando-o "foi filme de Verão, mas tem história além de acção". "OK" disse eu.
Bom, para começar com as personanges:
- Temos o velho cliché dos soldados em que um quer voltar para casa pois tem saudades, o outro quer conhecer a filha recém-nascida(
Josh Duhamel - e um actor negro para passar imagem de negro corajoso, abrangendo assim mais publico alvo -
Tyrese Gibson Não foi escolhido à parva). Mais desenvolvimento destas personangens? Não, vão estar mais tarde ocupadas a fugir de e a criar explosões.
- Depois temos uma gaja bem boa mas que não faz mais do que ser uma gaja bem boa (
Megan Fox) mas cuja personalidade é fraquita, não faz nem diz muito e até podia simplesmente andar sempre à boleia do Sam pois o resultado seria o mesmo.
- O Sam aproveita-se mas é uma personagem principal um pouco genérica, embora o actor
Shia LaBeouf em si tenha estado razoavelmente bem.
- Entre os actores que servem de "comic relief", velha técnica usada no cinema, temos o
Anthony Anderson que não faz humor de forma convencional. O seu conceito de humor é gritar que nem um parvo, pois outras abordagens cómicas falham redondamente com ele. Pode-se considerar o
John Turturro neste tipo de personagens pois o papel que se quer dele é de um agente que se quer impor mas não consegue e assim é gerado um clima de alguma troça à volta dele. Sinceramente achei que estava de tal forma exagerado que até s tornava constrangedor quando ele aparecia em cena, bom actor, mau papel! Há ainda os pais do Sam, mas esses safam-se dentro das personagens, não se exige mais deles pois não têm relevo no enredo.
- Para terminar temos dentro da cadeia militar que vai tentar salvar aquilo tudo (em quantos filmes já vi isto?!) o
Jon Voight. Ele não precisa de provar nada enquanto actor, mas o papel dele parecia o de um velho com Parkinson que se vê assutado quando o jantar começa a arder e não sabe que fazer. Deu pena andar tão perdido.
Passando à história/enredo principal:
Não há muito para se falar, esta é engraçadita. Não alteraram as origens dos aliens mecânicos e faz algum sentido estes virem à Terra não havendo muito por onde criticar pois os Autobots são bons e querem salvar a Humanidade dos maus dos Decepticons, já que o planeta Cybertron foi destruido. Só achei curioso no inicio os heróis tentarem evitar a guerra contra a China quando se pensava serem estes os responsáveis pelos ataques. Já vi isto em algum episódio da série 24, tipo... toda a segunda temporada, mas passa! O que falha são os sub-enredos, por exemplo o enlace amoroso do Sam e a gaja boa é muito frágil e como as personangens só lá estão por têm de estar, não há sub-enredos além da história principal
Agora a realização: Fraca! Tudo o que se aprende na escola de cinema e todos os truques de movimentos de câmara estão lá. Altamente? Não, porque aparecem sem nexo, só mesmo para nos distrair do mau filme que está por baixo.
Então porque temos mais de duas horas de filme? Bom, para fazer publicidade à GM, restaurantes de comida rápida e outros nomes americanos enquanto uns robôs gigantes lutam entre si e são feitas umas piadolas sem graça pelo meio para tentar juntamente com os movimentos de câmara e explosões não adormecer quem procura mais no filme como eu!
E está justificado
