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Atenção, isto não é um trailer [Vinha eu todo contente para mostrar o trailer do Transformers 2 e fui ultrapassado []
Aguardo com expectativa. Pena é ver q a Audi já "infectou" mais um filme...
Teaser?Atenção, isto não é um trailer []
Exactamente.Pois, foi apenas uma primeira apresentação q passaram durante o super-bowl americano.
Revolutionary Road
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Origem: EUA,2007
Realização:
Género: Drama
Classificação: M/16
Com: John Behlmann, Kate Winslet, Kathy Bates, Leonardo di Caprio
Duração: 119 min
Argumento: A história de um jovem casal em busca de uma vida plena numa época marcada pelo conformismo. Aprisionados num mundo de convenções codificadas, eles sonham sem fé, à medida que as mentiras e a ilusão despoletam consequências explosivas.
Quem quer ser Bilionário
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Origem: Reino Unido,2008
Realização: Danny Boyle
Género: Drama
Classificação: M/12
Com: Anil Kapoor, Dev Patel, Saurabh Shukla
Duração: 120 min
Argumento: Jamal Malik, um órfão de 18 anos dos subúrbios de Bombaim, está apenas a uma pergunta de ganhar os espantosos vinte milhões de rupias da versão indiana do concurso "Quem quer ser Milionário".Apanhado numa suspeita de fraude, ele confessa à polícia a incrível história da sua vida nas ruas e a da rapariga que amou mas que perdeu. Mas o que está a fazer um rapaz sem interesse em dinheiro num concurso televisivo? E como é que ele sabe todas as respostas?
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Prometo tentar ser isento.....prometo tentar pelo menos...!!! Já que até á data não consigo perceber este fascinio do Woody Allen pela Scarlet Johansson....!! A não ser parecer ter os mesmos tiques dele a representar...!!! Irra que a mulher até chateia...
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Caraças do Clint anda inspirado, é um drama sentimentalóide, e nisto é bom, transmitir emoções...
Gostei do filme, acaba rápido e de forma surpreendente, tem pedaços de humor engraçado pelo meio, alguma carga racial que nos deixa a pensar, e fez-me voltar a pesquisar o tema Muscle Cars!
Bela interpretação do Clint, mas o homem já começa a acusar a idade, o resto do elenco também está em bom plano, aliás este filme vive só dos actores...
Para mim 8.7/10
http://ipsilon.publico.pt/Cinema/texto.aspx?id=222486O que nos desgosta em "Quem quer ser Bilionário?" não é a miséria, mas a pobreza do olhar de Danny Boyle
Dizer que Danny Boyle devia ter ido filmar os bairros de lata do seu próprio país em vez de ir filmar os da Índia, como têm argumentado algumas reacções indianas pouco agradadas com "Quem quer ser Bilionário?", que hoje estreia nas salas portuguesas, não nos leva longe - até porque filmar bairros de lata é em geral actividade pouco apreciada, como em Portugal bem se vê pela indignação de tanta luminária opinativa aos filmes em que Pedro Costa foi filmar os bairros de lata do seu próprio país. É importante que se perceba que o que nos desgosta em "Quem quer ser Bilionário?" não é o bairro de lata, nem é a miséria, mas antes a pobreza do olhar com que Danny Boyle os filma. Num certo sentido, os indianos zangados têm razão: este filme podia ter sido feito em qualquer lado, exactamente da mesma maneira.
Para além de macaquear uns quantos elementos (simples "efeitos", na verdade) que com muito boa vontade podem ser entendidos como referência ao cinema de Bollywood (que agora caiu no goto como se fosse uma vaca sagrada: mas também há a Bollywood intragável no seu "kitsch" irredimiavelmente publicitário), para além disso, perguntávamos, que vê Danny Boyle na Índia que não visse noutro lado qualquer? Até a televisão é a mesma, é a televisão dos "formatos" e o "Quem quer Ser Milionário?"... Danny Boyle é daqueles cineastas que fazem preceder a discussão sobre o seu talento (nulo, diga-se de passagem) de uma discussão sobre a sua "visão do mundo". Dá a impressão que nunca saiu de "Trainspotting", que é assim que vê o mundo, apenas um grande "Trainspotting", esteja-se onde se estiver. Se há alguma "proeza" em "Quem quer ser Bilionário?", ela consiste apenas nisto: num espantoso trabalho de "torção" para fazer caber a Índia dentro da sua estreita visão do mundo. Boyle não foi à Índia, trouxe a Índia para dentro de "Trainspotting", para dentro dos seus estereótipos sociais (ricos e pobres) e figurativos (os efeitozinhos "clipescos" e publicitários). É impressionante a insensibilidade do seu olhar, a falta de disponibilidade - é um filme cego, vê o que as palas que tem nos olhos lhe permitem ver.
No contexto eufórico que aclama "Quem quer ser Bilionário?" como a oitava maravilha do mundo valerá a pena lembrar que outros cineastas ocidentais (mas enfim, não resistimos: verdadeiros cineastas) viveram as suas "viagens à Índia" com o tipo de disponibilidade que falta a Boyle, e com a modéstia (e a inteligência, e a sensibilidade) para construírem os seus filmes no balanço entre as certezas que traziam da Europa e aquilo que a Índia lhes revelou? Que "O Rio Sagrado" de Renoir (para mais um filme com uma perspectiva radicalmente ocidentalizada: são as memórias de um "casulo" na Índia colonial britânica) ou a "Índia" de Roberto Rossellini são filmes totalmente embebidos por um "mistério indiano", um mistério perscrutado numa relação com a geografia (algo completamente ausente do filme de Boyle), com a religião, com a cultura, com a sociedade, com o povo - e que essa Índia, que não exclui a "miséria" (ver por exemplo o "Calcutá" de Louis Malle), é olhada com uma nobreza cinematográfica nos antípodas da vulgaridade de Boyle? Se, por alguma lei obscura (a lei do "só quer entreter"), se invalidar a aproximação do filme de Boyle aos de Renoir e Rossellini, temos à mão um cineasta americano que está bem longe de gozar de tão canónico estatuto. Wes Anderson, cujo último filme, "The Darjeeling Limited", também se passava na Índia. Anderson filmava-a com uma ideia estética - as cores, os aromas, a paisagem, os templos - e fazia a ética decorrer dela. Boyle só tem uma ideia ética (uma imagem esterotipada do "terceiro mundo") - naturalmente infere dela toda a (pobre) estética de "Quem quer ser Bilionário?". Em "Darjeeling", perto do fim, a personagem de Adrian Brody, depois de uma viagem em que nunca pareceu especialmente interessado no que o rodeava, dizia "nunca me vou esquecer do cheiro deste país" e falava do perfume a especiarias. Danny Boyle não conseguiu sentir mais do que o cheiro a *****. Cada um tem o nariz que tem.
Luís Miguel Oliveira
http://ipsilon.publico.pt/cinema/filme.aspx?id=219275O tempo voa, mas o filme não chega a efectuar o "take off", diz Luís Miguel Oliveira sobre o título mais nomeado aos Óscares. Qual é a sua opinião?
Sendo David Fincher um cineasta frio e cerebral, "desumano" (ou "desumanista", passe a expressão), era com curiosidade e alguma expectativa que aguardávamos esta sua incursão no "melodrama de vida", coisa a priori tão distante de tudo o que o autor de "Fight Club" e "Zodiac" (que por alguma razão hoje nos parecem melhores, mais escorregadios, do que "Seven") tinha feito até agora. Se a expectativa sai furada, isso tem de facto alguma coisa a ver com as temperaturas - os trópicos não são definitivamente o habitat de um cineasta polar como Fincher, e é tudo o que devia ser "quente", e bem se esforça para o ser, que mais insatisfatório é no "Estranho Caso de Benjamin Button" (a história de Scott Fitzgerald em que se baseia fica lá muito para trás, mera "inspiração"). Resumindo o que toda a gente já sabe, "O Estranho Caso de Benjamin Button" é a história de um homem (Brad Pitt) que nasce velho e morre novo. Um recém-nascido engelhado e artrítico, um ancião com corpo e pele de bebé - e entre as duas coisas uma vida que se vê a andar para trás. Antes de se revelar um estratagema inútil e quase metafórico (a segunda parte, a história de amor com Cate Blanchett no curto momento em que as idades batem certo com os corpos que têm) começa por ser uma alavanca para o absurdo figurativo, quase surrealista: há uma estranheza invulgar nas cenas com Pitt transformado em criança velha, tornadas perfeitamente convincentes pela boa saúde de gozam na Hollywood actual as artes da maquilhagem e dos efeitos especiais (até nos surpreende como é fácil acreditar no Pitt velho e não fazer mais perguntas). Mas ainda antes de ser qualquer uma destas duas coisas era, sinalizada pela história do relógio cujos ponteiros andam ao contrário, a gota de "prédeterminação", o toque "desumano", mesmo maquinal, que podemos considerar como o pormenor mais "fincheriano": Benjamin Button tem o tempo "fechado", o tempo contado, sem a indefinição do tempo do homem comum (porque, por assim dizer, não há um limite para o avanço temporal mas há um limite preciso para o recuo temporal). Não deixamos de pensar que há aqui uma relação qualquer com "Zodiac", filme onde o tempo (embora correndo na direcção "normal") surgia constantemente marcado, e onde as personagens se perdiam de uma maneira que é impossível à personagem de Pitt.
Qual é exactamente essa relação é difícil de dizer. O filme parece perder determinação, razão de ser, ao longo do seu curso. Transforma-se numa história de testemunho do século XX americano (Button nasceu no dia do armistício da I Guerra), cujos sinais vão aparecendo fugazmente, como pedaços de uma paisagem entrevista pelas janelas de um comboio que não pára (ideia subtil, mas demasiado "turística" para se tornar relevante). No papel, o esquema do filme e do relato da vida de Button como testemunha do seu tempo (percebem-se as lembranças de "Forrest Gump", se se excluir o elogio da candura) seria representado por um longa linha vertical cruzada por vários pequenos traços horizontais. É nesses pequenos traços (os barcos na II Guerra, a história com Tilda Swinton em Murmansk) que se encontram os momentos mais luminosos de "Benjamin Button". A linha vertical, por seu turno, cedo se conforma em ser o "truque" que sustenta (muito pouco convincentemente) um melodrama banalíssimo. O tempo voa, com certeza; mas é duvidoso que "O Estranho Caso de Benjamin Button", mesmo ao cabo de duas horas e meia às voltas na pista, chegue a efectuar o "take off".
Luís Miguel Oliveira