Foi uma apresentação impressionante em termos de músculo.
As minhas notas:
iMac: muito bonito mas pessoalmente não reconheço grande necessidade de diminuir significativamente as dimensões de um produto já de si compacto que fica sempre no mesmo lugar. Preferia de longe uma espessura uniforme com espaço para uma baía de 3,5" adicional. Espero que a RAM continue a ser user-serviceable!
De resto, não sei porquê achei estranho que logo após cantar o hino dos ecrãs retina, e que o MBP de 13" tenha uma definição maior do que ecrãs maiores da concorrência, apresentem aquelas resoluções no iMac, que é muito utilizado para actividades gráficas... e que! Não tem problemas em termos de GPU e bateria para alimentar um ecrã de elevada DPI, ao contrário do que pode acontecer nos portáteis.
MBP 13": fantástico, mas o preço é deal-breaker. 1800€ por um dual-core com gráfica integrada Intel e 128GB, sem expectativas de upgrades por parte do utilizador, não faz nada por mim. Percebo o apelo do ecrã retina e do SSD e da parte de ser fino, mas eu há 2 anos e meio dei 1150€ por um MBP 13" com gráfica Nvidia e 250GB de armazenamento (upgradable até para HDD+SDD se quiser) e não consigo justificar isto. Os computadores evoluem e são suposto serem melhores para os mesmos preços. O iPad retina não veio mais caro do que o não-retina do ano anterior.
Se tivesse que trocar, neste momento o mais apelativo é o Air de 13"... que estupidamente também traz resolução superior à do MBP não-retina.
@Português ao volante, a inclusão de HDMI não tem nada de surpreendente pois segue o mesmo caminho do MBP retina 15". Algo que de resto começou no Mac mini há 2 anos atrás.
iPad 4ª geração: o iPad 3ª geração nunca foi um upgrade total. Recebeu o ecrã retina mas manteve a mesma performance, nalguns casos até piorou. Para além disso a autonomia para não ser sacrificada teve que levar uma bateria maior e por consequência passou a ser mais pesado e grosso (e mesmo assim o grosso das impressões clama uma autonomia inferior). O salto de A5X para A6X é significativo em termos de performance, mas, mais importante do que isso, aparentemente a bateria será a mesma do 3 (deduzo pelas dimensões) pelo que espero que o processo de 32nm face ao de 45nm do A5 possa traduzir-se numa autonomia superior.
É no entanto um mid-life refresh. Penso que o iPad terá obrigatoriamente que ir no sentido de recuperar a "mobilidade" (dimensões + peso + eficiência energética) pelo menos do 2, e incluir coisas como a laminação do ecrã presente agora numa parte significativa dos produtos Apple, e aí sim poderá falar-se num salto geracional completo.
iPad mini: interessante para quem for apreciador ou tiver necessidade daquelas dimensões. Parece-me um bom produto, bonito e bem construído e funcionará bem. Podia vir ao preço psicológico de 300. Mas assim é. A resolução exigiria-se superior nestes dias, dada a concorrência, mas sabendo-se a simplicidade da Apple quanto ao tratamento dado ao iOS (e que tem bons resultados), já se sabia que era ou isto ou a versão retina disto (2048x1536). E retina só quando houver um SoC Apple em fim de vida que seja suficiente para o alimentar sem perdas de eficiência que exijam o trade-off observado no salto do iPad full-size para retina. Talvez o iPad mini de 2014.
O produto que mais me interessava ser apresentado hoje (e por sinal o mais barato [

]) seria o iTunes 11 prometido para este mês. Pelos vistos ainda há que esperar. Esperemos que não hajam atrasos [

]