Irascivel
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Costuma-se dizer que não há insubstituíveis e isso é verdade, mas se há pessoas no mundo dos negócios que se aproximaram muito disso, um deles foi o Steve Jobs. Mas convém não subestimar o Tim Cook. Em primeiro lugar, Cook foi uma escolha pessoal do Jobs, que o treinou para CEO quase desde 2003 e que na verdade já estava à frente da Apple desde 2009, 2 anos antes de Jobs morrer. Ora, para o Steve Jobs o escolher é porque viu nele muito mais do que apenas um competente gestor de linha de produção e de supply chain. E depois a verdade é que o crescimento exponecial da Apple deu-se com Cook e não com o Jobs. A Apple valia no mercado pouco mais de 150 mil milhões quando Jobs morreu. Hoje em dia, escassos 12 anos depois, vale 2.760 mil milhões! E já chegou a passar os 3.000! Muita malta da gestão diz que isto só foi possível graças ao estilo da gestão do Tim Cook, que reorganizou completamente a Apple por dentro fazendo-a trabalhar à base de equipas multidisciplinares de projeto, enquanto que Jobs dividia as pessoas em projetos estanques onde umas não sabiam o que as outras faziam. Isto veio permitir, por exemplo, aprofundar muito mais o tal ecossistema da Apple em que os euipamentos falam todos uns com os outros. Teve um impaco gigantesto em toda a divisão de serviços da Apple, que na gestão de Jobs sempre foi muito fraca, entre outras coisas.
É claro que nunca vamos ter o contra-factual, mas dizer que a visão se foi junto com Jobs não é de todo verdade. Foi-se um líder muito carismático, um poster-boy que colocava a Apple nas bocas do mundo. Isso provavelmente não volta. Mas a visão? De maneira nenhuma.
Há um grande endeusamento pelo Steve Jobs, mas malta esquece que no seu tempo de Apple teve os seus flops completos...
