jts
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Não é bem assim. Sem o mesmo tamanho de ecrã, capacidade de processador, touchscreen, seriam produtos que não fariam sentido existir sequer.Se não quer gastar tanta bateria, que não colocasse um ecrã enorme, touchscreen.
Que não utilizasse processadores tão potentes (com capacidade de correr jogos de computador de à uns anos atrás).
Agora, limitar um dos produtos que revolucionou a multimédia na última década?
Claro que não faz sentido.
Aliás, faz sentido. A Apple com todo o seu poder de persuasão, pretende eliminar um adversário, que é grande, poderoso e tem uma série de ferramentas bastante utilizadas e que podem chatear a sua appstore e standards que querem impor.
E parece que dá resultado... afinal vê-se pelo fórum que há quem acredite que é mesmo real aquilo que Jobs diz e os motivos pelo qual não o suportam no IPhone e IPad.:sh)
No mundo dos smartphones e tablets já tens tudo desde ontem... mas uns deixam a imaginação do utilizador voar. Outros querem que a imaginação do utilizador se mantenha dentro daquilo que eles querem/podem dar.
Uma politica que pensei que tinha dado o canto do cisne nos anos 80 mas parece que no século XXI ainda funciona... bastando para tal ter um determinado logótipo.
O WM5 é pré-histórico[]
Aliás, todos os smartphones dessa altura eram pré-históricos pois era um mercado exclusivo e pequeno, por isso o investimento no mesmo era muito mais reduzido do que é agora.
Além disso o tamanho, permite também ter uma bateria generosa. E o Apple A4 é um SOC muito interessante em termos de consumo energético, ao ponto da autonomia do iPad ser bastante elogiada (a do iPhone 4 também aumentou bastante face aos anteriores iPhones, mas também tem uma bateria maior).
Claro que utilizar uma determinada app pode gastar tanta bateria como visitar um site em flash. A questão é que de web browsing espera-se outro tipo de consumo que não o de estar a jogar um jogo. E se às vezes se justifica a utilização de flash e esse consumo (jogos, videos), outras vezes é simplesmente web design totalmente ineficiente, disparatado e desadequado à hoje em dia generalizada utilização ubíquia da internet em dispositivos que ainda sofrem de limitação de autonomia.
Se esta não é a única razão, há pelo menos mais uma muito boa: a proliferação do flash na net faz com que estejamos dependentes de uma terceira empresa para aceder a conteúdos da web, o que é bastante perverso. O Android tem flash, mas está dependente do suporte que a Adobe lhe dá. Os clientes do Android estão assim dependentes não apenas da Google como de uma terceira empresa que pode fazer o que lhe dá na gana no que diz respeito a suporte, já que não têm qualquer tipo de compromisso e apenas se movem pelo interesse comercial de ter a sua plataforma como relevante, e que de um dia para o outro pode mudar de modelo de negócio.
Quanto à Adobe ser uma ameaça à Apple, nem de perto nem de longe. A Apple é a mais valiosa empresa do mundo da área da tecnologia (market cap.) e as ameaças poderão ser Microsoft, Google. A Adobe poderá é aliar-se a uma delas para retaliar as acções da Apple em querer tornar-se independente de terceiros, mas sem se esquecer que ainda tem muito do seu negócio dependente da Apple, nomeadamente na área das artes em que milhões utilizam a Creative Suite da Adobe (sobretudo Photoshop, Premiere), na plataforma da Apple (Macintosh).
