Tópico da Língua Portuguesa

O que eu acho mesmo idiota é retirarem (ainda mais) acentos que ajudam à correcta pronunciação das palavras.

Muitas vezes os estrangeiros que fazem um real esforço por aprender português mes perguntam porque carga "Porto" se lê "Pôrto" e "Porta" se lê "Pórta". E eu respondo "porque sim...".
 
Acho o acordão uma perfeita idiotice...Mas pronto...

Vão-se tirar "H" às paçavras?!?:confused:[8b]

Para não falar nos "c" e "p" antes das cedilhas...:sh)

O que tu achas perfeita idiotice é um acordo.
Acórdão é uma decisão tomada por um orgão colectivo. Normalmente ouve falar em acórdãos a propósito de decisões, por exemplo, do Tribunal Constitucional.
 
Citação:
Originalmente Colocado por Alpiger
Encontrei esta noticia que acho no minimo preocupante.
Quem serão os idiotas mentecaptos que terão estas ideias de m.erda??[8b]


"Apenas cinco dos oitos países membros da CPLP já tinham assinado o documento do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, proposto em 1990. Sendo que Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe assinaram recentemente.

Serão cerca de 40 mudanças, entre elas estão o alfabeto com 26 letras (atualmente são 23), com a inserção do "k", "w" e "y", e o fim do trema (permanece apenas em nomes próprios e derivados).

Estima-se que com essas modificações, a escrita no Brasil terá 0,45% de alteração. Enquanto que em Portugal, estima-se uma mudança de 1,6% do vocabulário escrito.

Por exemplo, os portugueses passarão a escrever "úmido" ao invés de "húmido", e também não escreverão o "c" e o "p" nas palavras onde ele não é pronunciado: "acção", "contacto", "acto", "adopção", "baptismo", "óptimo" e "Egipto".

O acento circunflexo nas palavras paroxítonas terminadas em "o" duplo será suprimida: "abençôo", "enjôo" e "vôo". No Brasil, a escrita correta será: "abençoo", "enjoo" e "voo".
Assim como o emprego do acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus decorrentes. Assim, a grafia correta passará a ser: "creem", "deem", "leem" e "veem".

O acento deixará de ser usado para diferenciar "pára" (verbo) de "para"(preposição) e também nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas como "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia", que perderão o acento agudo. "


Isto de facto[8b] [8b] [8b]

Citação:
Originalmente Colocado por Alpiger
O secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), embaixador Luís Fonseca, afirmou no Brasil que planeia acelerar as acções necessárias para a ratificação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, adianta a agência Lusa.
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Num encontro com a direcção da Academia Brasileira de Letras (ABL), sexta-feira, no Rio de Janeiro, Luís Fonseca disse que formalizará um pedido para que a instituição realize gestões junto das autoridades brasileiras.


O objectivo será acelerar a ratificação do Acordo, entre todos os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), formada pelo Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

O presidente da ABL, Marcos Vilaça, defendeu a aprovação de uma ortografia única, com um prazo de dois anos para as adaptações necessárias e início do pleno vigor do Acordo em todos os membros da CPLP.

Marcos Vilaça defendeu ainda «a necessidade de uma mobilização efectiva» para a promoção da língua portuguesa nos países da CPLP e também nas universidades europeias e norte-americanas.

Assinado a 16 de Dezembro de 1990, em Lisboa, o acordo ortográfico constitui um tratado internacional, resultado de um trabalho desenvolvido pela Academia de Ciências de Lisboa e pela Academia Brasileira de Letras (ABL) desde 1980, muito antes da criação da CPLP, em 1996.

O acordo cria um padrão ortográfico único para a língua portuguesa a ser adoptado por todos os países que constituem a CPLP, mas apenas Cabo Verde, Brasil e São Tomé e Príncipe ratificaram já o acordo. Portugal já assinou, mas ainda não ratificou. O acordo termina com a actual existência de duas normas ortográficas divergentes e ambas oficiais, uma no Brasil e outra nos restantes países de língua portuguesa.

[:vm)] [:vm)] [:vm)]

Recuso-me a escrever essas ditas divergências do Português (original!).

Volto a reafirmar o que já tinha dito atrás no tópico sobre este assunto.
 
Já fui frontalmente contra as alterações à nossa grafia. Hoje penso de forma diferente, só temos a ganhar com a uniformização.
Obviamente que para haver acordos tem de haver cedências. E desde que façam sentido, nada a opor.

Provavelmente os nossos bisavós também fizeram resistência em deixar de escrever "pharmácia", "phosforo" e [SIZE=-1]"vossa mercê"..[/SIZE].
 
Duvida na construção de uma frase

Duvida na construção de uma frase

Qual a maneira de dizer mais correcta:

Apresenta-nos duas histórias diferentes ou apresenta-nos duas diferentes histórias?



thanks
 
Estória VS História

Estória VS História

Para terminar com as correcções despropositadas de uma vez por todas :

http://corrector.blogs.sapo.pt/arquivo/049452.html

Os vocábulos “estória” e “história”

Não existe diferença significativa entre os vocábulos “estória” e “história”, que partilham a mesma etimologia (do grego ‘historía’).

Contudo, “estória” é a grafia antiga de “história” que, entretanto, caiu em desuso no português falado em Portugal.

Por conseguinte, este vocábulo não aparece registado nos mais recentes dicionários de língua portuguesa editados em português de Portugal.

Porém, ainda o podemos encontrar no Michaelis. Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, editado em São Paulo (em 2002), com um significado diferente de “história”.

Estória (segundo Michaelis):

1) Narrativa de lendas, contos tradicionais de ficção.

*estória em quadradinhos = série de desenhos, em uma série de quadros, que representam uma estória, com legendas ou sem elas.

**estória da carochinha = conto da carochinha

*** estória do arco da velha = coisas inverosímeis, inacreditáveis.

**** estória para boi dormir = conversa enfadonha, com intuito de enganar.

***** deixar-se de estórias = evitar rodeios, indo logo ao ponto principal.

No que se refere aos dicionários mais recentes editados em Portugal, todas as acepções supra-referidas são parte integrante da entrada “história”.

História

1) Narração ordenada, escrita dos acontecimentos e actividades humanas ocorridas no passado.

2) Ramo da ciência que se ocupa de registar cronologicamente, apreciar e explicar os factos do passado da humanidade em geral, e das diversas nações, países e localidades em particular.

3) O futuro, considerado como juiz das acções humanas (ex: A história o julgará.)

4) Biografia de uma personagem célebre.

5) Exposição de factos, sucessos e particularidades relativas a determinado objecto digno de atenção pública.

6) Narração de uma aventura particular.
 
A minha intenção não era corrigir-te.:sh)
Apenas já tinha visto esse termo mais vezes e não percebia porque e achei melhor perguntar para satisfazer a minha curiosidade.
 
A minha intenção não era corrigir-te.:sh)
Apenas já tinha visto esse termo mais vezes e não percebia porque e achei melhor perguntar para satisfazer a minha curiosidade.
A, se é que se pode considerar assim, boca, não era para ti.


Tu levantáste a questão, mas já houve quem viésse do alto do seu pedestal cheio de razão apontar o dedo.


Aproveitei a tua dica para ir a procura e deixar claro.



Desculpa se soou a boca para ti,:sh) não era. [;)]
 
Até hoje nunca usei o termo estória.

Sempre foi HISTÓRIA e continuará a ser.

É a história do Lobo Mau que se deve dizer em Portugal e não estória!
 
Como está ai explicado, a palavra Estória era uma forma antiga da palavra História.

Mas de facto era usada com outra finalidade de historia!

Eu enquanto andei na escola sempre aprendi a palavra História e nunca ouvi falar em estória. Só de há uns 5 ou 6 anos para cá é que alguem se lembrou da palavra estória e a começou a usar. E agora todos acham "fino" usar. Até pq muitos escrevem estória, depois vem alguém reclamar e diz que é história e depois o outro diz que não e dá sempre uma bela conversa de pilinhas!
 
Como está ai explicado, a palavra Estória era uma forma antiga da palavra História.

Mas de facto era usada com outra finalidade de historia!

Eu enquanto andei na escola sempre aprendi a palavra História e nunca ouvi falar em estória. Só de há uns 5 ou 6 anos para cá é que alguem se lembrou da palavra estória e a começou a usar. E agora todos acham "fino" usar. Até pq muitos escrevem estória, depois vem alguém reclamar e diz que é história e depois o outro diz que não e dá sempre uma bela conversa de pilinhas!
fino??


Eu fartei-me de levar na cabeça do "Stôr Tomás"!!! Nunca mais me esqueci!!


Era um professor á antiga, não havia cá acordos ortográficos ou brasileiradas... [:D]
 
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