Tópico das Casas

Sou só eu a achar que não há falta de casas? Deixem passar uns 2/3 anos mais que vamos ver quantas casas há a mais.
Em 2011/2013 havia casas sem
compradores…
O dinheiro estava caro, a malta ajeitava-se.
Agora o dinheiro ficou barato, a malta ficou esquisita… deixou de se ajeitar.

Eu vejo muitas casas por aí, simplesmente não agradam… Agora este novo round de construção. A preços da lua… que algumas em planta já estavam vendidas, mas continuam á venda. Veremos…

Parece-me um problema de desvalorização de dinheiro.
 
Então quem é qua vai à manif de 30 de Setembro? [:D] "Pelo direito a gamar a casa dos outros!"


Mortágua: “País vai ver as maiores manifestações populares pelo direito à habitação”
A plataforma Casa Para Viver convocou uma manifestação para 30 de Setembro. A Casa Para Viver agrega cerca de uma centena de organizações da sociedade civil, algumas dedicadas especificamente à questão da habitação, mas também cívicas, ambientalistas, feministas, anti-racistas e anticapitalistas, bem como colectivos locais, comunitários e de moradores.

https://www.publico.pt/2023/08/27/politica/noticia/mortagua-pais-vai-maiores-manifestacoes-populares-direito-habitacao-2061368

 
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Sou só eu a achar que não há falta de casas? Deixem passar uns 2/3 anos mais que vamos ver quantas casas há a mais.
Em 2011/2013 havia casas sem
compradores…
O dinheiro estava caro, a malta ajeitava-se.
Agora o dinheiro ficou barato, a malta ficou esquisita… deixou de se ajeitar.

Eu vejo muitas casas por aí, simplesmente não agradam… Agora este novo round de construção. A preços da lua… que algumas em planta já estavam vendidas, mas continuam á venda. Veremos…

Parece-me um problema de desvalorização de dinheiro.

Não há falta de casas. Há falta de casas no mercado de arrendamento. Mas sim, tens milhares de casas vazias.
 
Conto com a presença do Robles nessa manisfestaçao.
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Sou só eu a achar que não há falta de casas? Deixem passar uns 2/3 anos mais que vamos ver quantas casas há a mais.
Em 2011/2013 havia casas sem
compradores…
O dinheiro estava caro, a malta ajeitava-se.
Agora o dinheiro ficou barato, a malta ficou esquisita… deixou de se ajeitar.

Eu vejo muitas casas por aí, simplesmente não agradam… Agora este novo round de construção. A preços da lua… que algumas em planta já estavam vendidas, mas continuam á venda. Veremos…

Parece-me um problema de desvalorização de dinheiro.

Há um problema chamado inflação. Muito boa gente já não sabia o que era ao certo.

Os períodos de inflação trazem sempre assim umas coisas desagradáveis como o recente tópico do Algarve.

A crise da habitação, a meu ver, é mais uma declinação deste ciclo.

No fundo a frase que escreveste até é a mais acertada: desvalorização do dinheiro.

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Sou só eu a achar que não há falta de casas? Deixem passar uns 2/3 anos mais que vamos ver quantas casas há a mais.
Em 2011/2013 havia casas sem
compradores…
O dinheiro estava caro, a malta ajeitava-se.
Agora o dinheiro ficou barato, a malta ficou esquisita… deixou de se ajeitar.

Eu vejo muitas casas por aí, simplesmente não agradam… Agora este novo round de construção. A preços da lua… que algumas em planta já estavam vendidas, mas continuam á venda. Veremos…

Parece-me um problema de desvalorização de dinheiro.

Há mesmo falta de casas na realidade, a construção esteve parada durante anos demais e agravou-se com a crise de 2011-2013 (ou por aí) com muita emigração na área da construção.
A falta de casa só não se notou mais cedo porque com a crise, muita gente foi adiando seja a saída de casa, seja casamento seja decisões de comprar. Depois apareceu tudo ao mesmo tempo.
Em Braga por 2010 discutia-se a cerca de 10mil casas vazias, hoje debate-se a falta se calhar de 10mil.
Neste momento há alguma construção, muito mais que no passado, será normal que haja casas disponíveis daqui por uns tempos.
Claro que há casas por aí, mas os preços estão proibitivos, mas essas casas sempre houve, ams além dessas havia outras que se iam vendendo, alugadas, sendo ocupadas.
 
Mesmo que tentes construir casas para tentar equilibrar a oferta, ninguém consegue construir "barato" hoje. Faz parte do ciclo inflacionista.

A balança da oferta e procura não vai equilibrar os preços por si.

Acredito até que muito construtor reconsidere determinados projectos em certos locais após fazer o orçamento total. A certo preço a incerteza aumenta.
 
Não há solução rápida para este problema que é resultado de uma conjugação de fatores.

Aliás, com este governo, e com a maneira de pensar do povão tuga, nem sequer há solução.
 
Sou só eu a achar que não há falta de casas? Deixem passar uns 2/3 anos mais que vamos ver quantas casas há a mais.
Em 2011/2013 havia casas sem
compradores…
O dinheiro estava caro, a malta ajeitava-se.
Agora o dinheiro ficou barato, a malta ficou esquisita… deixou de se ajeitar.

Eu vejo muitas casas por aí, simplesmente não agradam… Agora este novo round de construção. A preços da lua… que algumas em planta já estavam vendidas, mas continuam á venda. Veremos…

Parece-me um problema de desvalorização de dinheiro.

Que saiba em Portugal ninguem sabe ao certo, a esquerda fala muito nos 6 milhoes de casas para 4 milhões de familias que existem, mas mesmo que estes numeros sejam verdade, o que interesa são os numeros por municipios/zonas, e tendo em atenção a tipologia (factor sempre ignorado).
A sociedade tem mudado, existe muito mais gente solteira, por exemplo é algo normal a maioria das cidades ter poucos T1 ou T0 para estas pessoas. Mas não existe um estudo sério sobre isto, para mim foi logo a primeira falha do plano do PS, começam a dar soluções sem saberem exactamente o estado do problema.

O aumento de preços de casas na ultima decada está muito conectada com a politica monetária expansionista, isso agora acabou (até ver..) por isso os aumentos malucos, também acabaram, neste momento tens um conjunto de factores a puxar os preços:

- O covid e trabalho remoto fez com que muita gente pudesse comprar casa em localizações mais isoladas, disparando os preços
- Empresas a parquear dinheiro em casas
- Pessoas com mais de 55 anos acham que casas é o melhor investimento do mundo, estão a comprar casas à maluca
- Jovens com mais de 30 anos agora é que têm condições para comprar casa
- Os jovens com mais de 20 anos como a economia agora está melhor, com a ajuda dos pais também estão a comprar casas.

Este ciclo não vai durar para sempre, apesar de toda a gente achar sempre que os ciclos são eternos e desta vez é "diferente".

Os preços completamente fora do alcance da população local, e alterações demográficas, juntando a percepção que casas já não é o supro sumo do investimento (não é dificil, o imobiliário comercial mostrou que as coisas mudam..), diria que quem comprou um apartamento em Viseu ou Bragança por exemplo a 400 mil euros, duvido que tenha uma boa surpresa em 2035. Lisboa Porto ou Algarve a população não deve descer até 2050 e portanto são investimentos muito mais protegidos.

Mas isto são fenomenos globais, enquanto não mexer nos USA ou europa, não pinga para Portugal, mas os valores to REIT e investimentos já mostram algumas mudanças, que ainda não chegou à economia real.
 
Montepio exposto em 14 milhões ao PER do edifício Promenade

O empreendimento de luxo de Lisboa, que o Banco Montepio financiou em 33 milhões, não consegue avançar com as 22 escrituras e pediu um PER para negociar com os credores.


A maior parte dos compradores do empreendimento de luxo Promenade, na Avenida 24 de Julho, em Lisboa, que pagou o sinal no contrato de promessa de compra e venda, não consegue fazer a escritura que estava prevista para 2020... O banco terá invocado que o “colateral” (o imóvel) desvalorizou por a promotora ter deixado os promitentes compradores entrarem nos imóveis sem a escritura feita, o que implicava o pagamento a 100% das frações...

https://jornaleconomico.pt/noticias/montepio-exposto-em-14-milhoes-ao-per-do-edificio-promenade/

Atendendo a quem é o principal promotor, que já antes tinha falido a Imocom e deixado a construção do Hilton Vilamoura a meio, não estou muito supreendido por haver trapalhada neste empreendimento. Supreendido fico (ou talvez não) por continuar a haver quem na Banca aposte nestes projetos, sobretudo quando acenam com "dinheiro dos árabes", mesmo sem perceberem que árabes são aqueles. É que nem tudo o que é árabe cheira a petróleo.
 
Sou só eu a achar que não há falta de casas? Deixem passar uns 2/3 anos mais que vamos ver quantas casas há a mais.
Em 2011/2013 havia casas sem
compradores…
O dinheiro estava caro, a malta ajeitava-se.
Agora o dinheiro ficou barato, a malta ficou esquisita… deixou de se ajeitar.

Eu vejo muitas casas por aí, simplesmente não agradam… Agora este novo round de construção. A preços da lua… que algumas em planta já estavam vendidas, mas continuam á venda. Veremos…

Parece-me um problema de desvalorização de dinheiro.

Não és o único. Já aí atrás dei o exemplo do concelho onde vivo que viu a oferta quase a dobrar em 2 ou 3 anos.
O que passamos é um período estranho que não sei definir, nem para o de vai. Mas a realidade é que há hoje mais casas no mercado que há 2 ou 3 anos.
O preço das mesmas parece indicar que há procura para as mesmas, eu não estou tão certo disso, não sei se será tudo uma maquilhagem que se está a esticar ao limite e que vai ter que rebentar.
Há 2 dias via no jornal que o desemprego que mais aumentou foi nos agentes imobiliários... Por isso... Alguma coisa está para acontecer.
 
Não és o único. Já aí atrás dei o exemplo do concelho onde vivo que viu a oferta quase a dobrar em 2 ou 3 anos.
O que passamos é um período estranho que não sei definir, nem para o de vai. Mas a realidade é que há hoje mais casas no mercado que há 2 ou 3 anos.
O preço das mesmas parece indicar que há procura para as mesmas, eu não estou tão certo disso, não sei se será tudo uma maquilhagem que se está a esticar ao limite e que vai ter que rebentar.
Há 2 dias via no jornal que o desemprego que mais aumentou foi nos agentes imobiliários... Por isso... Alguma coisa está para acontecer.

Num sector em que os bens transacionados são sujeitos a registo acho inacreditável como é que neste país não temos estatísticas fiáveis que nos digam, freguesia a freguesia, quantas casas há habitadas, quantas desabitadas, quantas no mercado, etc.
 
Num sector em que os bens transacionados são sujeitos a registo acho inacreditável como é que neste país não temos estatísticas fiáveis que nos digam, freguesia a freguesia, quantas casas há habitadas, quantas desabitadas, quantas no mercado, etc.

Aqui para o caso em apreço, interessa as que estão no mercado, essas é fácil apurar o número. As que estão inacessíveis à compra, ou porque estão habitadas ou porque não as querem vender, não alteram a dinâmica de mercado.
 
Montepio exposto em 14 milhões ao PER do edifício Promenade

O empreendimento de luxo de Lisboa, que o Banco Montepio financiou em 33 milhões, não consegue avançar com as 22 escrituras e pediu um PER para negociar com os credores.


A maior parte dos compradores do empreendimento de luxo Promenade, na Avenida 24 de Julho, em Lisboa, que pagou o sinal no contrato de promessa de compra e venda, não consegue fazer a escritura que estava prevista para 2020... O banco terá invocado que o “colateral” (o imóvel) desvalorizou por a promotora ter deixado os promitentes compradores entrarem nos imóveis sem a escritura feita, o que implicava o pagamento a 100% das frações...

https://jornaleconomico.pt/noticias/...cio-promenade/

Em 2/3 min de pesquisa em informação pública já dá para fazer umas ligações engraçadas (um dos gerentes que renunciou à AM48, LDA em junho é indicado num artigo como testa de ferro de um diretor da Sonangol envolvido num "saque de 200M de dólares" [:D]).

Se o que é público já dá pra isto, imagino o resto. [:D]
 
A única solução comprovada são cooperativas de habitação, com um enquadramento fiscal e regulamentar draconiano.

nao é preciso inventar a roda, é ver o que cidades como Viena ou Singapura fizeram e replicar à nossa escala.

mas isso será um tumulto no sector da construção, nas autarquias e no sistema bancário. O status quo actual criou uma camada que muito beneficia da forma como o sistema existe,.
 
A única solução comprovada são cooperativas de habitação, com um enquadramento fiscal e regulamentar draconiano.

nao é preciso inventar a roda, é ver o que cidades como Viena ou Singapura fizeram e replicar à nossa escala.

mas isso será um tumulto no sector da construção, nas autarquias e no sistema bancário. O status quo actual criou uma camada que muito beneficia da forma como o sistema existe,.

Já dei por mim a pensar: Salários de médicos e enfermeiros são genericamente baixos face aos custos actuais da habitação, sobretudo dentro da AML e AMP.

Mas talvez não seja mt lógico um médico ou enfermeiro após turnos intensos conduzir 60km para casa ou 1h30 de transportes para poupar na habitação, colocando em causa o seu descanso após 10h, 12h de turno ( ? )

Não seria util o estado ter residências de quartos individuais para os profissionais de saúde ? Assim sempre compensava um pouco o facto de ganharem pouco e conseguiam juntar mt mais facilmente para uma futura entrada.
 
vi esta noticia:
https://www.dn.pt/sociedade/menos-a...-no-minho-tem-a-media-mais-alta-16921333.html

Desconfio bastante, mas não sou jornalista para ir investigar, que a razão que a média mais alta em Aeroespacial é no Minho não Lisboa (técnico), simplesmente o custo de vida e das casas em Lisboa já está a afastar os melhores candidatos das melhores universidades.

O tal fenomeno de Lisboa perder atratividade para quem é de fora, parece estar a começar aos poucos a acontecer. Começa aos poucos, quando o fenomeno ficar visivel a toda a gente já é dificil de reverter.
 
vi esta noticia:
https://www.dn.pt/sociedade/menos-a...-no-minho-tem-a-media-mais-alta-16921333.html

Desconfio bastante, mas não sou jornalista para ir investigar, que a razão que a média mais alta em Aeroespacial é no Minho não Lisboa (técnico), simplesmente o custo de vida e das casas em Lisboa já está a afastar os melhores candidatos das melhores universidades.

O tal fenomeno de Lisboa perder atratividade para quem é de fora, parece estar a começar aos poucos a acontecer. Começa aos poucos, quando o fenomeno ficar visivel a toda a gente já é dificil de reverter.


Tenho um exemplo na família, queria muito tirar gestão na Nova, quando os pais viram os preços das casas, disseram-lhe para esquecer, e ficou lá pelo Norte...
 
vi esta noticia:
https://www.dn.pt/sociedade/menos-al...-16921333.html

Desconfio bastante, mas não sou jornalista para ir investigar, que a razão que a média mais alta em Aeroespacial é no Minho não Lisboa (técnico), simplesmente o custo de vida e das casas em Lisboa já está a afastar os melhores candidatos das melhores universidades.

O tal fenomeno de Lisboa perder atratividade para quem é de fora, parece estar a começar aos poucos a acontecer. Começa aos poucos, quando o fenomeno ficar visivel a toda a gente já é dificil de reverter.

IST tinha 135 vagas, Minho apenas 31. Em cursos concorridos, menos vagas habitualmente significam média mais alta. E a diferença no último classificado não chegou a 0,2 pontos.

Claro que o custo em Lisboa vai ter peso nas escolhas. Mas cursos muito concorridos vão continuar a sê-lo.
 
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