Eu refiro-me apenas para esta gama baixa de bicicletas. Nas mais caras poderão ter outro tipo de cuidado, principalmente nos quadros de carbono.
É óbvio que a "imagem de marca" das marcas mais conhecidas ainda têm essa vantagem, a imagem de marca que certamente foi construída com base na qualidade mas isso não significa que essa qualidade não possa ser atingida por outras marcas. Mas pelo que se sabe hoje em dia, pelas notícias que circulam, as diferenças tendem a esbater-se entre as marcas.
Fiquem bem.
O processo de soldadura para qualquer quadro de Al é a soldadura TIG.
Para melhores resultados o ideal é que seja feita em vácuo, como tal não é possível normalmente é feita em ambientes com baixa concentração de oxigénio, normalmente graças à utilização de um gás inerte (por ex. Argon)
Quando em falo em qualidade de soldaduras, não falo em processos revolucionários, mas sim à perícia, atenção ao detalhe, etc..
Se vires com atenção, uma boa soldadura assemelha-se a uma longa sucessão de escamas, as quais devem ser exactamente simétricas e do mesmo tamanho. Os pontos críticos onde se vêem imperfeições, são regra geral na tubo de direção e no bottom bracket.
Sim, nem todas as marcas têm garantia vitalícia, e como bem disseste as decathlon oferecem 5 anos, bem como algumas Berg (as gamas mais altas)
Mas também afirmei que é um argumento puramente comercial!! Numa bicicleta, o que pode originar problemas raramente ou nunca é o quadro.
Um quadro para quebrar normalmente é por má utilização e/ou utilizado em algo para o qual não foi concebido, por ex, saltos mal calculados, usar um quadro XC em Dirt ou FR, etc... e aí temos pena mas a garantia não cobre!
Se estivermos a falar de quadros em carbono, aí a garantia é realmente importante, por razões que deves conhecer.
De qualquer forma, independentemente da marca que estejamos a falar, a garantia nunca é ilimitada, e exclui sempre a utilização em competição.
Em relação ao peso/resistência, obviamente que existem excepções, MAS regra geral um quadro de marca tem melhor relação peso/resistência.
Quanto aos materiais, se por ex. a GT me diz que usa AL 6061 com tratamento térmico T4 e T6, é porque o realmente usa, e a partir daí até posso prever o feeling desse quadro ao pedalar.
Mas se a Berg ou a Decathlon, me diz que usa Al série 7000, qual é que é?? Em principio é o 7005 porque é o mais usado para bicicletas, mas não posso ter certeza.
E não disse em lado nenhum que por não suportarem custos de desenvolvimento, que têem pior qualidade.
Até te dei o exemplo da Berg Viper e do sistema N.E.U.F como bons exemplos
O que disse é que, regra geral, são conceitos desactualizados! E usando os mesmos exemplos que dei anteriormente a Berg Viper é elogiada no comportamento/equipamento por todos os que a experimentam, mas a critica é sempre a mesma: Peso! e isso tem a ver com desactualização, o próprio sistema N.E.U.F é bastante bom, mas se o comparares com o I.D.S da GT (que é a sua evolução) é limitado.
Mas isto não quer dizer que sejam maus!
Para quem faz uma utilização normal, não está a correr contra o tempo, são até opções muito racionais!
Em relação ao controlo de qualidade, regra geral numa produção de X quadros são analisados Y unidades aleatóriamente.
Quanto maior for Y para o mesmo X, vamos ter um controlo mais apertado, até chegar ao extremo de X=Y, que como exemplo tens as Cannondale Handmade old-school, ou as rodas que vêm montadas nas Rocky Mountain.
Acho que é fácil de perceber que se produzires 10.000 quadros mas só analisares 10 ou 100, é mais barato que produzires os mesmo 10.000 e analisares 10.000.
O serem fabricados em Taiwan, USA, UK, não tem nada a ver com controlo de qualidade, tem a ver com custo e imagem de confiança que transmite ao consumidor.
Tu podes chegar a uma qualquer fábrica em Taiwan, até te dei o exemplo da kinesis, e encomendares o lote de quadros com o controle de qualidade que bem quiseres.
A questão vai ser o custo por quadro, porque a qualidade vai ser igual.
A Cannondale resolveu lançar uma linha "económica" e a única maneira de conseguir um preço ao nível da concorrência foi fabricar no oriente onde a mão-de-obra é mais barata.
Os topos de gama continuam Handmade in USA
E isso não impede que cumpram as tais normas europeias e americanas. As outras é que excedem esses padrões.
Eu não sou contra marcas brancas, trabalho com bicicletas tanto de marca como de marca branca, e sou dos primeiros a aconselhar os clientes a irem para uma marca branca pela relação preço/equipamento.
Mas não me digas que é a mesma coisa, porque eu bem noto a diferença quando monto/afino/reparo/pedalo uma marca boa em relação a uma marca branca.