Nem com umas asas


Mais a sério, a equipa tem bons pilotos, mas o carro ainda não estará totalmente maduro, e haverá ali alguma especificidade no comportamento do mesmo. Ou então não tem andamento e eles andam mesmo "à morte" naquilo.
É o que me parece a mim também, mais do que falta de motor (até terá vantagem neste aspecto), o carro em si parece demasiado compacto, baixo e com pouco curso de suspensão.
além disso, se não me engano, no ano passado tiveram problemas no eixo traseiro traseiro que cedeu, e este ano já também.
Tendo em conta que na equipa está Sainz e Peterhansel que são mais experientes do que ninguém a desenvolver carros, haverá aqui alguma coisa no desenvolvimento que esteja a escapar em termos de decisão? Antes deste eles já tinham feito o 2008/3008 DKR que venceu várias vezes nos anos seguintes ao 1o, onde deram vários problemas de fiabilidade.
De certo modo, o DKR tinha um ar muito mais monstruoso que este Audi.
Outro problema deles é ter do outro lado o Nasser, que é um piloto de elite e neste caso corre às portas de casa. Com os abandonos de hoje, começa a perder a pica.
Quanto ao resto, as motos que é o que mais me interessa, está brutal como quase sempre. Muita variação ganhos e perdas no dia seguinte, vários pilotos com chances de vencer, muito equilíbrio entre marcas e pilotos, pilotos novos a "partir tudo", pilotos veteranos tb bem posicionados...em fim, em termos de competição acho que está a ser dos melhores anos.
Os quads é a modalidade de menor interesse, e os SSV, com tantas categorias também não há muita competitividade.
Os camiões, sem Kamaz não é a mesma coisa, eram os donos do espetáculo dos pesos pesados.
Pontos negativos: a falta do público que se via na América do Sul e que fazia parte do espetáculo.
A diversidade da paisagem, não que a Arábia seja má nesse aspecto, porque não é, mas a América do Sul o portefólio era superior!
A rota ser num único país, não é a mesma coisa que quando atravessava vários na mesma edição...
O poder do dinheiro, que neste caso pode comprar tudo, ou acham eles que podem comprar tudo. Até podem fazer isso e levar para lá a competição com os melhores índices competitivos de sempre e vender/tentar promover o país, mas a imagem que passa é "de um país de plástico", falta o lado genuíno e real dos lugares. Isto havia no original em África, e havia também na América do Sul. Aqui não...
Sou só eu, ou partilham da mesma opinião?