Obviamente que não me esqueci disso, mas o problema não foi da aeronave em si, como deves saber. Não havia peças sobressalentes para manter os Merlin a operar, a situação só foi resolvida com a assinatura de um contrato de manutenção com a Agusta Westland (com duração inicial de 5 anos, se não me falha a memória).
Até podes ter razão, mas eu não sou tão rápido a concluir isso. Para o fazer precisava de ler com alguma atenção as características técnicas de cada um, e saber o preço. Mas diz-me só uma coisa, se tivesses NH90 em Portugal, a fazer SAR, como seria quando começassem a ter de encostar todos por problemas técnicos, incluindo por terem o piso danificado (imagino que se saltos altos fazem estragos, um cesto de resgate fará muitos mais). Naturalmente que estes problemas de juventude serão, provavelmente, resolvidos, mas a que custo? Peso a mais (menor raio de acção), maiores custos? São tudo hipóteses, claro.
Sim, tal como o Aviocar o fazia, e então? Não vai "lá abaixo" resgatar os náufragos! Precisas sempre de helicópteros operacionais.
Meu caro, estás-te a esquecer que os pilotos também tem de treinar (type rating)! Além disso tem de manter valências, como C-SAR, transporte táctico, etc (para além de SAR, claro). Não ficava folga para imprevistos e para um treino suficiente.
Não sei quanto custa o NH90, nunca negociei a compra de nenhum [

]. Mas aceito que sejam mais baratos que o Merlin, não me surpreenderia. E, como sabes, os preços variam muito, até porque frequentemente são incluídos contratos para treino e manutenção.
Mas, já que falamos em preços, as coisas nem sempre são óbvias. Quando a Áustria abriu concurso para comprar aeronaves de combate, os finalistas foram o Saab Gripen e o Typhoon. O preço proposto para o Saab Gripen era tão alto, que a Áustria optou pelo Typhoon, era mais barato. O Gripen é que é o caça leve barato, e tenho a certeza que em 90% das propostas é submetido com um preço bem inferior ao do Typhoon. Aliás, os Suecos (e Ingleses, a BAe também está envolvida nas vendas) devem ter aprendido com o erro, pois ganharam o concurso na Suíça por, entre outras razões, terem a proposta mais baixa.
Lamento, mas estás enganado, Portugal tem 12 C295M, divididos da seguinte forma:
7 apenas de transporte
5 preparados para o sistema FITS (chamados C295M VIMAR) (os tais 5 que chamas erradamente de Persuader)
Só comprámos, salvo erro, 3 sistemas FITS (que podem ser intercambiados entre cada avião, estão numa espécie de palete), ou seja, estes 5 também podem fazer transporte, e outras missões.
O sistema VIMAR é um sistema de vigilância marítima, não serve para guerra anti-submarina (detectará alvos à superfície e, eventualmente, um periscópio, mas não possuem sensores como um MAD, por exemplo). E já expliquei antes que hoje em dia um P3 tem muitas outras funções.
Sim, a imagem é de um Persuader, mas, como escrevi acima, não temos nenhum destes.
Sim, os nossos Alpha Jet são aeronaves de treino, mas também tem capacidade de ataque ao solo e de guerra electrónica. Não sei se essas valências ainda são utilizadas, mas existem. Além disso já vieram bem usados dos Alemães. Mas tens razão, o ambiente marinho é muito mais corrosivo. Mas os Lynx navais também estão preparados para o suportar (sofrendo na mesma problemas causados pelo sal, claro). Mas daí até estarem velhos...
Abraço