Ladrilhador
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Portugal a fabricar carros Chineses?
Portugal a fabricar carros Chineses?
A hipótese de Portugal poder vir a construir os económicos carros chineses ganhou ontem um importante avanço durante a visita de José Sócrates à China. A revelação foi feita por Basílio Horta, embaixador português junto da OCDE, que foi contactado por um dos maiores industriais do sector automóvel chinês. “Eles querem entrar na Europa e disseram que têm Portugal na agenda.”
Sobre a mesa está a hipótese, para já ainda apenas isso, de a marca (não revelada), passar a produzir os seus automóveis no nosso país. “Não há ainda nada de concreto, mas Portugal apresenta vantagens competitivas que lhes parecem muito importantes”, disse Basílio Horta, exemplificando com o caso da Autoeuropa e sublinhando a importância de um tal negócio para o nosso país.
“Depois da saída de General Motors de Portugal há a necessidade de voltarmos a ter um grande investidor automóvel e vamos agarrar esta oportunidade com toda a força”, disse, sem se querer alongar em pormenores sobre o negócio. A sua satisfação, contudo, mostrava que tudo pode estar mais avançado do que quis dizer, até pela atrapalhação e admiração de Manuel Pinho quando confrontado com a questão. O que está em causa é a produção de peças automóveis em separado ou dos veículos por inteiro, mas o embaixador da OCDE não confirmou que o negócio, a concretizar-se, possa ocupar a agora vazia fábrica da Azambuja.
“O nosso mercado é moderno, há empresas tecnológicas como as que estão a ser mostradas na China, e nesta fase em que este país começa a internacionalizar-se o mercado automóvel e as suas componentes é um sector onde Portugal pode atrair investimento chinês.”
O mercado automóvel chinês aumenta a cada dia (em Pequim, as longas filas de bicicletas estão cada vez mais reduzidas) e a China investe nas suas próprias marcas depois da invasão inicial estrangeira. Audi, Mercedes e BMW dominam o mercado de luxo, mas a Volkswagen, Hyundai e Ford, que ocupavam o mercado dos carros populares, estão a ser esmagadas pelos automóveis chineses, que não param de surgir, a preços muitos baixos.
Produzir para um país que pode adquirir mais de 3,2 milhões de veículos é a mais-valia para Portugal. À China, Portugal oferece know how e possibilidade de acabar com a má imagem dos carros chineses: cópias quase fiéis dos modelos das principais marcas e péssimo fabrico e equipamento, devido à falta de conhecimentos. A Chery, por exemplo, aposta num pequeno citadino, o QQ, cujas parecenças com o Daewoo Matiz já lhe valeram um processo por parte da General Motors. Apesar de os preços serem metade do normal e de os chineses estarem a importar cada vez mais tecnologia – e técnicos – da Europa, há ainda uma desconfiança geral.
Basílio Horta garantiu que a comercialização não foi falada, mas será seguramente o passo seguinte, porque há empresas portuguesas muito interessadas na venda das marcas chinesas em Portugal e na Europa. A Hipogest, de Hipólito Pires, que acompanha Sócrates à China, há muito que quer importar dois modelos da Geely, a metade do preço dos concorrentes do seu segmento (Renault Mégane e Opel Astra). Mas a Serfingest, de Vasco Mendes de Almeida, que também faz parte da comitiva, tem-se batido pelo mesmo. Afinal, apesar do elevado imposto automóvel em Portugal, é possível vender estes carros por cerca de dez mil euros, o que os torna produtos muito apetecidos.
In: http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=229676&idselect=9&idCanal=9&p=200
Terá isto viabilidade ou será só areia para os olhos?
Portugal a fabricar carros Chineses?
A hipótese de Portugal poder vir a construir os económicos carros chineses ganhou ontem um importante avanço durante a visita de José Sócrates à China. A revelação foi feita por Basílio Horta, embaixador português junto da OCDE, que foi contactado por um dos maiores industriais do sector automóvel chinês. “Eles querem entrar na Europa e disseram que têm Portugal na agenda.”
Sobre a mesa está a hipótese, para já ainda apenas isso, de a marca (não revelada), passar a produzir os seus automóveis no nosso país. “Não há ainda nada de concreto, mas Portugal apresenta vantagens competitivas que lhes parecem muito importantes”, disse Basílio Horta, exemplificando com o caso da Autoeuropa e sublinhando a importância de um tal negócio para o nosso país.
“Depois da saída de General Motors de Portugal há a necessidade de voltarmos a ter um grande investidor automóvel e vamos agarrar esta oportunidade com toda a força”, disse, sem se querer alongar em pormenores sobre o negócio. A sua satisfação, contudo, mostrava que tudo pode estar mais avançado do que quis dizer, até pela atrapalhação e admiração de Manuel Pinho quando confrontado com a questão. O que está em causa é a produção de peças automóveis em separado ou dos veículos por inteiro, mas o embaixador da OCDE não confirmou que o negócio, a concretizar-se, possa ocupar a agora vazia fábrica da Azambuja.
“O nosso mercado é moderno, há empresas tecnológicas como as que estão a ser mostradas na China, e nesta fase em que este país começa a internacionalizar-se o mercado automóvel e as suas componentes é um sector onde Portugal pode atrair investimento chinês.”
O mercado automóvel chinês aumenta a cada dia (em Pequim, as longas filas de bicicletas estão cada vez mais reduzidas) e a China investe nas suas próprias marcas depois da invasão inicial estrangeira. Audi, Mercedes e BMW dominam o mercado de luxo, mas a Volkswagen, Hyundai e Ford, que ocupavam o mercado dos carros populares, estão a ser esmagadas pelos automóveis chineses, que não param de surgir, a preços muitos baixos.
Produzir para um país que pode adquirir mais de 3,2 milhões de veículos é a mais-valia para Portugal. À China, Portugal oferece know how e possibilidade de acabar com a má imagem dos carros chineses: cópias quase fiéis dos modelos das principais marcas e péssimo fabrico e equipamento, devido à falta de conhecimentos. A Chery, por exemplo, aposta num pequeno citadino, o QQ, cujas parecenças com o Daewoo Matiz já lhe valeram um processo por parte da General Motors. Apesar de os preços serem metade do normal e de os chineses estarem a importar cada vez mais tecnologia – e técnicos – da Europa, há ainda uma desconfiança geral.
Basílio Horta garantiu que a comercialização não foi falada, mas será seguramente o passo seguinte, porque há empresas portuguesas muito interessadas na venda das marcas chinesas em Portugal e na Europa. A Hipogest, de Hipólito Pires, que acompanha Sócrates à China, há muito que quer importar dois modelos da Geely, a metade do preço dos concorrentes do seu segmento (Renault Mégane e Opel Astra). Mas a Serfingest, de Vasco Mendes de Almeida, que também faz parte da comitiva, tem-se batido pelo mesmo. Afinal, apesar do elevado imposto automóvel em Portugal, é possível vender estes carros por cerca de dez mil euros, o que os torna produtos muito apetecidos.
In: http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=229676&idselect=9&idCanal=9&p=200
Terá isto viabilidade ou será só areia para os olhos?