Tenho ideia que desde 2017 todos os fabricantes na Europa foram obrigados a colocar o gás R-1234yf e abandonaram o comum R-134a, por isso com bomba de calor ou sem ela (no fundo o sistema é igual em termos de gás, mas mais complexo, pois é reversivel) deverão usar o mesmo tipo de gás.
E sim, este gás é muito mais caro que o anterior, mas já começa a estar disponivel em muitas as oficinas.
Então digo assim, os carros com bomba de calor(pelo menos no grupo VAG) usam o gás R744(CO2), sem bomba de calor usam o mais comum R1234yF.
Tirado do Gemini:
1. O Padrão de Mercado: Gás R1234yf
A maioria dos fabricantes optou por manter o R1234yf mesmo quando equipam os carros com bomba de calor.
Quem usa: Tesla (Model 3, Y, S, X com o sistema Octovalve), Hyundai / Kia (Ioniq 5, Ioniq 6, EV6, EV9, Kauai), Renault (Megane e Scenic E-Tech), Stellantis (Peugeot e-208/e-3008, Fiat 500e), Nissan (Ariya), entre outros.
Porquê? Permite às marcas utilizar componentes de climatização muito mais standard, o que reduz drasticamente os custos de fabrico e simplifica a manutenção. Praticamente qualquer oficina automóvel atual tem máquinas para carregar e reparar sistemas com R1234yf.
A Desvantagem: Embora estas bombas de calor poupem muita energia em outonos suaves ou invernos ligeiros (temperaturas acima de 0°C), a sua eficiência térmica começa a cair drasticamente quando os termómetros descem abaixo dos -5°C ou -10°C. Nesses cenários de frio extremo, o gás perde capacidade de pressão e o carro é obrigado a ligar as resistências elétricas para compensar.
2. O Grupo do CO₂ (R744)
O Grupo Volkswagen (VW, Audi, Cupra, Skoda) foi o grande pioneiro e defensor do CO₂ (R744) para as bombas de calor em plataformas elétricas (como a MEB). No entanto, algumas marcas premium alemãs também o utilizam ou utilizaram em modelos específicos de gama alta:
Quem usa: Mercedes-Benz (em alguns modelos das gamas EQ) e BMW (em modelos selecionados de topo).
Porquê? As propriedades termodinâmicas do CO₂ permitem-lhe manter uma eficácia brutal mesmo a temperaturas congelantes de -15°C ou -20°C sem precisar quase nada do aquecedor elétrico. É a solução ideal para os invernos rigorosos do norte da Europa.
A Desvantagem: Obriga a uma engenharia cirúrgica. Como o CO₂ exige pressões de trabalho de 100 a 140 bar (comparadas com os escassos 15 a 20 bar do R1234yf), as tubagens, compressores e válvulas têm de ser ultra-reforçados, encarecendo o opcional no momento da compra e as futuras reparações.